Como conseguir uma namorada em 30

Conseguir uma namorada não é tão difícil quanto parece. Só precisamos fazer alguns ajustes dentro de nós mesmos e aumentar nosso número de opções. Quanto melhor for nosso jogo interno (autoconfiança, positividade e senso de humor) e quanto mais opções tivermos (sair mais, ter mais círculos sociais, abordar garotas durante o dia ou a noite… A PROCURA DE UMA NAMORADA.....OS ORDINARIOS EM PIRAJÚ !!!! AudieChin Fun. 4:03. Campanha 'Eu quero arrumar uma namorada' - Fabiano Dornelas ... #3Dicas Como Conseguir Uma Namorada Bonita VÍDEO NOVO. hair icon. ... Este gajo tira uma soneca e a namorada prega-lhe uma partida daquelas!!! Cristovao Andrade. 0:56. Como Conseguir uma Namorada. Você pode até achar que conseguir uma namorada é uma tarefa hercúlea, mas não é bem assim! Não desista. Comece por conhecer mais garotas em grupos de estudos, eventos e por meio de seus amigos. Em seguida, seja... Como reconquistar ex namorado em 30 dias. Como reconquistar ex namorado em 30 dias. ... Não basta que você tenha uma ideia do que fazer, imagine o cenário em sua cabeça e ache que isso vai dar resultado. ... Este é um dos aspectos mais críticos para conseguir recuperar o seu amor. É também aqui que a maioria das mulheres comete mais ... Como Conseguir uma Namorada no Ensino Fundamental. Se você quer arranjar uma namorada mas não sabe como, é normal. Esses passos vão ensiná-lo a escolher e conquistar a garota certa. Se você já sabe quem é a garota certa, pule para a Parte... 01- Procure se interar-se mais com os amigos, saia, com certeza em todo grupo sempre existe alguém solteiro, e esta pode ser uma excelente opção para conseguir um paquera, dessa forma ao menos você tem a certeza de encontrar um cara bem legal e não um mal caráter a qualquer! As redes sociais estão cada vez mais em voga e encontrar namorada no Facebook é cada vez mais comum e simples. Se também já pensou em utilizar o Facebook para conhecer o seu novo amor, veja qual a melhor forma de o conseguir fazer com sucesso. Porque é fácil encontrar namorada no Facebook O Facebook, […] Continuar a ler “Eu frequentava muita danceteria nos anos 1990. E, como todo mundo, quero arranjar uma namorada, mas não conseguia de jeito nenhum. Tentei de tudo, anúncio em jornal, bate-papo na internet, me apresentar nas baladas. Até refiz o ensino médio, que tinha concluído no supletivo, mas nada”, conta. Como conseguir-achar uma namorada ou namorado rápido e fácil. Luiz 26/10/2007 ... olha sou uma mulher bonita tenho 40 anos com aparencia de 30 estou a procura da minha cara metade sou católica frequentadora das missas aos domingos já fui casada sou viuva a 14 anos ... Procuro uma namorada fiel e que more em ribeirão preto se tiver me add ... Então, se este é o seu desejo no momento, confira neste artigo como conseguir uma namorada em pouco tempo, usando 7 técnicas infalíveis de conquista.. Como arrumar uma namorada rápido em 7 passos. Em primeiro lugar, saiba que uma gata não vai cair do céu, ou seja, você precisa se mexer para encontrar alguém interessante.

Estou na minha segunda formação e há quase três anos procurando emprego. Não consigo nada. A frustração está acabando comigo há muito tempo.

2020.10.16 22:23 Creative_Oven_6350 Estou na minha segunda formação e há quase três anos procurando emprego. Não consigo nada. A frustração está acabando comigo há muito tempo.

Bem, antes de começar, essa conta é uma throwaway, já que pessoas próximas podem ver o post.
A questão é a seguinte: logo que saí do Ensino Médio, consegui entrar em uma universidade federal. Na época eu tinha algumas ideias do que queria fazer para a vida e decidi arriscar na que me parecia mais legal. Não me entendam mal, não é que eu me arrependa de minha escolha, honestamente se não fosse por ela eu não acho que seria a pessoa que sou hoje e não conheceria minha namorada (com quem tenho um relacionamento há 5 anos).
Para ser mais específico, eu entrei em Licenciatura e Bacharelado em História, na UFPR. Eu realmente gostei do curso. História sempre foi uma área que me fascinou e durante a formação pendi cada vez mais para a pesquisa. No entanto, claro que na metade da graduação percebi a falta de perspectivas de pesquisas nessa área no Brasil e comecei a pensar em alternativas de onde trabalhar.
Sempre gostei de dar aula, apesar de nunca querer ser professor do Estado. Então entrar em PSS não era uma opção. Antes da minha primeira graduação, durante e até um tempo depois, sempre trabalhei informalmente em negócios da família. Fui assistente administrativo no escritório de contabilidade dos meus pais. Ajudei na pequena gráfica digital que meu tio tinha, tanto no balcão quanto no setor de compras. Esses trabalhos me ensinaram muitas coisas e me deram muitas habilidades diferentes. Sempre sou elogiado por ser comunicativo, tenho habilidades avançadas no pacote Office completo, aprendi a mexer em estoque, arquivo, realizar trabalhos braçais etc.
Só que em certo momento percebi que precisava de um trabalho formal. Algo que estivesse registrado em minha carteira de trabalho. Aqui entra outra coisa que gosto muito: idiomas. Desde cedo sempre estudei outras línguas por conta própria. Sempre foi um hobbie meu. Me tornei fluente em inglês, consigo conversar em francês e japonês e tenho certo conhecimentos de espanhol e LIBRAS. Aproveitando essas minhas habilidades, consegui me tornar professor de inglês.
Mas a ideia de virar professor de inglês nunca me foi permanente. A falta de perspectiva de uma carreira nunca fez com que eu quisesse ser professor. Pesquisador sempre tive vontade. Por outro lado, vejo amigos meus com 30, 35 anos fazendo doutorado, pesquisas maravilhosas, mas precisando arrumar outros empregos para se manter e ganhar mais ou menos mil reais por mês. Não é uma vida que quero ter.
Estou com 23 anos no momento. Quando estava com 20, decidi que iria para outra área que sempre tive muito interesse: a parte comercial. Sempre fui bem com números. Não só enquanto trabalhava no escritório de contabilidade de meu pai, mas também participei e "ganhei" algumas Olímpiadas de Matemática enquanto estava na escola. A área administrativa também era interessante. Então pensei bastante e cheguei a conclusão que se conseguisse algo na área de Relações Internacionais ou Comércio Exterior, teria a carreira que sempre quis.
Isso se deu por volta do início de 2018. Achar estágio na área de História (em museus e coisas do tipo) nunca deu certo, tanto pela falta de vagas quanto pela carga horária diária do meu curso que nunca batia com o que eu achava. Consequentemente, fui procurar estágios e empregos em Relações Internacionais e Comércio Exterior. Assim se deu o meu ano de 2018. Obviamente, sem nenhum resultado.
Eu mandava todo mês meu currículo para inúmeras vagas. Nunca recebi uma única resposta. Tudo bem. Bola pra frente. 2019 chegou e eu me formei na metade do ano. Mais 6 meses sem nenhuma resposta. Nesta época, eu já enviava o currículo semanalmente. Queria alguma oportunidade em RI ou Comex. Eu achei que História era um curso similar o suficiente. Pelo jeito, as empresas não concordavam.
Depois de minha formatura, há quase um ano e meio procurando, decidi investir em concursos públicos. Talvez eu conseguisse uma área no setor comercial ou administrativo do Estado. Não seria um problema se eu pudesse migrar posteriormente. Prestei vários concursos que fiquei três ou quatro vagas abaixo da linha de corte. A frustração era grande, mas eu continuava.
Enquanto isso, precisava me sustentar. Portanto, permaneci dando aulas de inglês. Não posso negar, sou bom nisso. Não muito bom, mas o suficiente para receber elogios esporádicos tanto de alunos quanto colegas. Quem sabe se em algum momento eu me dedicasse à área pedagógica, pudesse crescer e construir uma carreira ali.
Porém, eu sabia que investir na área pedagógica me afastaria completamente de RI e Comex. Então nunca fiz isso ou fui para esse lado. Em certo momento de 2019, passei no edital do IBGE para o Censo 2020. Meu nome foi homologado no Diário Oficial da União. Eu estava dentro. Tinha conseguido algo diferente, além de dar aula. A frustração parecia ter acabado. Só precisava esperar março de 2020 para ser chamado. Minha namorada chorou de felicidade por mim. Eu também estava transbordando por dentro.
Aí aconteceu que... a pandemia. Todos sabem. A verba do Censo 2020 foi cortada completamente nesse ano e transferida para o segundo semestre de 2021, isso se não for postergada mais uma vez. Depois, descobri que o concurso que tinha passado era PSS e mesmo eu estando dentro, não significava que seria chamado. Nisso já era metade do primeiro semestre de 2020 e eu também não havia parado de mandar currículo para RI e Comex. Se eu conseguisse um emprego nessa área, não ficaria no IBGE (pois o cargo era temporário de apenas um ano).
Extremamente frustrado, depois de muitas e muitas (e muitas) crises de raiva, tristeza e angústia, decidi investir em alguma coisa que fosse mudar tudo. Comecei uma segunda graduação. Moro em Curitiba e diante das possibilidades de cursos que poderia fazer nessa área, optei pela que me pareceu melhor: Comércio Exterior.
Minhas aulas começaram em julho desse ano. Desde o mês sete, tenho uma única rotina: todo dia da semana eu acordo, vasculho a internet, sites especializados, grupos de WhatsApp e Telegram, em busca de empregos para a área comercial, administrativa, financeira ou até logística. Existem muitas coisas em cada um desses setores com as quais eu adoraria trabalhar. Todo dia, literalmente todo dia mesmo, eu me inscrevo em média de uma até três vagas - tipo, todo dia.
Desde julho, sou rejeitado em umas 30/40 vagas mensalmente. Entrar em uma segunda graduação de Comércio Exterior realmente ajudou: agora sou chamado para entrevistas e provas. No entanto, sempre que me perguntam se eu faço alguma coisa, se ainda trabalho, digo que tenho o trabalho temporário de instrutor de línguas. Algo que quero largar assim que conseguir outro trabalho na área que quero, ou seja, na área para a qual estou me inscrevendo.
Só que é sempre nessa parte, é sempre nesse momento que vejo claramente que sou colocado de lado. Ninguém quer contratar alguém que precisou trabalhar como professor. Algo pedagógico, muito diferente do mundo comercial. Sempre elogiam minha curiosidade por línguas, acham legal meu contato com setores administrativos e financeiros no passado, mas por terem sido trabalhos informais, ninguém se importa. Sim, estou frustrado.
Dia após dia recebo e-mails falando que não foi dessa vez. Isso quando os recebo. A maior parte das inscrições por e-mail não são respondidas. As que realizo por sites diversos, estão marcadas 90% como "Rejeitado por falta de experiência". Todos estágios. É sério. Tenho mais de 40 vagas de estágio rejeitadas por "falta de experiência". Repito novamente porque estou frustrado: estágios.
Eu não consigo um único estágio. Em nenhuma área. Todo dia sou recusado. Não importa se é RI. Setor de compras. Setor administrativo. Setor financeiro. Setor de logística. Só preciso desse primeiro emprego na área. Aposto que os demais vão vir muito mais facilmente (porque mais difícil não tem como existir).
E receber constantemente, apesar do esforço diário de mandar currículos, atualizar informações em sites (sim, tenho perfil em LinkedIn e mais outros diversos sites de emprego), apenas me lembra do meu fracasso. Não tenho perspectivas nenhuma de que vou conseguir. Nenhuma perspectiva que vou mostrar para alguém quão esforçado posso ser. Quão dedicado. Eu só preciso de uma chance para a primeira oportunidade.
Estou nessa há 3 anos. Acumulo quase 100 rejeições totais desde que comecei minha segunda graduação. Cada vez me empenho mais para tentar. Cada vez tenho menos vontade e fico pior. Menos motivado. Antes que alguém fale alguma coisa (se alguém aguentou ler esse textão de desabafo até aqui), estou sempre verificando meu currículo: como apresentar informações, tirando, colocando coisas. Já contratei profissionais de currículos que analisaram e mudaram algumas coisas. Já apresentei pra muitos profissionais colegas e da família que deram algumas sugestões e elogiaram outras coisas. É algo que estou sempre tentando melhorar, mais e mais.
Pra encerrar, existe um fator nisso tudo que aumenta ainda mais a frustração comigo mesmo, a frustração com todo esse cenário. Minha namorada trabalha na área de tecnologia. Em 2019, decidiu arranjar um estágio. Se inscreveu para três e conseguiu um deles. Agora em 2020 decidiu ir para outro, se inscreveu em uma única vaga e foi aprovada. Não tenho raiva nem dela. O que mais me afeta é a diferença da facilidade de conseguir emprego em uma área comparada à outra. Ela é minha namorada. Amo ela e estou feliz que ao menos um de nós está tendo conquistas dessa área. Mas não consigo deixar de ficar pior, o problema sou eu? Nunca vou conseguir uma vaga simplesmente por causa da minha primeira formação? Porque precisei dar aulas para me sustentar? O problema é algum outro?
Enfim, esse é o meu desabafo. Desculpem pelo tamanho do texto e obrigado se alguém chegou até aqui.
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2020.10.04 02:59 heartless2000 Eu deveria terminar meu namoro?

a historia é longa mas vou tentar resumir:
Estou em um relacionamento a tres anos onde sempre deu tudo certo. Em maio desse ano eu acabei entrando no facebook do meu namorado e baixei uma conversa que ele tinha com uma menina chamada "Mariana". Eles conversavam no facebook de 2011 ate 2015 e tiveram um relacionamento mais serio em 2015. Apesar de isso tudo ter ocorrido muito antes da gente se conhecer(nos conhecemos em 2017) eu fiquei com uma pulga atras da orelha por dois motivos: 1 - ela é muuuito bonita e 2 - ele sempre deixou claro pra mim que eu fui a primeira namorada dele. Na conversa do facebook ficava nítido o quanto ele gostava dela e como ele ficou triste quando ela n quis levar o relacionamento pra frente pelo motivo de "ainda sou muito nova e quero aproveitar mais". Pouco tempo depois disso ele até tentou se matar mas n sei se tem algo a ver com essa menina.
Até ai vc deve estar me achando maluca e possessiva ne? Afinal, tudo isso aconteceu antes de nos conhecermos e eu nem deveria mexer nas coisas dos passado. O ponto é que fiquei com aquilo na cabeca e fui perguntar a ele sobre ela. Perguntei se durante o nosso namoro ele havia tido algum contato com ela e ele negou. Perguntei mil vezes e ele negou.
A questão é que fiquei desconfiada e acabei fazendo algo que nao me orgulho: peguei o celular dele enquanto ele dormia e fui atras de mensagens com ela no whatsapp. O fato é que ele havia mentido pra mim: eles conversavam sim durante nosso namoro e isso me deixou muito mal. Exportei toda a conversa(QUE ESTA ALI NO FINAL, SE VC QUISER LER) e no outro dia perguntei pra ele novamente se ele falava com ela. Implorei na verdade e ele continuava mentindo, dizendo que eu deveria acreditar nele. Ele so admitiu quando eu falei que havia acessado o celular dele.
Depois disso demos um tempo de 1 mes mas ele sempre insistiu pra continuarmos. Falava que aquelas conversas nao significavam nada e que ele somente respondia quando ela chamava ele. disse que gostava de ver ela sofrendo porque ela havia feito ele sofrer no passado.
Enfim, se vc leu ate aqui agradeço muito. Eu realmente n sei se devo continuar ou nao pois ele mentiu muito pra mim.

Por favor, me de a sua opinião.

Vcs confiariam novamente se estivessem no meu lugar?
Voce conversa com sua/seu ex? Se sim, por quê? é realmente sem sentimento nenhum?

---------------------------------CONVERSA QUE ELES TIVERAM NO WHATSAPP-------------------------
11/05/2020 13:22 - As mensagens e chamadas desta conversa estão protegidas com a criptografia de ponta a ponta. Toque para mais informações.
11/05/2020 13:22 - Mariana: E aí
11/05/2020 13:22 - Mariana: Como é que cê tá?
11/05/2020 13:37 - Joao: Heey, to bem você?
11/05/2020 13:38 - Mariana: Também
11/05/2020 13:38 - Mariana: Não estou bebada e tbm não acabei de levar um chifre
11/05/2020 13:38 - Mariana: hahahaha
11/05/2020 13:38 - Joao: Olha, isso é novidade hahah
11/05/2020 13:38 - Joao: Estranhei pelo horário, estar bebada agora seria meio estranho
11/05/2020 13:39 - Mariana: hahahahah
11/05/2020 13:39 - Mariana: To trabalhando
11/05/2020 13:39 - Mariana: e ontem lembrei de você
11/05/2020 13:39 - Mariana: e aí vim especular sua vida
11/05/2020 13:39 - Mariana: Na realidade, eu queria te perguntar uma coisa
11/05/2020 13:39 - Mariana: É pessoal, mas acho ok
11/05/2020 13:40 - Joao: Certo, o que é?
11/05/2020 13:44 - Mariana: Naquela época que tínhamos uma relação, você havia comentado que sofria de um transtorno de agressividade
11/05/2020 13:44 - Mariana: Lembra?
11/05/2020 13:44 - Mariana: Inclusive, pouco tempo depois tu ficou internado
11/05/2020 13:45 - Joao: Não, não era transtorno de agressividade, era boderline
11/05/2020 13:45 - Joao: Pq?
11/05/2020 13:47 - Mariana: O que é isso?
11/05/2020 13:47 - Mariana: Cara, pq eu precisava de certos acompanhamentos
11/05/2020 13:48 - Mariana: Eu sei que sou uma pessoa extremamente ansiosa, mas em alguns momentos de irritação - ainda que por motivos bem pequenos - eu tenho uma reação desproporcional
11/05/2020 13:48 - Mariana: E me sinto muito violenta
11/05/2020 13:48 - Mariana: Claro, não chego a fazer nada
11/05/2020 13:48 - Mariana: Mas a vontade é imensaa
11/05/2020 13:49 - Joao: Então, Boderline é um transtorno de personalidade, é um agregado de coisas
11/05/2020 13:50 - Joao: Para o diagnóstico do transtorno de personalidade limítrofe, os pacientes devem ter

Instabilidade persistente nos relacionamentos, na autoimagem e nas emoções (desequilíbrio emocional), bem como acentuada impulsividade.
Esse padrão é caracterizado por ≥ 5 dos seguintes:

