Ser único e forte

Venha conhecer um lugar único, onde o sol brilha todo o ano e a natureza abraça o mar O empreendimento CASAS do FORTE localiza-se no Sotavento Algarvio, em Cabanas de Tavira, uma vila tranquila com um enquadramento único e privilegiado apenas a 100 metros da bela Ria Formosa. O propósito da existência do blog Ser Único é o mesmo do Sol quando nasce todos os dias, no horizonte. É sempre único, é sempre o último... O nosso objectivo é a partilha de inspiração por pessoas que recusaram continuar a ser normais. Escolheram ser Únicas e diferentes, e com isso viver de maneira única… O tipo de bactéria e a doença a que está relacionada é bastante variável, podendo ser desde uma infecção urinária até doenças da uretra. 3. Medicamentos e alimentos. Certos medicamentos e alimentos também podem deixar a urina com cheiro forte, por isso nem sempre quer dizer um problema. Forte concorrência e exigência tática: Pedrinho ainda não ‘apanhou o comboio’ no Benfica ... (R$ 660 milhões) no mercado de verão europeu, o ex-corintiano, de 22 anos, é o único que ... Como Ser Único. Você pode até ter bastante em comum com os outros, mas não é por isso que deixa de ser único! Essa é uma das maiores qualidades que qualquer pessoa pode ter — e não é à toa que tanta gente vive buscando uma 'fórmula'... Definição de Entidade Forte . A Entidade Forte é aquela cuja existência não depende da existência de qualquer outra entidade em um esquema. É denotado por um único retângulo.Uma entidade forte sempre tem a chave primária no conjunto de atributos que descreve a entidade forte. Indica que cada entidade em um conjunto de entidades forte pode ser identificada exclusivamente. Ser forte é manter-se calmo no momento de desespero. Ser forte é demonstrar alegria quando não se sente. Ser forte é sorrir quando se deseja chorar. Ser forte é fazer alguém feliz quando se tem o coração em pedaços. Ser forte é calar quando o ideal seria gritar à todos a sua angústia. Ser forte é consolar quando se precisa de consolo. Como Ser Forte de Espírito e Mente. A maioria das pessoas bem-sucedidas tem um traço em comum: elas são indivíduos perseverantes e determinados. Uma pessoa perseverante tem uma mente forte e corre atrás dos próprios ideais, mas não é... Muita gente pode ser cozinheiro, por exemplo, mas alguns vão se destacar mais nisso porque entendem quais pratos sabem preparar melhor e quais temperos funcionam com seu estilo de preparo. Você também pode encontrar seu próprio tempero especial e, assim, fazer com que as pessoas notem os pontos forte que são seus e de mais ninguém. Oitenta e cinco vezes Dick Hoyt empurrou seu filho deficiente, Rick, por 42 quilômetros em maratonas. Oitenta vezes ele não só empurrou seu filho os 42 quilômetros em uma cadeira de rodas, mas também o rebocou por 4 quilômetros em um barquinho enquanto nadava e pedalou 180 quilômetros com ele sentado em um banco no…

Por que a Bahia e o Rio de Janeiro possuem uma alta proporção de negros, se comparado a outros estados?

2020.10.17 22:14 ssantorini Por que a Bahia e o Rio de Janeiro possuem uma alta proporção de negros, se comparado a outros estados?

Tentarei responder essa questão no mesmo estilo destas abaixo:
Por que o estado de São Paulo é tão rico?
Por que o Nordeste tem tantos estados minúsculos?
Irão cobrar fontes. Me baseio em relatos sobre a escravidão descrito em diversos livros, com destaque ao Grande Livro das Coisas Horríveis de Matthew White, que dá detalhes interessantes em linguagem acessível sobre a escravidão, seus processos, taxas de mortalidade, etc. Além claro de livros sobre a história brasileira.
No Brasil, desde o século XVI até o XIX, pessoas negras eram trazidas da África de forma forçada. Isso são mais de 350 anos de afluxo contínuo de africanos ao Brasil. Para entender a distribuição atual deles, temos que ver o seguinte:
1- Regiões onde eram mais demandados
2- Taxa de crescimento vegetativo da população negra, que está conectada às suas taxas de mortalidade e natalidade.
3- Forma do trabalho ao qual eram destinados
Em toda o continente americano tropical, os escravos de origem africana eram direcionados para 2 tipos de trabalhos, muito diferentes entre si e que geravam resultados bastante contrastantes:
A- Trabalhos pesados em atividades agrícolas ou extrativas
B- Trabalhos domésticos ou urbanos.
O primeiro tipo de trabalho absorvia a grande maioria. Eram trabalhos pesados, extenuantes, em condições insalubres, de sol a sol. Os escravos eram mantidos em senzalas, os maus tratos eram constantes. Isso valia tanto para a lavoura de cana-de-açúcar do Nordeste quanto para a extração de ouro das Minas Gerais, a lavoura cafeeira do Rio de Janeiro ou as plantations de algodão dos EUA.
Esse trabalho tinha alta taxa de mortalidade e baixa de natalidade. O crescimento vegetativo da população escrava nunca que seria capaz de suprir as demandas, prova disso é que o tráfico continuou a todo o vapor por mais de 350 anos, só sendo interrompido após ações estatais enérgicas.
Já o segundo tipo de trabalho (o doméstico e o urbano) era bem mais favorável ao crescimento vegetativo da população escrava. Eram trabalhos mais leves, ou mais sofisticados (artesanato, carpintaria, construção). Esses escravos domésticos e urbanos eram melhor tratados, se entrosavam mais com os patrões e a sociedade branca, dormiam nas mesmas casas e comiam comidas parecidas.
Era comum também os escravos urbanos e domésticos serem alforriados, seja por compra da própria liberdade, seja por anistia. Esses escravos tinham uma relação mais próxima dos senhores, então a "boa vontade" em liberá-los quando "mereciam" era muito maior.
Como consequência dessas condições mais favoráveis, os escravos urbanos e domésticos tinham famílias, tinham mais filhos (às vezes mestiços), às vezes conseguiam a alforria e viravam comerciantes ou agricultores autônomos. Alguns casos chegavam até a virarem empresários, fazendeiros donos de escravos e bacharéis (tanto mulatos quanto negros).
Logo, para sabermos quais regiões terão uma concentração maior de afrodescendentes no futuro, temos que olhar as regiões que mais receberam escravos urbanos ou domésticos, pois é esse tipo de escravo que conseguia ter crescimento vegetativo alto.
Bem... o Brasil era um país de cultura altamente escravista. Essa cultura era tão enraizada, que até brancos pobres se recusavam a fazer certos trabalhos manuais, por acharem que é coisa de escravo. Muitas famílias de classe média baixa tinham escravos também.
A cultura escravista do Brasil não era tão forte quanto nos países árabes (onde até um pobre tinha um escravo pra amarrar seu sapato), mas era forte o suficiente para que a demanda por escravos domésticos ou urbanos fosse alta.
O Brasil durante mais de 400 anos foi um país essencialmente rural. Os únicos centros urbanos que cresceram e se tornaram polos econômicos e comerciais ricos antes da abolição do tráfico (1831), atraindo uma grande população branca capaz de ter escravos domésticos ou urbanos, eram Salvador, Olinda, Recife e o Rio de Janeiro.
Salvador foi capital do país por 214 anos, em plena época de tráfico negreiro ativo. Era em Salvador que viviam os burocratas, os comerciantes com contratos da Metrópole, os grandes fazendeiros, os fidalgos e os bacharéis. Logo Salvador recebeu bastante escravos africanos do tipo doméstico ou urbano, que é o tipo capaz de "fixar" e crescer.
Olinda e Recife foram grandes polos comerciais por quase 100 anos (entre séculos XVI e inicio do XVII), logo certamente receberam muitos escravos urbanos ou domésticos. Porém esses polos entraram em decadência cedo demais, quando a Holanda começou a cultivar cana-de-açúcar nas Antilhas e os europeus começaram a fazer açúcar de beterraba. Da metade do século XVII em diante, Olinda e Recife só conheceram decadência e empobrecimento (o que alimentou as revoltas coloniais que iniciavam). Salvador porém se salvou da decadência por ser a capital da colônia, para onde ia a grana dos impostos e a grana para sustentar a burocracia, logo Salvador superou Recife e Olinda em mais de 100 anos como grande polo comercial rico e atrator de escravos urbanos ou domésticos.
O Rio de Janeiro se tornou a capital da colônia em 1763, quando a mineração começou a bombar em Minas Gerais. Entre 1763 e 1831 (fim do tráfico negreiro) foram 68 anos como um grande polo econômico atraindo escravos urbanos e domésticos. Compare isso com os 214 anos de Salvador!
O Rio de Janeiro parou de atrair escravos urbanos e domésticos em 1831. Continuou crescendo e prosperando, atraindo imigrantes europeus. Por causa disso, embora o Rio tenha recebido muitos escravos urbanos e domésticos, também recebeu muitos imigrantes europeus nos séculos XIX e XX, o que fez a proporção de negros em sua população, embora alta, não tão alta como Salvador.
Salvador e regiões próximas (Recôncavo) é o campeão absoluto, pois foi a região que passou mais tempo recebendo escravos urbanos e domésticos (214 anos) e não recebeu muitos imigrantes europeus após a sua decadência relativa (ainda no século XVIII). Por isso é a região onde a população negra mais se fixou, cresceu e predominou no conjunto.
Recife e Olinda foram muito ricos e atraíram escravos urbanos e domésticos, mas foi por um período curto (menos de 100 anos) e o longo tempo passado desde então (300 anos) fez a população mestiçar mais, sem contar que receberam muitos holandeses, judeus e outros grupos não-negros por um certo período.
As demais regiões do Brasil que tinham metrópoles (São Paulo, Sul, Belém, etc) eram pobres demais pra demandarem escravos urbanos e domésticos em grande quantidade entre os séculos XVI e 1831.
Já os escravos que vieram trabalhar em atividades extrativas ou lavoura, conforme explicado, tinham vida curta e não "vingavam" a ponto de fazerem a sua população crescer naturalmente. As grandes lavouras de cana-de-açúcar do Nordeste, as jazidas de Minas Gerais e o café do Rio de Janeiro não produziram populações negras "auto-sustentáveis", exceto os que fugiam e formavam quilombos. As estâncias de charque do Sul também eram ricas, mas demandavam pouca mão de obra. As lavouras cafeeiras de São Paulo tiveram relativamente pouco uso de escravos, transicionaram para mão-de-obra livre imigrante relativamente cedo.
O importante é saber que Salvador foi disparado a cidade que mais recebeu escravos urbanos e domésticos, por mais tempo e sem "contrabalanço" de imigração não-negra.
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2020.10.17 11:45 tataweevee [Sério] Dois anos e meio de relação para ser traído no fim...