Esforços desesperados para evitar o abandono (real ou imaginado)
Relacionamentos intensos e instáveis que se alternam entre idealização e desvalorização da outra pessoa
Autoimagem ou senso do eu instável
Impulsividade em ≥ 2 áreas que pode prejudicá-los (p. ex., sexo inseguro, compulsão alimentar, dirigir de forma imprudente)
Comportamentos, gestos ou ameaças repetidos de suicídio ou automutilação
Mudanças rápidas no humor, normalmente durando apenas algumas horas e raramente mais do que alguns dias
Sentimentos persistentes de vazio
Raiva inadequadamente intensa ou problemas para controlar a raiva
Pensamentos paranoicos temporários ou sintomas dissociativos graves desencadeados por estresse
11/05/2020 13:55 - Mariana: Hmm
11/05/2020 13:55 - Mariana: Poxa, isso tem martelado na minha cabeça
11/05/2020 13:56 - Mariana: Eu preciso ter mais calma, ou uma hora vou fazer algo que eu possa me arrepender
11/05/2020 13:56 - Joao: Mas tipo, isso é uma coisa, o certo é procurar acompanhamento para te diagnosticarem do jeito certo
11/05/2020 13:56 - Mariana: Não sei explicar, só sei que é algo muito forte e que vem de dentro!
11/05/2020 13:56 - Mariana: Aquele raiva!
11/05/2020 13:56 - Mariana: E depois eu penso, e vejo que é desproporcional sabe
11/05/2020 13:57 - Mariana: É, eu tenho que voltar a fazer acompanhamento
11/05/2020 13:57 - Mariana: Eu tinha achado umaclinica pelo meu plano
11/05/2020 13:57 - Mariana: Só que aí começou a Pandemia, e eu deixei de lado
11/05/2020 13:58 - Mariana: E como até hoje tive apenas 03 crises bem fortes
11/05/2020 13:58 - Mariana: Essas de ansiedade ou pânico, eu acabo deixando sabe
11/05/2020 14:00 - Joao: Entendo, as vezes eu tenho certas crises também, eu voltei pra tratamento agora depois de um bom tempo tentando marcar horário
11/05/2020 14:00 - Joao: Mas não estou mais tomando nada
11/05/2020 14:00 - Joao: Talvez tenha que voltar
11/05/2020 14:01 - Mariana: Que ótimo!
11/05/2020 14:01 - Mariana: Tomara que não precise voltar para o tratamento medicamentoso, mas se precisar, também não é o fim do mundo né
11/05/2020 14:02 - Mariana: Infelizmente esses problemas psicológicos tem se tornado cada vez mais comum
11/05/2020 14:15 - Joao: Pois é, também espero que não, sempre me senti estranho tomando. Não parecia ser eu, além disso tinham efeitos colaterais bem chatos
11/05/2020 14:17 - Mariana: Faz parte...
11/05/2020 14:17 - Mariana: Na minha volta bastante gente precisa se submeter e tais tratamentos
11/05/2020 14:18 - Mariana: Mas enfim! Como está a vida? Está aqui em SJP? Aulas suspensas?
11/05/2020 14:23 - Joao: Restrita, apesar de eu não ter parado de trabalhar
11/05/2020 14:24 - Joao: Estavamos imprimindo máscaras para o pessoal da saúde de Joinville e Curitiba
11/05/2020 14:24 - Joao: Mas as aulas pararam, só estou tendo EAD por enquanto, e por ai?
11/05/2020 14:27 - Mariana: EAD também!
11/05/2020 14:27 - Mariana: Escritório voltou semana passada
11/05/2020 14:27 - Mariana: Mas antes disso estávamos trabalhando em casa
11/05/2020 14:29 - Joao: Foda, aqui não tem previsão das aulas voltarem
11/05/2020 14:31 - Mariana: É, aqui disseram que retornaria em agosto
11/05/2020 14:31 - Mariana: Mas não sei em...
11/05/2020 14:31 - Mariana: Que situação, né?
11/05/2020 14:32 - Joao: Pois é, era pra estar mais controlado, mas o presidente não ajuda muito kk
11/05/2020 14:33 - Mariana: Não ajuda em nada! Estou preocupada com o que pode acontecer ainda
11/05/2020 14:34 - Mariana: Se passarmos por mais um impeachment é de se discutir a própria democracia né
11/05/2020 14:34 - Mariana: Pois ao que parece não está funcionando para eleger representantes
11/05/2020 14:34 - Joao: Sim, essa instabilidade total piora situações como ansiedade
11/05/2020 14:35 - Joao: Se passarmos por mais um nossa economia vai demorar mais de uma década pra ser recuperar, ninguém investe em um país que troca de presidente como troca de camiseta
11/05/2020 14:36 - Mariana: Com certeza...
11/05/2020 14:37 - Mariana: Poisé, mas tudo caminha para isso né
11/05/2020 14:38 - Mariana: Até pq inquerito já foi instaurado
11/05/2020 14:38 - Mariana: O cara também é bem burro né, não dá uma dentro!
11/05/2020 14:39 - Mariana: As vezes me arrependo de ter feito direito, sabia?
11/05/2020 14:39 - Mariana: Com outra profissão eu teria chance de tentar a vida em outro país
11/05/2020 14:40 - Joao: Eu to pensando, quando me formar acho que vou pro Canadá
11/05/2020 14:40 - Joao: Sim, todo dia uma atrás da outra
11/05/2020 14:41 - Mariana: Eu iria
11/05/2020 14:41 - Joao: Uma amiga conseguiu validar o diploma dela de engenharia quimica
11/05/2020 14:41 - Mariana: Eu não gosto que falem mal do país, sei que em todos os lugares existem problemas - culturais, políticos..
11/05/2020 14:41 - Joao: Creio que engenharia mecanica de boa também
11/05/2020 14:41 - Mariana: Mas porra, virou bagunça!
11/05/2020 14:41 - Mariana: Virou putaria bater panela
11/05/2020 14:42 - Mariana: Ué? não era de avião?
11/05/2020 14:42 - Joao: Então hahaha
11/05/2020 14:42 - Mariana: kkkkkkkkk
11/05/2020 14:42 - Mariana: Indeciso em!!???
11/05/2020 14:42 - Joao: Mudei da UFSC pro IFSC, pra conseguir trabalhar de dia
11/05/2020 14:42 - Joao: Na UFSC não tinha como trabalhar e estudar
11/05/2020 14:43 - Joao: Ai mudei pra engenharia mecânica no IFSC a noite, aqui em Joinville também
11/05/2020 14:43 - Joao: Mas não perdi quase nada, matei várias matérias
11/05/2020 14:43 - Mariana: Já pensou as suas entrevistas de emprego?
11/05/2020 14:43 - Mariana: Hahahahah
11/05/2020 14:43 - Mariana: Ah, comecei com o curso x, depois migrei para y, depois z, depois x novamente
11/05/2020 14:44 - Joao: A eu nem falo nada hahaha
11/05/2020 14:44 - Mariana: Hahahahahha
11/05/2020 14:44 - Mariana: E tu se forma quando?
11/05/2020 14:44 - Joao: Antes do COVID era pra ser uns 2 anos haha
11/05/2020 14:44 - Joao: agora já não sei mais
11/05/2020 14:44 - Joao: e vc?
11/05/2020 14:44 - Mariana: Último ano
11/05/2020 14:45 - Mariana: Ano que vem já sou bacharel ahahha
11/05/2020 14:45 - Mariana: Bacherel é quando se forma, né?
11/05/2020 14:45 - Mariana: E sou 1/2 advogada
11/05/2020 14:45 - Mariana: Falta a segunda fase, sabe lá Deus quando será!
11/05/2020 14:46 - Joao: Da OAB?
11/05/2020 14:46 - Mariana: Eu sou indecisa para a vida, relacionamentos e compras
11/05/2020 14:46 - Mariana: Para o curso tem se mantido ahahha
11/05/2020 14:46 - Mariana: Uhum
11/05/2020 14:47 - Joao: Então, na real eu ia manter, mas com a situação financeiro dos meus pais complicou eu resolvi tomar as rédias. Meus pais já estão cansados, não quero que fiquem me bancando kk
11/05/2020 14:48 - Joao: Que massa!
11/05/2020 14:48 - Mariana: É, eu imagino! É bom você trabalhar, já vai entrando no meio né.
11/05/2020 14:48 - Joao: Parabéns, a segunda fase tu vai tirar de letra tbm
11/05/2020 14:48 - Mariana: Cara, eu tinha tantas expectativas para esse ano, mas o COVID atrapalhou muito
11/05/2020 14:48 - Mariana: Por isso ando desanimada, sabe?
11/05/2020 14:48 - Joao: Nem me fale... kkk
11/05/2020 14:48 - Mariana: Deus lhe ouça
11/05/2020 14:49 - Mariana: Eu consegui monitoria com a professora que eu mais admiro
11/05/2020 14:49 - Mariana: E ela desenvolve várias pesquisas, já conhece professores de federal e tal
11/05/2020 14:49 - Mariana: Esta fazendo doutorado
11/05/2020 14:49 - Mariana: E eu quero muito fazer mestrado
11/05/2020 14:49 - Mariana: Mas uma pós na federal já vale
11/05/2020 14:49 - Mariana: Então, queria ficar ali no meio né
11/05/2020 14:50 - Mariana: Até uma aula eu dei, sabia? ahhaha
11/05/2020 14:50 - Mariana: SOZINHA
11/05/2020 14:50 - Mariana: Tinha tudo para ser um bom semestre, nesse sentido
11/05/2020 14:50 - Mariana: Mas.....
11/05/2020 15:25 - Joao: Que isso, ai sim em!
11/05/2020 15:25 - Joao: Ta mandando muito
11/05/2020 15:26 - Joao: Também penso em fazer mestrado, mas as vezes desanimo kk
11/05/2020 15:29 - Mariana: Pq desanimo?
11/05/2020 15:29 - Mariana: Eu preciso aprender uma outra língua
11/05/2020 15:30 - Mariana: Só sei português e merda
11/05/2020 15:30 - Mariana: hahahah
11/05/2020 15:33 - Mariana: Eu gostaria de lecionar, acho muito legal!
11/05/2020 15:33 - Mariana: E na advocacia passa mais credibilidade
11/05/2020 15:33 - Mariana: Só que meu sonho não é advogar
11/05/2020 15:35 - Joao: Ah sei lá, as vezes cansa essa rotina só de estudos
11/05/2020 15:36 - Joao: Eu manjava um pouco de inglês mas tive que aprender mais ainda na marra
11/05/2020 15:36 - Joao: As materias especificas o conteudo que presta é praticamente em inglês kk
11/05/2020 15:36 - Joao: Quer ir pra concurso?
11/05/2020 15:44 - Mariana: É, cansa! Eu imagino...
11/05/2020 15:44 - Mariana: Yes! Queria magistratura e atuar em vara cível
11/05/2020 15:44 - Mariana: Queria não, eu quero
11/05/2020 15:44 - Mariana: Mas não sei se tenho perfil de concurseira
11/05/2020 15:45 - Joao: Ninguém tem até tentar 🙃
11/05/2020 15:46 - Joao: Se tu tirando a OAB de letra tem que tentar sim
11/05/2020 15:46 - Mariana: Ah, vou tentar até meus 35 anos
11/05/2020 15:46 - Mariana: Aí prorrogo até 40
11/05/2020 15:46 - Mariana: Vai que
11/05/2020 15:46 - Mariana: hahaha
11/05/2020 15:47 - Mariana: Demora para sair, ainda mais eu que só vou tentar no sul
11/05/2020 15:53 - Joao: Vai dar boa, tu tem que advogar 3 anos pra poder concursar né?
11/05/2020 15:53 - Joao: Na magistratura
11/05/2020 15:53 - Mariana: Isso! Nesse período eu tento pós e mestrado
11/05/2020 15:54 - Mariana: Até pq conta como título
11/05/2020 15:54 - Mariana: Então, nada é perdido
11/05/2020 15:59 - Joao: Verdade, não tem nada a perder, só a ganhar tentando
11/05/2020 16:00 - Mariana: Uhum
11/05/2020 16:00 - Mariana: E o relacionamento?
11/05/2020 16:00 - Mariana: Firme e forte?
11/05/2020 16:00 - Joao: Então, ela ta aqui em Joinville comigo, ta sem aulas e o Banco afastou os estagiarios
11/05/2020 16:01 - Joao: Ai ela ta "morando" comigo faz uns dois meses
11/05/2020 16:01 - Joao: Amanhã a gente faz 3 anos
11/05/2020 16:01 - Joao: E o seu?
11/05/2020 16:02 - Mariana: Caralho, o tempo voa em
11/05/2020 16:02 - Mariana: Ah, o meu as vezes anda e as vezes desanda
11/05/2020 16:02 - Mariana: Ora quero casar e ter filhos, ora quero chutar o balde e ser solteira o resto da vida
11/05/2020 16:03 - Mariana: hahahahaha jeito Mariana de ser
11/05/2020 16:03 - Mariana: Bem decidida, sabe?
11/05/2020 16:03 - Joao: Sei bem haha
11/05/2020 16:03 - Joao: Filhos é uma parada que nem cogitamos haha
11/05/2020 16:04 - Mariana: É que eu quase tive né
11/05/2020 16:04 - Mariana: Dai as vezes da vontade hahaha
11/05/2020 16:04 - Mariana: Mas passa bem rapidamente
11/05/2020 16:04 - Mariana: Qd eu vejo que n
11/05/2020 16:04 - Mariana: não tenho paciência nem com a minha cachorra
11/05/2020 16:05 - Joao: kkkkkkkkkkkk
11/05/2020 16:06 - Joao: É, complicado haha
11/05/2020 16:06 - Joao: Como vão seus pais?
11/05/2020 16:06 - Mariana: A mãe esta em casa
11/05/2020 16:06 - Mariana: Foi suspendido o contrato
11/05/2020 16:06 - Mariana: O pai começou as férias hoje
11/05/2020 16:06 - Mariana: Por enquanto esta ok
11/05/2020 16:06 - Mariana: Ninguem demitido
11/05/2020 16:06 - Mariana: E os seus?
11/05/2020 16:07 - Joao: Suspenderam a licitação da obra que meu pai estava indo em Maceio
11/05/2020 16:07 - Joao: E agora os dois estão em casa kk
11/05/2020 16:09 - Mariana: Af, é foda para eles né
11/05/2020 16:09 - Mariana: Sua mãe chegou a inciar o restaurante no caminho do vinho?
11/05/2020 16:09 - Joao: Não, deu uma parada, ela andava meio mal
11/05/2020 16:09 - Joao: Agora segurou por conta do covid
11/05/2020 16:09 - Mariana: Depressão?
11/05/2020 16:10 - Joao: Uhum
11/05/2020 16:12 - Mariana: Eita, e ficar parado em casa só piora, né?
11/05/2020 16:15 - Joao: Uhum, ela ta tentando estudar outras coisas devagarzinho
11/05/2020 16:18 - Mariana: A mãe eu plantei ideia de fazer empedão para vender
11/05/2020 16:18 - Mariana: Pelo menos ela ocupa a cabeça
11/05/2020 16:18 - Mariana: E ainda lucra um pouco
11/05/2020 16:18 - Mariana: E eu ainda como toda semana hahahaha
11/05/2020 16:19 - Joao: hahahah
11/05/2020 16:19 - Joao: stonks
11/05/2020 16:19 - Mariana: o que é isso?
11/05/2020 16:28 - Joao: É um meme haha
11/05/2020 16:30 - Joao: É tipo quando você mostra solução pra algo de uma maneira diferente inédita
11/05/2020 16:30 - Joao: Meio difícil de explicar hahaha
11/05/2020 16:32 - Mariana: Hmmm
11/05/2020 16:32 - Mariana: Entendi 🤔
11/05/2020 16:41 - Joao: E suas irmãs, como estão?
11/05/2020 16:44 - Mariana: Ah nega continua na loja
11/05/2020 16:44 - Mariana: a*
11/05/2020 16:44 - Mariana: Passou na primeira fase junto comigo
11/05/2020 16:44 - Mariana: Diz que vai tirar a OAB
11/05/2020 16:46 - Joao: Mas ela ja se formou né?
11/05/2020 16:47 - Mariana: Aham, ano passado
11/05/2020 16:47 - Mariana: Não sei o que ela vai fazer da vida
11/05/2020 16:48 - Mariana: Diz que quer ser delegada
11/05/2020 16:48 - Mariana: Mas não estuda
11/05/2020 16:48 - Mariana: A Daiana ainda mora em SP e esta casada, a um tempinho já
11/05/2020 16:48 - Mariana: A Luana continua bem e está no segundo ano de BJ (mesmo ano em que a gente ficava)
11/05/2020 16:48 - Mariana: O tempo voa, né?
11/05/2020 17:15 - Joao: Nossa, já??
11/05/2020 17:15 - Joao: Sim, muito haha
11/05/2020 17:15 - Mariana: Poisé
11/05/2020 17:15 - Mariana: Eu ainda não me toquei ahahaha
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2020.10.02 00:49 csamuelsm Minha relação com minha família é péssima, eu não consigo fazer amigos e devo estar perdendo meus amigos antigos e minha namorada

Eu sou péssimo em dizer não. Sempre que alguém me pede algo eu faço mesmo tendo que me virar em 30 pra fazer isso. Mas parece que eu sempre deixo alguém decepcionado e isso suga toda minha energia. Além de tudo, essa minha dificuldade em dizer não me torna uma pessoa muito passiva e pra piorar eu tenho uma dificuldade enorme em conversar com as pessoas. Devido à Pandemia tive de dizer "não" muuuitas vezes nos últimos meses, mesmo com dificuldades, quando minha vó me chamava pra ir pra casa dela e mesmo assim cedi algumas vezes e fui mesmo ansioso e com medo. Mesmo antes da Pandemia, sempre que eu saia de casa eu saia com medo, medo de cair da moto e sofrer um acidente grave, medo de acontecer alguma coisa de errada na faculdade e agora medo de adoecer. Nos últimos dias estou ajudando minha namorada com a mudança dela que ela teve que fazer porque as suas colegas de quarto sem noção resolveram se mudar no meio da Pandemia e por isso tive que me arriscar algumas vezes. Minha mãe foi na casa de minha vó hoje e ela perguntou se eu não ia lá porque minha namorada não deixava, mesmo sabendo que eu não ia por causa da Pandemia já que ela e meu avô são idosos de grupo de risco. Minha personalidade tímida e muitas vezes passiva faz com que achem que eu sou um bocó e muitas vezes eu sou mesmo, me deixando manipular muito facilmente. Minha família já não gosta de minha namorada, porque ela é bissexual e não compactua com muitas das coisas que eles pregam nem é um "eximia dona de casa recatada". Na verdade, além da Pandemia, o motivo de eu não ir mais tanto na casa de minha vó é porque eu me sinto um completo estranho, não consigo participar de uma conversa, me sentir parte. Eu não sei o que falar com minha vó, não sei o que responder as conversas sobre construções e automóveis do meu avô, não rio das piadas infantis e de cunho sexual do meu tio... Em geral, na vida mesmo, parece que eu não sei como agir perto das pessoas. Os amigos que eu tenho são antigos porque há anos não faço novos, e esse poucos que ainda tenho, vivo com medo de perde-los por ser patético e não conseguir me manter em contato constantemente. A minha namorada e meus amigos mais antigos são as únicas pessoas que eu consigo ter um conversa em que me sinto normal, me sinto confortável e me sinto fazer parte. Mas minha família, principalmente meus pais, não gostarem dela me mata. E saber que boa parte das interações deles é falsa ou fingimento me dói muito. E parece sempre que minha família me vê como um esteriótipo, o que for conveniente ao momento: o nerd, o passivo, o antisocial. Como se todo mundo não fosse complexo, e eu também. Eu não consigo conversar com meus pais, não consigo me aproximar deles, minha relação com minha família é horrível, eu tenho medo de estar perdendo meus amigos e de todo o resto acabar com minha relação com minha namorada. Eu realmente queria sumir por um tempo.
O texto deve estar todo louco, sem uma sequência bem feita. Desculpem por isso, eu simplesmente escrevi o que ia vindo na mente.
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2020.09.30 13:42 DarkDollynho Finalmente Criei coragem de postar... Senta que lá vem história.

Eu tenho acompanhado a comunidade faz algum tempo, e antes de escrever o que preciso quero agradecer por vcs existirem e estarem dispostos a compartilhar e receber historias de todos os tipos e cantos.
Vamos lá!
Sou o clássico guri dos anos 90 que vibrou com o penta, jogou super Nintendo e agora ta beirando os 30 anos.
Sofro com depressão e ansiedade desde que me entendo por gente, sinceramente não sei se vem da situação familiar ou se é algo crônico.
A real é que meus pais (como boa parte das famílias dos anos 70,80 e 90) não se amam e nunca se amaram (muita gente se juntava por necessidade mesmo) e acho que isso pode ter influenciado um pouco na forma como vejo o mundo.
Meu pai tinha um casamento, do qual ficou viúvo e desse casamento 4 filhos (3 usam drogas e 1 desapareceu).
Ele então se casou com minha mãe e eu nasci (em seguida outros 2 irmãos), convivi com 1 dos meus irmãos por parte de pai que sempre deu problemas, desde uso de drogas, porte de arma, roubos, etc.
Bom exemplo foi algo complicado durante a infância, pois minha mãe vivia tretando com meu pai por conta desse meu irmão, que não é filho dela, até entendo.
Meu pai sempre desconfiou que minha mãe havia/estava traindo ele, e desde os meus 8 anos meu pai me usava como psicólogo dele, desabafando e jogando todo tipo de pensamento na minha cabeça.
Eu era bem religioso (não sei se era uma fuga) e cresci com isso, entre caraminholas da cabeça do meu pai e tentar ser uma criança.
Eu tbm fui abusado por um cara conhecido da família. Não quero entrar nesse mérito.
Sempre apanhei muito pra aprender matemática (nunca aprendi de fato) enquanto convivia com meus irmãos e tal.
Quando cheguei nos 16 anos mais ou menos a aposentadoria do meu pai foi cortada, ele já com idade avançada e minha mãe tbm, meti a cara trabalhar.
Pagava meus próprios cursos e comia 1 pacote batata palha no almoço pra economizar dinheiro.
Passei por empregos porcarias, que nem vou adicionar a historia, mas que tenha certeza que contribuíram negativamente na minha vida.
Conheci minha ex namorada na igreja, ficamos juntos por muito tempo.
Eu sempre quis ser o namorado perfeito, daquele que dizia: "se minha namorada não pode ir comigo, aquele lugar não eh pra mim." (talvez um erro sobre individualidade)
Foram 8 anos bacanas, entre altos e baixos na minha família sempre coloquei minha ex em primeiro lugar.
Trabalhava pra ela poder estudar e fazer faculdade(eu tbm estudava), levava ela pra todo canto quando precisava, ajudava com trabalhos, treinava ela pra entrevistas, pagava cursos...
Até que conseguimos entrar na empresa dos sonhos (ela primeiro, eu dps) de qualquer pessoa da área de TI (ambos na msm empresa)... Volto nesse ponto dps, muito importante.
Nesse meio tempo uma das minhas irmãs drogadas por parte de pai apareceu, com 1 filha recém nascida... Ela estava presa e perdeu a guarda da criança.
Então lá vai eu ajudar meu pai a conseguir a guarda, entre visitas a outro estado pra ver a neta e dinheiro para advogado. (o advogado morreu durante o processo mano)
Conseguimos a guarda, minha irmã saiu da cadeia e fez da nossa vida um inferno (ainda faz, ainda estamos criando uma criança que não tem pai e tem uma mãe drogada).
O relacionamento dos meus pais que já era ruim, piorou, eu no meio dessa merda toda já tinha tentado o suicídio 2x...
Nessa época comecei a perceber que minha ex não se preocupava comigo como eu me preocupava com ela, ela não se importava com minha saúde mental, não se importava com a minha pessoa, a sensação era que ela tinha se acostumado seja com a boa vida, seja com a constância que a vida tinha tomado.
Eu tinha juntado dinheiro para irmos pra outro país fazer intercambio, pensava em pedir ela em casamento la, 9 anos de namoro já era bastante... Ela não se empenhou em absolutamente nada, parou no tempo. quando ela não conseguiu o visto simplesmente não se importou.
Ela tinha arrumado um amigo na empresa, e foi aqui que a merda bateu de vez no ventilador.
Ideias de balada gay entre ela e o amigo apenas (ele assumidamente gay), viagens entre apenas os dois. Eu concordava, mesmo me remoendo de ciúmes por dentro. Sempre prezei pelo "Eu confio, eu a conheço". (meus amigos diziam que eu era otário por tratar ela tão bem, fazer de tudo)
Nesse tempo eu já fazia acompanhamento psicológico e psiquiátrico (minha psiquiatra era mais amor que minha psicóloga).
aguentei quase 1 ano disso, desistimos da viagem, comprei 1 casa ao invés de viajar (ela nunca quis sequer visitar o imóvel), após uma transa ela simplesmente começou a chorar e disse: Quero terminar.
Foi bizarro. Absurdamente bizarro.
Eu estava no extremo na minha vida pessoal com minha família, e meu porto seguro era o relacionamento (não dos melhores, mas estava ali há bastante tempo), neguei propostas de emprego fabulosas pra ficar com ela e isso agora?
Decidi seguir em frente, tendo crises de pânico e ansiedades como nunca antes, com a família SEMPRE dizendo, isso é falta de Deus, isso é frescura, esses remédios estão te matando, isso é falta de vergonha na cara, conheço pessoas que se mataram e quem se mata não avisa....
Nesse meio tempo minha psiquiatra (que era melhor que minha psicóloga) morre em um acidente de carro, ainda não superei.
3 semanas depois minha ex assume o namoro com o "amigo", moramos a 1km do outro, trabalhamos em uma empresa em outra cidade e temos que pegar ônibus juntos e trabalhamos no mesmo prédio com diferença de 1 corredor.... Se ela me traiu ou não tem a ver com a índole dela e não com a minha. Eu segui em frente, não sinto nada por ela, mas a depressão e a tristeza parecem não ter fim. Já era grande durante o relacionamento. Sozinho, sem ter com quem contar (é difícil conversar sobre isso com as pessoas) tem piorado muito.
hoje me encontro aqui, sem forças pra conhecer pessoas novas, sem forças pra por fim ao meu sofrimento, sem forças pra acreditar no setembro amarelo de pessoas falsas, sem forças pra ser eu.
Desculpem o texto grande, muita coisa ficou de fora pois acho que o texto já está cansativo, mas o problema é que eu estou cansado tbm. De remédio, de lagrimas, de tristeza...
E me sinto pior por ter superado o mundo, alcançado o sonho de muita gente com emprego bom, falar outra língua, ter casa própria, moto...
Me sinto mesquinho por não dar valor a nada disso depois de tudo que passei...
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2020.09.29 20:23 wisemann_andy Desejo morar sozinho mas possuo medos, dúvidas e insegurança. Meu psicológico está afetado pelo passado.

Algo que já perturba a minha mente a pelo menos 10 anos é a vontade de poder ter a experiencia de ser solteiro morando sozinho. Tenho 30 anos e sou infeliz nesse quesito(existe outros quesitos mas para não fugir do tópico, vou falar deste porque nesse ultimo mês, é o que esta me atormentando a mente. Tenho vontade de morar sozinho, pode andar de cueca, chegar e sair na hora que quero sem dar satisfação, não se preocupar em ter que esconder os sites e revistas playboy de alguém. Pode parecer algo natural ou até normal para qualquer jovem entre 20-30 anos, mas para mim, da casa de onde cresci não é. Desde criança fui criado dentro de casa, minha mãe sempre protegeu eu quando criança (incluindo meus irmãos anos depois) e vivemos sempre na base de obedecer regras. Não que eu tenha problema com regras, ou fui rebelde durante a minha adolescência no passado. Tipo: "vai sair para onde e com quem?", "volta que horas?", "quem são esses colegas?", "não quero saber de encontrar revista de mulher nua em minha casa", "não quero te ver assistindo esses filmes" e por aí vai... São coisas que hoje aos 30 anos e morando ainda com os pais, eu venho tendo consequências e esse fardo está me incomodando já pelo menos uns 10 anos atrás. Já tive amigo na época de escola que seus pais eram bem tranquilos com muita coisa, porque sabiam que era vontades/coisas que todo jovem passa. Tipo, os pais desse amigo da época de ensino médio me mostrou que os pais dele (nessa época) deram uma assinatura da revista playboy, e ele tinha na porta do guarda roupa um poster da modelo da capa. E eu fiquei embasbacado, porque nunca que minha mãe deixaria uma coisa dessas! Nem se meu pai me presenteasse com uma assinatura dessas, ela deixaria passar. E hoje digo que é uma das minhas grandes vontades em poder fazer. Colar na porta do guarda roupa um poster de uma mulher que acho atraente em meu quarto, sem preocupação de nada. Parece bobo, eu sei... Sempre fui tímido na escola, hoje ainda sou, mas melhorei muito. E por minha mãe me privar de poder sair desde novo, isso me atrapalhou durante a faculdade de conhecer outras pessoas e garotas desconhecidas. Por que se eu fizesse , mesmo que por rebeldia, eu iria ouvir aos montes. Por não praticar o "chaveco" durante a adolescência e o inicio da faculdade, hoje luto para conseguir ter uma namorada, o que me dificulta participar do que chamam de "jogo da conquista"por não ter adquirido experiencia. Tem momentos que me sinto um merda por isso... Mas gostaria muito de poder morar sozinho, ter essa experiencia de homem solteiro. Mas por ter sido educado assim, sem experiencia por tentar, hoje tenho duvidas, medo, inseguranças... Ela no entanto, diz me encorajar, ao "modo" dela, mas já disse antes que: "como eu vou me virar sozinho, se a senhora me prendeu o tempo todo?" Tenho vontade de voltar a morar fora do Brasil, ou pelo menos ir para São Paulo, mas aquilo, fico com medo por não ter preparo, já que tenho também o psicológico todo abalado por conta do passado. Tenho outras coisas a relatar, mas no momento, é o que me veio a cabeça durante esses dias. Se vier mais coisas pra me desabafar, complemento através dos comentários.
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2020.09.20 07:01 vitaminadeabacat Quase tive outra recaída

Bom estou tentando praticar o nofap, no momento eu estou a 4 dias sem, minha meta é os 30 dias, já tive 3 recaídas, na primeira eu estava com 5 dias, nas segunda estava no terceiro dia e na terceira tbm, pensei em desistir mas estou tentando novamente Estou sem ver pornografia a mais de duas semanas. Hoje quase tive outra recaída, foi na hora do banho, sinceramente o dia hoje foi difícil, e incrível como nossa mente prega peça em nós mesmos, ela incita vc a se masturbar, minha cabeça tava tipo "vai po e só uma punheta vc tá na adolescência é normal" mas sempre depois do ato vem o arrependimento por isso resisti. Tá sendo meio foda pq nessa quarentena eu não estou saindo pra distrair a mente e nem fazer caminhada, tenho 17 anos então o hormônios estão a flor da pele e tbm não tenho namorada ou ficante, sem falar que eu estou mt sedentário, vou tentar praticar exercícios físicos em casa pra tentar gastar energia (baixei alguns apps).
Sou novo nessa comunidade do reddit, desejo boa sorte pra todos que estão tentando, vamos conseguir juntos!
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2020.08.31 05:18 _powerguido_ Senta que lá vem história