Sinto-me perdido, tenho um nó enorme na garganta. Tento respirar e não consigo, é difícil. Estou a escrever isto com as mãos a tremer. Não sei se é da fome ou do medo e insegurança. A minha namorada traiu-me com outro homem. Um homem que vi quando fui ao aniversário da sua mulher. Vi-lhe os olhos famintos a olhar para a minha namorada da minha idade, muito mais jovem que ele. Senti um medo e insegurança no momento e fiquei com medo porque eles trabalham no mesmo local, na mesma empresa, todos os dias, enquanto eu vejo-a apenas ao fim da tarde e nem todos os dias. As coisas estavam a correr bem entre nós. Não duvidei dela. Até que 4 meses depois descubro que andei a ser traído... Não consegui acreditar, parecia uma ilusão. Algo que não poderia acontecer, algo que não poderia ocorrer na minha vida. Não sabia o que sentir, não sabia o que dizer nem fazer. Amo-a mas como pode ela fazer isto se diz que me ama. Como pode olhar-me nos olhos e mentir... partilhar a mesma cama que eu, comer na mesma mesa que eu e os meus pais.... as ferias em família para o algarve em que ela pedia para tirar fotos sozinha e afinal eram para o outro homem... Como pode ela trabalhar e ser colega de trabalho da esposa grávida desse homem... como pode ela almoçar com a sua mulher gravida enquanto faz essas coisas com ele nas costas. Como consegue? Como a olha nos olhos sabendo o que faz... Quem sou... quem fui eu nesta relação. Fui enganado os dois anos e meio que namorei? Andei a imaginar coisas que não devia, coisas que só um parvo que acredita em unicórnios e mundo cor de rosa acreditaria. Tenho 24 anos, não aprendi tudo sobre a vida, mas aprendi a distinguir o certo do errado. Mas agora já não sei. Passaram dois meses desde a separação e o que mais quero na vida é voltar. Voltar a ser feliz, voltar a ser o parvo que acredita no mundo feliz. Este pensamento destrói-me. Destrói-me saber que sou capaz de optar por me humilhar para estar com a pessoa com quem era feliz mas enganou-me durante tanto tempo. É humilhante, tenho vergonha. Vergonha de mim mesmo.... como cheguei a ser triste a esse ponto. Imaginem quão lixo de ser humano tens que ser para te deixares humilhar só para teres a dose de felicidade. Tenho muita vergonha do que sinto. Tenho imensa pena de ser traído, sinto que perdi a minha masculinidade. Sinto que me deram uma chapada na cara e não posso responder, apenas aceitar e ignorar. E agora ainda sou capaz de pedir por outra chapada só para poder voltar a estar com a pessoa. Eu sou triste, sinto-me tão mal :( Não aguentei, liguei-lhe ontem à noite. Liguei-lhe e descobri que continua a ter relações com o mesmo homem e que agora vai entrar também o ex dela (antes de mim). Sinto-me ainda mais estúpido por ter ligado. Pedi-lhe que saísse do meu ginásio, porque é o único sítio que ainda temos em comum. Respondeu-me que sim e agora espero que isso aconteça. Tenho a tese para fazer até ao fim do próximo mês e ainda não comecei. Não consigo pegar. Tenho a cabeça num vácuo perdido de sentimentos que me deixam com um forte nó na garganta. É me difícil olhar a minha mãe nos olhos e dizer que estou bem, tem os stresses dela, não quero pôr os meus problemas em cima. Custa-me respirar, custa-me viver. Não sei o que fazer. Sei que tenho de fazer a tese e seguir em frente com a vida, mas é tão difícil. Sinto-me incapacitado de ser feliz, incapacitado de fazer o que quer que seja e entendo que é apenas um bloqueio mental meu... mas não o consigo remover. Pessoal estou destruído e choro por me ver assim :(
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2020.10.15 20:57 egalves Aviso à ″navegação″ na I Liga: ″O Boavista vai ser muito, muito forte″

https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/boavista/noticias/aviso-a-navegacao-na-i-liga-o-boavista-vai-ser-muito-muito-forte-12922729.html
Aviso à ″navegação″ na I Liga: ″O Boavista vai ser muito, muito forte″
Nuno Santos, médio de 21 anos é um dos 19 reforços da revolução axadrezada. Está encantado por voltar ao clube da infância e não tem dúvidas que o tempo vai trazer uma equipa muito difícil de travar.
Foi no Bessa que deu os primeiros toques e regressou nesta época, emprestado pelo Benfica. Nuno Santos, 21 anos, expressa-se como joga: sereno e com critério. Garante que é uma questão de tempo até que a qualidade do plantel do Boavista comece a ficar gravada nos resultados, e que ninguém duvida do caminho que está a ser traçado.
O Boavista não foi o único clube interessado em si. Porquê esta escolha?
-Era fácil... É a minha casa, foi aqui que cresci. O projeto é muito ambicioso, a qualidade do clube está a voltar ao que merece. Podemos reparar que há obras constantes no estádio, no balneário, as infraestruturas estão a crescer imenso. As pessoas são fantásticas, os jogadores, a equipa técnica, o presidente. A partir do momento em que o clube me contactou, sempre estive inclinado para o Boavista. E aqui estou, contente da vida.
Como foi chegar a um balneário com tanta gente nova?
-Não é tão difícil para um novo jogador, porque já há um leque de jogadores novos tão grande que acaba-se por se integrar mais facilmente. Estamos todos a dar-nos muito bem, os resultados também vão aparecer, mas as ligações entre nós estão cada vez mais fortes. Com o passar do tempo e com as vivências que vamos ter entre nós, vai ficar cada vez mais fácil.
Disse que os resultados vão aparecer. Por que motivo ainda não aconteceu?
-Temos feito jogos muito positivos. Com o FC Porto, infelizmente o resultado não foi o melhor [0-5], mas também não fizemos um jogo que merecesse esse resultado. Com o Nacional e com o Moreirense acho que podíamos, sem dúvida, ter saído com os três pontos, fizemos por isso.
A primeira vitória pode ser um clique, um ponto de viragem?
-Não procuramos um ponto de viragem, porque confiamos no nosso trabalho diário e no da equipa técnica. É só uma questão de tempo para os resultados aparecerem, mas não estamos à procura de mudar tudo de um momento para o outro, até porque as coisas não são assim. Também não quero que me interpretem mal. Quando digo que estamos tranquilos, é no sentido em que confiamos muito no nosso trabalho.
Até que ponto esta paragem está a ser importante?
-Estamos a assimilar as ideias do treinador, a trabalhar no dobro das nossas capacidades e já estamos mortinhos para que chegue o próximo jogo.
Quais são as ideias que o treinador mais insiste?
-Um jogo muito positivo, creio que é visível. Um jogo atrativo, que procura ter muito a bola, valorizar o jogador e também está muito virado para a agressividade, a reação à perda da bola e a pressão constante no adversário.
Quando o Boavista chegar ao patamar que pretende, vai ser difícil de travar?
-Nos jogos que tivemos até agora, os nossos adversários não podem dizer que foi fácil, porque não foi. Temos coisas a melhorar, como é óbvio e temos de manter as coisas boas, mas, quando estivermos todos nos máximos das nossas capacidades, vamos ser uma equipa muito, muito forte.
A construção deste plantel criou expectativas muito altas, entre os adeptos do Boavista e não só. Como é que têm encarado isso?
-É como disse, as expectativas são feitas pelas outras pessoas e pelos adeptos. Nós preocupamo-nos em fazer o nosso trabalho dia a dia, jogo a jogo e no futuro logo se verá o que pode acontecer ou não. O nosso foco está no trabalho diário. Temos estado abstraídos disso.
"EXPERIÊNCIA? ESTÃO UM BOCADO ENGANADOS..."
A casa da avó de Nuno Santos é testemunha do jeito precoce para o futebol. A carreira ainda está a começar, mas o médio já tem muito que contar e nem tudo foi fácil, especialmente quando se viu sozinho em Lisboa aos 13 anos...
Era um daqueles miúdos que andavam com a bola por todo o lado?
-Sim! Em casa tinha uma brincadeira para controlar a bola. Mesmo muito novinho, a bola não podia tocar em lado nenhum, até porque na casa da minha avó tinha lá muitas coisas fáceis de partir [risos]. Se eu partisse alguma coisa, ela dava-me na cabeça. Nunca parti nada.
Aos 13 anos muda-se para o Benfica. Como foram os primeiros tempos?
-Ao início foi fácil. Estava com muito entusiasmo, era todo um mundo novo. Fui sozinho. Nos primeiros dois meses, foi tudo muito bom. A partir daí, tive um período um bocado mau, porque começaram a chegar as saudades. A falta dos pais, de sair do treino e ter o apoio deles, a comidinha da mãe... Mas tudo se estabilizou e foi um período muito positivo na minha carreira, uma mudança importantíssima para estar aqui hoje. Tive de crescer e saber, mais cedo, o que é que a vida tem de bom e de mau. Não é ser melhor ou pior do que os outras, apenas é um crescimento diferente de um jovem que tem de se adaptar às circunstâncias.
As responsabilidades e expectativas dos jovens começam cada vez mais cedo e são cada vez maiores. O que é que isso tem de bom e de mau?
-Só coisas positivas. Quando se fala em experiência, as pessoas têm tendência a olhar sempre para os mais velhos. Acho que estão um pouco enganadas. A experiência advém de competições nacionais e internacionais, de vários contextos competitivos e de vivências. Creio que nesse aspeto a experiência é um bocado questionável. Aos 21 anos já passei por diversos contextos nacionais e internacionais e significou muito na aprendizagem e na minha evolução como jogador.
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2020.10.13 01:16 -Samn- Não desistam!

Depois de uma recaída desastrosa, me senti no fundo do poço, como um resto de algo não importante esparramado no chão, sem importância, sem valor... Eu estive muito mal nos últimos dias. Me sentia horrível, fraco, impotente... "por que eu não consigo parar?", essa pergunta martelou na minha cabeça muitas e muitas vezes. A pornografia é algo que esteve profundamente enraizado no início da minha adolescência, e já estou há pouco mais de um ano tentando parar de consumi-la, e o que percebi é que isso é muito difícil. Mas não só isso, percebi também que não é impossível. A cada tentativa eu conseguia bater minhas metas, e o meu máximo até hoje foi ficar três longos meses sem ver um único vídeo pornô, sem me masturbar uma única vez. Há uns anos atrás eu não me acharia capaz disso, eu não pensaria que isso fosse possível, mas aconteceu. 3 meses, galerinha. Eu acabei recaindo recentemente, e por isso me senti tão mal. Mas consegui sair dessa bad vibe, e agora vejo as coisas com olhos mais amplos, a importância de falhar. A falha nos permite reconhecer a nossa condição de ser humano. O erro nos concede a possibilidade de conhecermos melhor os nossos limites e o nosso potencial. Após a meia noite de hoje, farão 7 dias que estou sem pornografia e sem me masturbar após a recaída de três meses. Uma semana já foi, e senti que foi bem fácil, bem mais fácil do que nas primeiras tentativas, por exemplo. Isso significa que as minhas recaídas me ajudaram a me tornar mais forte, mais resiliente, mais experiente. E essa a mensagem que quero passar para vocês, meus amigos, não desistam! Sim, o caminho é árduo, ninguém disse que seria fácil, vencer um vício de anos não é brincadeira, mas continuem, vocês vão cair, e vão se levantar, e vão se tornar mais fortes.
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2020.10.10 14:16 TapperTotoro Os meses em que vivi na rua, toda a fome que passei e a bicicleta que mudou tudo para melhor.

Eu venci a depressão e é isso que tenho feito desde que me curei! - Parte 3/365
Uma espécie de diário aberto: Os meses
Olá ...
Hoje não devo escrever muito, e decidi partilhar uma prosa que escrevi nos meses que sobrevieram o meu divórcio (editado: escrevi mais do que achava que escreveria).
Para colocar em perspetiva: depois de sair da casa que era minha (comprada e que ficou para a minha ex-esposa e para os meus filhos) consegui alugar uma casa por alguns meses, mas não conseguia trabalhar por causa da profunda depressão, além de não receber respostas positivas por parte das empresas para onde mandava o meu curriculum e em poucos meses todas as minhas poupanças acabaram e acabei por ter de ir morar para a rua. Morar na rua implica passar fome - já passei noutros momentos da minha vida, pois durante grande parte da minha infância, o país em que nasci e vivi até antes de me ter mudado permanentemente para Portugal, viveu em guerra civil - felizmente Portugal é um país relativamente seguro, mas nada fácil principalmente para pessoas negras (acreditem, por mais inteligente e boas referências uma pessoa negra tenha aqui em Portugal, é muito difícil arranjar algum emprego que os próprios portugueses consideram "condigno", e todos os lugares em que trabalhei cá eram fora da minha formação - Estatística, Gestão, Informática e Administração, fora os conhecimentos de informática que tenho mas que infelizmente ainda não tenho um diploma para provar que tenho, mas em breve isso mudará. (lembra-se, estou a estudar e no final do próximo ano recebo um diploma de Desenvolvedor de Software).
Felizmente por causa do meu trabalho com as artes, conheço muita gente que apesar de não me poderem ajudar com a questão da casa, arranjavam-me algo para comer durante os meses em que vivi na rua e saí da cidade em que fui viver depois do divórcio, muita gente passou-me contactos que elas tinham e eu arranjei um emprego num bar (aos finais de semana e feriados de noite-madrugada) e com esse dinheiro eu conseguia comer e poupar para comprar uma bicicleta.
Porque uma bicicleta?
Simples: eu caminhava mais de 10 quilómetros todos os dias que voltava do trabalho no Bar, às 02:00 da madrugada. Nessa mesma altura em que comecei a trabalhar no bar, ia para um lugar em que tinha uma escola antiga que era usada como estúdio de ensaio para bandas e outras atividades culturais e recreativas, e lá ficava a preparar as minhas refeições e compor músicas (além de tratar da minha higiene). Felizmente, eu não preciso de dormir bastante ou consigo passar até uma semana sem dormir (literalmente) e também aproveitava o facto de que existia uma praia fluvial por perto para ir tirar uma soneca lá nos dias em que estava muito exausto. Infelizmente o dinheiro que ganhava no bar, mesmo com as gorjetas não servia para alugar sequer um quarto (mesmo tendo eu comida de graça no bar para jantar de noite e pequeno almoço de madrugada, e poupando algum dinheiro); então a bicicleta ajudar-me-ia e ajudou bastante a tanto poupar mais algum dinheiro que gastava com o autocarro para ir trabalhar, quanto poder me deslocar para mais entrevistas e futuros trabalhos.
Passado um mês depois de começar a trabalhar no bar, recebi uma resposta de uma das fábricas em que tinha mandado o meu curriculum e que ficava há mais ou menos 10 quilómetros do edifício em que tinha a sala de ensaio; depois de ir para a entrevista de dia, na tarde do dia seguinte eles ligaram-me a dizer que eu tinha ficado com o trabalho e que começaria já no dia seguinte (nota, faltavam alguns euros para poder comprar a bicicleta nesse dia e eu tinha de arranjar uma maneira de conciliar os dois trabalhos, pois um terminava às 02 da madrugada e o outro começava às 05:30 da madrugada, mas de forma rotativa - uma semana às 05:30, e outra às 13:30, e nas sextas feiras a hora em que saia de um era muito depois da hora em que eu tinha de entrar para o outro trabalho - bar e fábrica).
Essa incógnita dos dois trabalhos que não deram para conciliar. O que fiz?
Bem, uma coisa de cada vez. Primeiro, fui trabalhar para o bar numa quinta feira que era feriado e tinha de entrar para a fábrica na sexta feira, às 05:30, e como ainda não tinha a bicicleta, saí do bar e caminhei até à fábrica, estava super empolgado e feliz por ter um trabalho a tempo integral, e como sairia às 13:30, não havia nenhum problema em não ir para a praia fluvial tirar uma soneca. Nesse dia, lembro-me que não foi difícil aprender a trabalhar com as máquinas da fábrica (tenho essa facilidade aprendizado absurda); mas passei todo o turno de trabalho a pensar em como lidar com essa incógnita e cheguei à conclusão que somente ia trabalhar no bar (e não poderia trabalhar lá porque não tinha como mudar os meus horários de trabalho em ambos os lugares) até a conseguir comprar a bicicleta e calhar a sexta feira em que o meu horário de trabalho na fábrica terminava depois do início do meu horário de trabalho no bar (num terminava às 21:30 e noutro começava às 17:00).
Segundo, trabalhei nos dois lugares durante uma semana, falei com os meus empregadores e como não deu para mudar os horários, despedi-me do bar e fiquei a trabalhar somente na fábrica, e no meio disso tudo, comprei a bicicleta e todos os dias, de segunda à sexta, numa semana acordava às 03:45 da madrugada para pedalar por uma hora até ao trabalho e depois mais uma para voltar até ao estúdio às 13:30 e noutra entrava às 13:30 e às 21:30 pedalava eu até ao estúdio de ensaios para espairecer e criar alguma coisa artística e fazer a minha higiene pessoal, além da comida para o dia seguinte ...
A fome e a rua!
A fome: em menos de 4 meses eu saí dos meus 98 quilogramas de peso, para os 66 quilogramas. Isso para mim resume tudo, mas ainda assim consegui ter energias para caminhar e lembro-me de ficar pasmo que em menos de uma semana eu tinha caminhado mais de 100 quilómetros (gravei uma foto com isso e uso-a para lembrar-me sempre do quão forte sou capaz de ser nos momentos de maior adversidade. A fome nunca é só fome, é também propulsora de ansiedade, fragilidade psicológica além da física, desmotivadora . . . mas venci a fome com toda as forças que reuni quando decidi voltar a viver e lembro-me muito bem que sempre que eu ia trabalhar para o bar, e sorria, não era um sorriso para esconder as dores no estômago ou todo o caos da minha vida nos últimos meses, mas sim um sorriso cheio de esperança e motivação, pois como já disse, pelo que parece, sou muito bom a começar do zero e a além de sobreviver, viver. A rua ofereceu-me muito mais do que eu podia imaginar, não no quesito segurança contra todos os elementos da sociedade e natureza, mas na paz que mesmo lá, no fundo do poço do conceito da sociedade materialista, encontrei e que me ajudou a ter mais forças para superar tudo ...
Enfim, sempre que me referir ao mês de junho de 2019, será para falar do mês em que recomecei realmente a minha vida depois do divórcio e de superar a depressão, a fome e o viver na rua, pois nesse mês eu consegui um trabalho a tempo inteiro, comprei uma bicicleta, conheci a minha atual namorara (uma mulher incrível que muito amo) e voltei a viver entre as quatro paredes em que me encontro hoje. Cá fica um dos textos literários que escrevi num dos meses em que morei na rua e perdia de forma assustadora a minha massa corporal:

GRÃOS, LEGUMINOSAS, TUBÉRCULOS E FUNGOS
É assim que se destrói o homem, em atenção, não! Não apenas o ser portador do mastro sexual, mas o animal de espécie humana. O fumo varre o meu olhar entre a realidade num lado, e a minha mente do outro, o vidro duplo no meio, física transparente da janela; da direita para a esquerda, embriagado pelo vento, enquanto se dissipa o tempo. Mas não! É assim que desaparece a minha vida. Enquanto como arroz, ao acordar, mas somente depois de passadas seis horas. Até lá, permaneço de estômago vazio a tentar escapar da morte. E ervilhas, e alface no dia da alface, e cenoura no dia da cenoura, e cogumelos, não os mágicos, no dia da não cenoura, depois de se terem acabado as regalias de poder escolher comer tudo exceto carne.
Conto cada moeda e frequências que me restam. A dissolução do acordo fraternal, previsível e instável, levou tudo, depois de seis anos a negar o evitável; anos que se prenderam à todas as decisões tomadas, desde o momento em que os meus pais, acidentalmente, deram vida ao humano que me tornei, até milhares de dias atrás, minutos que antecederam a rutura. Mas não! Não é assim que se destrói, põe-se fim ao marco de toda uma tentativa de encontrar a felicidade e a paz, nos braços de quem só me teve por posse, como se de um escravo se tratasse a minha existência, tal como foram enjaulados os meus antepassados mais próximos, acorrentados e separados do que lhes era posse por direito de nascença, alguns dias antes do meu nascimento.
Ao olhar para o fumo que se dissipou por completo, vejo as arvores que ao de longe são menores do que o meu medo, mas ao de perto, são tão altas quanto ou mais do que a minha alma que clamou por ajuda, à minha mãe, se é que ainda a posso chamar mãe; à minha irmã, não tão adorada desde sempre; ao meu irmão, em quem me espelho inversamente; aos agiotas, que nunca soube onde encontrar; aos ladrões que guardaram o meu dinheiro todo, durante a vida que perdi; aos traficantes, de tudo e menos alguma coisa; aos assassinos, de sonhos e modos; aos meus amigos, envenenados pela mulher que me desposou outrora; aos que ajudei um dia, a troco de nada; e ainda assim, nem mesmo por não merecer um pingo de empatia, ainda assim, ninguém me estendeu a mão, exceto?
Exceto a única pessoa que em meio tempo passou a ver quem sou, e descobri que sempre foi tudo; o que se esconde por baixo da máscara, quem se esconde por baixo do olhar e dos sorrisos, muitas vezes falso, muitas vezes desnecessário, mesmo não podendo dar mais do que o último centavo que lhe resta, permaneceu aqui, ao lado, a segurar-me pela mão e pelo olhar, numa tentativa de reanimar o homem, mas não o que carrega entre as pernas a corda reprodutiva, e sim o humano que nunca deixou, e se nega a deixar de ser uma criança, a mesma que chora sempre que se lembra de todas as vezes em que quase morreu, e que também morreu um dia, mas voltou por ter encontrado a resposta para a continuidade da vida, a criança que tem, com o passar de cada ano, menos dias para chorar, enquanto se prepara para ser o motivo do choro de, talvez, menos pessoas do que consegue contar, com quatro dos seus cinco dedos da mão esquerda.
É assim que se destrói um homem. Enquanto como arroz, antes de me deitar e desejar acordar noutra manhã, até lá, permaneço de estômago vazio a tentar escapar da morte. E ervilhas, e alface no dia da erva, a não psicoativa, e cenoura no dia da cenoura, e cogumelos, não os mágicos, no dia da não cenoura. Porque quem jurou amar-me abandonou-me quando tudo ficou extremamente difícil e necessário. E todos os que me amam, ainda, os mesmos que deduzo que não sabem o que é amar, estão longe agora que estou mais perto da transcendência. E apesar de me ter afastado propositadamente, para desperdiçar comigo mesmo alguns poucos anos da minha vida, ainda assim, me sinto indigno de pena, dissociado de tudo o que é meu, não por direito de nascença, mas por direito de divindade, de criação, de clonagem da minha acidez desoxirribonucleica, e dos meus glóbulos falciformes, alimentados pelos açucares naturais do pouco que me resta para comer, e pela gordura, e músculos do meu sempre magro corpo.
E assim se mutila e assassina o homem, fazendo-o comer-se a si mesmo, do tutano dos ossos para fora, até que inclusive os sonhos se tornem o único alimento imaginável que lhe resta para adormecido energizar a vida.
Reinicia.
Com amor;
Aladino.
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2020.10.10 06:01 umnickqualquer Dezembro de 97