Ficamos juntos por 5 anos. E não foram 5 anos fáceis - minha ex namorada teve problemas que eu não sabia como ajudar. Ela era literalmente stalkeada por um ex colega de classe que simplesmente se apaixonou por ela e passou mais de dois anos perseguindo ela no trabalho, no mestrado, na academia. Chegou a conspirar com colegas da faculdade pra saber onde ela estava, quem eram as pessoas próximas dela. Tentou rapta-la, mais de uma vez. Subornou familiares para ficarem do lado dele. Pra ela, ele era só um cara que não sabia expressar os sentimentos bem. Se ele parou? Não. Mas reduziu a agressividade consideravelmente e hoje em dia se limita à "só" mandar um buquê de rosas no aniversário dela.
O cara já estava tão enraizado na vida dela antes de eu aparecer, que eu simplesmente não consegui convencer nem mesmo a minha ex de que ele era um cara realmente transtornado. O terror que era esse cara na vida dela só serviu pra agravar ainda mais o caso grave de ansiedade que ela tem. Vocês sabem o que é ver uma crise de ansiedade pela primeira vez, sem nem entender o que estava acontecendo? Mas uma crise grave mesmo, de fazer a pessoa chorar por duas horas sem parar, de ficar arranhando o corpo todo com as unhas e viver com hematomas nos membros do corpo por causa disso. E isso começou a ficar constante... uma hora eram uns arranhados no rosto, depois nas pernas. Até o dia em que eu fui ver ela e os dois antebraços estavam quase em carne viva.
E o pior, é que eu quase nem me lembro mais dessa época. Foi muito intenso e me afetou negativamente por muito tempo. Eu conseguia entender que um babaca machista se via no direito de perseguir uma mulher só porque ela não queria namorar com ele - mas meu deus do céu, eu com certeza não conseguia entender como ela mesma não via o quanto ela precisava de uma ajuda profissional por causa da influência negativa desse cara na vida dela (e por vários outros motivos que não valem nem a pena serem citados). Ela me usava como substituto pra tudo que ela não tinha na vida dela - um pai, um irmão, um psicólogo, um amigo. E eu me deixei levar, porque era ingênuo. Porque era meu primeiro namoro. Porque eu achava que eu podia consertar isso. "Depois das primeiras sessões no psicólogo ela vai perceber que esta fazendo bem pra ela", eu dizia pra mim mesmo. Passamos em tantos psicólogos, psiquiatras, gurus. Fizemos academia juntos, eu praticamente morava com ela e não ficava mais com minha família. Eu achava que eu podia dar um jeito na vida daquela menina.
E sinceramente? Eu podia mesmo. Eu não acho que falei alguma coisa errada pra ela em todo o tempo que estávamos juntos. Mas ela nunca me ouvia. E se ela ouvisse, talvez ela tivesse passado por essas situações com mais facilidade, nosso relacionamento teria tomado outros rumos e nós ainda estaríamos juntos. Mas não estamos, e quem está perdendo com isso é ela, porque ela não me superou com certeza. Ela mesma me fala isso.
Eu não acho que eu era um namorado incrível e maravilhoso. Eu nunca tive um carro pra conseguir dar um rolê com ela. Com meu dinheiro mal dava pra gente ir no cinema uma vez por mês. Mas cara, eu me esforçava tanto, tanto mesmo. Lembro que eu um dos dias dos namorados eu quase varei a noite fazendo uma carta à mão de umas 10 páginas, tinha vários desenhos coloridos, poemas apaixonados e promessas de amor. Ela achou ok. Gostou mais do bicho de pelúcia que eu também dei, que custou 10 reais e que claramente não tinha nenhum valor sentimental pra mim. É muito difícil lidar com um cara que persegue sua namorada, mas acho que é mais difícil quando sua própria namorada não dá valor pra como você expressa seu amor por ela.
Mas você leitor deve estar pensando "Mas você disse isso pra ela?" E a resposta é sim. Eu sempre fui sincero com ela, se algo me chateava, eu dizia. Nada do que eu estou escrevendo aqui é algum segredo pra ela. E eu achava que ela ia trabalhar essas informações pra criar um relacionamento mais confortável pra mim e pra ela. Mas ela escolheu ignorar.
Mas o motivo de eu estar escrevendo tudo isso mesmo na verdade é outro. A gente terminou, mas foi razoavelmente tranquilo e decidimos continuar nos falando. Nós dois somos adultos, não é porque discordamos de alguns pontos que precisamos deixar de apreciar a companhia um do outro pra todo o sempre.
E é aqui que sou obrigado a voltar pro começo do nosso namoro. Porque apesar de termos iniciado o namoro cada um com mais de 30 anos, perdemos a virgindade juntos. Crescemos sexualmente juntos. Aprendemos tanto juntos! Eu mais ainda, visto que era meu primeiro namoro. E eu reclamei muito aqui da minha ex (e ela realmente tem os defeitos muito marcantes dela), mas eu também preciso admitir que ela em muitos momentos foi tão minha parceira, minha confidente, minha amada. Eu passei calado por todas as situações que eu já descrevi aqui e muitas outras tão ruins quanto porque, no fundo mesmo, pra mim estava valendo a pena. A gente tinha intimidade, apesar da dificuldade extrema dela de se abrir pra mim. Eu estava sacrificando meu bem estar mental e físico para sustentar o nosso relacionamento.
Tanto que só perto do final do nosso relacionamento que ela assumiu pra mim a atração por outras mulheres. Eu entendo ela, tem gente que não reage bem à isso. Eu tenho certeza que a família dela não reagiria nada bem. Entendo que era um segredo que ela queria deixar só pra ela, e que mesmo com toda a intimidade sexual que a gente tinha, ela também tem o direito de manter coisas só pra ela. É justo.
Só que eu não fiquei com raiva, nem com medo de ela querer me trocar por uma mulher, nem tive essa ideia fetichizada de transar com duas mulheres ao mesmo tempo. Eu sou um cara hétero, mas eu acho o amor lésbico de uma sensibilidade e de uma beleza inexplicável. Eu sempre me sinto mais seguro perto de mulheres, sempre me conecto mais com elas. Desde pequeno eu gosto da presença feminina. Então a ideia de duas mulheres partilhando um relacionamento, parece uma coisa quase mágica pra mim. E de novo, não é nada sexual nem fetichizado, eu realmente só acho muito bonito mesmo. Então qual foi minha reação quando descobri que minha ex tinha vontade de viver isso que eu acho tão incrível? Incentivei ela à correr atrás disso.
Mas é claro que ela, criada numa família extremamente católica, iria simplesmente sair atrás de uma guria do dia pra noite. Foram meses de conversa, de aceitação da parte dela também, de entender que ela não era uma aberração da natureza porque sentia atração pelo mesmo sexo (e também pelo sexo oposto). Nossos últimos meses juntos foram repletos de muitas conversas relacionadas ao mundo LGBT+ e afins. Acho que nós dois também já sabíamos que as coisas não estavam mais super bem entre nós, e que era questão de tempo até a gente se separar. Nosso relacionamento estava bem desgastado mesmo. É estranho porque a gente consegue ser extremamente forte pra parceira quando ela precisa ir correndo pro hospital, ou tem uma crise de pânico, ou não se sente segura na rua e precisa que você pare o seu dia para fazer companhia à ela - mas parece perder a motivação quando essas situações se normalizam e você percebe que talvez aquela pessoa simplesmente não tem a proatividade de te mandar uma mensagem perguntando "como foi seu dia", e de alguma forma sempre está online no whatspp. Sim, nosso relacionamento acabou. E foi bom ter acabado. Eu precisava desse término, muito mais do que eu precisava de uma namorada.
Mas também é muito bom saber que aquela pessoa por quem você passou anos cultivando um sentimento também está vivendo a vida dela. É bom saber que dá pra gente marcar um dia pra devolver as roupas dela que ficaram aqui em casa, sem drama, sem dor de cabeça. Ela foi muito madura no término, eu também. De certa forma nosso namoro acabou, mas continuou como uma amizade - bem menos intensa, bem menos problemática, bem mais fácil de lidar. Mas também sem as partes boas, sem aquela sensação de que se está ajudando a pessoa. Mas é muito mais do que milhares de pessoas separadas têm hoje em dia. Não posso reclamar, eu tenho muita sorte.
Eu só queria mesmo poder partilhar com ela a experiência da descoberta homoafetiva dela. O que não vai acontecer, já que ela já deixou claro que não é obrigada a revelar nada da vida pessoal dela agora que nosso relacionamento terminou - e ela tem total razão nisso. Eu sei disso, eu concordo com isso, e ao mesmo tempo eu acho que ela está sendo tão injusta por me negar esse fato.
Eu sei que não justifica, mas eu me dediquei tanto ao nosso antigo relacionamento juntos. Tive que entender que eu não estava mais sozinho no mundo, eu tinha alguém pra dividir o mundo comigo. Eu tive que aprender a baixar minha guarda, contar o que me dava medo, me expor totalmente à alguém, me desconstruir inteiro. E isso é muito difícil pra mim. Eu sei que ela não me deve nada, e eu sei que eu sou um idiota por me apegar tanto à esse motivo tão besta. Mas isso é realmente importante pra mim. Tem uma coisa dentro de mim que é ansiosa em saber se minha ex está se sentindo acolhida por uma outra mulher, se teve uma boa primeira experiência. De novo, eu sei que soa muito trivial, mas é uma verdade tão grande dentro do meu coração que me faz querer chorar quando lembro que isso nunca vai acontecer.
E não tem nada que eu possa fazer a não ser aceitar. E é exatamente isso que eu venho tentado fazer, pelos últimos 6 meses.
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2020.08.13 13:18 Shadowgirl7 Mulheres do r/Portugal, já se sentiram vítimas de sexismo/machismo? Se sim, em que situações?

Algumas situações:
Provavelmente mais situações, mas muitas das vezes nem sequer as registo porque acho que é "normal" e mais vale ignorar e continuar com a minha vida. No entanto, tenho andado a ler relatos no twoXChromossomes e agora olhando em retrospectiva, sinto-me mal por ter encarado isso como normal e não ter uma postura mais assertiva. Se todas encararem como normal isso vai mandar a mensagem ao outro lado que sim é normal o que eles estão a fazer e podem continuar a fazer.
Portanto, partilhem relatos e experiências :)
EDIT:
Alguns exemplos de situações que quem está a comentar ao post acha "normais":
https://old.reddit.com/TwoXChromosomes/comments/i8e8np/shamed_by_my_doctor_for_having_sex/
https://old.reddit.com/TwoXChromosomes/comments/i8w8jx/humiliated_by_a_doctor_in_front_of_30_people_fo
https://old.reddit.com/TwoXChromosomes/comments/i8dh5n/was_i_f27_raped/
https://old.reddit.com/TwoXChromosomes/comments/i8e3qp/he_doesnt_take_no_for_an_answe
https://old.reddit.com/TwoXChromosomes/comments/i84fw9/teach_boys_how_to_control_themselves_instead_of/
https://old.reddit.com/TwoXChromosomes/comments/i81kok/coming_to_terms_with_something_that_happened_ove
https://old.reddit.com/TwoXChromosomes/comments/i7qcbp/my_boss_called_me_ugly/
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2020.07.21 01:55 Arturluiz Travesseiro

Eu estou com quase 14 anos, e eu tenho muitas manias, uma delas é um travesseiro que eu tenho faz anos( mais de 11 anos) e ele não é só um travesseiro que eu deito e faz anos que eu tenho, não, eu não deito nele e eu ainda acarecio( não sei como escreve) ele, eu posso ficar horas acariciando ele sem cansar e eu também fico cheirando ele porque o cheiro dele é bom, e eu fico muito em duvida se eu largo ele, eu já tentei só que eu não consigo porque eu tenho ele a tantos anos, e eu só fico pensando quando eu ficar mais velho ou quando eu conseguir uma namorada, como que eu vou ficar com ele porque quando eu to acareciando ele eu pareço um bebe, e eu fico pensando, imagina um cara de 30 anos que tem um travesseirinho e fica fazendo carinho nele, tipo mano, e se eu conseguir uma namorada oque ela vai pensar? Meu namorado é um bebe, ele tem um travesseiro e fica fazendo carinho nele. Eu queria dar ele pro meu filho se eu tiver um, só que eu não desapegar dele, oque eu faço?
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2020.06.21 20:43 Wooden_Statistician3 Tudo que falo só piora e só queria que voltasse a ser como era antes

Desabafo. Há alguns meses casei, depois de menos de um ano de namoro. Apressado? Com certeza. Mas as circunstâncias meio que pediam. Ela veio de uma família extremamente quebrada e tóxica. Vivia sozinha há alguns anos, dependendo de auxílios de faculdade, parentes que só sabiam reclamar de estar ajudando, etc. Ela tem depressão profunda, e não tinha nem como se tratar.
Quando a conheci ela estava namorando, mas um namoro só de fachada, pois na verdade ele era abusivo e não deixava ela terminar, sob ameças contra a própria vida por parte, e à vida dela por partes de parentes dele. Durante boa parte da sua vida, a chamaram de feia, estranha, etc. Na faculdade as coisas mudaram, e começaram a enxergar a sua beleza, ficou com vários, mas sua auto-estima baixou tanto ao longo da vida que ela aceitou namorar com essa cara, sem nunca de fato querer, e acabou presa nesse relacionamento por mais de 2 anos.
Eu só tive uma namorada, há mais de 10 anos, e um crush forte até alguns anos atrás, o qual acabou em inimizade total. Sempre percebi que não era interessante pra nenhuma garota, na aparência, e nunca tive qualquer desenrolar pra "chegar". Depois de namorar, tomei gosto, e tentava. Porém do meu jeito tímido e, claro, ineficiente. Anos disso me fizeram perceber que não havia porque eu ficar insistindo em "achar alguém", se fosse acontecer seria no dia-a-dia normal, ou quando eu realmente me melhorasse como pessoa. Foquei então na minha educação e no profissional.
Um dia ela, ainda em namoro abusivo, falou comigo pelo Whatsapp, tarde da noite. O meu racional dizia pra eu ir dormir, pois a pessoa responsável e profissional dorme cedo e acordar cedo (ou assim deveria, pelo que dizem). Mas algo me fez querer falar com ela, mesmo que ainda de forma um tanto fria, admito. Papo vai, papo vem. Como parecia ser só uma amizade, eu falei abertamente com ela, inclusive quando ela perguntou de relacionamentos/crushes passados.
Semanas depois, ela termina o namoro e diz que gosta de mim. Pela primeira vez em muitos anos volto a sentir aquilo que senti no primeiro namoro. E ficamos, e namoramos, e tudo foi muito intenso. E então casamos, para que ela pudesse ter acesso ao meu plano de saúde como dependente e tratar, principalmente, da depressão, pois várias noites a vi chorar pelo seu passado que ainda atormenta o seu presente: ela não consegue nem mais estudar e boa parte das tarefas domésticas ficam pra mim. Mas havia tudo pra melhorar, não havia? Infelizmente, tudo mudou um dia.
Ela acordou e disse que sonhou que eu falava que eu achava aquele meu crush forte (Fulana) de alguns anos antes mais bonita que ela. Depois de algumas horas, como se perguntasse algo banal, ela perguntou se achava mesmo. O problema: eu considero a Fulana bonita, mesmo nível, mas o sentimento que existe é pela minha esposa e, obviamente, ela me é "a mais bonita". Mas ela não aceitava esse tipo de resposta, ela queria que eu respondesse de forma crua. Eu, que sempre procuro ser honesto, correspondi. Como considero as duas de mesmo nível, foi difícil. Conseguia lembrar de momentos onde uma estava mais bonita que outra, mas não chegava a "vencer". Uma certeza eu tinha, e continuo tendo, minha esposa tem a maior capacidade, ou seja, consegue ser a mais bonita. Mas ainda assim minha resposta não foi suficiente: ela dizia que eu estava enrolando, com medo de dizer a verdade. Não entendi do que deveria ter medo afinal, pra mim, a resposta mais direta e crua não fazia a menor diferença nos meus sentimentos para com ela. E, se eu estivesse raciocinando direito eu teria percebido a armadilha bem ali na minha frente, mas eu caí nela quando ela novamente exigiu a resposta direta e crua: ou ela ou a Fulana. E eu falei a Fulana.
E, de repente, ela começou a me atacar. Dizendo que eu acho a Fulana "linda e maravilhosa" e ela feia (quando pra mim ambas tão no mesmo nível, e pra mim ela vai ser sempre a mais bonita, pois é ela que eu amo). Que meu sonho era que tivesse dado certo com a Fulana, mas que ela foi o que deu (quando ela, e somente ela, que conseguiu reacender meus sentimentos, mesmo quando tudo dizia que não valia a pena sonhar com isso (afinal ela tinha namorado, etc.). Eu tentava explicar meus sentimentos, mas nada adiantava. A frustração, a angústia tomou conta e então, a raiva. Raiva de como algo que estava morto no passado, voltou pra me assombrar. Raiva de que algo completamente irrelevante no meu presente, e portanto nosso presente, estava ali, destruindo nosso casamento. Pois ela começou a querer ir embora, anular casamento, se separar. E na tentativa de melhorar as coisas, eu sempre piorava. Acabei falando palavras (que pra mim não teria tanto significância se ela dissesse), mas infelizmente pra ela tinha: disse que ela estava sendo "idiota" por insistir tanto nas afirmações desses ataques e desconsiderar completamente o que eu sinto e falava. Só estava tendo "amenizar" a situação, segundo ela. E que no fundo, eu queria alguém """melhor""" que ela.
Isso foi uma tarde. Ela eventualmente parou quando percebeu o quão mal eu estava. E claro que eu estava. A pessoa que eu amo e por quem eu faço tudo, praticamente "inventou" um motivo pra me atacar. E daí que numa análise crua e racional, naquele ponto específico da história, a Fulana havia "vencido" no concurso de beleza entre as duas. Grande bosta. Minha esposa continuava sendo bonita, e pra mim e meu amor, a mais bela. Era ela que realmente havia gostado de mim, era ela que quis casar comigo, era ela que me acompanhava nos filmes de sábado à noite, era ela com eu me via vivendo pra sempre do lado. E de repente, parecia que nada mais disso iria se tornar realidade e por quê? Por algo que nem ao menos mudava o que eu sentia em relação a ela e nunca iria.
Durante o final da noite, eu tentei dormir, mas não conseguia. Tentei assistir vídeos de "como lidar com a pessoa amada em depressão". E ela começou a chorar do meu lado, muito. Larguei o vídeo, abracei-a. E ali as gentes se aceitou novamente. Ou assim parecia, porque poucos minutos depois, ela pergunta, inocentemente, se eu acho minha irmã mais bonita que ela. E o fato é, se eu dissesse que não seria uma bela duma mentira, e mesmo que eu achasse, ela diria que eu estava falando aquilo só pra agradar. E eu, O idiota, achando que estava tudo bem de novo, respondi que sim. E novamente ela começou a me atacar. E POR CAUSA DA MINHA IRMÃ!?
Atualmente eu me considero forte pra aguentar essas coisas, mas não dava mais. Ela quebrou minhas defesas com esses ataques. E tudo que ela me falava soava como "EU TE ODEIO". E eu aceitei esse ódio dela, pois, afinal, ela devia estar certa. Eu sou uma pessoa com 30 anos, aparência ok, mas que não tem amigos e só teve uma namorada antes dela. É óbvio que tinha algum problema, o problema de que eu era detestável. Eu sempre tentei demais ser prestativo e tudo mais, mas quando o assunto são sentimentos eu nunca consegui transmitir isso. Abraço minha mãe quatro vezes ao no: aniversário dela, o meu, dia das mães e natal. Sempre um abraço bem "desengonçado". Eu noto isso, mas sempre foi assim, e eu não sei mudar. Eu sei o que eu sinto, mas minha demonstração é e sempre vai ser insuficiente. E por isso todos ou acabam por me detestar ou se afastar de mim. Mas eu realmente pensei que com ela seria diferente.
Alguns dias se passaram e as coisas até foram melhorando. Até que cai tudo de novo. Ela conta pra uma pessoa, que mal conhece, que eu achava que ela na praia não ficava tão bem quando dentro de casa. Sim, eu havia falado algo do tipo, quando no começo da discussão ela pedia pra eu ser mais direto. Oras, ela tem umas manchas, gordurinhas a mais, etc. do que a fulana. Eu me sinto menos bonito do que um cara que não é assim, mas nem por isso me acho feio, ou ache vou sempre ser inferior. É só eu cuidar disso. E se não cuido, é porque tenho outras prioridades. Da mesma forma com ela. Não acho ela feia, nem menos bonita, só relatei o óbvio. E se ela não quiser cuidar, ou não conseguir cuidar, não é problema pra mim. Eu casei com ela pelo pacote completo. E assim como eu, ela também vai com o tempo perder pontos na aparência. E assim como eu, espero que ela ainda me ame, ainda me ache bonito, com eu continuarei amando ela e achando bonita. Mas não importa eu falar isso. Pois ela quer sempre dizer que tudo isso que eu falo é balela, enrolação, agrados, etc.
Pelo meu jeito detestável de demonstrar sentimento ela perdeu totalmente a confiança nos meu sentimentos, a ponto de nada o que eu falo valer mais. Ou talvez, no fundo, ela espera que eu seja pra sempre tão bonito quando ela acha atualmente, e quando eu não foi mais, ela vai me trocar por alguém que envelheça melhor. Mas se eu falo isso pra ela, ela bate o pé pra dizer que pra ela é completamente diferente, que o sentimento dela é real, mas que o meu? O meu é de mentira, porque assim ela decidiu. E ela ainda diz que eu mereço alguém ""melhor"". Mas o fato é, que ela se estiver certa, o que eu mereço é desaparecer. Pois o meu eu que ela odeia, é o único eu que existe. E se ela não é capaz de amar esse meu eu, e insiste em brigar, está mais que na hora de ela admitir o que está bem na frente dela: ela não me ama. Não mais. Só espero que não tenha sido nunca. Porque pior que ver tudo se destruindo e não poder fazer nada, pois nada do que eu falo impede, pelo contrário, piora, e ficar calado não é opção, então que pelo menos não tenha sido tudo uma mentira.
E hoje ela do nada veio falar que tá com medo de engordar, pois, segundo ela, eu falei que iria querer outra se assim acontecesse. Eu nunca falei isso, assim como nunca falei outras coisas com as quais ela vem me atacando. Mas o pouco que eu digo, se transforma num muito na cabeça dela. Eu não aguento mais. Eu peço pra ela parar, mas ela insiste em, nas palavras delas, "me colocar contra a parede pra botar as verdades pra fora". Mas do que adianta isso, quando ela já decidiu o que é verdade e o que é mentira? Nada, e por isso eu só queria que ela parasse. Que não pelo amor que ela supostamente sente por mim, mas pelo menos em consideração a tudo que eu fiz por ela.
Pois agora eu já não sinto nada. Um nada que não me permite nem ao menos dizer o que sinto por ela. Mas enquanto eu quero acreditar que ainda amo ela, ela insiste. Eu novamente pedi pra ela parar, e afirmei que não sei mais se gosto dela, mas que se ela realmente me ama, ela tinha que parar, e me deixar sentir novamente. Mas meu medo é que ela continue (ela está passeando com uma amiga nesse momento), pois se ela continuar o pior vai acontecer. O amor vai virar ódio. A vida vai virar morte. Figurativamente (apesar de temer, e muito, que aconteça literalmente para ela).
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2020.06.15 16:15 Ron858 Rescisão com Operadora de Telecomunicações (MEO) através do Tribunal Arbitral