Mesmo já tendo corrido 20 anos, os detalhes continuam na minha mente: dezembro já estava quase na metade e aquela era a semana de recuperações finais do ano letivo. Eu não ia querer ser reprovado bem quando já estava terminando o 3o ano do 2o grau – era assim que a gente chamava na época – e só precisava daquele diploma pra poder seguir pra faculdade. É claro, isso se eu tivesse sido aprovado. Os resultados dos vestibulares só saiam em janeiro e entre a tensão de terminar a escola e a de finalmente começar História numa federal, eu ia administrando os meus 17 anos.
Pensando agora, enxergo que eu era um moleque bastante comum, mas não era assim que eu me vi na época. Meus CDs dos Racionais, biografia do Malcolm X e camisa dos Panteras Negras (que juntei dinheiro por meses pra comprar) se juntavam ao pequeno black que eu vinha cultivando pra criar algo que naquele tempo era uma mistura confusa de busca por identidade racial e afirmação juvenil. Tenta entender que eu estava entre a descoberta de Spike Lee e a de Frantz Fanon, sendo que o desbravamento de mim mesmo também não estava muito avançado. Esse ainda iria levar um tempo.
Acabada a recuperação, eu esperava na saída do corredor pro pátio olhando pra fora. Enquanto estava em sala de aula, a chuva que tinha ameaçado cair a tarde inteira começara a desabar com força e não parecia estar perto de acabar. De onde estava eu podia ver o temporal alagando tudo entre o pátio e a quadra de esportes perto do portão, enquanto alguns alunos tentavam fazer às pressas o caminho até a rua. Pode ser que eu não quisesse arriscar molhar os cadernos na mochila, ou talvez não quisesse chegar logo em casa pra ser bombardeado de perguntas sobre a prova, mas a questão é que resolvi esperar e enquanto aguardava recostado à parede, notei que o Wesley – que também estava na recuperação – havia chegado e feito o mesmo.
Era alguém interessante, o Wesley. Sua posição na classe me parece ambígua porque se hoje eu só consigo dividir a minha 3a série entre Comportados e Turma do Fundão, ele não era nenhum dos dois. Sem ser necessariamente calado, rebelde ou participativo, conseguiu atravessar aquele ano letivo até o fim, apesar do seu tamanho e aparência indicarem que já tinha sido reprovado uma ou duas vezes. Se ao longo daqueles meses a gente trocou três palavras eu não lembro – enquanto os meus chegados eram quase todos maconheiros fãs de Planet Hemp e headbangers fãs de Sepultura, os dele, por mais que tente me lembrar, eu não tenho certeza. Tanto podiam ser a turma inteira como ninguém, na verdade.
Aquela vigília pelo fim da chuva deve ter me entediado ou talvez eu tivesse me sentido constrangido de ficar apenas em silêncio a poucos metros dele, mas a questão é que, ainda olhando pra porta, falei:
– Parece que a gente vai ficar aqui até amanhã – também sem me encarar, ele disse:
– Por mim não tem problema.
Como não respondi, acho que ficamos em silêncio por mais ou menos um minuto, os únicos sons sendo o temporal caindo e os carros passando pela rua em frente. Sem nenhum aviso, as luzes do corredor e das salas vizinhas se apagaram e uma mistura de murmúrios e gracejos percorreu o prédio da escola enquanto todos davam pela falta de energia elétrica. Agora iluminado apenas pelo cinza embaçado daquela tarde de chuva, o próprio tempo parecia em espera.
– Você já passou na faculdade? – perguntou o Wesley.
– Não sei. Acho que sim, mas tem que esperar sair o resultado ano que vem – respondi, meio desconfortável por ele não ter continuado em silêncio – eu não tinha certeza suficiente pra dizer que achava que sim, mas aquele era sempre o jeito mais rápido de conduzir as conversas sobre vestibular.
- Tomara que o mundo não acabe antes de você se formar, igual todo mundo acha, né? – retrucou ele, com um tom mais leve do que o anterior – e você pode ir pra faculdade com esse cabelo? Eu costumava ser bem sensível a qualquer crítica em relação ao meu black. Tanto porque a maioria delas era escrota quanto porque não era fácil tratar dele e aquela era uma das poucas coisas de que gostava na minha aparência. “Vocês ainda vão ver presidentes com um maior que o meu”, costumava responder. Por algum motivo, no entanto, talvez o modo como a pergunta soou sem nenhuma maldade ou intenção de ofender, eu não me importei e apenas respondi:
- Claro que sim, lá não é o exercito – observando ele fazer um leve sinal de assentimento e sem saber como continuar aquela conversa, perguntei – o que você vai fazer agora?
- Ir pra casa, tirar um descanso e trabalhar de noite, por quê? – respondeu ele, parecendo surpreso que eu perguntasse.
- Não, tô falando agora depois de se formar. O que você vai fazer depois do 2o grau? – corrigi, por algum motivo desconfortável pela interpretação da minha pergunta.
- Ah – falou ele, se demorando como se tivesse que se lembrar de algo bem distante – eu quero arranjar alguma coisa com o diploma. Tentei o exercito ano passado, mas não entrei, fui dispensado. Agora com a escola completa deve dar pra conseguir alguma coisa boa e talvez eu faça curso técnico – completou. “Você também não sabe direito”, eu pensei. Hoje, penso que estranho seria se algum de nós dois naquela época tivéssemos certeza de alguma coisa.
– E por que você tinha certeza que eu tinha sido aprovado na faculdade? – perguntei, incerto sobre como prosseguir a conversa.
– E como não? Você é todo inteligente, todo engajado – respondeu ele, com um sorriso que eu não sabia se era irônico ou parceiro – peão de obra que você não ia virar. Me senti um pouco desconcertado, tanto por não imaginar que esse garoto com quem eu nunca tinha falado antes tinha uma imagem a meu respeito quanto por não estar nem de longe tão certo sobre o meu próprio futuro quanto ele. Pensei em alguma consideração elogiosa pra fazer, mas me toquei de que eu não o conhecia. Na verdade, aquela era a primeira vez em que eu realmente reparava nele. O corpo alto e magro que vestia o uniforme, a pele castanha quase no meu tom e o cabelo aparado rente ao couro cabeludo podiam pertencer a metade dos alunos daquela e de qualquer outra escola estadual do país. Esse foi o primeiro momento em que quis saber alguma coisa sobre o Wesley.
O que respondi a ele eu não me lembro, mas sei que nos sentamos no chão do corredor enquanto a chuva continuava caindo persistente lá fora e os poucos alunos que restavam no prédio saiam pela porta à nossa frente. Nós mais do que falamos, conversamos, e apesar dos detalhes terem sumido da memória, ficaram os temas. A escola que acabava; a família que pressionava; o que estava por vir, fosse o que fosse. Especulamos sobre o que a gente sabia e não sabia e naquele momento só não falei mais porque ainda havia coisas que eu não confessava nem a mim mesmo. Com sua voz um pouco mais juvenil do que seu tamanho sugeria, os pelos no queixo de alguém que se esquece por uns dias de aparar e uns olhos estreitos e reluzentes que devolviam ao mundo um reflexo mais brilhante do que a imagem que receberam – todos os pontos em que eu só reparava naquele momento – o Wesley parecia real, único. Não sei quanto tempo se passou, mas naquela hora só existiam o corredor escuro e aquele garoto pouco mais velho que eu – as preocupações não sei aonde tinham ido, talvez lá fora junto com a chuva.
Ainda estávamos conversando quando verifiquei a mochila pra ter certeza de que não tinha deixado nada em sala e me deparei com a sombrinha velha da minha mãe, que eu devia ter guardado dias atrás e esquecido ali. Surpreso por ter encontrado, falei:
– Olha só e eu esperando aqui – disse em tom casual, mas a verdade era que eu preferia não ter achado e pra esconder essa contrariedade, dele e de mim mesmo, me levantei, ainda que sem vontade de ir embora. Talvez fosse por não ter coragem de encarar o tempo forte bem à minha frente sozinho que ofereci:
– Quer carona? – ao que ele respondeu pegando a mochila e se levantando também.
Saímos para a chuva fria e, talvez por dividirmos uma sombrinha minúscula, estávamos com os braços nos ombros um do outro enquanto corríamos pelo pátio vazio – quem fez o gesto primeiro, não sei dizer. O temporal estava mais forte do que parecia do lado de dentro – Wesley e eu ficamos encharcados, as vistas turvas e nossas camisas ensopadas, grudando tanto na pele quanto uma na outra, enquanto corríamos ombro a ombro. Quando a tempestade finalmente venceu e rompeu as ligações da sombrinha, ficamos perdidos de vez, com a água e o vento vindo como uma surra por todos os lados. Vendo que era impossível tentar chegar ao portão daquele modo, corremos para a quadra de esportes, que era coberta e ficava entre o prédio principal, de onde tínhamos vindo, e saída da frente.
Foi um alivio voltar a ter um teto sobre a cabeça. Assim como o prédio principal, a quadra estava às escuras e sem mais ninguém além de nós. As roupas molhadas pareciam pesar 01 kg e enquanto eu enxugava o rosto com a camisa do uniforme – sem perceber a idiotice de tentar me secar com um pano molhado – Wesley passou os dedos de leve pela ponta do meu cabelo, abaixado pela chuva, e disse, divertido:
– Então é assim que fica quando molha.
Sei que respondi alguma coisa, não lembro o quê, e nós dois rimos. Ele estava tão encharcado quanto eu e apesar do comentário casual, percebi que tremia de frio e tinha a respiração pesada, com o peito subindo e descendo da corrida. Notei que eu também estava assim. Ficamos mais algum tempo em silêncio, enquanto a chuva não dava sinais de passar.
– É, acho que não vai acabar tão cedo. Valeu pela carona, eu vou daqui – disse o Wesley, com gotas d’água ainda escorrendo pelo rosto.
– Falou, boa sorte – respondi. Pensei em dizer “foi bom falar com você, que pena que a gente não se conheceu antes”, mas calei. Eu não sei que sinal o meu corpo transmitia naquele momento, pensei nisso por anos até decidir que não era importante. Quando o Wesley se aproximou de mim antes de sair da quadra, pensei por dois segundos que seria para um abraço de despedida, desejos de sorte na vida e tal, mas quando chegou perto do meu corpo, foram a minha boca que ele procurou.
A partir daí só posso explicar o que houve por sensações. O frio dos lábios dele; o calor bem-vindo do seu hálito, e junto com um sabor que parecia ser pasta de dente, o gosto de chuva como se eu estivesse beijando o próprio temporal. É estranho pensar o quanto tudo foi inesperado e ainda assim sem erros – perfeito. Não teve espaço pra estranhamento ou resistência da minha parte, só uma reciprocidade fortuita que parecia agir por conta própria. O ato era a última coisa que eu podia esperar naquela hora e ainda hoje um dos momentos mais inusitados da minha vida, mas ainda assim naquele minuto foi tão natural, tão correto para aquele eu adolescente, quanto o tempo forte que desaba numa tarde de dezembro.
Quando nossas bocas se afastaram, o Wesley foi até a borda da quadra, olhou pra fora por um segundo e então correu, desaparecendo na chuva. Só o que pensei naquele momento foi que devia ter dito tchau – talvez porque a gente não diga adeus quando tem 17 anos. Continuei onde estava e o fato de agora estar sozinho me pareceu o mais estranho do mundo. Eu não sei quanto tempo fiquei esperando estiar, mas quando isso aconteceu, saí rápido em direção ao portão como ele tinha feito. Mesmo caindo com menos intensidade, o temporal então me parecia pior, mais frio e impiedoso. Tudo o mais naquele fim de tarde hoje me parecem só flashes: o ponto lotado, o ônibus pra casa, chegar no quarto e por a mochila no chão. Não vi sinal do Wesley enquanto percorria aquele caminho e é óbvio que nunca soube dele desde então. Do mesmo jeito que não sabia antes daquele dia.
Talvez não fosse uma lembrança tão viva ainda hoje se não fossem os tempos de chuva desses 20 anos pra cá. Mesmo que eu esteja resguardado em casa vendo o temporal pela janela, sinto o sabor gelado nos lábios e a água escorrendo pelo queixo como se estivesse do lado de fora, desprotegido, feito um menino que se põe debaixo da tempestade com a boca aberta brincando de provar o gosto do céu – de juventude, de conversar sem pressa num corredor escuro enquanto o mundo espera lá fora.
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2020.10.08 04:06 Cyberthinker Minha melhor amiga me atacou e me abandonou no leito de morte de um parente e depois de 5 anos me envia “oi, amigo”. O que vcs fariam?

Sou gay, minha família finge que não sabe. Minha então melhor amiga da faculdade (que sabia que sou gay) andava comigo pra cima e pra baixo.
Ela sempre teve fama de ser uma pessoa difícil, arrogante, fria, xucra... Nenhuma menina da faculdade gostava dela, ela sempre comprava briga. Eu era o único amigo dela na faculdade, e sempre nos demos muito bem. Aliás, ela não se dava bem nem com a própria família. Mas por incrível que pareça comigo ela sempre foi um doce, nunca tivemos qualquer problema, amizade de 10 anos! Inclusive dizia que se não achasse o homem ideal queria ter um filho meu.
Como estávamos sempre juntos, alguns pensavam que éramos um casal. Não sou afeminado, sou masculino (minha avó diz que sou bonito kkkkk) e ela aproveitava pra colocar como foto principal dos perfis dela das redes sociais nós dois juntos pra fazer inveja na concorrência, pra atacar os ex-namorados dela, pra atacar as meninas que a odiavam… Ela usava minha imagem como namorado de mentira pra ostentar uma relação.
Em certo ponto comecei a levar ela para os eventos da minha família. Minha família sabe que sou gay, já falei pra minha mãe, ela já deu a notícia pra outros parentes, mas nunca tocaram no assunto, é um tabu. Principalmente minha avó (católica, conservadora, mas com quem sou muito ligado) a vida inteira me cobrou uma namorada. E essa minha melhor amiga disse: SE VC QUISER, POSSO FINGIR PRA SUA FAMÍLIA QUE SOU SUA NAMORADA. SUA AVÓ JÁ É VELHINHA, PELO MENOS ELA FICA FELIZ. Eu disse mesmo que a gente não precisava fazer teatro, deixe que acreditem no que quiserem.
Mas nos eventos de família, minha amiga fazia questão de ficar bem próxima a mim. Ela é uma moça bonita. Meus parentes, principalmente minha avó, não escondiam a alegria e o alívio de pensar: “OBRIGADO DEUS, ELE TEM UMA NAMORADA! NÃO É GAY!”
Minha avó sempre perguntava dela, sempre queria vê-la… passou a ter uma obsessão por essa menina… E ela tbm se aproximou da minha avó… era carinhosa, tratava bem, ajudava, fazia maquiagem, cabelo, favores na casa… enfim, conquistou a confiança da minha avó.
O tempo passou e minha avó teve um infarto (ou ameaça de infarto?), foi parar na UTI. O médico disse que não iriam fazer nenhum intervento por causa da idade, e se ela quisesse e a família concordasse, ela podia ir pra casa (insinuando pra ela morrer no conforto do lar) pq não tinha muito o que fazer. Ela não conseguia se mexer, muito fraca, falava muito baixinho… E disse que antes de morrer queria ver quem? Minha “namorada”. No leito de morte, ficava chamando pelo nome dela.
Não hesitei, chamei minha amiga pra visitar minha avó. Afinal era minha melhor amiga, claro que não seria problema, né? Não! Ela surtou e disse: DESCULPA, MAS NÃO VOU. NÃO VOU FAZER PARTE DESSE TEATRO. AINDA MAIS PRA UMA VELHA QUE NÃO ACEITA O NETO GAY, HOMOFÓBICA, ATRASADA. NÃO CONCORDO COM ISSO. SINTO MUITO, ESPERO QUE ELA TENHA UMA PASSAGEM TRANQUILA. EU QUERO AMIZADE DE PESSOAS LEVES, E NÃO AMIZADE EM QUE VC ME COLOCA DENTRO DOS SEUS PROBLEMAS PESSOAIS.
Eu respondi: POIS EU SOU PROFUNDO E PREFIRO AMIZADES PROFUNDAS, DE PESSOAS QUE ESTÃO DO NOSSO LADO MESMO NOS MOMENTOS DIFÍCEIS.
Juro que ela disse tudo isso! Ela se negou a visitar uma velhinha que chamava por ela no leito de morte e ainda me falou tudo isso. Se ela não quisesse, tudo bem, podia ter dito de forma delicada ou normal que não iria se sentir bem, eu iria entender... mas não, ela se recusou e me atacou. Num momento de fragilidade, num dos momentos mais difíceis da minha vida. E depois de ela mesma contribuir pra armar todo esse "teatro" e fazer questão de conquistar o carinho da minha avó. Foi muito extremo, uma punhalada muito forte. Cortamos totalmente a relação.
Por sorte, minha avó sobreviveu e está bem depois de 5 anos (hoje tem quase 90). Mas minha “amiga” nem quis saber se ela realmente morreu eu não, nunca me procurou pra saber.
E hoje, depois de todo esse tempo, ela me envia mensagem: OI AMIGO! O FACEBOOK ME MANDOU UMA LEMBRANÇA SUA. COMO VC ESTÁ?
Realmente não sei como reagir. O que vcs fariam?
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2020.10.05 04:37 zhezow Comentários aleatórios sobre alguns times do Brasil