Viva.
Gostava de saber se alguém já conseguiu rescindir o contrato com uma operadora através de um tribunal arbitral? Se sim, foi muito trabalhoso e deram luta? Há uns meses recordo-me de ver uma pequena reportagem na sic sobre o assunto, mas não conheço ninguém que já o tenha feito.
Faltam-me 6 meses para acabar o contrato e não consigo esperar mais. Estou constantemente sem serviço (televisão + internet) e não há mais canais oficiais onde possa reclamar. Isto já acontece desde o início do ano mas só recentemente comecei a tomar nota a todos os contactos e falhas. Só desde o dia 22 de Maio já fiz 15 reclamações/reports de avaria na linha de Apoio Técnico, 1 reclamação escrita pelo site, 4 reclamações no site da provedoria da Altice e 1 reclamação no livro de reclamações online. A causa das falhas de serviço é sempre a mesma: "avaria comum que afeta vários serviços na minha zona".
Não há ninguém que faça nada ou que saiba resolver o problema. Na linha de apoio técnico dizem que não podem fazer nada a não ser fazer uma "insistência" com os técnicos que, alegadamente, estão no local a resolver a avaria. Na linha de reclamações pedem sempre mais uma oportunidade e dizem que vão fazer um report interno a pedir a resolução do problema. Da provedoria só me ligam quando a avaria aparece como resolvida no sistema, mesmo que seja só por 5 minutos.
Chegam ao ridículo de enviar mensagem a informar que a avaria está resolvida mesmo quando eu continuo sem serviço. Abrem e fecham várias "avarias comuns" no mesmo dia. Chego a estar 3horas em linha de espera para falar com um assistente, cuja a única coisa que pode fazer é pedir desculpa.
Para piorar, recentemente contactaram-me da operadora a perguntar-me se tenho tido sentido falhas nos serviços (?), uma vez que o sistema detetou várias avarias. Como é obvio, pensei que era troll. Informei o assistente sobre todo o contexto, que me disse que trabalha num departamento autonomo, sem acesso às fichas de cliente. Combinou comigo que iriam passar cá em casa para fazer uma análise. Não apareceram no dia marcado e nem sequer avisaram.
Não estivesse eu e a minha namorada a trabalhar 100% em home-office e isto ate poderia ter piada.
Registo de contactos e avarias desde o dia 22 de Maio (que foi quando comecei a anotar)
22 Maio, 10:52 – Chamada para a Linha de Apoio para fazer reclamação sobre serviço. Informo que no início do mês já estive vários dias sem nenhum serviço, sempre com a mesma justificação: “Foi detetada uma avaria comum que afeta vários serviços na zona”. Informo também que, no ano passado, tive exatamente o mesmo problema e que foram precisas dezenas de chamadas, 2 reclamações no site da provedoria do cliente da Altice e uma assistente da Meo extremamente prestável para conseguir resolver o problema.
22 Maio, 13:02 – Mensagem da MEO a informar que a avaria estava ultrapassada.
23 Maio, 17:57 – Chamada de um operador da MEO a confirmar que a avaria tinha sido corrigida e a confirmar se o serviço foi restabelecido. Confirmo que, naquele momento, tenho serviço.
24 de Maio, de manhã – Falha de serviço. Contacto a linha de Apoio. Sou informado que existe uma avaria comum que afeta vários serviços na minha zona. A avaria fica reportada.
24 de Maio, depois do jantar – Serviço restabelecido.
25 de Maio, 08:24 – Falha de serviço. Contacto a linha de Apoio. Sou informado que existe uma avaria comum que afeta vários serviços na minha zona. A avaria fica reportada.
25 de Maio, de manhã – Reclamação no site da provedoria do Cliente Altice.
25 de Maio, 11:30 – Mensagem da MEO a informar que a avaria estava ultrapassada, muito embora eu continue sem serviço.
25 de Maio, fim da tarde – Email da provedoria do cliente da Altice, informando que a avaria foi resolvida e o serviço restabelecido. Continuo sem serviço.
25 de Maio, 20h aproximadamente – Serviço restabelecido.
25 de Maio, por volta das 21:30 – Fico novamente sem serviço.
26 de Maio, 8:18 – Falha de serviço. Contacto a linha de Apoio Técnico. Sou informado que existe uma avaria comum que afeta vários serviços na minha zona. A avaria fica reportada.
26 de Maio, 8:44 – Volto a contactar a linha de Apoio Técnico. Falha de serviço. Sou informado que existe uma avaria comum que afeta vários serviços na minha zona. A avaria fica reportada.
26 de Maio, 10:26 – Inicio chamada para a linha de Apoio, com o objetivo de fazer uma reclamação. Ao fim de 199minutos, sou atendido por um assistente.
· Informo que desejo proceder ao cancelamento do serviço e que não tenciono continuar a pagar por um serviço que não tenho.
· É-me pedida uma nova oportunidade por parte da Meo
· Informam-me que podem proceder a um acerto no valor da mensalidade para compensar
· Informo que se o serviço for restabelecido brevemente e que me for garantida a sua estabilidade, não avançarei para o cancelamento.
26 de Maio, 13:01 – Mensagem da MEO a informar que a avaria estava ultrapassada. Continuo sem serviço.
26 de Maio, 13:15 – O Serviço é restabelecido durante uns minutos. Volta a falhar.
26 de Maio, 13:30 - Contacto a linha de Apoio. Sou informado que existe uma avaria comum que afeta vários serviços na minha zona. A avaria fica reportada.
26 de Maio, 16:31 - Mensagem da MEO a informar que a avaria estava ultrapassada. Continuo sem serviço.
28 de Maio – Contacto da provedoria da Meo a informar que foi efetuada uma reparação no local e que a avaria estaria ultrapassada.
28 de Maio a 04 de Junho – Serviço falha apenas 2 vezes, por poucos minutos.
04 de Junho – 20:25 – Fico sem serviço.
04 de Junho – 20:37 – Contacto a linha de Apoio técnico. Sou informado que existe uma avaria comum que afeta vários serviços na minha zona. A avaria fica reportada.
04 de Junho – 20:40 – Nova reclamação feita no site da provedoria do cliente da Altice.
05 de Junho -10:05 - Mensagem da MEO a informar que a avaria estava ultrapassada. Serviço restabelecido.
05 de Junho – 16:47 – Recebo email da provedoria a informar que a avaria estaria ultrapassada.
07 de Junho – 22:00 – Fico sem serviço.
07 de Junho – 23:01 - Contacto a linha de Apoio técnico. Sou informado que existe uma avaria comum que afeta vários serviços na minha zona. A avaria fica reportada.
08 de Junho – 07:00 – Continuo sem serviço.
08 de Junho – 07:30 – Nova reclamação feita no site da provedoria do cliente da Altice.
08 de Junho – 18:20 – Contacto da Meo a propósito de uma reclamação que fiz na minha conta. Informem-me que me vão creditar o equivalente a 22 dias de mensalidade. Informam-me também que têm informação que avaria está ultrapassada. Informo a assistente que continuo sem serviço. A assistente diz que não pode fazer nada e que devo contactar a linha de apoio técnico para reportar o problema.
08 de Junho – 18-26 – Contacto a linha de Apoio técnico. Sou informado que existe uma avaria comum que afeta vários serviços na minha zona. A avaria fica reportada.
09 de Junho – 07:18 – Volto a contactar a linha de Apoio técnico. Sou informado que existe uma avaria comum que afeta vários serviços na minha zona. A avaria fica reportada.
09 de Junho – 08:00 aproximadamente – Serviço restabelecido.
09 de Junho – 17:00 aproximadamente – Sou contactado por um número desconhecido, que me informa ser um assistente da Meo, que trabalha num departamento cujo objetivo é analisar falhas no serviço. O assistente informa-me que o sistema identificou o meu serviço como tendo vários falhas e pergunta-me se tenho sentido algumas dessas falhas. Informo o assistente que tenho várias reclamações abertas. O assistente não tinha conhecimento e pergunta-me se poderei receber um técnico da MEO em minha casa, para fazer alguns testes, no dia 12 de Junho, por volta das 14h. Fica combinado.
10 de Junho – 08:23 – Fico sem serviço. Contacto a linha de Apoio técnico. Sou informado que existe uma avaria comum que afeta vários serviços na minha zona. A avaria fica reportada.
11 de Junho – 17:00 aproximadamente – Sou contactado pela provedoria do cliente da Altice a informar-me que a avaria está resolvida. Informo a assistente de todo o contexto e pergunto se me pode dar alguma garantia de que a avaria está efetivamente ultrapassada e não voltarei a ficar sem serviço brevemente. Nenhuma garantia ou informação adicional me é dada.
12 de Junho – 10:30 – Fico sem serviço durante 15minutos.
12 de Julho – O assistente da Meo que me contactou para analisar as falhas no meu serviço não aparece, embora tenhamos combinado. Nenhuma justificação me é dada.
15 de Junho – 09:32 – Fico sem serviço.
15 de Junho – 10:17 – Continuo sem serviço. Contacto a linha de Apoio técnico. Sou informado que existe uma avaria comum que afeta vários serviços na minha zona. A avaria fica reportada com o código 3-421840938107.
15 de Junho – 12:00 aproximadamente – Serviço restabelecido.
15 de Junho – 14:20 – Fico novamente sem serviço. Contacto a linha de Apoio técnico. Sou informado que existe uma avaria comum que afeta vários serviços na minha zona. A avaria fica reportada. A avaria fica reportada com o código 3-421840938107
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2020.05.18 16:29 guilerms The ultimate melancholy experience is the experience of the loss of desire itself.

eu sempre tive problemas com motivação. mas eu fui uma criança inteligente, na qual todos viam potencial. minha família era de classe c e meu ensino fundamental foi todo em escola pública.
fiz o ensino médio com bolsa integral na melhor escola da minha cidade e quase fui expulso, mas isso é outra história. passei na usp e fui morar na capital enquanto tentava manter um relacionamento à distância. aproveitei pouco meus primeiros anos na faculdade. a cidade de são paulo me fez mal.
em 2013 meu pai morreu. meus pais já eram separados e eu tinha umas tretas com ele. minha namorada, na época, não esteve presente no funeral e resolvi terminar.
de volta à minha cidade, rolou um período de quase um ano em que eu tentava me entender como indivíduo e redescobrir paixões em coisas que formam alguma identidade. conheci uma menina nova e entrei num relacionamento de cabeça. terminei meu TCC com um trabalho que me orgulha bastante. Fiz viagens com a minha namorada, a ajudei com a redação do seu mestrado e adotamos uma gatinha. eu a amava profundamente. alugamos uma casa para morar juntos, que eu mobiliei usando um dinheiro de uma casa herdada do meu pai.
a vida estava boa. morava numa boa parte da cidade, com a mulher da minha vida e (agora dois) gatinhos fofos. eu tinha saído da minha área de formação e estava trabalhando como professor, num emprego que era ok mas longe de me dar a satisfação que eu buscava na área da educação, e que também não me pagava o suficiente para cobrir todas as contas. minha economias iam sangrando lentamente, e as acumuladas frustrações profissionais começavam a pesar e me dar um ar melancólico. planejei um mestrado, escrevi projeto de pesquisa e tive boas conversas com um professor sensacional para me orientar. o assunto conciliaria minha área de formação com a carreira em educação que eu queria seguir, além de ser original e muito interessante.
posterguei o mestrado. ela estava no doutorado e surgiu oportunidade de colaborar na Holanda. iríamos juntos, passar um ou dois anos lá. para facilitar a burocracia da minha ida e permitir que eu conseguisse um trabalho de meio período e até alguma pós, casamos.
mas aí os processos de financiamento das agencias de fomento científico atrasaram. eu já tinha saído do meu emprego e não havia mais nada nos segurando na cidade, embora ela precisasse estar em são paulo o tempo todo para o doutorado. mudamos para a capital, um lugar que me trazia memórias de solidão e desencaixe. eu acabei me contentando com um estágio numa escola. era só por alguns meses até emigrarmos.
o estágio acabou sendo cancelado por uns problemas burocráticos. minha sensação de imprestável aumentava, afinal eu não tinha carreira e estava só acompanhando ela. até trabalhei bastante produzindo e editando videos para um canal de youtube que os amigos dela do doutorado fazem, o que me dava algum senso de propósito. comecei a fazer análise nessa época.
eventualmente, uma semana antes de eu completar 30 anos, ela me disse que não queria mais estar comigo. que a minha depressão fazia muito mal a ela. foi a segunda maior dor da minha vida. ela posou de caridosa, me ajudando a encontrar uma kitnet pra ficar. arrumei um outro emprego, que era precário mas pagava um pouco melhor, além de ter alguma possibilidade de crescimento dentro da área de educação.
depois, descobri que ela já me traía com um seguidor do canal do youtube. que, antes de me falar qualquer coisa, já falava pra ele que "o verme tá enrolando pra sair da casa". foi a maior dor da minha vida. passei raiva, falei merda, e me custou superar. o que me ajudou foi usar a bike pra ir trabalhar, escrever um diário e sair com umas meninas fortes e interessantes. nos fins de semana, repetindo o mantra "não fique em casa" tentava entrar em sintonia com a cidade, e tive bons momentos. mas também perdi a inscrição para o mestrado pela segunda vez, agora por falta de atenção com um prazo. rola o divórcio. eventualmente, saio da kitnet e volto para o apartamento em que morava com ela (não sem sofrer, mas era o combinado desde o começo). arrumo um amigo para dividir as contas. ela foi pra tal holanda com os gatos.
dois mil e vish, entra corona. sou demitido na semana em que começa a quarentena. pandemia, desemprego e solidão, agora que eu achava que estava conseguindo me estabilizar financeiramente e emocionalmente. ficando em casa o tempo todo, é difícil encontrar motivação para qualquer coisa. o app de fotos vai me apresentando as efemérides de um ano dos eventos do meu término. já nem é que estou triste, é que nem sinto mais qualquer coisa com intensidade, só as crônicas melancolia e solidão. de vez em quando, tenho uns lapsos de impulso criativo que me colocam pra fazer coisas que eu gosto, tipo fotografar, desenhar, escrever, sei lá. mas na maior parte do tempo estou me distraindo com memes, jogos e pornografia. tenho conversado com algumas meninas pela internet, mas sem a possibilidade de encontro presencial é tudo muito deprimente.
nos próximos meses, eu vou ficar completamente sem dinheiro. eu não sei o que vai acontecer, nem sei se consigo garantir que "vou dar um jeito" ou sei lá. e eu to meio que cagando pra isso. devia estar mais preocupado, me matando pra conseguir algum emprego ou alguma forma de ganhar dinheiro nessa economia de bosta. mas parece esforço em vão, parece que no fim não faz nenhuma diferença.
o noticiário é tão deprimente quanto meu relato.
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2020.04.15 23:18 Cypher_Hasher Triskelions?

[5:03 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: faria sentido cogitar uma bipolaridade sexual o.o?
[5:08 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Não entendo o suficiente para fazer essa análise, mas não me parecem sistemas comparáveis
[5:09 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: A bipolaridade diz respeito à incapacidade fisioquímica de sustentar o estado de espírito, a sexualidade corresponde à anatomia das estruturas psicológicas.

Um é o projeto do reator, formato e tipo, o outro é simplesmente se as válvulas são bem apertadas, se ele é bem regulado.
[5:10 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Tanto que bipolaridade é interferível com drogas e no futuro ainda mais, com tratamentos bem mais invasivos, tipo autômatos de escala nanítica. Sexualidade não.
[5:11 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Pra você estar gay e depois estar hétero precisaria de uma plasticidade cerebral enorme
[5:12 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: O que eu chutaria é que a estrutura do desejo e a estrutura do gênero são peças montadas com o Lego do cérebro - em larga parte elas são afetadas e direcionadas pela evolução humana - o que as molda e amadurece durante o crescimento.
[5:13 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Na minha hipótese, o desejo e o gênero que 'parecem' flexíveis a olho nu, são na verdade uma estrutura instruída ou montada de forma a "transpassar" estruturas mais comuns...
[5:15 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Extrapolando esse chute, em qualquer forma de sexualidade, o gênero como a raiz da sexualidade, as formas de desejo como o tronco do comportamento sexual, também são grossos e difíceis de alterar.
[5:15 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Eles só possuem forma diversa
[5:15 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Com vias de seiva para mais lados do que os gêneros menos 'aparentemente flexíveis'
[5:16 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: saquei
é

faz sentido
[5:16 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Mas estou pensando isso aqui agora, altamente ad hoc
[5:16 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: dá uma conversa boa isso aí
[5:18 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: mas faz sentido mesmo

tipo

tava viajando
pq rolaram umas coisas loucas aqui em casa
e eu estava refletindo sobre a flutuação do meu desejo
tem épocas que fluo sem problema algum com a Berenice
e tem épocas que me fecho apenas em masturbação pensando em cenas homoafetivas....
[5:19 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Hehehehe
[5:19 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Mas tem muito ruído aí na cena
[5:21 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Quando a Berenice toma decisões que você considera não inteligentes ela com certeza fica menos sexy - comportamento normal, inteligência é algo sexy porque favorece a reprodução e sobrevivência dos gens, coisa que estamos altamente adaptados a selecionar.

Se você invés disso tem tesão em pessoas dependentes, então ela fica menos sexy quando toma decisões que lhe dão autonomia na vida.
[5:21 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Não sei a quantidade de conhecimento real e teórico você precisaria ter para cotar os ruídos da vida cotidiana, é por isso que a ciência exige certo distanciamento.
[5:23 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: o.o
[5:23 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: heheheh
[5:23 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: isso foi um tipo de ruído que eu pensei, imagina quantos você consegue pensar
[5:24 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: é, eu sei q sou uma salada de demissexualismo com sapiossexualismo
mas não tinha pensado dessa perspectiva
[5:24 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: saber que eu sou pode ser mto forte falar XDDDDD
[5:24 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: mas é o q parece
[5:24 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: hahaha
[5:24 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Pois é sapiossexualismo é tesão na inteligência né?
[5:25 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: e como tendo a me sentir intimidado sempre que sinto q algo é esperado de mim, tendo a me sentir bem intimidado por mulheres, com raras exceções em cenários específicos
[5:25 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: sim
[5:25 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Eu tinha trazido esse termo pra uma conversa um tempo atrás, aí abriram minha cabeça para esse ponto de que tudo (boa parte) do que achamos sexy é na verdade uma manifestação da inteligência.
[5:27 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Interessante isso. Eu me sinto intimidado (não é bem isso, tem outro termo mas não sei qual é ao certo) por algumas raras mulheres. Não sei se é um mecanismo de defesa. Mas essa intimidação afeta a sua vida com a Berenice?
[5:27 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: ás vezes sim
[5:27 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: olha só
[5:27 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: outra coisa interessante

já entendi que é bem frequente eu me sentir menos q ela
[5:29 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: e é daí q surge minha intimidação
[5:29 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: pq eu não relaxo
[5:29 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: parece q fico em um fight or flight etenro até que acabe
[5:29 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: eterno*
[5:30 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: mas aí noto, a partir disso, que sinto isso com mtas outras coisas na vida
[5:30 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: e por isso gosto de me sentir "outsider"
me dá coesão o suficiente para existir com o grau de deslocamento que eu reconheço que me aplico
[5:31 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Você está dizendo que sua tara na atmosfera outsider é desculpinha pra não lidar com demônios internos?
[5:32 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Uma vaidade pra esconder verdades?
[5:32 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Um escudo contra o desalinhamento?
[5:33 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: Não
acho que é o caminho para eu não sentir que estou deixando de ser eu em meio a essa merda toda ._.
[5:34 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: autotraição
[5:34 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: quem nunca
[5:35 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: desenvolva o.o
[5:35 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: A autotraição é igual a uma mulher simpática e linda
[5:35 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Seduz a gente fingindo de inofensiva
[5:35 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Mas não irá tolerar nossas fraquezas
[5:35 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Altamente carismática em público
[5:36 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: mas aí de você broxar entre quatro paredes
[5:36 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: achei uma cara mais apropriada
[5:37 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Se você está se acusando de estar fingindo pra si próprio que não está sendo outra pessoa por motivos externos a si mesmo, isso é traição
[5:37 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: é amar o outro mais que a si próprio
[5:38 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: acho interessante ela conseguir te intimidar no estado em que se encontra
[5:42 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: mas aí é q tá
eu estava sendo isso
eu estava me traíndo xD
a "tara" outsider me deu forças pra me expressar de novo
de me amar esquisito
de começar a conseguir ignorar o status quo
[5:43 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: hahah
[5:43 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: mas
[5:44 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: aí q eu te/me perguntou
estou defendendo demais?
[5:44 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Não consigo saber, mas com certeza ou eu intepretei isso errado ou você precisa colocar isso com mais clareza para si próprio
[5:45 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Qual o status quo que você está tentando ignorar?
[5:45 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Lembre-se que as pessoas são péssimas em dar conselhos - elas usam as palavras erradas como 'não se esqueça' invés de 'lembre-se disso'
[5:46 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Quando elas falam para ignorar o que os outros pensam, é um conselho inútil, não porque está errado, mas porque instrui errado.
[5:46 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: esse em q eu me sinto cobrado de todos os lados, mesmo sem cobrança nenhuma o.o
[5:47 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Você só ignora aquilo que não te diz respeito nem um pouco, aquilo que merece 0 atenção, que está superado ou que não possui nexo com sua existência.

Se um status quo te fere você jamais conseguirá ignorá-lo.

Você vai ter que destruí-lo.
[5:48 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: E destruir internalizações anti-idiossincráticas é ir fundo nos monstros da alma e assassinar um a um longa e duradouramente com muita discussão interna, argumentação e os subsequentes rompimentos e queimas de pontes na vida interpessoal
[5:49 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: gsus
isso vai dar trabalho então
[5:49 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: pq de fato
acho q ainda não coloquei claro para eu mesmo
[5:49 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Sim
[5:49 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: é labuta da mais árdua que existe a da alma
[5:49 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Exemplo: a pessoa só para de sofrer com o que seu pai emite politicamente quando ela 'desiste' de seu pai, quando ela o mata, quando ela permite se decepcionar.
[5:50 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Você só se livra de aflições enormes com tristezas enormes que desamarrem os elos afetivos que alimentam-nas
[5:50 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Libertar-se é morrer os outros dentro de si.
[5:50 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Libertar-se é solidão sem fim.
[5:51 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: é mto bizarro ler isso e entender qu ejá matei minha mãe, mas não meu pai
[5:51 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: hah
é quase se tivéssemos, nesse nível idológico uma existência parecida com batman e coringa
[5:57 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: oh boy
too old to rock, too young to die feelings
[5:58 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: seria essa sensação a vaidade juvenil não satisfeita gritando dos portões do bestiário da alma?
[6:00 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: catchau
[6:01 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: hah... nice
[6:01 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: eu tenho muitas dessas
[6:01 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Morgana me devolvia todas
[6:01 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Me fazia uma pessoa ainda pior tudo outra vez
[6:02 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: https://youtu.be/n3C04Ev1caQ ah thumbnail
[6:03 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Thumbnail está para o neon como o neon esteve para o outdoor
[6:03 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: total hah
[6:04 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: Morgana foi uma namorada?
[6:04 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Morgana foi minha quase morte
[6:04 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: eita o.o
[6:04 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: eeeeita
[6:09 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: o q não te mata te fortalece x.x(?)
[6:10 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: hahahhahah
[6:10 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: O que não te mata te deixa aleijado.
[6:12 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Surgiu uma canção aqui que eu não tinha ouvido antes, que é a narrativa perfeita desse aleijamento

https://www.letras.mus.bunlike-pluto/now-i-dont-care/
[6:14 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: E estava de graça [download link: https://soundcloud.com/unlikepluto/nowidontcare]
[6:14 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: sempre contando com Unlike Pluto pra deixar suas músicas de graça
[6:16 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker:
Where did I see a sign?
Where do I need advice?
Hey, is this by design?
Hey, that's fine
Wait, are you kidding me?
All the falsehoods and misery
All the bullshit and memories
Killing me


Essa aqui senhor
é uma puta faca atômica capaz de cortar a realidade, de tão afiada q soa
[6:16 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: hehehe bom artista
[6:20 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: . . . total

vlw por compartilhar
[6:21 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: ^^
[6:21 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: https://www.youtube.com/watch?v=by419Aul3Z8
[6:24 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: alguns ritmos soam como confissão
[6:25 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: pessoal do nightcore pega pesado
[6:25 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: procurando umas antigas aqui mas não estou achando as mais
[6:25 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: 'culpadas'
[6:27 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: hahah
vou guardar os links se vc achar, mas vou me poupar hoje
já torci facas o suficiente pra subir de novo pro terraço e chorar sob a luz de sírius
[6:28 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: vontade escrever uma percepção que tenho em forma de história
[6:30 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: pq não só gravar sua voz?
[6:30 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: há ciclos em ciclos na vida
a cada macro ciclo completo, os micro ciclos se repetem
a mistura perfeita de esperança e tédio, libertação e condenação

criar uma crônica de alguns textos que se chame triskelion
[6:30 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: fica aí o questionamento
[6:30 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: pq não xD
[6:31 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: pq não xD?**
[6:31 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: E vão rimar os versos?
[6:32 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: vou tentar pq acho do caralho a estética
mas se não sentir q vá dar conta (e não entenda isso como retroceder no primeiro obstáculo) não vou me privar de contar
[6:33 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: ah yes
[6:33 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: a dificuldade de versar
[6:33 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: não se prive, não se prive
[6:35 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: . . .
eis que lá vem o raio novamente
e já não quero deixar de tempestuar
quando digo que é um privilégio, meu amigo
é com a mais profunda leveza do amar

=]
[6:37 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Puta que pariu, revive o poeta!
[6:37 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: https://soundcloud.com/d3musmells-like-teen-spirit-demur-remix
E as vaidades juvenis o escutam
[6:37 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Taí algo que eu não tinha pensado
[6:37 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Posso morrer já
[6:38 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: escrevi há muitos anos minha masterpiece
[6:38 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: algo que jamais irei superar
[6:38 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: https://docs.google.com/---REDACTED---
[6:39 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Passou da hora de eu aceitar a quietude no meu coração
[6:40 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Já posso morfar-me em flor colhida
[6:40 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Flor que espera só murchar
[6:41 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: https://www.youtube.com/watch?v=VOeju9eMnuc
[6:46 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: qualquer coisa que eu disser pode vir a soar menos do que realmente eu gostaria de expressar
mantenho então, profundamente e com a mesma veêmencia

é um privilégio Hasher, do fundo de minha alma
[6:48 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: e... sei lá
ciclos
[6:49 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: vou parar de falar
pq há uma solenidade aqui espessa como manteiga
e soa injusto cortar
[6:52 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: hah! o privilégio é todo meu.
[6:52 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: vá escrevendo
[6:52 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: quero saber o triskelion
[6:54 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: =] é nosso então, pq sou teimoso

ow
[6:54 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: D
[6:55 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: é isso
3 ciclos que quando acabam reiniciam
a estética do triskelion é maravilhosa e marcou profundamente minha "quebra" inicial com status's quo's
[6:57 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: Há uma teoria kármica na visão wicca que estude na época que acreditava que a vida é uma espiral ascendente
e as situações no eixo Y se repetem, mas de forma mais "evoluída", quase como as fases pós bosses principais nos games do megaman
[6:59 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: me ocorreu uma ideia away do triskelion
[7:05 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: mas
vai da sua percepção sobre

vc me sugeriu e eu vou te sugerir de volta
já pensou em transformar um conto seu em audio?
[7:06 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Vamos fazer
[7:06 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: pode escolher qual
[7:09 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: sou apaixonado com aquele que me lembra o ---REDACTED---
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2020.04.11 22:47 ehmuidifici Levei um tiro na cabeça

Comigo foi um pouco diferente. Primeiro o estalo do tiro, e em seguida, um clarão. Tudo ficou branco e eu só escutava um zumbido, agudo, e bem alto. Parecia que eu caia pra trás em câmera lenta, enquanto tentava entender o que tinha acontecido. E apesar de terem me dito que eu nem fechei os olhos, esse momento parecia ter rolado em câmera lenta, enquanto eu caía. O susto. O clarão. O zumbido. Ficou tudo branco. Bem claro, nao via nada, só branco. Foi como que uma experiência pra fora do corpo, sei lá. Eu estava lá no restaurante, sentado, almoçando, bem tranquilo, comendo. Com a boca cheia de brócolis, e de repente eu não estava mais lá. De repente, eu estava em outro lugar, e era tudo branco, vazio, e eu só escutava o zumbido e só enxergava o clarão. E enquanto eu caia, dei por mim que tinha levado um tiro. A voz na minha cabeça disse algo como "Eita cacete, o que foi isso? EITA LEVEI UM TIRO! MERMÃO LEVEI UM TIRO NA CABEÇA". "MORRI.", pensei. Tive certeza de que ia morrer. Ou que já tinha morrido. Já estava morto e estava em outro lugar. Nem senti dor nem nada nesse primeiro momento, e achei até que o clarão era a luz no fim do túnel que veio com tudo e meio que me atropelou ou algo assim, não sei "Morri.", pensei. E nesse instante eu não tava triste, com raiva, chateado, nem nada. Estava surpreso e curioso, juro, curioso, querendo saber o que vinha em seguida, se é que vinha alguma coisa. Morri. E agora? O que vem depois?. Tinha certeza que tinha morrido, ou que nem ia abrir os olhos e ver mais nada.
De repente abro o olho, todos os clientes do restaurante saíram correndo, o ladrão também, e só estava minha namorada lá, em cima de mim, olhando pra mim.
De repente comecei a sentir. Não dava pra saber exatamente onde é que a bala daquele revólver .38 tinha me acertado, a sensação era a de que toda a minha cara estivesse virado do avesso, ou como se alguém tivesse pego uma picareta e acertado em cheio na minha cara, com tudo, e a picareta ainda estivesse lá. Me mandaram não me mexer, e eu não me mexi.
Não me mexi, nem falei nada, mas sentia o sangue grosso, quente e escorrendo pelo meu olho, nariz e garganta, com força, como se uma mangueira estivesse aberta dentro da minha cabeça. Lembro até hoje do gosto de sangue e brócolis. Sentia sangue escorrendo pelo meu olho, pelo buraco do projétil, pelo meu nariz, pela minha garganta, pelo meu ouvido, por tudo, e pela quantidade de sangue que eu perdia, e ainda sem saber aonde a bala tinha atingido, ainda tinha certeza de que eu ia morrer, ali. Aquele tanto de sangue, aquela situação, Aquela cena de filme mesmo, surreal, pesadíssima. Sangue e dramaz só.
Achei que eu fosse apagar, e não apaguei. A primeira coisa que eu disse foi "aonde acertou?' e ela me disse que tinha sido no nariz e de raspão.
"De raspão", pensei, e quase ri. Eu sabia que tinha sido na minha cara. Eu sabia que tinha me acertado em cheio. Estava tudo meio dormente, todo meu lado direito do rosto, e eu tinha certeza de que a bala ainda estava ali. E era muito sangue, e estava ficando cada vez mais difícil respirar, então pedi pra ela tirar a comida com sangue que estava dentro da minha boca. Brócolis e sangue. Muito sangue. MUUUITO SANGUE. Eu nunca tinha visto tanto sangue na minha vida e acho que ninguém que estava vendo aquela cena tinha visto tanto sangue também.
Olhei aquela poça de sangue. Aí que do nada apareceu uma aluna do último semestre de medicina, que por acaso do destino também estava ali almoçando no mesmo restaurante (isso aconteceu ao lado de uma universidade federal) e pediu um pano e pressionou por onde a bala entrou, tentando estancar qualquer coisa. Mas a maior parte do sangue escorria era por dentro.
Pensei que eu fosse apagar, por estar perdendo todo aquele sangue, e simplesmente morrer, ali mesmo, e bem rápido. Na porta do restaurante , amigos, conhecidos e outros clientes do restaurante todos em choque, todos em desespero, ligando pro SAMU (ambulância) , discutindo sobre quem tinha carro pra me levar pro hospital e coisas assim, e dentro do restaurante, eu, jogado no chão, em cima de uma poça enorme de sangue, minha namorada e a moça lá, já quase médica, que por milagre também estava almoçando lá, mas que infelizmente não podiam fazer muita coisa por mim naquela situação. Só esperar.
Escuto que chamaram o SAMU e que ele estava a caminho. Era 12:30, horário de pico, e essa cidade tem um dos 3 piores trânsitos do Brasil.
Morri, pensei. Morri. Ali. Morri esperando o SAMU chegar. Era muito sangue, e não parava de jorrar. Pensei no trauma que seria pra minha namorada, morrer ali, na frente dela, vítima de um assalto, de algum ladrãozinho muito doido que veio roubar meu celular e na hora de sacar a arma já disparou, de nervoso ou de sei lá o que, e me acertou em cheio, a queima roupa. Morri. Tinha certeza de que ia morrer ali e não havia mais nada que eu pudesse fazer. Certeza.
Pensei nela, pensei também na minha mãe, pensei na dona do restaurante, pensei no trauma que seria pra todas aquelas pessoas que estavam ali e saíram correndo, eu morrer ali, na frente delas. Nem pensei muito em morrer, pq até então eu ainda tinha certeza de que sobre a morte eu não tinha nada mais o que fazer.
E aí o corpo começou a doer. Não tanto onde o tiro acertou, mas os ossos, da posição que eu estava no chão. Perguntei se eu podia me mexer, disseram que não. Tentei me segurar por uns instantes, mas a agonia era tanta que a vontade era de levantar e sentar em uma cadeira. Me mexi, apoiando os braços assim, pra mudar de posição e virar de lado, e vi o tamanho da poça de sangue que se formava debaixo de mim. Um sangue grosso, escuro, denso. E ver aquela quantidade absurda de sangue (sério, esguichava do meu olho, coisa de filme do Tarantino ou algo assim) e só me deu mais certeza de que eu ia morrer, ali. Esperando o SAMU chegar. Jogado no chão, sentindo gosto de sangue e de brócolis.
E então a dor veio, e era meu rosto todo queimado de polvora, meu olho, meu nariz, tudo. O buraco da bala queimava, doía. A bala acertou meu maxilar, entre o olho direito e o nariz, região naso-orbital, bem aonde fica as borrachinhas dos oculos, sabe? Bem ali, entre o olho e o nariz. E era uma dor de osso quebrado, a sensação era a de que a minha cabeça tinha virado do avesso. Ver todo aquele sangue e sentir essa dor começou a me levar pra um desespero.
Senti frio pelo corpo todo, de arrepiar. "É agora", pensei. Senti uma fraqueza, pensei: "Vou desmaiar." Desmaiar e morrer.E a dor. Toda aquela dor. Até então acho que eu estava relativamente calmo, mas nesse momento foi como se o jogo tivesse dado uma virada. Alguma coisa dentro de mim deu uma chacoalhada e disse que nao. Minha namorada disse pra eu continuar acordado, continuar com ela, que ela não ia me deixar ir embora não. Com o frio e a fraqueza, reagi. Disse "tá doendo muito, vou gritar" , e nem era tanta dor, era só uma vontade súbita de reagir. Comecei a urrar, fingindo que era dor, mas era de desespero. Uma reação pra não apagar ou algo assim. Um fôlego e uma vontade de gritar. Gritei. Acho que funcionou.
Foram uns 20 minutos, e a ambulância chegou. Pelo local de entrada do projétil, decidiram que teriam que me levar pra um hospital com neurocirurgião de plantão. "Tô na merda", pensei. Me amarraram numa maca, colocaram um colar cervical, e me colocaram dentro da ambulância. O hospital era no centro da cidade, a uns 10km de onde eu estava. "Pronto, vou morrer numa ambulância dentro do engarrafamento". Na ambulância, só me deram soro. A dor aumentava, e acho que me deram dipirona sódica ou algo assim. Exatamente, desses que a gente toma pra dor de cabeça. A ambulância chacoalhava pra todos os lados, e pra não cair da maca ou algo assim, me mandaram eu me segurar. Nesse momento, percebi que todos na ambulância estavam relativamente calmos, (menos o motorista), e pela primeira vez passou pela minha cabeça que eu talvez não fosse morrer naquele dia ali não.
Minha garganta queimava de sangue seco e de mais sangue que descia. Trocaram o pano por uma gaze pra estancar o sangramento externo, mas era sangue demais. Me deram soro, e só. Fechei o olho e tentei me acalmar, mas acho que se eu desmaiasse ali e morresse estava tudo bem, estava calmo,e não tinha nada que eu pudesse fazee e eu não tinha muita esperanca de que pudesse sair dessa. Até que…
Chego no hospital, me tiram da ambulância naquela correria, e eu vejo aquele hospital público do SUS com o teto todo caindo aos pedaços, e em volta, aquela zona de guerra que só existe em hospitais públicos de trauma das grandes Metrópoles brasileiras: gente espalhada pra todo lado, nas macas, nas cadeiras, no chão. A enfermeira do SAMU me leva pra sala de emergência, zona vermelha, e me entregam pro hospital. Nesse momento um dos enfermeiros dos hospital diz que não tem gaze, não tem luva, e me pede que eu segure a que está toda ensanguentada, ali, eu mesmo. "Vou morrer aqui nesse hospital", pensei. Tem nem gaze, tem nem luva. Fodeu.
O que se passou depois foram os piores momentos da minha vida. Engasgando em sangue, morrendo de sede, de dor,de agonia e desespero. Me afogando no meu próprio sangue, enquanto nada acontecia. Hospital lotado. Mais de hora pra conseguir uma tomografia. Sai a tomografia e perguntam "quem é Isaac", ao que eu respondo levantando a mão. A pessoa responde "não, é outro, esse aqui ou tá morto ou tetraplégico e você tá aí levantando a mão". Outro médico ou enfermeiro responde baixinho dizendo que sou eu mesmo, ao que o outro vem pra perto de mim, me dá uma olhada e diz "vixe, amigo, te contar que ninguém vai tirar essa bala daí não…" Descobrem que a bala está na C1, fraturou a vértebra, a primeira da cervical, logo na base do crânio, e que ninguém sabe porque milagre o afetou a medula e eu não tive uma lesão neurológica.
Horas e horas se passam, eu gritando no hospital pra ver se eles faziam alguma coisa. Na minha cabeça, seria alguma coisa de filme, de seriado, sei lá, iam me dopar e eu ia apagar e se fosse pra morrer, morria, se fosse pra sobreviver eu só ia saber no dia seguinte, mas não foi assim não. Nesse ponto eu tinha decidido que se fosse pra morrer eu não ia morrer fácil não. Já tinha chegado até ali. Tirei força não sei de onde. Daí costuraram meu nariz. "Tamponamento", o nome. Jogaram umas gaze com uma pomada dentro do meu nariz e costuraram, pra ver se o sangramento diminuía. Tudo bem rápido, sem tempo da anestesia pegar, costuraram todo meu nariz e me deixaram lá.
Talvez realmente não houvesse muito o que fazer, a sala de cirurgia estivesse cheia e com casos piores, na frente, na fila, não sei. Mas era muita dor, muita agonia e muito desespero pra que eu conseguisse ficar quieto, e a sensação de que se eu me acalmasse eu ia desmaiar, apagar e morrer. Gritava, pedia que fizessem alguma coisa, não suportava a situação de estar lá, daquele jeito, e simplesmente ninguém estar fazendo mais nada. Eu estava me afogando no meu próprio sangue, cuspindo o que conseguia, sem conseguir respirar. A garganta rasgando de sangue seco, uma dor insuportável e a sensação de que eu estava à beira da morte e que alguém precisava fazer algo rápido, senão minhas chances iam acabar bem rápido.
Não gostaram muito da minha reação e me amarraram na maca pra com uns lençóis, uns panos, meus braço e minhas pernas. Acho que pra aver se eu ficava quieto e parava de gritar e de reclamar. Mas não adiantou muito não Gritava de dor. Pedia que fizessem alguma coisa, nem que fosse me dar um remédio pra eu apagar e aquele inferno acabar. Gritava. Urrava. Agonizava. Fiquei meio puto até com o universo que estava me fazendo passar por aquilo tudo ao invés de me levar embora de uma vez. Parecia que nenhum médico queria mexer comigo, que eu não tinha jeito, que iam me deixar ali daquele jeito mesmo. Sei lá. Eu queria que fizessem alguma coisa sou que eu morrer logo de uma vez, sei lá. Só queria que aquilo tudo acabasse de uma vez. Não estava aguentando não. Já tinha passado dos meus limites fazia era tempo.
Na hora eu perdi completamente a noção de tempo, e as 17:10(dei entrada no hospital umas 13:10), ou seja, depois de umas 4h agonizando e berrando na emergência, me levaram pro bloco de cirurgia. Chegando lá, um médico disse que ia ficar tudo bem, reclamou com alguém que naquela situação eu deveria ter sido entubado logo ao chegar no hospital, e me disse pra me acalmar que agora eles iam cuidar de mim. Me disse que ia me dar uma anestesia (eu ouvi fentanyl) e que eu ia apagar por uns 30 minutos e eu pensei "nossa finalmente vão me apagar pq se for pra morrer pelo menos eu pelo menos morro em paz" e senti tudo apagando, tudo ficando leve e tudo ficando escuro, bem rspido, sem ligar muito se eu ia acordar de novo ou não, mas enfim em paz pq pelo menos eu ia parar de sentir tudo aquilo que eu estava sentindo. E funcionou.Eram 17:15 da tarde. Ele disse 30 minutos. Acordei no dia seguinte, 9:30 da manhã. A enfermeira olha para mim e num instante, começa a retirar parte de sua face, revelando ser uma máscara de borracha, dando início a era das máquinas.
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2020.04.10 04:02 SubodeiBR Final de namoro, infelicidade, sei lá oq to sentindo...

Boa noite. No ensino médio conheci uma garota que viria a ser minha namorada, resumindo a gente se dava super bem e se entendia demais, nunca ficamos um dia sem se falar, dificilmente discutíamos, mas quando acontecia chegávamos em uma solução fácil. Enfim, terminamos a escola. Entramos em universidades diferentes, e logo no final do primeiro ano ela conseguiu um emprego excelente, e foi morar sozinha. Queria que eu fosse com ela, entretanto eu só fazia alguns bicos que no final do mês davam uns 600 reais. Acabei recusando de morar junto, não queria ser mal visto pela família dela. No final ela acabou vindo morar mais próximo da minha casa, assim conseguiríamos passar mais tempo juntos pq quando entramos nas universidades só conseguíamos ficar juntos finais de semana. E assim se passou mais 3 anos, ela tinha conseguido ser efetivada na empresa e estava com um plano de carreira e eu fazendo meus bicos pra se manter. Foi ai que tudo começou a mudar, ela ganhando super bem, queria fazer coisas que eu não tinha de onde tirar o dinheiro e eu por outro lado nunca quis ser bancado. Finalmente consegui um estágio na minha área, não era um salario maravilhoso porém muito melhor do que eu ganhava e sabia que todo final do mês era garantido na minha conta. Nesse meio tempo ela começou a frequentar os happy hour da empresa, e começou a sair com o pessoal, eu nunca a proibi, muito pelo contrario sempre incentivei a sair, queria que ela aproveitasse a vida não só comigo, pois começamos a namorar muito cedo. Então passou mais algum tempo e eu consegui um "bico" pro fim de semana em outra cidade, minha rotina era acordar as 05 30 e chegar em casa 00:00. Antes desse emprego nos víamos 3 4 vezes por semana. Mas agora nas sextas eu saia da aula e já ia pra outra cidade na casa de um amigo pra poder começar cedinho no outro emprego e chegava domingo as 22h. passaram-se dois meses nessa rotina. Eu só conseguia ficar com ela pra dormir nas segundas e terças, sempre chegava tarde da aula então não conseguíamos sair era basicamente dormir pois vivia cansado, já que não tinha folgas. Até que uma segunda feira ela me liga e diz que n estava se sentindo muito bem e queria ficar sozinha. No outro dia me disse o mesmo ai já liguei pra ela, queria saber oq tava acontecendo. Ela me disse que eu não estava lhe dando atenção, nunca conseguia sair com ela e não estava a vendo muito e se sentia sozinha. Acabou me pedindo um tempo. Quando me disse não acreditei naquilo tudo, eu estava dando tudo de mim para poder acompanha-lá, e teria que ter alguns sacrifícios... Se passou 3 dias eu liguei pra conversar, discutimos e acabamos terminando. No outro dia pela manha ela me liga chorando pedindo desculpas, dizendo que tava muito confusa e tomou a decisão errada. Queria sair pra conversar e colocar os pingos nos is. Conversamos bastante, e eu disse pra ela, que só era pra gente voltar se fosse uma decisão dela, não era pra ser influenciada pelos pais, já que eles tinham muito afeto por mim. Nao iria adiantar ela voltar por eles, não tem como empurrar com a barriga um namoro. Ela disse, sim a decisão é minha, eu quero estar contigo, quero viver contigo, se casar, ter filhos. Você é minha vida, quero te fazer o homem mais feliz do mundo. Ai que homem vai recusar isso? eu me sentia da mesma forma. Acabamos voltando. Fizemos muitos planos, eu larguei o emprego do final de semana pra passar mais tempo com ela. Em dezembro tinha planejado pra morar juntos, essa época era final de julho. Se passaram mais algumas semanas, senti que ela estava estranha, mais imaginei que não seria mais a mesma coisa, depois daquele tempo que demos, quase 5 anos e foi a primeira vez que tínhamos brigado e ficado sem se falar. Deixei rolar... Ai pensei em uma surpresa pro nosso 5 ano de namoro, arrumei uma viajem pra tentar se reaproximar mais e começar uma nova etapa da nossa vida, deixar aquilo no passado. Iriamos viajar no sábado pela manha, contaria a surpresa na sexta a noite. Na quinta me manda uma mensagem, dizendo que queria outro tempo. Meus amigos MEU CHÃO CAIU, FIQUEI SEM REAÇÃO, CHOREI FEITO CRIANÇA, foi uma frustração terrível, não conseguia me concentrar no trabalho, na universidade, é serio foi terrível. Só pensava nela e na resposta que ela me daria. E o pior de tudo a decisão não era minha, isso me consumia, ficava imaginando oq aconteceria, se voltaríamos ou não. Passou 6 dias não consegui mais suportar tudo aquilo e liguei para ela, falei vamos conversar, eu implorei, pra ela voltar, falei muito, muito mesmo e ela só me dizia, não sei, não sei, preciso de mais tempo pra pensar nisso. Me deixa pensar um pouco mais, nao quero tomar a decisão errada, me pediu mais alguns dias. Eu não ia conseguir esperar, eu falei, se tu me amasse não iria ter duvida nessa decisão, então acho melhor a gente terminar de vez! só me diz uma coisa, tem outra pessoa que vc está gostando? ela falou, "nesse tempo que vc me deixou sozinha eu me acostumei e gostei, eu comecei a reparar nas outras pessoas e acabei curtindo". Eu não falei nada, só desliguei o telefone. Terminou por ali 5 anos de namoro por uma ligação telefonica. As primeiras semanas foram difíceis, sentia muito a falta dela, mas com o tempo fui me acostumando. Comecei a sair com meus amigos, conheci novas pessoas, novos lugares e novas garotas. Faz 8 meses que terminamos o namoro e segui com minha vida. Eu não me acho um homem feio, tenho 23 anos atualmente, faz 5 anos que pratico musculação, tenho um corpo legal, mas sei que não sou o Brad Pitt, não tenho muita dificuldades com mulheres, dormi com muitas nesses ultimos meses. Mas em janeiro me bateu uma tristeza absurda, não consegui descobrir oq é, já pensei muito e a solução não vem. Não sei se sinto falta de estar namorando, da minha ex, ou sei lã oq... Sinto uma infelicidade absurda, parece que o mundo ficou cinza. Mas ao mesmo tempo não deixo de trabalhar, estudar, treinar, sair. Meus dias são um saco, são só alguns momentos de felicidade depois volta pra mesma. Mas assim, não tenho vontade de morrer ou fazer alguma merda. Só parece que to vivendo sem um sentido...
O TEXTO FICOU GIGANTE MAS PRECISAVA DESABAFAR!
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2020.01.24 14:50 depepisodethrowaway Primeira vez com episódio depressivo num intervalo de uma semana?

(throwaway porque possuo outra conta. tl;dr no final)

Peço desculpa caso o texto fique um pouco confuso, redundante ou longo demais. Estou com a cabeça muito atordoada / me sentindo bem pesado / apatia total com a vida. Pode parecer drama ou patético mas estou genuinamente preocupado de eu ter adquirido depressão. Acho que estou postando só para poder tirar isso mais do peito. Entendo caso não queiram ler tudo. Coloquei um tl;dr.

Informações que podem ser relevantes: tenho entre 25-30 anos (ela também) e nunca tinha passado por nada parecido. Sempre me achei bem resiliente mentalmente e nunca tinha sentido necessidade de ir a um psicólogo até essa semana (ontem quando fui).

Eu não sei o que está acontecendo comigo. Sinto que estou entrando de repente numa depressão severa "do nada" (começou nessa semana).

Eu estava muito bem com minha namorada (quase 3 meses de namoro) até semana passada sentindo que a amo e sei que ela me ama. Semana passada ela foi visitar sua cidade-natal para ver sua família e amigos e mais ou menos uns 2/3 dias após ela ir para lá eu comecei a me sentir muito distante dela (da minha parte, não dela) e com uma apatia inexplicável. Simplesmente não estava sentindo nada e até mesmo me sentindo irritado de conversar com ela pela internet.

Isso me fez ficar muito ansioso e ter ataques altos de ansiedade (só sofri um ataque de ansiedade antes disso na vida, numa vez em que estava almoçando com ela) com vontade de terminar e pilhado de como seria caso terminássemos e me questionar se realmente iria conseguir continuar mantendo o relacionamento se estou me sentindo assim, etc. Esse espiral foi tão forte que nessa semana no trabalho eu não consegui fazer absolutamente nada. Só pensava em ir para casa para ficar deitado na cama sem vontade de fazer nada (o que fiz essa semana toda).

Uma colega de trabalho veio conversar comigo porque notou que eu não estava bem. Conversamos sobre essas coisas que estou relatando. Só sentia esse combo de vontade de terminar com ansiedade. Enquanto tudo isso acontecia eu conversei com minha namorada sobre essa minha apatia, sobre o fato de eu estar me sentindo muito distante e não sentir nada e de chegar a ficar com vontade de terminar (mas não que era quase todo o tempo). Ela acredita que pode ser a saudade e ela já tinha me revelado que sentiu isso comigo mas que recuperou e ficou extremamente mal / preocupada e que ela está comigo mesmo que eu tenha depressão, mas só vai dar para ela voltar no final do mês / começo do próximo mês. Eu não queria perder essa oportunidade de namoro porque ela genuinamente me faz bem e ela é uma mulher incrível demais. Nunca tinha me sentido tão bem como quando estou com ela.

Faltei ao trabalho ontem porque estava completamente sem condições (verdadeiramente acredito que é depressão. Encaixa com todos os sintomas, estou muito desconcentrado, falta de prazer em fazer qualquer coisa) e fui a uma psicóloga e um clínico-geral. Foi um pouco estranho na psicóloga porque era a primeira vez e demorei um pouco para me abrir e embora na hora da consulta eu não tenha sentido melhora, após sair e refletir sobre as coisas que conversamos eu me senti melhor e mais feliz, até senti amor e saudade por minha namorada mas com receio de que fosse só empolgação. No clínico-geral eu desabafei também sobre essas questões e foi melhor do que na psicóloga. Fui no clínico-geral para fazer exames de que poderia ter algo fisiológico. Fiz hoje os exames e estou esperando o resultado.

Meu plano é continuar indo ao psicólogo, mas minha preocupação também é se vou conseguir me sentir feliz novamente algum dia e se vou conseguir voltar ao trabalho. Sinto que é verdadeiramente depressão e que se terminar continuarei pior ainda pelo fato de começar a ter depressão e perder um relacionamento incrível e que com certeza só afundaria mais ainda minha depressão.

Sempre ouvia as pessoas falarem sobre depressão e ansiedade mas nunca tinha a noção de como é isso.

tl;dr: de uma semana para outra me sinto apático com minha namorada, entro numa espiral de ansiedade de querer terminar e ao mesmo tempo não querer, começar a sofrer ansiedade e depressão (acamado) sem conseguir me concentrar em nada e sem condições de trabalhar. Medo de permanecer depressivo pra sempre
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2020.01.15 05:35 kingsvell Nunca imaginei que viria escrever algo aqui mas dessa vez, cheguei no meu limite...