Uma ofensa gratuita baseada em fatos (ou não, apenas ofensa irracional) e um elogio sobre alguns times importantes do Brasil.
Participe também!
INTER:
[-] Clube mentiroso (campeão "de Tudo", clube "do povo"). Deixou de ser regional só em 2006.
[+] Brasileiro invicto, ninguém jamais vai conseguir isso novamente
GRÊMIO:
[-] Não vou dizer nada por clubismo
[+] Único TRI-Campeão da Libertadores brasileiro fora de SP. Maior do Sul. Tradicionalíssimo em Libertadores. Rei de Copas. Camisa mais bonita do Universo.
CORITIBA:
[-] Só é lembrado por ser rival do Athlético
[+] Camisa e cores muito bonitas
ATHLÉTICO-PR:
[-] Esse logo novo é ridículo
[+] Potencial para virar grande. Acho um time bem simpático.
SÃO PAULO:
[-] Copa do Brasil... HEUAHSEUSAHESUAEHASE
[+] Acho o maior clube do Brasil.
SANTOS:
[-] Torcida cabe em uma Kombi
[+] Pelé, 3 Libertadores, clube lendário
PALMEIRAS:
[-] Campeão do fax. Não tem mundial.
[+] Felipão, Marcos. Jogos históricos nos anos 90 contra o Grêmio.
CORINTHIANS:
[-] Até os anos 90, era um clube esportivamente quase irrelevante fora de SP mas estupidamente inflado pela mídia.
[+] Vejo semelhanças com a torcida do Grêmio, por ter uma cobrança muito grande por raça e uma cobrança menor por futebol arte.
FLAMENGO:
[-] Flamídia. Jogador dá um peido e é o acontecimento do ano na imprensa.
[+] Zico. Tem alguém que não gosta do Zico? Zico é muito foda. Acho a camisa muito bonita também.
VASCO:
[-] Tri-rebaixado. Parabéns aos envolvidos!
[+] Escudo e camisa muito fodas.
BOTAFOGO:
[-] É um Guarani que se mantém na primeira divisão. Mais lembrado por causa de seus rivais e pelo passado.
[+] Foi gigante e muito importante para a história do futebol Brasileiro, além de ter um escudo bem massa também
FLUMINENSE:
[-] Série C. Pague a série B!!!
[+] Ótimos advogados.
ATLÉTICO MINEIRO:
[-] Monotítulo. Nunca foi bi de nada importante.
[+] Torcida muito foda e apesar de ter ganho pouco, sempre esteve nas cabeças. Foi muito roubado ao longo de sua história.
CRUZEIRO:
[-] Vou poupar pelo momento
[+] Vejo como o grande rival do Grêmio pela soberania fora do eixo RJ-SP.
BAHIA:
[-] Instável demais. Vive do passado glorioso.
[+] Maior do nordeste. Um dos grandes do Brasil.
VITÓRIA:
[-] Só é lembrado por ser o rival do Bahia
[+] Torço para que volte a ser relevante.
SPORT:
[-] Thiago Neves
[+] Segundo maior do Nordeste.
NÁUTICO:
[-] Batalha dos Aflitos
[+] Batalha dos Aflitos
SANTA CRUZ:
[-] Menor de Pernambuco
[+] Torcida foda demais. Esse é um time que eu queria muito ver forte na Série A.
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2020.10.02 01:07 Aryell_Emrys Resultados de segurança e imunogenicidade fase1/2a da vacina da Janssen /Johnson & Johnson

Acaba de sair em pre'-impressão aguardando revisão por pares o resultado do trial em fase1/2a da vacina da Janssen - Johnson & Johnson: Sadof J et al 2020 Safety and immunogenicity of the Ad26.COV2.S COVID-19 vaccine candidate: interim results of a phase 1/2a, double-blind, randomized, placebo-controlled trial.
A vacina em teste é uma vacina para Covid19 baseada em um vetor adenoviral (Ad26) ao qual poucos individuos da população mundial já foram previamente expostos assim existe pouca pré-imunidade contra este vetor. Além disso a vacina da Janssen-J&J é entre as candidatas mais avançadas em fase 3 com estudos de eficácia é a única que utiliza uma só dose de inoculação. Enquanto que as demais que utilizam vetores adenovirais vivos estão utilizando regime de reforço em 2 doses.
Os resultados apresentados no artigo foram obtidos entre Julho e Agosto e abrangem vários braços de ensaio - grupos de voluntários de 18 a 55 anos (Coortes 1a e 1b) e aqueles com maisde 65 anos (Coorte 3), em dois níveis diferentes de carga viral (um duas vezes mais alto que o outro ), cada grupo teve 400 pessoas.
Os resultados de segurança foram muito bons, com as reações normais no local da injeção, junto com um pouco de febre e fadiga em alguns pacientes mais perceptível na coorte mais jovem, o que se ajusta à tendência geral de que pacientes mais idosos tem sistemas imunológicos menos reativos em geral. Um único paciente foi hospitalizado durante a noite com febre, que mais tarde foi determinada como relacionada à vacina .
Quanto às respostas de anticorpos, parece que a carga viral mais alta leva a uma resposta mais alta do que a metade inferior nos grupos de 18-55 anos, mas ambas as doses mostraram forte soroconversão no dia 29. Mas quanto aos anticorpos neutralizantes não houve uma diferença tão marcante em relação às duas doses, ao contrário dos títulos de anticorpos totais: as duas doses realmente parecem basicamente idênticas nessa medição.
Este artigo tem dados de apenas 15 pacientes na coorte de 65 anos ou mais, portanto, ainda é arriscado tirar conclusões. Mas as respostas foram semelhantes tanto na dose alta quanto na dose mais baixa tanto para os mais jovens quanto para os com mais de 65 anos (ainda que enquanto esse estudo só tiver 15 individuos com mais idade seja prematuro afirmar qualquer coisa).
Entetanto, os anticorpos no plasma convalescente parecem ter titulos mais altos nos pacientes recuperados que nos vacinados (figura 2B). O artigo observa, no entanto, que o intervalo de confiança de 95% se sobrepõe em ambos os grupos de comparação de plasma convalescente e os grupos de vacina. O artigo também adianta alguns dados de linfócitos T, e mostra que as células CD4 + e CD8 + foram produzidas, com as primeiras muito fortemente inclinadas para a resposta Th1. A experiência anterior com SARS e MERS sugere que uma resposta enviesada em Th2 corre o risco de doença respiratória intensificada associada à vacina, então este é provavelmente um bom perfil de resultado. Ensaios de neutralização de pseudovirus serão publicados depois, portanto, o relatório é ainda parcial, mas parece promissor que uma vacina baseada em adenovirus de dose única possa a vir a ser eficaz.
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2020.09.29 09:46 rotadomedo A bruxa de sete além

Muito se fala sobre sete além, mas pouco se conhece sobre esse universo. O que se sabe é que é um mundo transitório e de extremo sofrimento, onde a dor predomina e a luz quase nunca se faz presente. O sete além é dominado por seres horripilantes que disputam o seu poder a custa da escravidão de quem se perde nesse labirinto.
Há muitas formas de se chegar até lá, portais temporários são abertos o tempo todo. Pontes, estradas abandonadas, locais assombrados, cavernas, ou mesmo um simples túmulo. As vezes o caminho é irreversível, e quem volta de lá, traz lembranças perturbadoras que desejariam apagar para sempre da memória.
Bernardo acordou subitamente na completa escuridão. Seu corpo dolorido tentava localizar-se dentro do cubículo em que se encontrava. A última lembrança era de estar num leito de hospital, sendo medicado por enfermeiras. Seus braços apertavam-se contra o invólucro que o prendia. Passou-se algum tempo até perceber que estava no interior de um caixão de madeira.
Automaticamente, pareceu-lhe que o ar estava exaurindo-se. E de fato estava. Quanto tempo havia permanecido ali? Em sua mente, parecia uma eternidade. Tentou chamar por socorro e dizer que era um terrível erro. Que ele ainda estava vivo. Mas o que recebeu como resposta foi apenas o silêncio abafado da terra morta.
Tentou recobrar a energia e traçar algum plano, mas tudo parecia-lhe em vão. O medo e a ansiedade tomaram-lhe o espírito e além de tudo, sentia sede. Começou a chorar. Tentou empurrar a madeira, e abrir o caixão, mas quanto mais forçava, mais terra parecia cair em seus olhos. No seu inconsciente, apenas reluzia a ideia do porquê seus familiares haviam escolhido aquele caixão de péssima qualidade. Suas mãos doíam, cheias de farpas. Ele não tinha mais voz. A única alternativa era esperar.
Quanto tempo ele ficou ali não se sabe. O fato é que quando a sua esperança quase já se acabava, eis que Bernardo ouve uma voz. Era um timbre envolto em mistério e poder. Aparentava ser uma mulher. Quem poderia ser? O som parecia vir de dentro do caixão ou, talvez de sua própria mente. Estaria enlouquecendo? A paranoia já invadia o seu pensamento quando foi impactado novamente com a voz: - Olá, Bernardo! – disse a voz. - Oi, quem é você? Por favor, me tire daqui. - Posso fazer isso por você, mas primeiro preciso te explicar os termos do nosso acordo. – Replicou a voz, dessa vez mais misteriosa. - O que preciso fazer?, estou com sede e meu corpo dói. – disse Bernardo, dessa vez em prantos. - Preciso de você, Bernardo. Você aceita me ajudar, caso eu te ajude? – Perguntou a voz, com um tom desafiador. - Sim, faço tudo o que quiser. Apenas me tire daqui. – Suplicou Bernardo.
Alguns minutos se passaram, e então um barulho passou a ser notado. Pareciam alguns golpes, ao longe, que ao passar do tempo ficavam mais intensos e próximos. Finalmente Bernardo estava sendo resgatado. Ou estaria ele perdendo o controle de sua própria sanidade? A medida que golpes aconteciam, porções de terra caiam pelas frestas sobre o seu rosto. Até que finalmente, a tampa do caixão foi aberta.
Algumas frações de segundos se passaram para que a sua visão se acostumasse àquela pequena quantidade de luz que se fazia presente. Só então Bernardo conseguiu notar um velho senhor de semblante triste que o havia resgatado. Embora tomado de intensa emoção, Bernardo sentiu um desconforto enorme. Quem era aquele senhor? E por que agia de modo tão estranho? Não fora emitido qualquer gesto de empatia, nem mesmo um simples e formal cumprimento havia sido oferecido por aquele senhor. Na verdade, ele parecia estar hipnotizado ou sob efeito de algum alucinógeno. O seu olhar era distante e ele agia friamente como se fosse um robô, sem vida.
Vendo que o senhor estava paralisado com uma pá na mão e que dificilmente receberia ajuda, Bernardo levantou-se por conta própria, tentando apoiar-se nas laterais de sua cova. Foi nesse momento que de maneira súbita o velho correu em direção a floresta densa, sem dizer qualquer palavra. Bernardo estava sozinho de novo.
Com muita dificuldade, conseguiu subir a superfície e se ver livre daquele buraco. Mas ao mesmo tempo em que sentia um alívio, o medo tomou conta de seu corpo novamente. Uma onda de ar frio dominou sua coluna e seu coração começou a bater mais forte. Onde ele estava? Não havia estrelas no céu e a lua parecia estar encoberta por nuvens. Tudo parecia estar imerso numa densa penumbra.
Tentou olhar ao redor e tudo o que via eram árvores ressecadas e alguns arbustos. Estaria ele num cemitério? Mas onde estariam os outros túmulos? O único elemento diferente de toda aquela natureza morta era o buraco onde ele esteve enterrado minutos atrás. Foi então que Bernardo lembrou-se daquela voz feminina que o prometera ajuda. Mas onde estaria essa mulher? Com muitas perguntas e poucas respostas, saiu em direção a algum lugar mata adentro. Ele ainda estava com sede e a única coisa que buscava era algum ponto de referência que pudesse pedir ajuda.
Caminhou por mais alguns metros até que a mata começou a ficar um pouco mais densa. Era possível perceber sons de alguns animais ao fundo. Mas, fora isso, nenhum outro sinal de vida.
Ele estava perdido, quando, de repente, avistou duas luzes amarelas ao longe. Tentou aproximar-se mais para identificar o que era. E à medida que se aproximava, dava-se conta de que aquelas luzes eram, na verdade, um par de olhos que cintilavam em meio a floresta. Um medo o envolveu novamente e ele parou de andar. O que seria aquilo? Nunca tinha visto nada mais bizarro antes. Bernardo tentou se esconder atrás de uma árvore. Quando de repente, ouviu novamente aquela voz feminina: - Não tenha medo. – Disse a voz. Em tom macabro. Bernardo já paralisado de pavor, não conseguiu dizer nada. Sabia que aqueles olhos já o haviam percebido e que não adiantaria mais tentar se esconder. - Você me deve algo, Bernardo. – retrucou a voz, dessa vez mais ameaçadora. Com o coração saindo pela boca, Bernardo gaguejou algumas palavras: - Q-q-quem é você? - Isso não importa aqui em sete além.
Nesse momento, quase que num passe de mágica, uma jovem mulher apareceu subitamente na frente de Bernardo. Ele não sentia mais o seu corpo, e tudo o que conseguia ver eram aqueles olhos amarelos brilhantes que o encaravam. Foi aí que uma tristeza indescritível dominou o seu espírito e a partir de então o seu próprio corpo já não o obedecia mais. Agora tudo era muito longe, vago e triste.
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2020.09.28 14:37 Vedovati_Pisos Cavalo Mangalarga Marchador – Saiba tudo sobre a raça!

Cavalo Mangalarga Marchador – Saiba tudo sobre a raça!
Os primeiros cavalos chegaram ao Brasil na época do descobrimento, mas só por volta de 1800 alguns animais de elite começaram a ser enviados para cá. A partir daí, deu-se início a formação do cavalo Mangalarga Marchador.
O Margalarga deveria ser chamado de cavalo Junqueira, mas acabou ganhando o nome Mangalarga. Uma história que começou em 1750 quando João Francisco Junqueira conseguiu com a coroa uma imensa faixa de terra na região do Sul de Minas Gerais, em Cruzilia, para plantar, criar gado e cavalos.
História do Mangalarga Marchador
A raça Mangalarga Marchador é tipicamente brasileira e surgiu no Sul de Minas, através do cruzamento de cavalos da raça Alter – trazidos da Coudelaria de Alter do Chão, em Portugal – com outros cavalos selecionados pelos criadores daquela região mineira.
A base de formação dos cavalos Alter é a raça espanhola Andaluza, cuja origem étnica vem de cavalos nativos da Península Ibérica, germânicos e berberes. Os cruzamentos dessas raças deram origem a animais de porte elegante, beleza plástica, temperamento dóceis e próprios para a montaria.
Os primeiros exemplares da raça Alter chegaram ao Brasil em 1808, com D. João VI, que se transferiu para a Colônia com a família real. Os cavalos dessa raça eram muito valorizados em Portugal e a família real investia em coudelarias (haras) para o aprimoramento da raça. A Coudelaria de Alter foi criada em 1748 por D. João V e viveu momentos de glória durante o século XVIII, formando animais bastante procurados por príncipes e nobres europeus para as atividades de lazer e serviço.
Quando Portugal foi invadido pelas tropas francesas de Napoleão Bonaparte, inúmeras fazendas de criação de cavalos da raça Alter, inclusive a Coudelaria Alter do Chão, foram saqueadas. Nos anos subseqüentes, os cavalos Alter remanescentes no país foram cruzados com diversas raças, principalmente com a raça Árabe.
Mas quando D. João deixou Portugal, trouxe para o Brasil alguns dos melhores eqüinos da Coudelaria Alter do Chão. Dos animais que vieram para o Brasil antes da invasão francesa e, portanto, puro exemplares da raça Alter, descende o garanhão ‘Sublime’, considerado o marco inicial da raça Mangalarga Marchador.
A tradição oral nos conta que em 1812, Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, teria recebido como presente do Imperador o garanhão Sublime. Gabriel Francisco teria, então, usado largamente esse reprodutor em suas éguas na Fazenda Campo Alegre, no Sul de Minas (a fazenda era uma herança de seu pai João Francisco Junqueira), daí resultando a base do que viria a ser o Mangalarga Marchador. As primeiras crias desses cruzamentos foram também chamadas de Sublime.
Quanto às éguas brasileiras utilizadas nos cruzamentos, estas foram originadas dos primeiros animais introduzidos no Brasil pelos colonizadores, sendo a maioria de sangue Berbere e Andaluz.
Desde o início dos trabalhos de sua seleção, Gabriel Francisco Junqueira levou em consideração o andamento cômodo, a resistência, rusticidade e o brio dos animais de sua criação. Naquela época, como o cavalo era o único meio de transporte, a notícia da existência de cavalos de andamento cômodo na Fazenda Campo Alegre despertou um grande interesse em todo o Sul de Minas e vários criadores adquiriram animais do Barão de Alfenas.
Alguns pesquisadores, porém, apontam algumas contradições assim como relatos dos descendentes diretos do Barão de Alfenas que não apóiam esta versão. Segundo os mesmos, as datas, tipo de cavalo presenteado, origem do cavalo, etc. não são compatíveis com dados históricos da época.
(Sugerimos a leitura da seção O Barão de Alfenas, do livro MANGALARGA MARCHADOR – E os outros Cavalos de Sela no Brasil de Rosalbo F. Bortoni, para entender melhor a participação do Barão de Alfenas na origem do Mangalarga Marchador.)
Responsáveis
A História do Mangalarga está intimamente ligada à História dos homens que povoaram o Sul de Minas, a partir dos primeiros anos do século XVII. Estes primeiros habitantes da região eram mineradores, atraídos pelas noticias que se espalharam da ocorrência de muito ouro nos rios e ribeiros daquelas terras.
Com o passar dos anos, a mineração foi sendo substituída pela agropecuária, com especial atenção para gado leiteiro e eqüinos para o trabalho.Algumas das famílias que se instalaram nesta região tornaram-se ancestrais de várias das mais tradicionais famílias mineiras, como os Junqueiras, os Resendes, os Andrades, os Meirelles, os Reis, os Ferreiras, os Carneiros, para citar apenas algumas.
Houve deslocamento dos que se interessaram pela agropecuária para a região de Baependi, Aiuruoca e São Tomé das Letras, onde já havia alguns moradores. Ali, nas terras mais férteis e nos campos mais vastos e de melhor topografia, os novos habitantes encontraram melhores condições para o que pretendiam, que era desenvolverem-se na agropecuária.

Foi então que se iniciou a seleção dos cavalos que viriam a ser os Mangalarga.
O Início do Mangalarga Marchador
Uma das famílias que se instalou na região das Comarcas de Baependi e Aiuruoca foi a de Helena Maria do Espírito Santo, que se casou com João Francisco Junqueira, o patriarca da família Junqueira.
Os descendentes de Helena Maria e João Francisco, ao começarem a trocar suas atividades de mineração pela agropecuária, desenvolveram um tipo de cavalo de porte médio, bastante forte, rústico e de boa ossatura. O andamento variava do diagonalizado até o lateralizado puro.
A seleção inicial se fez principalmente visando o andamento cada vez mais cômodo, trabalho esse que veio resultar na marcha batida ou picada, conforme a localização de cada núcleo. Naqueles mais próximos à região de maior influencia da mineração a preferência era pela marcha picada. Nos mais próximos a Baependi, Aiuruoca, São Tomé das Letras, em que a atividade principal passara a ser a pecuária, havia clara preferência pela marcha batida.
O essencial, entretanto, era que o cavalo fosse rústico, confortável para o cavalheiro, frugal e esperto.