Então, desde ja começo pedindo desculpas pelos palavrões e pela forma que vou escrever, provavelmente com muitos erros de português pois escrevo isso com muito ódio e muita tristeza em mim...
Assim, sei que vou ser julgado aqui, mas antes que me julguem, deixa que eu faço o trabalho pra vocês, vai ser mais fácil: Eu sou literalmente UM BOSTA inutil. Eu tenho 29 anos e estou pra completar 30 esse ano, estou numa fase terrivel no qual eu não consigo um emprego tem mais de 7 anos, o último emprego que eu tive foi um "estágio" no qual fui tratado por quem me contratou da forma mais escrota possível.
O que eu mais desejo na minha vida era poder sair da casa de meus pais mas, infelizmente, meu fracasso é tão grande, mas tão grande que eu ja não sei mais o que fazer. Sou formado em Publicidade e propaganda em bsb e no meu ultimo ano de faculdade, basicamente, todas as agencias fecharam pois só existiam escritórios aqui para fazer licitação pq a legislação obriga. Pedi, basicamente, de joelhos a uma "amiga" influente daqui pra me ajudar e nada aconteceu. Mandei meu CV pra ela e eu acredito que ela simplesmente cagou pra mim.
Tentei fazer bico de Uber ano passado porém eu achei aquilo tamanha humilhação no qual não dei conta é basicamente um trabalho escravo e a população faz seu carro de lata de lixo. Se eu consegui fazer 100 reais liquido foi muito! Resultado: Fudi (no sentido de desgaste, depreciação mesmo, nada sério) com o carro que por sinal era de minha mãe, minha mãe não podia saber na época pois tinha tido um AVC e hoje quem acabou cuidando dela sou eu (não tenho do que reclamar disso, mas eu ja não tenho tempo pra mim, pra fazer as pouquissimas coisas que eu gosto pois tbm tenho uma namorada no qual me consome demais, mas não venho aqui reclamar dela.).
Muitas das responsabilidades de casa ficaram sobre minhas costas ja que antes minha mãe fazia tudo aqui em casa. Eu tenho um irmão porém ele trabalha loucamente e é extremamente na dele. Ficaria extremamente feliz se ele ajudasse mais dentro de casa, mas a única pessoa que ele ajuda é a namorada dele que ele trouxe da pqp pra morar aqui e ela ja não ajuda muito aqui em casa e acabou que tirou boa parte de minha privacidade.
Dado um pouco de contexto venho aqui mostrar o porque que eu sou um bosta: Nada adianta você tentar agradar todo mundo que todo mundo pisa em ti. Tentei seguir na carreira de fotografia porém me fudi, sou realmente muito bom mas depois de um certo tempo percebi que não tem como competir com o povo do ramo pois eles fazem questão de te FUDER de verde e amarelo OU quem procura um trabalho de fotografia sempre vai ter um sobrinho pra fazer. Tentei juntar minha formação com a fotografia e também deu errado, apliquei mais de 10 fucking vezes a um dos studios que fazia trabalhos para Caixa, BB e etc, o filha da puta me chamava só pra trocar uma idéia sobre equipamentos e me dispensava. Desisti de tudo e tentei seguir carreira na aviação, coisa básica mesmo, atendimento ao cliente, recepção o que esses agentes de aeroporto fazem, porém, não sei porque, ja tentei mandar currículo escrito que eu tinha ensino médio completo, ensino superior completo, mas, com apenas 3 porras de cias aéreas nessa merda de país fica foda de conseguir uma bosta de emprego, as vezes parto do pressuposto que alguém com ensino superior não vai aceitar o salario que eles oferecem, mas né, pra quem não ganha bosta nenhuma e é sustentado pelos pais, o melhor a se fazer é ganhar 500 conto pra trabalhar meio periodo, sei lá... Mandado cv pras cias e NADA, nenhuma posição. OU seja, em algum momento da minha vida eu fiz uma cagada absurda que não consigo mais porra nenhuma, saca? É uma frustração do qual não tem tamanho.
Eu sei que tem uma galera numa situação muito pior, uma situação muito escrota mesmo... Eu frequentei o Centro internacional de Reabilitação Sarah Kubitcheck acompanhando minha mãe, não reclamo da minha situação quando eu vejo a galera lá toda lascada... O que eu acho foda, pra mim, é que eu não consigo crescer na minha vida! Eu to pra perder outra namorada porque eu não consigo sair de casa, porque não consigo ajuda-la a pagar as contas dela e até mesmo as minhas!
É uma frustração enorme no qual a única saída que eu vejo é o suicidio mas o bosta aqui nem isso consegue fazer! Ja tentei ligar pro CVV e o que eu sempre recebi era uma ligação caindo do nada ou nunca sendo atendido. Ja tentei 3x, na 3a eu fui internado em uma clinica psiquiatrica (2014). Eu não sou de bsb sou do rio, deixamos tudo para trás, perdi todos os meus amigos, fiquei doente, tentei fazer novas amizades aqui mas pelo visto em bsb ninguém quer ser seu amigo se você é sustentado pelos pais ou não é funcionário público.
Eu tento conversar com meus pais sobre isso, sobre as minhas frustrações e eles acham que é babaquice da minha parte porque eles acham que é o objeto de desejo que causa minhas frustrações e não o "big picture". Eu explico: por exemplo, preciso de dinheiro para comprar algo, seja o que for. Eu ODEIO pedir aos meus pais isso logo eu fico frustrado por conta de não conseguir tal coisa... Aí meu pai fica emputecido por achar que se ele me der tal coisa tudo vai voltar a ser o mar de rosas. Eles não entendem que não é o objeto, o tangível, é o fato de eu não conseguir meios próprios para eu conseguir determinada coisa! Uma viagem, um objeto de valor, qualquer coisa... É uma merda depender deles.
É muito ruim se sentir um bosta, não poder crescer com nada, sentir que todo mundo está crescendo e você ficando pra trás. Eu nunca fui bom em estudar, não sei estudar, não passaria em nenhum concurso público, para vocês terem idéia, meu terceiro ano foi em uma escola que ninguém tava nem aí pra nada, o dono só queria o dinheiro mesmo pois reprovei o segundo ano duas vezes. Meus sonhos, todos, ja foram por agua abaixo. Ja desisti de ser pai pois ja não tenho mais condições fisicas e psicolgicas pra isso, nem financeira, né?
Tentei ao máximo tirar nacionalidade portuguesa pra tentar a vida em outro país, mas o dinheiro acabou e o ânimo também depois de ver relatos que mesmo você tendo a documentação, as pessoas nos outros países vão te ver como lixo. Eu to sem perspectiva de vida NENHUMA.
É dificil lidar com meus pais que não olham o que deveriam olhar pra mim, aceitar uma pessoa que não ajuda em casa e que tá com problemas na familia e nào fazem nada, eu não conseguir um emprego pra poder me virar, ouvir sua namorada o tempo todo falando que você precisa arrumar um emprego que ela ja tá velha e que precisa casar logo, minha mãe que não entende o quão fracassado eu sou que depois de formado (2013) em 2016 eu tentei análise de sistemas, em 2017 eu tentei nutrição e 2018 eu tentei psicologia e todos esses cursos deram errado para mim, fica forçando que eu tenho que achar um emprego, porra meu, se eu não dou certo em bosta nenhuma, vai ajudar ficar forçando isso?
Eu moro numa das piores cidades do DF com relação a fazer amizades. Sou uma pessoa que pensa MUiTO no próximo, que não gosta de incomodar, que trata bem, que respeita, mas na cidade onde eu moro é só bolsominion, é só gente estúpida fazendo estupidez, hoje eu quase fui atropelado porque o babaca entrou na contra-mão. Assim, é um lugar onde o povo só olha pro próprio nariz! Eu não nasci pra essa cidade e eu não nasci pra esse mundo. Eu espero que, daqui a alguns dias eu consiga fazer aquilo que eu mais quero pois eu não estou aguentando mais ter que dividir apartamento com gente que não gosta de mim (namorada do meu irmão), não gosto de ficar dando despezas pra meus pais, me sinto um lixo quando eu peço dinheiro a eles, um homem de 30 anos na cara pedindo dinheiro pra papai e pra mamãe? Eu so um lixo de pessoa... Sei lá.
Se você leu até aqui, cara, tu é muito foda, saiba disso. E desculpe o texto grande e bagunçado, é uma ilustração de como minha insatisfação com o mundo tá. Eu começo um assunto que vai puxando o outro nada a ver e que depois volta. Sei lá. Terapia é uma coisa que não funciona pra mim, pois desde a época que eu fui internado, ja passei por mais de 10 psicologos e nada. NADA. Hoje eu tomei uma decisão de simplesmente sumir. Apaguei todas as minhas contas em rede social com exceção da bosta do facebook que ainda tem alguns dos meus jogos conectados a ele, vou procurar trocar meus numeros também. Eu nao quero mais ser encontrado (apesar de ninguém me procurar mesmo), e simplesmente conseguir o que eu mais quero que é pular da janela do sexto andar. Pois o inutil, bosta, o escroto (como a namorada do meu irmão me chamou no TT sem eu ter feito NADA a ela e sempre oferecer as coisas a ela), o babaca aqui cansou, saca?
Desculpe pelo texto. Bom dia, galerinha. :)
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2019.11.27 01:06 blancyago Achei que tinha acabado com minha vida. 9 meses depois, nunca estive tão feliz.

Há 16 dias meu filho nasceu. Eu estava junto com minha namorada a pouco mais de 1 ano quando descobrimos que ela estava grávida. Não somos tão jovens mais, eu tinha 26 e e ela 29 quando decidimos que íamos dar seguimento a gravidez. Eu estava no fim da minha segunda graduação e fazendo estágio na área de produção cultural, em um museu da minha cidade e como qualquer trabalho na área da cultura, ganhando bem pouco.
Eu nunca quis ser pai. Nunca me imaginei casado e com família. Minha mãe faleceu a 2 anos e ali, eu sentia que minha última experiência de acolhimento familiar havia sido enterrada também. Sempre tive a clareza de que se caso eu engravidasse alguma companheira minha eu seria o companheiro e o pai que eu não tive. Não tenho contato com meu pai por que durante anos ele não quis. Eu era dessas crianças que ficava esperando o pai na porta de casa do momento em que acordava até a hora de dormir e ele não aparecia. Simples assim. Aparecia 2, 3 dias depois e lá estava eu, pronto pra dar um abração no meu herói. Mas a gente cresce e vai ressignificando esses sentimentos. Ele não aparecia por que era agarrado no pó. Dizem por aí que é até hoje, não quero saber. Só sabia que eu ia ser pai sem saber o que era ser filho de um homem.
Eu trabalhava desde os meus 15 anos como designer gráfico e sempre dei meu jeito de sobreviver e ter minha independência. Minha namorada gozava da mesma liberdade, trabalhando em outra área, mas desde cedo assim, independente. A gente gostava demais da nossa vida de solteiro, morávamos sozinhos, cada um no seu apartamento e não tínhamos tido nenhum tipo de conversa que sinalizava qualquer vontade de morarmos juntos. Muito pelo contrário, exaltávamos nossa liberdade e independência sempre lembrando como cada um de nós ter seu espaço era saudável pra nossa relação. Fumávamos maconha de forma abusiva toda vez que nos encontrávamos e amávamos nossa vida assim, no conforto em que estávamos.
Eu sabia que não poderia me dar ao luxo de continuar trabalhando em um lugar que me demandava quase 10 horas de trabalho diário em épocas de abertura de exposição e ganhando o tanto que eu ganhava na época. Esse não era meu único emprego, sempre pegava um freela aqui e outro ali para pagar o aluguel e sempre tive a sorte de conseguir uns trabalhos que pagavam bem quando eu mais precisava. Mas com um filho não dava mais pra contar com a sorte. Precisei entrar em contato com meu antigo chefe e consegui um acordo para voltar a trabalhar pra ele remotamente, trabalhando de casa. Ele tem uma demanda surreal de trabalho e para poder fazer tudo de casa, aceitei um salário incompatível com a quantidade de trabalho que me dispus a fazer.
Era uma grana até ok, mas os clientes... É uma galera bem rica, que não sabe o que quer mas é cheio de desejos e demandas, sei lá, nunca devem ter ouvido NÃO na vida. Eu sabia que era assim, trabalhei 3 anos pra esse cara anteriormente, mas era o que consegui na época e eu sempre me lembrava que essa dor de cabeça vinha com o bônus de poder estar perto da minha namorada e futuramente acompanhar as primeiras etapas de vida do meu bebê.
Não mencionei isso, mas nunca estudei design gráfico formalmente. Sempre aprendi tudo “na tora”, de acordo com a demanda, fazendo. Sempre estudei em faculdade pública e minha segunda graduação era em Belas Artes. Sempre desenhei e desde 2015 descobri um amor incondicional pelo ato de pintar. Era uma forma de tentar transformar minhas piores experiências em algo palatável, não sei explicar direito. Sei que eu idealizava muito a profissão de artista. Eu era muito cabeça dura e achava que conseguiria entrar no mundo da “alta arte”, estabelecer contatos e viver disso um dia. Mal sabia eu o buraco que estava entrando... Conhecendo as “pessoas certas” vi que os artistas que mais ralavam para projetar seu trabalho, normalmente tinham uma ou mais fontes de renda alternativa. Fossem essas um trabalho formal, CLT, era funcionário público ou simplesmente tinha nascido em berço de ouro. Em família de artistas famosos, galeristas ou colecionadores de arte. Quanto mais eu respirava dessa atmosfera mais eu via que esse ar não era pra mim e esse contato influenciou, durante muito tempo, meu trabalho de forma negativa.
Aceitar esse trabalho significava também ter menos tempo pra minha produção em pintura. Eu via como um passo para trás na minha carreira de pintor e ficava muito puto ao pensar que tudo isso era por conta do vacilo de termos ficados grávidos.
Mas como eu disse lá em cima, eu tinha essa clareza de que eu seria o pai que eu não tive e o companheiro para minha namorada que minha mãe não teve. Então agarrei essa oportunidade com unhas e dentes. Rescindi meu contrato de locação e fui morar com minha namorada, que tinha o apartamento maior. Passamos a dividir tudo e conviver intensamente. Nos primeiros 2 meses de gravidez os exames de ultrassom apontavam para uma gravidez gemelar, ou seja, eram 2 sacos gestacionais. Ficamos super tensos. Não queríamos ser pais de um, imagina de dois.
No terceiro mês fizemos um exame que mostrou que só um dos sacos se desenvolveu e vimos também que seríamos pais de um menino. Descobrir isso foi um passeio nas nuvens... a partir daí fomos nos adaptando um a rotina do outro. Ela foi aos poucos cedendo seu espaço para eu entrar de fato na vida dela, e eu, sem querer chegar tomando um espaço que sempre foi dela, fui aos poucos me aconchegando nessa casa nova.
Demorou muito pra eu começar a ver minha namorada como família. A gente sabia que nosso filho crescia dentro dela mas tudo parecia virtual demais. Ele não tinha voz, peso, cheiro, nada. Nem nome.
A gravidez inteira foi tranquila. Nenhuma grande complicação durante a gestação. Isso nos deu tempo para conseguir juntar uma grana boa para o período do puerpério em que minha namorada não conseguiria mais trabalhar e nossa renda mensal cairia consideravelmente.
Eu conversava com a barriga. Tocava violão, cantava, falava do meu dia pra barriga dela. Fui desenvolvendo uma relação com esse ser imaginário e no fim da gestação eu já sabia que eu queria muito ser pai dessa criança.
Durante a gravidez fiz meu tcc em pintura e o dia de definir minha banca avaliadora se aproximava junto dos prováveis dias que nosso bebê ia nascer. Fiz todas as pinturas que iria mostrar ainda no primeiro semestre, mas comecei a me enrolar com a parte escrita. Trabalho, casa, bebê a caminho, pode escolher qual dos motivos convinha mais para eu não entregar o meu tcc.
Numa quarta feira a noite, minha namorada comecou a sentir contrações e a partir daí começamos a cronometra-las. Estavam espaçados e evoluindo devagar. Ela sentia muita dor e resolvemos ir para o hospital. Lá, descobrimos que é possível um trabalho de parto não evoluir. Ela chegou a 3cm de dilatação e assim ficou. Durante 5 fucking dias. Voltamos pra casa e ela ficava sentindo contrações de uma em uma hora. Íamos no consultório do obstetra todos os dias e nada da dilatação aumentar... estávamos tensos e cansados. No domingo seguinte, nosso médico pediu para que ela fosse internada e o parto induzido.
E as 10:30 da manhã do dia 10 de novembro, eu vi minha jornada épica começar e meu filho, Dante, nascer. Foi o momento mais lindo da minha vida. Nunca vivi nada tão intenso assim antes e ouso dizer que a sensação desnorteante que se sente quando se perde alguém é muito parecida com a sensação de presenciar uma nova vida começar.
Desde esse dia, não consigo tirar o sorriso do rosto. Eu e minha namorada(agora noiva) nunca estivemos tão felizes e conectados, agora com a clareza de que somos mais que companheiros, somos família. Nosso bebê é 100% saudável, muito bonzinho e até deixa a gente dormir! E sei lá, parece que os astros se alinharam, tudo tem dado muito certo pra gente. O parto da minha noiva foi normal e correu melhor do que a regra: não precisou de cortes, logo não precisou de pontos e não houve nenhuma laceração, o que está fazendo ela se recuperar muito melhor do que previmos.
Parei com a maconha desde a segunda metade da gravidez e nunca me vi tão produtivo. A qualidade do meu trabalho como designer aumentou muito e comecei a ter coragem de postar minhas pinturas no meu instagram sem o peso do “tudo ou nada” do artista, sabe? Como eu tenho um emprego que paga minhas contas e minha comida eu não me preocupo mais com essa coisa de ser um artista bem sucedido, eu pinto pelo prazer do fazer e isso tem feito um bem danado pra mim e pras minhas pinturas. Perdi a data de definir minha banca do tcc, ou seja, perdi meu ultimo ano na faculdade, certo? Errado. Minha orientadora me enviou uma mensagem hoje de manha dizendo para eu participar da exposição final das habilitações por que ela vai fazer uma carta oficial pedindo para a reitoria para que eu defenda meu tcc em março do ano que vem! É surreal, mas a vida agora tem outro sentido e tudo tem dado certo, sinto que virei um novo núcleo para minha família e para a família da minha noiva e essa sensação é boa demais!!
Vou me casar com a mãe do meu filho. Olhamos alianças ontem. Almejo agora a migração de área profissional, do design gráfico para UX design para procurar um emprego fichado assim que meu filho começar a frequentar escola/berçário e quero continuar pintando. Quero ensinar o Dante a pintar, tocar instrumentos, quero que estar do lado dele pra ver ele crescer e quero que ele seja muito feliz.
Escrevi demais e sinto que deixei de contar tanta coisa... Pra quem teve paciência de chegar até aqui, eu só agradeço por ler esse desabafo.
TLDR: a vida é muito doida.
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2019.11.07 03:25 Mustafasustenido Completei 30 anos, virei mago e isso me abalou profundamente

Caros colegas redditors.
Buscarei a melhor forma de contar essa história aqui e farei um TL;DR no fim, mas tentarei não deixá-la massiva.
Então... venho de uma família classe média alta onde o que mais tive foi amor e carinho.
Em minha adolescência viajei bastante pelo mundo com minha família, estudei em uma escola excelente, fiz muitos amigos (alguns hoje são meus irmãos de vida) e posso dizer que foi o melhor período de minha vida.
Porém nunca consegui me relacionar com nenhuma mulher. Terminei o ensino médio sem nunca ter dado um beijo. Só tendo encostado na mão de uma menina 1x e passando por dezenas de rejeições (perdi as contas da quantidade de vezes que me apaixonei e não fui correspondido).
Sei que isso, em partes, se explica pelo fato de eu ter sido o ser humano mais magro (com saúde) que já conheci. Sem entrar em muitos detalhes meu IMC era por volta 13, eu era literalmente só o osso. Mais de 1,80m e menos de 50 kg (muito tempo depois descobri que é simplesmente a genética, mesmo malhando existe uma barreira pra meu peso e cada segundo de sedentarismo me faz emagrecer), exames perfeitos. No fim da adolescência entrei pra academia e consegui um corpo magro normal, porém o estrago na minha autoestima já estava feito (apesar de eu ter convicção que a qualquer momento, naturalmente, as coisas aconteceriam e eu acharia alguma menina pra me relacionar).
Passei em uma das melhores faculdades do país, no curso que eu queria, saí de casa pra morar sozinho e estudar, tinha tudo pra minha vida continuar as mil maravilhas, mas encontrei meu primeiro problema. O local de estudo só tinha homens e, como eu não era muito de sair, me bateu um grande desespero de continuar BV por muito tempo, já que não teria contato com mulheres... Enfim, uma depressão apareceu e fiquei quase 2 anos praticamente na rotina casa-faculdade-casa (além de minha família ter colocado quase uma babá em minha casa, pra que eu pudesse ficar mais relaxado). Foi com sobras o pior período de minha vida, em momentos de crise não conseguia comer praticamente nada, em momentos normais eu tinha que empurrar cada refeição. Voltei pra um estado de muita magreza (IMC 14,5), parei de fazer atividades físicas... minha família percebia pouco porque, além da distância, meu desempenho continuou excelente. Meus amigos de infância estavam em outras cidades e meus amigos da faculdade não pareciam notar nada (até porque já me conheceram nesse estado).
Consegui começar a superar essa situação depois de um grave problema de saúde na família. Entendi que nada do que eu sentia se justificava com tanto sofrimento que eu estava vendo daquele ente querido próximo a partir. Tanto que, depois da sua morte meus pensamentos voltaram a funcionar quase que normalmente (algumas recaídas de vez em quando) e voltei a ter aquela certeza adolescente que a qualquer momento naturalmente eu ia encontrar uma parceira.
Resumindo bastante, terminei a faculdade e comecei a trabalhar numa das maiores empresas do país, em uma cidade média do Brasil. Em pouco tempo eu assumi uma função de gestão e hoje estou quase no topo da carreira. Além disso dou palestras periodicamente para centenas de pessoas e ministro um curso noturno na área em que sou referência. Minha remuneração é o equivalente a 1 carro popular a cada 2 meses.
Ah... não possuo redes sociais
O que vou falar agora pode ficar parecendo querer me "gabar", mas é só pra enaltecer a gravidade da situação e o quanto tudo pesa em mim.
Meu modelo de gestão virou referência na empresa (e no mercado em geral), por criar uma equipe "família" (tenho muita facilidade em analisar perfis de pessoas e criar ambientes de trabalho que funcionam de maneira leve), os funcionários da empresa simplesmente me vangloriam pela forma como eu levo as coisas e resolvo as situações. Um dia desses um antigo auxiliar de serviços gerais (o qual sempre incentivei [verbalmente e financeiramente] a terminar o curso que estava fazendo) que conseguiu vaga de assistente administrativo em outra empresa veio pessoalmente me agradecer (até uma lembrança me deu, que guardo com bastante carinho) por conta dos ensinamentos que passei pra ele, que, segundo o mesmo, "foram de grande importância para o crescimento na carreira dele".
Dou palestra pra centenas de pessoas por mês, pra falar sobre a área que domino e está em ascensão em todo o mundo. As palestras tem sido um sucesso, e a plateia aumenta a cada ciclo. Sempre tive muita facilidade pra falar (e prender a atenção das pessoas) em público.
Minhas aulas noturnas também correm de maneira bastante positiva. Sempre tive prazer em ensinar e ver o aprendizado de cada estudante (principalmente os que mais tem dificuldades) me dá uma sensação de dever cumprido muito grande.
Além disso tudo sou multi-instrumentista. A música é parte de mim e sempre quis compartilhar com o máximo de pessoas possível. Dessa forma, sou um dos fundadores (e professor) de um projeto comunitário com objetivo de transformar a vida das pessoas de uma maneira efetiva.
Dito isso, volto pra o ponto do desabafo do tópico.
Completei 30 anos, sou BV e, obviamente, virgem e isso vem me destruindo a cada dia que passa. Todas as pessoas próximas a mim já tem família, ou pelo menos namoradas sérias/noivas e eu mal encostei na mão de uma mulher.
Analisando friamente (uma das minhas maiores virtudes são as autocríticas) sou um homem nota 7 de rosto (sei que nos achamos mais bonito do que o que somos, mas já descontei uns pontos, risos) e 3 de corpo. (recentemente estava melhor de corpo mas ansiedade que venho sentindo nos últimos meses vem me corroendo, e tenho total consciência que não posso por a desculpa dos meus insucessos integralmente no meu corpo)
Ninguém sabe que sou BV e meus dois amigos mais próximos sabem que sou virgem.
Mensalmente recebo a sugestão de procurar uma prostituta, mas meu EU me diz que isso seria a maior prova que sou incapaz de conseguir um primeiro beijo com uma moça que gostasse de mim de verdade (e nem sei se é recomendado beijar prostitutas, risos).
Meus amigos já tentaram me "armar" com conhecidas em festas, mas nas duas vezes que isso aconteceu notei que as moças não queriam e nem tentei forçar a barra. Acabei saindo das situações muito pior do que antes, sentindo a rejeição na pele mais uma vez. Sabe aquela facilidade pra falar em público? Isso desaparece integralmente em contatos sociais diretos com muitas pessoas do sexo feminino (principalmente em festas, que nunca gostei e hoje em dia mal vou, a não ser as do trabalho ou quando faço parte da banda). Na verdade ir em festas no geral me cansa MUITO, vou uma vez por ano, depois de muita insistência dos amigos, porque sei que vou ficar lá 5-6h com cara de paisagem, sem despertar o interesse de nenhuma mulher random por conta de não conseguir ter a mínima postura e não ter um corpo tão legal pra gerar interesse numa numa festa.
Tenho total convicção que, se eu fosse uma mulher, jamais pegaria um cara inibido como eu num ambiente de festa, eu simplesmente me reduzo a um pedacinho de nada, sei que isso é muito por conta da baixa autoestima devido ao meu corpo e às rejeições femininas que sofri na adolescência.
Minha rotina hoje em dia se resume basicamente a:
Trabalhar de segunda à sexta o dia todo (e noite), tento ler algo pra relaxar;
Sexta à noite (pelo menos a cada 15 dias) saio com meus amigos (e suas esposas) pra um barzinho;
Sábado trabalho mais um pouco, assisto futebol e vou dar aula de música para o pessoal no projeto;
Domingo passo o dia feliz com minha família, à noite vou à missa pra relaxar um pouco o espírito e me preparar para a semana.
Sinto um pouco de tristeza principalmente ao escrever que passo o "domingo feliz" com minha família, com um toque de desdém. Porque realmente tinha tudo pra ser algo perfeito, mas meu EU interno já passa cada minuto, em cada uma dessas atividades, pensando no quanto de vida eu perdi por chegar aos 30 anos sem ter me relacionado com uma mulher e saber que esse tempo não volta atrás nunca.
Saber que jamais vou ter uma namoradinha aos 15 anos, conhecer aos poucos e sem maiores pressões como um relacionamento funciona. Ir de mãos dadas ao shopping, assistir um filme, trocar palavras, olhares... Cada vez que penso nisso parece que uma parte de mim fica pra trás, não consigo exprimir com palavras o vazio que isso me faz sentir.
O estopim para que eu resolvesse desabafar e (com fé em Deus) procurar ajuda profissional foi o seguinte:
A empresa é composta majoritariamente por homens e mulheres de mais idade, mas possui algumas estagiárias e o pessoal sempre me fala na resenha (não sei até que ponto é resenha [na verdade eu sei que não é resenha]) que elas fazem de tudo pra se envolverem comigo (lembra aquela história de que sou bom pra traçar perfis de pessoas e montar equipes? Pois é, quando o assunto é relacionamento com mulheres eu não sei interpretar os sinais mais básicos). Obviamente eu jamais me envolveria com uma estagiária (até mesmo uma ex-estagiária), por razões profissionais, mas já recebi muitos "convites" via Whatsapp, que acabo levando na brincadeira pra não queimar minha reputação.
Enfim, recentemente chegou o ponto que resolvi que meu psicológico era mais importante do que meu medo de "me queimar" e comecei a conversar com uma estagiária (10 anos mais nova e de família humilde[claro que não ligo pra isso, só estou dizendo aqui pra que você me ajudem a interpretar a situação depois]) que já estava terminando o contrato e ia ser efetivada em outra cidade. A iniciativa foi minha (e isso me fez ter ainda mais vontade de que desse certo), mas, mesmo sendo um poste, eu sempre notei a forma que ela me olhava, sorria e nas conversas que tivemos nossas ideias se batiam muito, além de ela me atrair fisicamente e ser bastante inteligente.
Começamos a conversar diariamente via Whatsapp (evitávamos contato pessoal por conta do ambiente da empresa). Pouco antes do contrato dela acabar surgiu o momento e falamos mutuamente do que sentíamos, dos problemas que isso podia trazer pra vida profissional, mas acabamos concordando que valeria a pena tentar algo. Um tempo depois resolvi chamá-la pra sair e ela aceitou, mas veio com uma conversa que não era pra eu criar expectativas e que ela "não era fácil" (com outras palavras mas em resumo era isso). Confesso que achei meio estranho, há pouco tempo havíamos nos aberto um para o outro, mas não entendo nada de mulheres mesmo, então vamos seguir a história.
Tive o primeiro encontro da minha vida (sim, aos 30 anos, repito) levei ela pra jantar em um local que não fosse o mais caro da cidade (pensei que ela se sentiria mais confortável caso pudesse pagar o que havia consumido, se desejasse).
Saí de casa bastante nervoso, mas seguindo à risca tudo que os tutoriais on-line tinham me ensinado. Asseado, perfumado, bem vestido (como se eu já não vivesse assim...) e tentando o máximo possível ser simplesmente eu.
Chegamos ao local (um pouco preocupados que algum conhecido nos visse), mas a coisa fluiu tão naturalmente que, aos poucos o nervosismo foi passando. Aproveitamos o momento "livres" e conversamos sobre muita coisa ao longo de quase 3 horas (sem nenhuma forçação de barra, a coisa realmente acontecia de maneira espontânea), falamos um pouco sobre nossas vidas, nossos anseios, falamos mal das pessoas das mesas vizinhas... isso tudo com intensas trocas de olhares. Chegou um ponto que tomei coragem, segurei na mão dela e, pasmem, ela deixou. Fiquei ali de mãos dadas com ela (foi uma das melhores sensações que já tive na vida), trocando carícias e conversando por mais alguns minutos, quando decidi que era hora de sair e tentar algo.
Como já disse, antes do encontro eu estava muito nervoso, mas depois de todo aquele tempo com ela eu percebi que as coisas realmente iam acontecer de forma bastante natural.
Saí do restaurante abraçado com ela, fomos em direção ao carro (estava num local isolado), fiquei de frente com ela, falei 2 palavras e fui em direção ao meu primeiro beijo.
Ela simplesmente se virou e disse "na-não" (foi mais em forma de ruído de negação, mas achei melhor escrever assim), nesse momento não entendi mais nada (teria interpretado algum sinal de forma errada? Deveria insistir?).
Dei um abraço nela falei algumas palavras, tentei novamente e recebi mais uma rejeição.
Não soube o motivo (até agora não sei), mas preferi não insistir, demos um abraço demorado e levei ela pra casa, conversando sobre outras coisas.
Faz pouco tempo que isso aconteceu e ainda trocamos algumas palavras via Whatsapp. O que me deixa tranquilo é que eu pelo menos tirei a bunda da cadeira e tentei. Mas a frustração de mais uma rejeição é algo incomensurável pra mim. Não sei quando terei contato com outra mulher a esse ponto (estatisticamente eu tenho contato, com chances de dar algo, com uma mulher a cada 2 anos, e, é claro, nunca deu certo)
Com relação a esse encontro (eu queria até a opinião dos colegas redditores) eu trabalho com 3 hipóteses:
1 - Ela quer algo, mas não quis se mostrar fácil/interesseira (como as outras estagiárias que mandam mensagens diretas pra mim por Whatsapp) e está esperando outro convite meu para que possamos sair novamente e finalmente ocorra algo;
2 - Ela não quer mais nada por conta de uma das milhares de coisas que podem estar se passando na mente dela;
3 - Isso foi a prova de que meu corpo possui alguma substância não identificada, incolor, inodora e insípida, que cria uma barreira contra mulheres.
Não sei se vale a pena insistir, estou tão frustrado que não consigo ter forças pra um contato mais direto (apesar de sentir muita falta das conversas com ela);
Pra finalizar, meu desespero hoje é tão grande que penso até em fazer uma rede social (coisa que nunca tive) só pra me "amostrar" (algo que é totalmente contra meu perfil). Mostrar meus carros, minha casa na praia, minhas viagens semanais, meus momentos com os amigos, sei lá, qualquer coisa que pudesse gerar alguma curiosidade sobre mim para as mulheres.Mas aí me olho no espelho e percebo que quando chegar a esse ponto eu realmente não estarei mais sendo eu e algo de muito errado (além do que já está se passando) estará acontecendo.
TL;DR: Homem, 30 anos, família perfeita, muitos amigos (alguns verdadeiros irmãos), trabalho dos sonhos, ótima situação financeira, porém BV e virgem.
Fazendo um resumo desde a adolescência:
Comecei a aprender sobre música achando que com isso um relacionamento viria naturalmente (ao menos a música virou uma paixão real em minha vida);
Comecei a fazer academia achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a cursar um dos cursos mais concorridos do Brasil achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a trabalhar e hoje ganho mais do que 99% da população brasileira achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
E não veio. Hoje não sei mais o que buscar ou a quem recorrer... A ansiedade (ou seria depressão?) está chegando a tal ponto que me vejo totalmente refém de alguns pensamentos que me atrasam bastante. Eu não consigo, por exemplo, passar mais de 15 dias (ou ir pra um lugar distante) longe da minha família/amigos próximos. Começa a bater um desespero (tipo os que eu sentia na depressão quando tinha 20 anos) e começo a pensar que eu poderia estar ali com uma companheira, aproveitando cada segundo. Já desisti de diversas viagens para fora do Brasil por conta disso. Coisa que fazia naturalmente na adolescência.
Sinto que a cada dia a bolha vai aumentando, a ponto de começar a atrapalhar nos meus trabalhos e vida pessoal, viagens a trabalho para fora do estado estão se tornando um sofrimento (as consequências de todos meus medos recaem sobre meu sistema digestivo), acordo à noite desesperado com medo do dia de amanhã, comecei a procrastinar algumas coisas e perder o tesão em diversas situações de prazer do dia a dia (não consigo mais jogar videogame por achar que isso me torna ainda mais virgem e inútil. A própria masturbação se tornou um momento de tristeza. Tocar piano, violino, violão, etc sozinho muitas vezes só me traz dor).
Cada elogio que recebo na empresa, palestras, aulas, crianças no projeto de música, família, amigos, parece aumentar o vazio que sinto.
Gostaria de simplesmente arrumar uma companheira e viver a vida a dois, viajar, compartilhar momentos, beijar, quem sabe, caso a coisa desse certo, ter filhos, criar uma família...

De qualquer forma, me sinto um pouco mais leve por ter passado 2 horas escrevendo e tendo exprimido todos esses sentimentos pela primeira vez (pra o lado de fora de minha cabeça).
Estou pensando em procurar um psicólogo (creio que já devia ter feito isso desde a minha primeira depressão lá nos 20 anos). Como garantir que eu, sendo uma figura conhecida na cidade não terei todas as minhas histórias íntimas divulgadas (sei que psicólogo é uma profissão muito séria, peço até desculpas de antemão caso essa pergunta ofenda alguém, mas uma pessoa má intencionada poderia destruir toda minha reputação externalizando minha intimidade). Na verdade a pergunta é "como escolher um psicólogo?". Caso não dê certo é normal trocar de psicólogo?
Obrigado a todos pela atenção.
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2019.10.28 18:24 ilikechilliandstuff Cancelamento de contrato de modelo. Preciso de ajuda rápida.

Olá pessoal, sábado minha namorada assinou um contrato com uma agência de modelo para produção de fotos e possíveis trabalhos. O problema é que ela é uma pessoa muito ansiosa (que toma remédio e faz consulta com psicólogos e psiquiatras) e não conseguiu dizer não na hora, mas no exato momento que saiu da agência começou a chorar com a burrada que fez. O contato foi iniciado por uma scouter, por Instagram. Convidou-a para comparecer na agência para um teste, e sem surpresa, ela passou neste teste. Informaram que ela precisaria pagar pela sessão de fotos com um valor alto. Diante deste valor minha namorada recusou. Foi então que começaram a induzi-la, dizendo que ela era muito boa, que não gostariam de perder o perfil dela e deram um desconto. Sem forças para dizer não por sua situação médica ela acabou aceitando verbalmente, e já lhe dividiram esse valor em algumas vezes no cartão. Somente depois da cobrança lhe deram o contrato para ler e assinar. No contrato há uma cláusula de cancelamento de 30% do valor acordado. Segundo o contrato, a agência não tem obrigação nenhuma em lhe conseguir jobs. Caso algum cliente da agência deseja contratar minha namorada, a agência ficará com 30% do valor do cachê. Eu não sou da área, mas eu penso que cobrar o produto antes de fornecer o contrato é ilegal?!? Nós iremos hoje conversar com eles para tentar cancelar o contrato amigavelmente. Eu li o post do amigo aqui do sub sobre cancelamento de contrato de cursos, e o informaram que em judice deram o valor de multa em torno de 5%. Isso seria aqueles casos que pegam um processo julgado e usam como referência? Caso não queiram cancelar o contrato, é possível resolver nas pequenas causas? Ela recebe o suficiente para o aluguel e se manter, não poderíamos pagar um advogado (a multa é algo em torno de 700 reais) . Caso por sorte a agência aceite cancelar o contrato, como podemos nos resguardar de que eles não cobrarão essa dívida posteriormente? Eu posso gravar a conversa para servir como prova? Eu teria que avisar antes que a conversa está sendo gravada? Caso eu não avise e pegue-os no flagra, esse áudio será anulado como prova devido a outra parte não estar ciente?
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2019.09.15 19:11 YareYareDaze007 Minha "breve" história amorosa