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Houve, portanto, uma seleção natural e os animais mais capazes e que atendiam os objetivos dos criadores deram os primeiros passos para o aparecimento das linhagens.
Início das Linhagens
As primeiras notícias que se têm sobre seleção e aprimoramento de cavalos são a partir de João Francisco Filho, com maior ênfase para a atuação de José Frausino, seu filho (filho e neto, respectivamente, de Helena Maria Espírito Santo e João Francisco Junqueira), que estabeleceram-se na Fazenda do Favacho.
Fazenda Campo Alegre
Propriedade do patriarca da família Junqueira, João Francisco Junqueira. Ali nasceu, em 1782, seu filho Gabriel Francisco Junqueira, depois Barão de Alfenas. Gabriel Francisco se casou com Ignácia Constança de Andrade e tiveram 10 filhos. Entre eles, dois se destacaram na criação de cavalos: Francisco Gabriel de Andrade Junqueira, chamado Chiquinho do Cafundó, de quem descendem os proprietários da Fazenda Tabatinga, e Antônio Gabriel Junqueira, da Fazenda Narciso, onde também se criaram famosos reprodutores da raça.
A Gabriel Francisco Junqueira, que continuou residindo na Fazenda Campo Alegre, é creditado o mérito de ter criado um tipo peculiar de cavalos, assim como a fixação do andamento marchador desses animais, tudo a partir de cruzamentos feitos de suas éguas com um garanhão que lhe fora presenteada pelo então Imperador do Brasil.
A tradição oral conta que em 1812, Gabriel Francisco, o Barão de Alfenas, teria sido presenteado pelo Imperador com um reprodutor da raça Alter. Gabriel Francisco teria, então, usado largamente esse reprodutor em suas éguas, daí resultando a base do que viria a ser o Mangalarga Marchador.
Apesar das controvérsias em relação a essa história, não resta a menor dúvida de que ele criava cavalos. E que Gabriel Francisco, juntamente com um sobrinho, José Frausino, se preocupou mais do que os outros com a evolução de suas montarias.
Fazenda do Favacho
Em 1828, José Frausino adquiriu para a Fazenda do Favacho um potro, chamado de Fortuna, em alusão ao alto preço pago por ele.
Fortuna foi o reprodutor que maior influência teve na fixação de um tipo, contribuindo definitivamente para a formação e fixação dos caracteres da raça Mangalarga.
A influência de Fortuna foi intensa e extensa, já que também nos animais posteriormente selecionados no Estado de São Paulo a descendência desse reprodutor foi de imensa importância.
Na Fazenda do Favacho foram gerados os Fortunas II e III. De Fortuna III, levado para São Paulo, depois de ter servido na Fazenda do Favacho por alguns anos, descendem os Fortunas IV e V, tendo voltado para a Fazenda do Favacho um descendente deles, o Armistício, que foi pai de Candidato, cavalo de imensa importância no criatório sul-mineiro em geral.
Tanto nos rebanhos de Minas Gerais, como nos de São Paulo, estes também iniciados por membros da família Junqueira, se nos detivermos numa análise genealógica, constataremos que as boas linhagens são quase todas provenientes do Fortuna.Dos Fortunas também descende Colorado, de capital importância no criatório do Mangalarga, também chamado Mangalarga Paulista.
Ainda na Fazenda Favacho, tiveram influência no correr dos anos os reprodutores: Plutão, Canadá, Duque, Calçado, Manco, Trovão, Montenegro, Jambo, Gesso, Albatroz, Fla-Flu, além dos já citados Armistício e Candidato.
Fazenda Traituba
Construída em 1831. Seu primeiro proprietário foi João Pedro Junqueira, que foi pai de João Pedro Diniz Junqueira. Uma filha deste casou-se com José Frausino Fortes Junqueira, e a partir daí a criação de cavalos tomou vulto na fazenda.
Tropa muito semelhante em tipo e aptidões à da Fazenda do Favacho, com ênfase para as qualidades funcionais do cavalo.
Garanhões que maior influência tiveram na tropa: Pégaso, Canário, Glicério, Armistício, Rádio, Rádio II, Bibelô, Beduíno, Candidato e Sátiro, sendo que este último foi para a Fazenda do Angathy, onde exerceu marcante influência.
Fazenda Campo Lindo
Fazenda Campo Lindo, de João Bráulio Fortes Junqueira (n.1837 f. 1901) e Gabriela Vitalina Diniz Junqueira.
Apaixonado pelo campo e pela pecuária, João Bráulio tornou famosa sua marca‘JB’. João Bráulio conseguiu formar tropa de grande refinamento e expressão racial, sem se descuidar das qualidades funcionais.
Pégaso, filho de Beline, serviu na Fazenda Traituba, gerando o excelente Rádio, que por sua vez gerou Sátiro, de capital importância na fixação de um tipo na Fazenda do Angathy.Da Fazenda Campo Lindo era outro reprodutor que exerceu grande influência nas tropas do Sul de Minas. Trata-se de Beline, nascido em 1901. Vejamos alguns exemplos.
No atual rebanho Herdade domina também a origem de Beline, através de Brasil e Ouro Preto JB, filhos; Londres JB, neto; Beline e Seta Caxias, bisnetos de Beline.
Clemenceau II, neto de Beline, é de uma suma importância no rebanho da Fazenda Tabatinga, já que era avô de Tabatinga Predileto e bisavô de TabatingaCossaco.
Na região de São Vicente de Minas, Beline também exerceu marcante influência. Assim é que as Fazendas Engenho de Serra, Pitangueiras, Bela Vista e Porto usaram por vários anos reprodutores ‘JB’, descendentes de Beline: Ouro Preto JB, filho de Beline; Clemenceau II JB, V-8 JF, Panchito JB e Londres JB, netos de Beline, além de Baluarte, filho de Panchito, bisneto, portanto de Beline.
Muito grande foi e é a influência dos animais da Fazenda Campo Lindo nos criatórios atuais, e muitos foram os reprodutores que continuaram na própria Campo Lindo ou influenciando outros criatórios: The Money, Farol, Rio Negro, Clemenceau I e Clemenceau II, Ouro Preto JF, Candidato, V-8, Sargento, Diamante e outros mais.
Fazenda Narciso
Criatório já extinto. Entretanto seus animais tiveram e têm marcante influência na raça Mangalarga Marchador.
Era de propriedade de Antônio Gabriel Junqueira, filho de Gabriel Francisco Junqueira, Barão de Alfenas.
Quase todas as tropas daquela época foram beneficiadas por reprodutores da Fazenda Narciso, destacando-se entre eles: Abismo, Trovador, Pretinho, Primeiro, Mussolino.
Fazenda do Angathy
Construída por volta de 1782 por José Garcia Duarte, bisavô de Cristiano dos Reis Meirelles, sob cuja influência tomou vulto na Fazenda do Angathy o criatório de cavalos.
Reprodutores que influenciaram na formação e continuidade da tropa: Bônus, Mozart, Mineiro, V-8 JF, Miron, este, filho de Sátiro, cavalo vindo da Traituba e de fundamental importância na Fazenda do Angathy, além de Salmon, Veto e Yankee.
Foi da Fazenda do Angathy um dos mais célebres reprodutores da raça, o Caxias I, nascido na Fazenda Luziana, em Leopoldina. Era também da Fazenda do Angathy o garanhão de nome Angathy, registrado sob o número 1 na Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador.
Linhagens de Tradição
A partir daquelas seis linhagens iniciais, a criação dos cavalos marchadores rapidamente se espalhou pela região sul-mineira, começando a alcançar regiões mais distantes, mas todas elas, inicialmente, no Estado de Minas Gerais. Hoje, porém, já se espalhou por todo o país e por alguns paises no exterior.
Muitos outros criatórios existiram na região sul-mineira. A criação do Mangalarga Marchador se deveu basicamente ao trabalho da família Junqueira. Mas sua consolidação se fez com o trabalho de grande número de pessoas. É provável que essas pessoas talvez nem estivessem imbuídas da importância que viriam a ter os animais que criavam. Eram fazendeiros que precisavam de cavalos para o trabalho. Gostavam daqueles animais que ofereciam conforto ao cavaleiro, e os criavam. Cada qual colaborou com uma pequena parcela para a fixação dos caracteres raciais e para maior divulgação da raça.
E por que ficou o nome Mangalarga Marchador?
Há várias versões e até lendas para a denominação ‘Mangalarga’. A mais consistente, segundo pesquisadores, está relacionada com a Fazenda Mangalarga, localizada em Pati do Alferes, no Estado do Rio de Janeiro.
Seu proprietário era um rico fazendeiro que, impressionado com os cavalos da família Junqueira, adquiriu alguns exemplares de Gabriel Francisco Junqueira – o Barão de Alfenas -, fazendeiro do Sul de Minas e deputado na Corte.
Vez por outra os proprietários da Fazenda Mangalarga iam à Corte com os cavalos sul-mineiros. Quando alguém se interessava pelos animais, eles indicavam as fazendas do Sul de Minas como sendo a origem dos cavalos.
Quando os compradores iam ao Sul de Minas, pediam cavalos iguais aos da Fazenda Mangalarga. E com o tempo, esta referência acabou transformando-se em nome.
Outra versão diz respeito a um cavalo do Imperador que teria sido o pai desta raça e se chamava Mangalarga.
A terceira versão diz respeito à forma do cavalo movimentar as mãos (as patas) dianteiras, como se estivesse vestindo mangas largas.
A marcha é o diferencial do Mangalarga, que é diferente dos outros animais marchadores. A marcha, que é o passo acelerado, se caracteriza por transportar o cavaleiro de maneira cômoda, pois não transmite os impactos ocorridos com os animais de trote.
Durante a marcha, o Mangalarga Marchador descreve no ar um semicírculo com os membros anteriores e usa os posteriores como uma alavanca para ter impulso. Marchando, ele alterna os apoios nos sentidos diagonal e lateral, sempre suavizados por um tempo intermediário, o tríplice apoio, momento em que três membros do Mangalarga Marchador tocam o solo ao mesmo tempo.
A fácil atuação do Mangalarga Marchador frente a obstáculos naturais demonstra sua aptidão nata para o trabalho e esportes em geral. No enduro, os animais da raça têm valorização crescente pela comodidade da marcha, que garante conforto ao cavaleiro, e pela resistência para percorrer longas distâncias.
A Exposição Nacional, a mais importante mostra do Marchador, é realizada desde 1982 pela Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte, e reúne representantes de todos os Estados. Os cerca de 300 expositores levam à pista mais de 700 animais, todos credenciados anualmente com os títulos de Campeão ou Reservado Campeão nas exposições oficializadas pela entidade em todo o país.
Associações
Em 1934 foi fundada a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo da Raça Mangalarga (ABCCRM). Anteriormente, houve uma notável migração de parte da família Junqueira para São Paulo. Chegando em novo solo, com topografia, cultura e caça diferentes, os cavalos tiveram que se adaptar a uma nova topografia e necessidades, por isto foi mais valorizada a marcha trotada que tem apoios bipedal, pois os animais de tríplice apoio, apesar de serem mais cômodos, não conseguiam acompanhar o ritmo alucinante das caçadas e a lida com gado em campo aberto.
Devido à inevitável diferença entre os criadores de Mangalarga de São Paulo e de Minas, foi fundada em 1949 uma nova Associação, a ABCCMM. Esta Associação teve origem a partir de uma dissidência de criadores que não concordavam com os preceitos estabelecidos pela ABCCRM e teve como objetivo principal a manutenção da marcha tríplice apoiada.
Mangalarga Marchador no Guinness Book
A condição de ser um animal resistente, dócil e cômodo e com regularidade permitiu ao Mangalarga Marchador entrar para o Guinness Book, o Livro dos Recordes. Entre maio de 1991 e julho de 1993, três cavaleiros – Jorge Dias Aguiar, 64 anos, Pedro Luiz Dias Aguiar, 60 anos, e o capataz de Pedro, José Reis, 65 anos – e seis animais da raça fizeram uma cavalgada durante aqueles dois anos, entre os pontos mais distantes do Brasil, Chuí, no Rio Grande do Sul, e Oiapoque, no Amapá, pelo projeto “Brasil 14 mil”. Com o retorno a São Paulo, percorreram 19.300 quilômetros. Uma das maiores estratégias de marketing feitas com a raça, o projeto acabou transformando-se na “Cavalgada Mercosul – Projeto Brasil 14 mil”, com a inclusão da Argentina e Paraguai, totalizando 25.104 quilômetros.
Características
– Temperamento dócil
– Capacidade de percorrer longas distâncias
– Adestramento fácil e rápido
– Pode ser criado somente em regime de pasto diminuindo os custos de manutenção
Morfologia
– Cabeça triangular e pescoço piramidal
– Tronco forte com costelas bem arqueadas
– Nos membros os tendões são vigorosos e bem delineados
– Altura mínima de 1,47 e máxima de 1,57, sendo 1,52 a altura ideal

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2020.09.26 01:53 altovaliriano Descriptografando a Carta Rosa

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/the-pink-lette
Autor: Cantuse
Partes traduzidas: 1) A Estrada Para Vila Acidentada, 2) Uma Aliança de Gigantes e Reis, 3) Despindo o Homem Encapuzado, 4) Confronto nas Criptas, 5) Tendências Suicidas
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OBS: Esta é a última parte que traduziremos por agora.
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O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO VII

Não há como negar que resolver o mistério da Carta Rosa é uma imbróglio complicado. Já existem dezenas de teorias.
Resolver esse mistério tem sido um dos grandes objetivos do Manifesto desde o início, e acho que fiz um bom trabalho de construção progressiva até este ponto.
NOTA: O ideal era que você tivesse lido todos os ensaios até este ponto, mas se você insiste em ler assim, eu sugiro que pelo menos você leia Confronto nas Criptas e Tendências Suicidas primeiro.
Vamos direto ao assunto. Neste ensaio, estou apresentando os seguintes argumentos.
À luz das muitas teorias anteriores estabelecidas aqui no Manifesto, podemos desenvolver um entendimento muito convincente da chamada Carta Rosa e do que ela realmente diz.
[...]

A CARTA ROSA

Esta seção é apenas uma recapitulação da carta, seu texto e as várias outras características que possui.
Coloco esta seção aqui como uma referência fácil durante a leitura deste ensaio.

O texto

Seu falso rei está morto, bastardo. Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha. Estou com a espada mágica dele. Conte isso para a puta vermelha.
Os amigos de seu falso rei estão mortos. Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell. Venha vê-las, bastardo. Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha. Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Terei minha noiva de volta. Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras. A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor. Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Estava assinado:
Ramsay Bolton
Legítimo Senhor de Winterfel
(ADWD, Jon XIII)

A descrição da carta

Bastardo, era a única palavra escrita do lado de fora do pergaminho. Nada de Lorde Snow ou Jon Snow ou Senhor Comandante. Simplesmente Bastardo. E a carta estava selada com um pelote duro de cera rosa.
Estava certo em vir imediatamente – Jon falou. Está certo em ter medo.
(ADWD, Jon XIII)

DIFICILMENTE O BASTARDO

Acho que já fiz um argumento convincente de que Mance Rayder está disfarçado de Ramsay Bolton (veja o Confronto nas Criptas).
Mas tenho certeza de que os leitores apreciariam pelo menos uma rápida avaliação das muitas outras razões pelas quais não acredito que a carta possa ser de Ramsay.
Especificamente, esta seção está identificando maneiras pelas quais a carta é incoerente com o que sabemos sobre Ramsay. Não acredito que nada disso por si só desqualifique Ramsay como autor, mas coletivamente elas geram grandes dúvidas.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

Falta o botão

Todas as cartas anteriores de Ramsay foram seladas com "botões" bem formados de cera:
Empurrou o pergaminho, como se não pudesse esperar para se ver livre dele. Estava firmemente enrolado e selado com um botão de cera dura rosa.
(ADWD, A noiva rebelde)
Clydas estendeu o pergaminho adiante. Estava firmemente enrolado e selado, com um botão de cera rosa dura.
(ADWD, Jon VI)
A Carta Rosa é lacrada com "pelote duro de cera rosa", uma discrepância notável.