Essa História que será aqui contada, nesse livro, é a jornada de um garoto chamado Giovane, um garoto quieto, de poucos amigos, porém muito estudioso, sempre tirava boas notas na escola. E é exatamente lá que nossa história começa.
No ano de 2017, nosso protagonista está sentado tranquilamente em sua mesa, na sala de aula, quando repentinamente ao olhar de relance para a porta, ele percebe alguém entrando, mais especificamente uma garota, uma linda garota, que instantaneamente desperta o encanto de Giovane. Vale lembrar que naquela época, ele era um garoto de 13 anos, sem nenhuma preocupação além de vídeo-games e estudos, mas tudo aquilo estava prestes a mudar. Naquele momento, ele havia descoberto o amor, que muitas vezes pode ser comparado à uma benção ou maldição. Ao ver a garota de nome desconhecido entrar, Giovane logo ficou surpreso com tamanha beleza, porém no momento não fez muita coisa. Apenas voltou aos estudos e tentou não pensar muito naquilo, porém era quase impossível, a cada conta que fazia, a cada texto que lia, a imagem da garota continuava a aparecer em sua cabeça. O que era muito ruim, considerando o fato de Giovane sempre dar muita importância aos estudos, aquilo estava o atrapalhando. Mas logo o nome da garota foi revelado: Sabrina. Giovane ouvira a professora dizer esse nome na chamada e viu a garota responder.
Não demorou muito para ele se dar conta do que havia acontecido. Ele sabia que estava sob o efeito da droga mais poderosa que existe: O Amor. E para o amor não existe cura, apenas o tempo, que foi justamente o que decidiu fazer: dar um tempo e ver o que acontecia. Giovane Não tinha ideia de como os eventos se desenrolariam dali em diante, não sabia o quanto sofreria pensando nela.
Passado algum tempo, cerca de 3 meses, e o amor de Giovane por Sabrina continuava aumentando, como uma fogueira que é atiçada pelo vento. No entanto, uma dúvida ainda pairava sobre sua cabeça: O sentimento era recíproco? Sabrina via Giovane com outros olhos? Ele não sabia, e isso estava o enlouquecendo.
Um mês depois do acontecimento anterior, ele havia pensado em uma maneira de acabar com suas dúvidas, era o único modo que nosso protagonista havia pensado: Falar à Sabrina sobre seus sentimentos. Porém, Giovane era um garoto extremamente tímido, o que deixava essa hipótese quase impossível. Ele tinha medo de contar o que sentia e não ser correspondido, ou ainda pior, ser ridicularizado pelas pessoas ao redor da escola. Chega o fim do ano e Giovane não havia conseguido se declarar. "Meu Deus, mas e se ela não estiver aqui o ano que vem? " Pensava.
2018, início do ano. E para sua surpresa, ele estava na mesma sala que Sabrina. Seria o destino dando uma segunda chance a ele? Talvez. E como dito anteriormente, seu amor não diminuía, apenas crescia dia após dia. Nosso protagonista tem 14 anos agora, muito mais maduro, certo? Errado! Ele continuava com uma ideologia de " deixar o rio fluir ", ou seja, não fazer nada e deixar que o destino cuidasse do resto. Claramente essa tática não deu certo. Porém, Giovane possuía um amigo chamado Marcos, cujo qual se dava muito bem com as mulheres. E fui justamente a ele que Giovane foi pedir ajuda. E acontece que Marcos era realmente bom no que fazia, e milagrosamente conseguiu fazer Sabrina se aproximar consideravelmente de nosso protagonista, que estava pensando sobre a vida e as decisões que havia tomado e aparentemente não interagindo com Sabrina, o que fez Marcos aparecer e talvez ter causado o maior arrependimento da vida de Giovane. Ou não? Marcos chegou conversando com ambos e acabou deliberadamente por falar que Giovane estava apaixonado por Sabrina, o que deixou nosso protagonista completamente paralisado, como se tivesse visto um fantasma, sem nada para dizer, como se tivesse visto a morte cara-a-cara. E Sabrina pareceu incrédula do fato, tanto que até se levantou da cadeira na qual estava sentada e estava se dirigindo a seu lugar, quando Marcos a parou e tentou argumentar com ela, mas nada parecia dar certo. Enquanto isso, nosso protagonista continua sentado imóvel na mesma posição que havia começado a conversa. Passados cerca de 3 minutos, Sabrina chega à mesa de Giovane e pergunta:-O que aconteceu?
-Nada. Diz Giovane
-Você está com cara de bravo. Foi alguma coisa que eu fiz?
-Não, não foi nada.
E Sabrina sai daquela mesa e volta para a dela.
A partir daquele dia, Giovane se tornou outra pessoa, alguém completamente novo. Ao invés do garoto alegre e piadista de sempre, ele havia se tornado alguém quase depressivo, não falava quase nada, passava horas parado pensando na vida, não fazia mais tantas piadas. Até o dia 10 de agosto de 2018, quando ele decide que não vale mais a pena sofrer tanto por conta de falta de coragem. Na escola, durante a aula de geografia a lição era fazer um mapa-múndi e foi o que nosso protagonista fez, porém Marcos tinha um plano para ambos ganharem nota apenas com o esforço de Giovane, que aceitou ajudar já que poderia precisar de algum favor de Marcos algum dia. E foi um plano, absurdamente bem bolado, executado com maestria e finalizado com êxito.
Na noite daquele mesmo dia, Giovane decide cobrar a ajuda que ofereceu à marcos. Mandou uma mensagem para ele e combinou que iriam executar um plano para que nosso guerreiro Giovane tivesse a coragem de se declarar à belíssima donzela Sabrina. Marcos a convenceria a segui-lo e passaria por um local combinado, onde Giovane apareceria e abriria seu coração para ela, acabando de uma vez por todas com isso, do jeito bom, que Giovane sairia com uma namorada e se livraria de sua tristeza ou do modo ruim, que era o que Giovane achava mais provável, onde ele seria completamente rejeitado e jogado à depressão para sempre, porém esquecendo de Sabrina. Nada poderia impedir esse plano de funcionar.
Exceto uma coisa: O esquecimento de Marcos que não conseguiu atrair Sabrina até o local combinado, o que fez com que Giovane saísse vagando pela escola envolto em seus pensamentos, e andando sem parar, para praticar pelo menos de alguma maneira, algum exercício, contudo ao fazer a volta na escola várias e várias vezes, no caminho Giovane se deparava com Sabrina andando com uma amiga e seu namorado, e durante algumas dessas vezes ele pôde ouvir claramente a amiga de Sabrina dizer: " quem quer catar a Sabrina? " Duas vezes na mesma hora em que ele estava passando e ainda ouviu mais uma última vez: " Ela está se doando ". Giovane estava começando a ligar os pontos, tudo começava a fazer sentido em sua cabeça. A vontade dele era alterar o curso de sua caminhada e abrir seu coração a ela, porém se fizesse isso, ele estaria desperdiçando um favor de Marcos, então Giovane Simplesmente continuou sua jornada de volta à sala de aula. Ele estava prestes a descobrir o significado de tudo que aconteceu.
No final daquele dia, Giovane decidiu perguntar à marcos se ele havia se esquecido. E de fato ele havia, no entanto se ofereceu para fazer o mesmo plano no dia seguinte. Giovane concordou.
Terça-feira, 14 de agosto de 2018, nosso protagonista vai para a escola apreensivo pensando em como vai ser, no que ele vai dizer..., mas durante a aula de história, nosso herói percebe que Sabrina estava muito impressionada com o professor novo. Estaria ela realmente afim do professor? Ou seria apenas uma brincadeira? Ele não sabia e isso o deixava apreensivo. Na próxima aula, a de matemática, a professora havia mudado Sabrina de lugar. E coincidentemente, o lugar que ela foi designada era bem perto do lugar de Giovane. Seria esse o destino colaborando mais uma vez para que tudo desse certo em sua vida?
No recreio, tudo estava combinado com Marcos. Só lhe restava sair da sala e seguir com o plano. Acontece que um amigo de nosso protagonista, conhecido pelo codinome Sem Mão, decidiu segui-lo e ver o que aconteceria e como acabaria. Giovane conta o plano à Sem Mão, que fica impressionado e diz que aquele plano era como fazer roleta russa com 5 balas. No entanto, Marcos demorou muito para fazer o plano e quando fez, não fez corretamente: Ele simplesmente disse para Sabrina que Giovane gostaria de conversar separadamente com ela, enquanto nosso protagonista apenas passava por ela e ia direto ao banheiro, pois estava muito tenso. Acaba o intervalo e Giovane se dirige à sala de aula. Na última aula, logo em seguida da de educação física, todos voltam para a sala e se preparam para a aula de matemática e provavelmente a coisa mais inesperada desse livro acontece: Ele pensando na vida como sempre, consegue ouvir Sabrina e Vinícius, um outro colega de sala, discutirem sobre voltar ao lugar anterior deles, e de repente ouve ela dizer que aquele lugar era bom porque ela conseguia ter uma boa vista de uma coisa. Instantaneamente nosso protagonista percebeu que essa "coisa" era nada mais nada menos que ele mesmo, até porque em certo momento dessa conversa ele pôde perceber Vinícius responder: Do G? Que foi logo respondido com uma resposta de Sabrina: Por que você não grita logo de uma vez?! Seguido disso, Vinícius em tom de brincadeira, aumenta levemente sua voz e repete a frase anterior. A teoria das cinco balas de Sem Mão acabara de ser refutada, pois com essas informações, suas chances aumentaram consideravelmente, deixando a arma com apenas uma bala. Estava muito claro para Giovane que Sabrina aparentemente gostava dele, mas não queria que isso fosse exposto. Passado certo tempo da aula, mais uma vez Sabrina diz que é um bom lugar e que ela consegue observar muito bem essa "coisa" e foi respondia por Vinícius: Mas do seu lugar anterior, você também consegue ver. E logo veio a resposta: Sim, mas daqui eu consigo ver mais de perto, logo esse lugar é melhor. Ele sabia que, ou se tratava dele ou de algum de seus amigos que sentavam perto, e estava bem convencido de que se tratava dele. Nesse momento, Giovane estava pulando de alegria por dentro, mas por fora só se via sua expressão mais comum: a de indiferença. Ninguém simplesmente olhando, poderia saber a felicidade que residia dentro de Giovane naquele instante. Ele foi para casa se sentindo renovado e feliz, só não voltou saltitando por motivos de masculinidade. O que aconteceria depois?
No dia seguinte, Giovane não foi para a escola. Ele havia ido ao médico, e como o sistema de saúde do Brasil não é dos melhores, não conseguiu voltar a tempo de ir para a escola. Ainda nesse dia, pela primeira vez ele decide tirar seu bigode e por incrível que pareça, se achou mais bonito e se sentiu deveras confiante em sua jornada. Por volta das 18 horas, conversa por mensagens com seu amigo Sem Mão e lhe conta sobre o que havia descoberto ouvindo aquela conversa, e para desanimar um pouco nosso herói, Sem Mão diz que o "G" mencionado na conversa, poderia ser de Gustavo, outro aluno da mesma sala, mas Giovane prefere acreditar que ela se referia a ele. Logo em seguida, começa a conversar com Marcos, que também fica ciente da situação e diz:
- Ela está brincando com você, cara...
- Não, estou tão confiante que apostaria cinco reais que ela não está brincando!
- Cinco reais? Apostado então! Mas para você ganhar, ela tem de deixar explícito que aceita você. Assim como para eu ganhar, ela deve deixar explícito que rejeita você.
- Claro.
Giovane não possuía cinco reais, nem sabia onde conseguir, mas estava confiante.
16 de agosto de 2018, nosso protagonista aparece na escola e diferentemente do último dia, não parecia tão tenso, parecia até mesmo confiante do que iria fazer. Logo Marcos apareceu:
- Está fechada a aposta de hoje?
- Com certeza!
- Você sabe que vai perder, né?
- Certamente que não, estou tão confiante que nem trouxe o dinheiro, como sinal de que sei que não vou falhar! – Cada frase que nosso protagonista falava, era dita com convicção.
- Se está tão confiante assim, suba a aposta para dez reais!
Giovane pensou por alguns segundos. Ele não tinha esse dinheiro em mãos, mas para mostrar confiança à Marcos e a si mesmo, subiu a aposta.
- Feito!
No instante que disse isso, o sorriso malicioso que habitava o rosto de Marcos fora substituído por uma expressão de espanto. Não podia acreditar que nosso herói estava tão confiante. Porém, durante toda essa conversa na aula, Marcos decide contar à professora de ciências sobre a aposta, e para a surpresa de ambos, ela havia achado uma aposta interessante.
15:30, havia chegado a hora do intervalo, a hora da verdade. Quando pôs o pé para fora da sala de aula, soube que duas coisas importantíssimas estavam em jogo: Seu futuro amoroso e dez reais, que podem não parecer muito, mas na época que o país estava... Ele achava que seria fácil, mas estava muito enganado, pois quando estava fazendo o reconhecimento do melhor lugar para a abordagem, pôde sentir sua perna fraquejar. Depois de dar algumas voltas na escola e consequentemente acabar encontrando com Sabrina no caminho, ele havia achado que estava pronto e quando foi procurar seu alvo em movimento, não o encontrou, no entanto, logo descobriu que ela estava sentada, com sua amiga já mencionada anteriormente. Não havia mais escapatória, teria de se declarar na próxima volta e podia sentir seu coração bater cada vez mais forte ao se aproximar do local. Infelizmente, ao chegar e estar preparado, se depara com mais 4 garotas conversando com Sabrina e sua amiga, o que fez nosso herói alterar o curso e ao invés de parar, acabou seguindo sua trajetória comum. Faria na próxima volta, não importava o que acontecesse, porém, ao chegar novamente e ver que só estavam ela e sua amiga sentadas, não conseguiu. Era como se uma força desconhecida o impedisse.
Bate o sinal para todos voltarem para suas salas de aula e nosso protagonista entra e percebe que teria uma aula vaga, e logo seu lamento em não ter conseguido se declarar, se tornou em forças para tentar agora que não haviam tantas pessoas lá fora. E mais uma vez não conseguiu, até que Sem Mão propõe um desafio: reproduzir um desenho de seu amigo Raul, um cara vidrado em desenhar, e Giovane aceita, pois ficar andando e se lamentando não era a melhor atividade. Chegando onde Raul estava, Sem Mão explica o desafio, porém, por algum motivo Raul pega uma folha e corta em duas, dando uma parte para Sem Mão e outra a si mesmo. Giovane não se importa. Na verdade, parecia não se importar com mais nada depois de ter fracassado em conversar com uma garota. Sem Mão reproduz um desenho de um homem com terno roxo e gravata que Raul havia feito. A única diferença, no entanto, foi que sua reprodução ficou parecendo o cruzamento de um desenho de uma criança sem talento com um feto malformado em um pote com formol. Após isso, aparentemente Sem Mão ficou tão entediado quanto nosso protagonista e decidiu voltar a andar, quando de repente veem Marcos e o namorado da amiga de Sabrina tentando tirar a namorada de Marcos e a amiga de Sabrina de um banco no qual estavam todas sentadas. Giovane pensou que poderia ser Marcos querendo ajudá-lo a conseguir, mas qual seria sua motivação além de perder dinheiro? E eles conseguiram tirar as garotas do banco, deixando Sabrina sozinha, que decidiu levantar e começar a andar, mas nosso herói não pensou em abordá-la, simplesmente não tinha a coragem para isso. E acontece que ele era um cara muito corajoso quando se tratavam de brigas e tudo mais (até enfrentou um bando de garotos que estavam o incomodando uma vez), mas quando se tratava de garotas, ele não sabia o que fazer. Depois disso voltou para a sala a tempo de acompanhar as duas últimas aulas de geografia. Contudo, no final da última aula, Marcos veio conversar com nosso herói:
- E aí cara, cadê meus dez reais?
- Eu não falei com ela, logo não tomei um fora, o que significa que eu ainda fico com meu dinheiro.
- Porra, cara. Qual a dificuldade? É só chegar lá e falar " eu estou afim de você, vamos ficar juntos? " E acabou.
- Se fosse tão fácil assim, eu já teria feito há um ano e oito meses atrás...
- Mas é fácil!
- Não para mim. Me falta coragem.
Então Marcos decide tomar uma abordagem mais agressiva.
- Olha lá a bunda dela como é grande! Você não quer ter isso?
Giovane continuava dizendo que não tinha coragem.
- Olha lá, o cara foi dar tchau para ela e passou a mão na bunda dela! E ela ainda deu risada! Você vai deixar o cara fazer isso com sua futura esposa?
O sangue de Giovane fervia, como se ele mesmo fosse explodir a qualquer momento, mas ele era um cara calmo e conseguiu se manter normalmente apenas dizendo " calma e tranquilidade " a si mesmo enquanto Marcos dizia:
- Se amanhã você não conseguir, você vai ter de dizer para todo mundo que você é um merda e eu sou superior!
- Okay, já me considero um merda normalmente...
Mas aquela conversa lhe deu forças para o que ele faria no dia seguinte.
Dia 17 de agosto de 2018, nosso herói está prestes a sair de casa, enquanto seu pai assistia tevê, e de relance, pôde ver a notícia mais bizarra que já havia visto em toda a sua vida: " Homem-Aranha do crime " que aparentemente era um ladrão que escalava prédios tão bem que recebeu esse nome.
Chegando na escola, pronto para fazer um trabalho de artes, acaba descobrindo que haveria outra aula vaga, já que sua professora tinha faltado, o que o deixou feliz e enraivecido. Quando já havia saído da sala e estava andando pela escola, começa a falar com Sem Mão desse livro que está sendo escrito agora mesmo.
- Vai ter muita coisa nesse livro!
- Essa conversa também?
- Provavelmente, já que eu vou colocar qualquer coisa que pareça insignificante o suficiente no lugar de alguma informação que seria crucial, ou seja, essa conversa vai direto para ele.
- Bem, isso não seria meio que...
- Um Inseption muito foda!
- Eu ia dizer quebra da quarta parede, mas Inseption também está valendo.
- Não é bem uma quebra da quarta parede. Eu só estaria fazendo isso se eu dissesse: " Ei, você aí que está lendo esse livro, como é que você está? "
- É, realmente...
Ao andar, se deparava algumas vezes com Sabrina andando com Marcos e outra pessoa não apresentada anteriormente: Kauã. Em algum momento, Marcos tentou parar Giovane o empurrando e lembrando que ele tinha de concluir sua tarefa naquele dia, ou então seria um fracassado.
- Você tem até hoje para conseguir.
- Veja bem, meu amigo, até a meia-noite ainda é hoje.
E essa foi uma sacada bem esperta, tenho que admitir. Enfim, nosso protagonista continuou andando um pouco até que...
- Giovane! Chega aqui! – Disse Marcos aos berros sentado em um local perto de uma árvore.
- Porra... – Disse Giovane.
E foi andando até chegar a ele.
- Que foi, cara? – Perguntou em tom de desânimo.
Eu preciso que você tire uma foto.
" Uma foto? " Pensou Giovane, achando que poderia ter um esquema armado por Marcos.
- Ok, vamos lá!
E foram caminhando em direção à uma outra parte da escola. Quando chegaram, nosso herói se pôs em posição e segurando o celular de Marcos, estava pronto para fotografar. Enquanto olhava para a tela do celular, podia ver Sabrina e sua beleza, ao mesmo tempo que pensava " Caralho, eu sou um merda meu irmão! " E tirou a foto. No entanto, o que não sabia, é que quando já ia se retirando do local, Marcos o chamou e disse:
- Não, cara. A gente só quer que pegue essa parte da parede.
- Ah, ok.
E novamente estava em posição observando Sabrina pela câmera, e logo tirou outra foto. E dessa vez, conseguiu voltar à sua rota sem ser chamado mais uma vez. Andava e andava, sem rumo, sem destino, sem coragem, quando com sua super audição pôde ouvir Sabrina discutindo com Marcos, atrás dele.
Ouvindo isso, ela decide desafiar Marcos para uma briga, e ele logo se acovarda. Como Giovane, ele não tinha coragem. Quanta hipocrisia, não é mesmo, caro leitor? No entanto, ele logo teve uma ideia.
- Vai lá e usa essa raiva no Giovane!
E Giovane continuava andando na frente apenas ouvindo essa conversa, quando foi chamado.
- Giovane! Chega aqui!
E lá ele foi conversar com ele.
- O que foi dessa vez?
- A Sabrina quer te dar um soco.
Mas ela não queria.
- Não, eu não vou! – Disse ela.
- Por que não? – Perguntou Marcos
- Porque eu estou com raiva de você, não dele!
Mas depois dessa breve conversa, Giovane notou um olhar de Sabrina dirigido ao nosso herói. Sabrina realmente teria olhado para ele da forma que imaginava? Ou só estava ficando louco? Descobriria tudo isso em breve...
Dia 18 de agosto de 2018, sábado, por volta das 22:30 da noite Giovane é contatado por Marcos com uma mensagem:
- E aí, cara?
- Opa.
- Tudo beleza, cara?
- Tudo de boa.
- Então, cara... eu acho que você perdeu a aposta.
- Não, pois a aposta não tinha prazo. A única coisa que tinha prazo era eu dizer que sou um merda e a sexta já passou, então você foi enganado...
- Aí é que está, meu amigo quem está se enganando é você mesmo. O único que está sofrendo por amor é você.
- Sim, mas ainda assim, a cada dia minha coragem vai aumentando...
- Não se iluda meu pobre amigo. Esse seu coração não merece sofrer!
- Eu estou apenas contando os fatos.
- Não ame aquela garota, ela não merece você.
- Se fosse tão fácil assim... E você não vai me fazer desistir, porque sou brasileiro e brasileiro não desiste nunca!
- Entendo, apenas não quero que sofra por algo que não tem futuro.
- Eu já sofri para caralho, eu tentar isso não vai aumentar a dor que eu sinto por não estar ao lado dela.
- Você realmente quer isso, não quer?
- Sim, porra!
- Para que você possa ver que eu não estou mentindo. Eu nunca disse isso para você, porém... eu realmente não tenho nada para fazer.
- Etcha porra!
- Sim, essa foi a única palavra que você nunca me ouviu dizer.
- E qual seria? – Perguntou Giovane apenas para ver Marcos admitindo que estava tão perdido quanto ele.
- Eu não sei o que fazer.
- Ca ra lhou.
- Por conta dela, não tem muito o que fazer.
- Isso mostra que é um caso absurdamente difícil.
- Sim, porém não impossível.
- Até porque nada é impossível, exceto o Palmeiras ganhar um Mundial. Isso é impossível.
- Kkk verdade. Como eu já vi que você não vai desistir da Sabrina...
- Certamente que não.
- Eu vou pelo menos tentar ajudar.
- Que bondoso.
- Porém, como nada na vida é perfeito, eu vou usar minhas técnicas...
- Caralho. Tenho trauma dessas técnicas.
- Pode apostar! Até porque, eu aprimorei elas...
- Acho bom mesmo, kkk
- Porém não foi para um lado bom! Foi para um lado mais extremo.
- Puta merda.
- Eu já pensei no que vou fazer. Funciona muito em filmes e novelas.
- Diga-me.
- Vou trancar vocês dois, em algum lugar sozinho.
- Caralho. – Giovane já sabia que aquele plano não iria funcionar, porém decidiu ouvir até o fim.
- Vai ser perfeito. Você vai ver, aí é por sua conta. Na verdade, a parte mais difícil sempre vai ser para você.
- Eu estou com um certo medo do que pode acontecer.
- Ela pode falar tudo que sente por você, ou ela pode ficar de fato com você.
- Ou pode não acontecer nada.
Depois de um tempo de conversa Marcos se convenceu de que seu plano não era dos melhores. Até que disse:
- Eu te ajudo e você me ajuda. Eu te ensino o que sei, e você o que sabe...
- O que exatamente você precisa?
- Eu quero saber como você pensa tanto e quero saber como você é tão concentrado, etc....
- Caralho, sério?
- Sim.
- Ok, aqui vai. Não tem segredo: Você só tem que pensar que sua vida dependesse daquilo. Mas, o lance de ser pensativo, acho que é porque eu não tenho muito o que fazer, apenas pensar.
- Ótimo!
- Espero ter ajudado.
- Ajudou sim, muito obrigado. Agora o que você precisa?
- Fora o lance da Sabrina, nada.
- A melhor opção seria chegar nela em alguma hora em que ela estivesse sozinha ou falar que é uma conversa em particular.
- Sim, o lance é que eu preciso de coragem.
- Quer saber, você transmite confiança. Algo que eu queria muito transmitir.
- Só reprimir suas emoções e mostrar nos momentos mais cruciais.
- Como assim?
- Você nunca sabe se eu estou feliz ou triste, certo?
- Certo.
- Mas as minhas emoções mudam. Tudo que eu faço é mostrar o que eu quero que os outros vejam: A minha cara de indiferença de sempre.
- Porra.
- É basicamente só isso.
- Valeu, cara.
- Você me ajuda muito, estou retribuindo.
- Muito obrigado. Mesmo, cara.
- Não há de quê.
Dia 19 de agosto de 2018, Marcos envia uma mensagem por volta das 21:00 para Giovane:
- Cara, estamos na mesma situação. Eu me apaixonei e ela não dá bola para mim. Fudeu, eu me apaixonei. Isso não é natural no universo.
- Vamos conversar.
- Fudeu.
- Você se fodeu.
- Sim, Fudeu. Eu me apaixonei e isso não é normal da porra da natureza! Eu sou Marcos Ribeiro, não posso me apaixonar!
- Agora sente o que eu sinto há quase dois anos. Não é fácil quando é com você, né?
- Literalmente não. Mano, ela é maravilhosa e não me dá bola. Nem com meus truques e experiência não consigo.
- Você sabe que se eu conseguir ficar com a Sabrina e você não pegar essa mina, o mundo deu uma puta volta.
- Sim.
- Algo de errado não está certo.
- Nem um pouco. Mas, mano ela é perfeita! Pensa na Sabrina e multiplica por 20.
- Impossível!
- Juro.
- Para mim não existe nenhuma garota na face da terra que se compare à beleza da Sabrina. Acho que o amor faz isso...
- Mano, Fudeu. Eu me apaixonei. Pera aí...
- Eu poderia ser muito cuzão e não ajudar, mas você tentou me ajudar, então farei o que puder.
- Pronto. Não sou mais apaixonado.
O amor não é brincadeira de criança, é coisa séria e não se livra do amor tão rapidamente. E Giovane sabia disso, então ou Marcos não estava apaixonado desde o início, ou ainda estava apaixonado ou talvez estivesse inventando tudo aquilo.
- Ata kkk.
- Sério, passou. Eu me controlei.
- O amor vai e vem como uma montanha-russa.
- Não. Não comigo.
E foi então que nosso herói se preparou para fazer um dos melhores discursos de todos os tempos.
- Você pode ter esquecido agora, mas vai pensar nela de novo. E aí fodeu. Mas, se tem uma coisa que eu aprendi é que você tem que insistir...
- Não. Foda-se.
- ... até não ter mais forças. Você não vai esquece-la, apenas aceite o destino. Se você não tentar, alguém vai e você vai ficar muito arrependido. Então você não vai desistir, porra! Logo você, o cara que me incentivou a correr atrás da Sabrina, não pode simplesmente desistir. Essa pode ser a mulher da sua vida, então você teria que ser muito burro para deixar de tentar. E é por isso que você vai correr atrás dela.
Esse foi um puta discurso. Foi tão bom que parece que foi redirecionado a si mesmo e deu forças para ele fazer o que faria amanhã.
Dia 20 de agosto de 2018. O que nosso herói fez? Nada! Até tentaria falar com Sabrina, mas o problema é que não a via. Ficou todo depressivo por passar mais um dia sem conseguir e foi para casa. Chegando lá, sente uma certa fome e decide fazer uma omelete. Uma coisa que deve ser dita anteriormente, é que independente de quanta pimenta do reino colocasse, não conseguia sentir a picância que deveria. Fazendo a omelete, coloca pimenta do reino e seus dedos ficam sujos. Logo vem seu pai, com uma má intenção.
- Lambe a pimenta aí para você ver que não arde quase nada.
Giovane confiava em seu pai então provou e por um segundo pensou " nossa, não arde mesmo ", mas estava muito enganado e arrependido, pois depois de dizer isso, pôde sentir sua língua queimando como carvão em brasas, então pensou " vou tomar um copo de leite e estará tudo resolvido ", acontece que no momento a caixa de leite que estava na geladeira, havia acabado e Giovane teve que esperar cerca de trinta segundos de pura dor e sofrimento até conseguir abrir outra caixa de leite.
Esse pequeno conto não interfere em nada nossa história, mas achei que deveria ser compartilhado.
Quinta-feira, 23 de agosto de 2018. Nosso herói já está na escola durante a terceira aula, esperando o sinal para o intervalo. Ao ouvi-lo, Giovane, como sempre, começa a andar em voltas, porém, mais uma vez se depara com Sabrina, mas dessa vez ela não está andando, e sim parada com algumas garotas, o que eliminava completamente a possibilidade de tentar fazer seu plano, então apenas segue seu caminho. Voltando para a sala, ele não sabia, mas sua vida que já era depressiva, estava prestes a ficar pelo menos três vezes pior, por um tempo. Ao entrar e sentar em sua cadeira, pôde ouvir Yasmin, sua prima, dizer claramente que era um cupido, logo em seguida Sabrina conversa com alguém que ele não conseguira identificar, mas ouve a seguinte frase durante a conversa " Eu virei e dei um beijo na mina ". Naquele momento, não sabia o que fazer. Seus olhos começaram a lacrimejar como se estivesse cortando um milhão de cebolas enquanto um anão tailandês chicoteava suas costas. Sentiu que todo o sentido de sua vida havia acabado, sentiu-se como se o chão que estava aos seus pés havia desabado. Para esconder sua tristeza de todos e de si mesmo, Giovane adotou um comportamento bem agressivo, mas enquanto conversava com Marcos ouviu-o dizer:
- Vamos fazer uma aposta amanhã. Tipo os gringos jogam pôquer e apostam salgadinho essas coisas, já a gente que é fudido aposta bala. A gente poderia, sei lá, jogar algum jogo de azar tipo pôquer, truco...
- Eu toparia um truco. – Disse nosso protagonista.
- Ok, então amanhã todo mundo traz bala para apostar e a gente joga um truco.
Chegando em casa, de noite, Giovane decide contar a seus amigos sobre o motivo de ter ficado tão furioso a partir do intervalo, exceto por uma parte que ele não conseguia parar de rir como se fosse um retardado " Bebidas Xabás ". E ao contar para Semeão, ele recebe um discurso motivacional quase tão bom quanto o que havia feito para Marcos.
- Giovane, sabe o que você precisa?
- O que?
- TVNC
- Wtf?
- Tomar vergonha na cara.
- Porra, semeon.
- Criar coragem e ir.
- Sim. Só preciso do meu bigode, ele me transmite segurança.
- Não deixe que coloquem o dedo na sua cara e digam quem você é!
- Minha autoestima começou a subir...
- Virou mó conversa motivacionap. Maldito correto. R.
- Maldito analfabetismo!
- Cara, você é o cara!
- É bizarro que eu nunca pensei que não conseguiria por falta de coragem, mas sim por rejeição.
- Você vai conseguir. Se tiver a lábia mais do que perfeita, você é imbatível!
- Sim, eu só preciso chegar nela.
- E puxar um bom papo.
- Com puxar um papo, você deve saber que eu vou chegar fazendo a proposta.
- Hum, é mesmo?
- Se a porra do Marcos tivesse seguido o plano...
- Então quando você chegar nela, já sabe...
- Agora tenho que ir.
- Vou recobrar o favor do Marcos, mas falous.
- O Kauã está mandando eu jogar com ele.
- Olha só, escravatura, mas falous.
Naquele mesmo dia, ele cobrou o favor e Marcos concordou em ajudar.
Dia 24 de agosto de 2018, na escola durante a primeira aula que deveria ser de artes, mais uma vez é uma aula vaga. Ao andar com Sem Mão e Raul, como sempre nosso herói se depara com Sabrina sentada com algumas amigas. Dando algumas voltas, durante uma delas, ao passar pelo grupo de garotas, nosso protagonista consegue ver claramente Sabrina olhar diretamente para ele por cerca de três segundos. E não era qualquer olhar, era um olhar tão certeiro que não havia a possibilidade de ela estar olhando para algum outro lugar. Esse fator somado às informações que Giovane havia conseguido ouvir ao longo do tempo, lhe dava uma chance de 99% de Sabrina estar afim dele.
Feliz para cacete, depois que a aula vaga acaba, volta para a sala e vai fazendo as lições até chegar a última aula de geografia. Todos haviam se lembrado do que Marcos havia combinado sobre o truco. Mas ninguém trouxe um baralho.
Depois de tudo isso, com sua confiança, nosso herói faz uma das coisas que mais se arrependeria em sua vida, ele decide aumentar a aposta que havia feito com Marcos para 20 reais. Se ele conseguisse, seria ótimo ganhar esse dinheiro, mas Giovane não pensou no caso de não ganhar a aposta, pois estava cego pela ganância do dinheiro fácil. Marcos aceita a proposta e dessa vez foi mais esperto por ter colocado um prazo de dois dias na aposta.
Durante alguns dias, nada de tão importante acontece que deva ser mencionado nesse livro. Isso até o dia 30 de agosto de 2018...
Giovane decide que pediria Sabrina em namoro durante o recreio, mas para isso precisaria da ajuda de Marcos, que concordou em ajudar depois de certas negociações.
É chegado o intervalo e a tensão estava subindo, até porque agora além de Sabrina, 20 reais estavam em jogo, e nosso herói não tinha nem perto disso...
Giovane anda durante o recreio procurando Marcos e acaba o encontrando.
- Então, cara... agora seria uma ótima hora para aquela ajuda...- Disse nosso protagonista.
- Ah, sim claro, claro... A gente só precisa encontrar a Sabrina...
E lá se vão Marcos, Giovane e Thiago (Não o Sem Mão) procurando a garota. Até que Marcos tem uma genial ideia (sem sarcasmo).
- Giovane, faz o seguinte: fica ali na árvore que eu vou ver se eu encontro ela e chamo-a aqui.
Nosso herói concordou com a cabeça e foi se dirigindo à árvore. Chegando lá, não parava de pensar o que iria dizer, até que de relance, consegue ver Marcos caminhando com Sabrina em sua direção. Eles haviam chegado.
- Então, o Giovane tem um negócio para te falar...
"É agora", pensava Giovane. Não havia mais escapatória.
- É então, é sobre o lance que eu ia falar ontem... Sabrina eu sou absurdamente afim de você, e você sabe disso, então... quer namorar comigo?
- Então... no momento eu não estou disponível..., mas se quiser a amizade, estamos aí.
Ele se sentia arrasado, detonado, zuado, fudido, quebrado.
Aquelas palavras ecoaram na cabeça de Giovane, que agradeceu a Sabrina por ter cedido seu tempo e foi embora andando. Por incrível que pareça, ele se sentia libertado. Triste, porém, libertado.
E nossa história termina aqui com um final não tão feliz(ou será que não?).
E com essa finalização, eu agradeço por ter tirado um tempo do seu dia para ler isso.
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2019.09.02 15:35 B3ck3rxx Qual o sentido de estudar a vida toda, se eu posso ganhar dinheiro de outras maneiras?

Eu tenho refletido muito ultimamente sobre o sentido de algumas coisas na minha vida.
Estou no 2º semestre da faculdade de ciência da computação e fazendo um estágio de meio turno.
O problema é q fico me perguntando "qual o sentido disso tudo?", as respostas sempre são "pra vc ser alguém na vida, não virar pedreiro, conseguir se sustentar, etc". Mas não existem outras alternativas a não ser se MATAR estudando por anos e mais anos como um condenado, fazendo provas e trabalhos gigantescos, pra no final ainda pegar exame kkkk, e no final do curso, talvez nem emprego conseguir, ou começar com salário bem baixo e ir evoluindo lentamente, trabalhando PARA pessoas, ou com pessoas que mais querem q vc se ferre (isso mais em empresas grandes).
Sei lá, fico meio desiludido com isso tudo. Claro, sem soar arrogante nem nada, eu não passo trabalho na vida, sou bem sustentando pelo meu pai, (e posso ficar assim o resto da vida se eu for inteligente quanto ao dinheiro). Por isso que essas questões vem a minha mente, pois justamente eu não precisar sair trabalhando o dia inteiro pra ganhar dinheiro urgentemente.
Eu inclusive nem tenho pq gastar dinheiro, por mês se pa que eu gaste entre R$30 ~ R$50, não sou muito de sair, não tenho namorada, nem tenho muita coisa pra comprar. Quase nunca peço dinheiro pro meu pai (tanto pq não faltaria, já tenho bastante q guardei na minha vida inteira, e do estágio) - quando digo q sou sustentando logicamente q é em relação as coisas mais "básicas", comida, contas e a faculdade, mas EU não trago muito gasto exclusivamente, tanto pq a maioria das coisas é pra família, só trago gasto exclusivo com a faculdade mesmo.
Fico pensando se não dava pra viver com rendas alternativas como investimentos, apostas esportivas (parece bizarro mas da pra ganhar relativamente um bom dinheiro, pra usar para investir depois, algo assim) ou poker, youtube, trabalhando de casa, algo do tipo. Sei q isso tudo é difícil, e nada cai do céu, mas eu penso nisso justamente pois não preciso de muito dinheiro urgentemente, então teria tempo de aprender a investir ou a mexer em alguma plataforma nova.
Bom, não sei, talvez eu precise quebrar a cara vendo como trabalhar seria TOTALMENTE IMPORTANTE pra mim (apesar de não precisar de dinheiro ??) . Eu sei, a minha vida é bem tranquila, sou muito novo, e provavelmente terei que trabalhar muito ainda. Também fico meio mal por ficar pensando nessas coisas, pq tem gente q daria tudo para estar no lugar onde estou, sendo sustentando, fazendo faculdade, e sem passar aperto economico, mas a questão é que pelo menos para mim, todo esse ciclo de ESTUDAR PRA CARALHO pra depois ganhar um salário q talvez dava pra ganhar mesmo sem estudar tanto, ou fazendo coisas alternativas, não faz muito sentido justamente por eu não gastar e nem saber NO QUE gastar no futuro, o dinheiro pra mim é algo meio inútil no momento, e não sei como se tornaria útil.
Eu até tenho um amigo q n faz faculdade, e sempre foi meio mal nas notas da escola, que tá ganhando mais de R$ 1000 por mês, contando q ele começou no início do ano passado ele ja deve ter mais de R$ 20.000, fazendo um trabalho meio "braçal" q ele faz, q é fazer entregas de carro pela empresa q ele trabalha. Ou seja, pq passar tanto trabalho estudando, se da pra ganhar bem SEM estudar?
Apesar de eu me sentir bem quando estudo e consigo aprender algo novo, principalmente quando é difícil pra caralho. Isso me faz eu me sentir útil e alguém relevante pois fica aquela sensação "nossa, eu consegui aprender isso q foda", a questão é, isso vale a pena? fico meio culpado também por pensar q todos na minha família sempre estudaram muito e tal, e se eu não fizer isso e ser diferente(?- é complicado) e também, sem dúvida q eles não iriam aceitar eu simplesmente não estudar, não trabalhar, etc. São só reflexões da minha cabeça, não quer dizer q eu vou largar tudo de uma hora pra outra. Só fica a questão, POR QUE? E VALE A PENA?
Só quero ler algumas opiniões aí sobre esses pensamentos, oq acham? já se encontraram nessa situação?
Valeu quem leu até aqui e um abraço a todos!
submitted by B3ck3rxx to desabafos [link] [comments]


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Hoje eu vou ensinar duas formas diferentes de se ter uma namorada ou namorado no Minecraft! CONFIRA E SARAIVA O LIKE!!! ===== TWITTER: https://tw... Como todos vocês sabem o Franklin tinha uma namorada no inicio do jogo, mas ela o abandona, deixando assim então sozinho. Mas hoje iremos dar lhe uma nova na... • http://twitter.com/christian_fig TWITTER • http://www.facebook.com/christian.figueiredo FACEBOOK • http://instagram.com/christian_fig INSTAGRAM • http://eu... pedindo garotas em namoro parte 2, como o primeiro vÍdeo atingiu a meta de 300 mil visualizaÇÕes nada mais justo do que eu fazer a parte 2 e passar mais verg... COMO CONSEGUIR UMA NAMORADA - DESAFIO Lucão. Loading... Unsubscribe from Lucão? ... COMO ARRUMAR UMA NAMORADA EM 5 MINUTOS - Duration: 5:19. Matheus Martins 4,662,654 views. CURSO: http://bit.ly/COMO-CONQUISTAR-UMA-MULHER Infelizmente não consegui resumir esse vídeo em 5 minutos. Más de qualquer forma está ai o quadro mais pedido... Nesse vídeo eu sai pelo parque tentando arrumar uma namorada em 15 segundos e incrivelmente uma menina topou, além do #mathresponde que eu respondi todas duv... Como conseguir uma namorada: 1- mostro como ter uma foto de perfil perfeita 2-roupas na moda 3- cabelo estiloso 4-como ter um bom assunto ENTAO SUAVE? Se você gostou, deixa seu like e INSCREVA-SE ... Veja aqui Como namorar uma Menina - http://homemderespeito.com Começar a namorar é muito difícil para a maioria dos homens hoje em dia, arrumar uma namorada ...