Cabeças na Muralha

Enfiar cabeças em lanças parece um tanto incoerente com o estilo pessoal de Ramsay e com os maneirismos de Bolton observados a esse respeito: esfolar ou enforcar.

Sem pele ou sangue

Um dos artifícios mais conhecidos de Ramsay é o envio de mensagens escritas com sangue e com pedaços de pele anexados.
Não há menção de sangue usado como tinta, nem está implícito, como ocorre em outras cartas que parecem ser dele. Definitivamente, não há menção a um pedaço de pele, o que é estranho, considerando que Ramsay afirma ter Mance Rayder e todas as seis esposas de lança ... certamente uma delas poderia fornecer um pouco de pele.

Como Ramsay saberia?

Por que Ramsay pede Theon a Jon ?
Se Theon foi entregue a Stannis, e Stannis tinha toda a intenção de matá-lo, por que Ramsay acreditaria que Theon está agora com Jon?
Nem mesmo Mance Rayder saberia disso.
Além disso, “Arya” foi entregue a Stannis também, via Mors Papa-Corvos.
Por que ele acreditaria que Arya está com Jon?
Se todo a hoste de Stannis foi realmente destruída, você deve se perguntar onde Ramsay ficou sabendo destes detalhes, principalmente com relação a Theon.
É uma suposição sensata pensar que Stannis pode enviar "Arya" de volta a Castelo Negro (na verdade, foi o que Stannis faz), mas mesmo uma formação primária em inteligência [militar] torna óbvio que Theon seria de grande valor estratégico em uma batalha contra Winterfell, mas em nenhum outro lugar.
Uma pessoa pode então arguir que isso só pode significar que o corpo de Theon não foi descoberto entre os mortos. No entanto, dadas as condições meteorológicas, essa provavelmente é uma tarefa impossível de realizar. Portanto, Ramsay não teria nenhuma base e nenhuma confiança para pensar que Jon tinha Theon em absoluto.

ENDEREÇADO À MULHER VERMELHA

No início deste ensaio, declarei que a Carta Rosa se destinava especialmente a Melisandre. Preciso lhes dar as evidências. Tanto aquelas dedutivas (ou razoáveis), quanto aquelas que estão implícitas ou que foram estabelecidas daquele jeito inteligente e sutil que Martin faz com frequência.

Missão de Mance

Como já estabeleci no Manifesto, a missão de Mance baseava-se em saber onde seria o casamento de Arya.
Assim, quando Jon recebeu seu convite de casamento, Mance deveria partir para Vila Acidentada.
Jon acidentalmente recebeu o convite enquanto estava no pátio de treinamento, lutando com Mance disfarçado de Camisa de Chocalho. Assim, Mance foi capaz de simplesmente ouvir o local. Mas não podemos presumir que Mance e Melisandre apostaram tudo em terem a sorte de ouvir qual seria o local.
Uma dedução simples conclui que Mance era capaz e estava determinado a ler as cartas no quarto de Jon até que surgisse a localização.
NOTA: Se esta explicação parece insuficiente, eu apresento o argumento por completo em um ensaio anterior A estrada para Vila Acidentada.
Isso também significa que o convite não era realmente para Jon, mas sim para Melisandre e Mance, como um 'gatilho' para o início de sua missão. Novamente, eu explico a base para essas conclusões no ensaio mencionado acima.
Isso estabelece o precedente de que as mensagens enviadas para Castelo Negro podem, de fato, ter a intenção de se comunicar secretamente com Melisandre.

Ratos Cinzentos

Aqui há um exemplo de Martin possivelmente invocando um dispositivo que é sua marca registrada: enterrar recursos de enredo relevantes para uma história em outra, geralmente via metáforas ou alegorias inteligentes.
Três citações devem ser suficientes para você entender (em negrito, para dar ênfase nas partes principais):
Três deles entraram juntos pela porta do senhor, atrás do palanque; um alto, um gordo e um muito jovem, mas, em suas túnicas e correntes, eram três ervilhas cinza de uma vagem negra.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Se eu fosse rainha, a primeira coisa que faria seria matar todos esses ratos cinzentos. Eles correm por todos os lados, vivendo dos restos de seus senhores, tagarelando uns com os outros, sussurrando no ouvido de seus mestres. Mas quem são os mestres e quem são os servos, realmente? Todo grande senhor tem seu meistre, todo senhor menor deseja ter um. Se você não tem um meistre, dizem que você é de pouca importância. Esses ratos cinzentos leem e escrevem nossas cartas, principalmente para aqueles senhores que não conseguem ler eles mesmos, e quem diz com certeza que eles não estão torcendo as palavras para seus próprios fins? Que bem eles fazem, eu lhe pergunto.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Lorde Snow. – A voz era de Melisandre.
A surpresa o fez afastar-se dela.
Senhora Melisandre. – Deu um passo para trás. – Confundi você com outra pessoa.À noite, todas as vestes são cinza. E subitamente a dela era vermelha.
(ADWD, Jon VI)
A noção de que todos os mantos são cinza parece equivocada: Melisandre equivale a um meistre .
O que é verdade em muitos sentidos: ela é definitivamente uma conselheira de Stannis e 'sussurra' em seu ouvido. E talvez o mais notável seja o fato de que muitos questionam quem realmente está no comando: Stannis ou sua mulher vermelha?
Quando você vê esses paralelos, a alusão a ela usar vestes cinzas tem uma conexão forte e interessante com o conceito de cartas em que alguém está 'torcendo as palavras'.
Afinal, eu dei argumentos convincentes de que o convite de casamento de Jon era para Mance e Melisandre e foi enviado por Mors Papa-Corvos. Alguém contestaria a noção muito razoável de que outras cartas seriam igualmente confidenciais?
Outra coisa engraçada sobre essa ideia é que Melisandre literalmente distorce as palavras para seus próprios propósitos:
O som ecoou estranhamente pelos cantos do quarto e se torceu como um verme dentro dos ouvidos deles. O selvagem ouviu uma palavra, o corvo, outra. Nenhuma delas era palavra que saíra dos lábios dela.
(ADWD, Melisandre)

Uma bela truta gorda

Há um outro elemento temático que sugere que as cartas podem possuir conteúdos secretos, uma característica interessante atribuída a duas cartas diferentes em As crônicas de gelo e fogo.
A primeira carta é a de Walder Frey, enviada a Tywin após o Casamento Vermelho:
O pai estendeu um rolo de pergaminho para ele. Alguém o alisara, mas ainda tentava se enrolar. “A Roslin pegou uma bela truta gorda”, dizia a mensagem. “Os irmãos ofereceram-lhe um par de pele de lobo como presente de casamento.” Tyrion virou o pergaminho para inspecionar o selo quebrado. A cera era cinza-prateada, e impressas nela encontravam-se as torres gêmeas da Casa Frey.
O Senhor da Travessia imagina que está sendo poético? Ou será que isso pretende nos confundir? – Tyrion fungou. – A truta deve ser Edmure Tully, as peles…
(ASOS, Tyrion V)
A segunda é a carta ostensiva que Stannis escreveu a Jon Snow enquanto estava em Bosque Profundo. Não vou citar a carta (é um texto imenso), apenas um elemento da descrição:
No momento em que Jon colocou a carta de lado, o pergaminho se enrolou novamente, como se ansioso para proteger seus segredos. Não estava seguro sobre como se sentia a respeito do que acabara de ler.
(ADWD, Jon VII)
O que estou tentando apontar aqui é que a primeira mensagem de Walder Frey definitivamente tinha uma mensagem inteligentemente escondida. E por alguma razão, Martin decidiu mostrar que a carta 'queria' enrolar-se novamente.
A segunda mensagem também quer enrolar-se e, se você a ler com atenção, há um grande número de coisas que são totalmente incorretas ou atípicas em relação a Stannis nela. Cavaleiros homens de ferro? Execução por enforcamento?
Já tomei a liberdade de esquadrinhar tortuosamente os livros e não consigo encontrar de pronto outros exemplos em que as cartas foram personificadas dessa maneira.
Junto com os pontos anteriores, este não reforçaria a ideia de que Melisandre (e Mance por um tempo) está recebendo mensagens camufladas enquanto está em Castelo Negro?

Carta de Lysa

Outra indicação de que tais 'cartas codificadas' não são incomuns é que uma das primeiras cartas que vimos nos livros era uma: a que Catelyn recebe de Lysa.
Seus olhos moveram-se sobre as palavras. A princípio pareceu não encontrar nenhum sentido. Mas depois se recordou.
Lysa não deixou nada ao acaso. Quando éramos meninas, tínhamos uma língua privada.
(AGOT, Catelyn II)
* * \*
Deve ser apontado que isso também faz sentido de uma perspectiva puramente lógica. Como já argui veementemente que Stannis, Mance e Melisandre conspiraram juntos, faria sentido que todas as partes precisassem ser capazes de se comunicar de uma forma que protegesse a referida conspiração.
Nesse ponto, tal tipo de carta constitui a opção mais adequada, como mostram as cartas de Walder Frey e Lysa Tully.
Esse tipo de proteção de carta – enterrar uma mensagem secreta em outra mensagem, de modo que não possa ser detectada – é conhecido como esteganografia.
A Dança dos Dragões faz de tudo para educar os leitores de que nem sempre se pode confiar nos meistres com segredos: ouvimos isso de Wyman Manderly e Barbrey Dustin. No entanto, se um rei ou outro oficial escrever suas cartas com mensagens secretas esteganográficas, os verdadeiros detalhes serão ocultados até mesmo dos meistres. Na verdade, foi exatamente isso que observamos na carta de Walder Frey a Tywin Lannister.
Meu objetivo final neste ensaio é convencê-lo de que a Carta Rosa é uma mensagem esteganográfica de Mance Rayder para Melisandre. A forma como foi escrita esconde seus segredos de qualquer meistre (ou Jon Snow) que tente interpretá-la.
A principal desvantagem de tentar decifrar qualquer mensagem esteganográfica é esta:
Por que eles não encontraram nada? Talvez eles não tenham procurado o suficiente. Mas há um dilema aqui, o dilema que capacita a esteganografia. Você nunca sabe se há uma mensagem oculta. Você pode pesquisar e pesquisar, e quando não encontrar nada, você pode apenas concluir “talvez eu não procurei com atenção”, mas talvez não haja nada para encontrar.
ESTRANHOS HORIZONTES, ESTEGANOGRAFIA: COMO ENVIAR UMA MENSAGEM SECRETA
Isso significa que a única maneira real de provar a você que Mance escreveu a Carta Rosa é se eu conseguir encontrar uma tradução irresistivelmente convincente de qualquer conteúdo secreto que ela possa ter.
E mesmo assim você pode argumentar que não é verdade. Embora eu espere que você não diga isso quando terminar este ensaio.

Querida Melisandre

Além de todos os pontos acima, Melisandre consegue tornar tudo ainda mais explícito. Antes da chegada da Carta Rosa, Melisandre diz:
Todas as suas perguntas serão respondidas. Olhe para os céus, Lorde Snow. E, quandotiver suas respostas, envie para mim. O inverno está quase sobre nós. Sou sua única esperança.
(ADWD, Jon XIII)
Isso parece enfaticamente dizer a Jon que ela quer vê-lo depois que a carta chegar.
Observe como ela está lá quando Jon decide ler a carta em voz alta no Salão dos Escudos. Eu sei que isso parece um detalhe trivial, mas considere que ela não apareceu antes do início da reunião e que ela desapareceu quase imediatamente após Jon terminar.
Isso está relacionado à principal preocupação que a vemos expressar em sua conversa com Jon antes da chegada da carta: abandonar a caminhada para resgatar os que estavam em Durolar.
Mas por que?
Este é um ponto que revelarei mais tarde no Manifesto. Por enquanto, deve bastar saber que Melisandre queria ver ou ouvir o conteúdo dessa carta.

VERNÁCULO SELVAGEM

Nas próximas duas seções, demonstrarei por que a Carta Rosa foi escrita por Mance. Esta primeira seção consiste em detalhes o que vemos no texto, a linguagem usada e assim por diante.
Em particular, existem frases que são bastante específicas para Mance (ou que excluem Ramsay), e também detalhes que são específicos para a conspiração Mance-Melisandre.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

“Falso Rei”

Esta frase é especificamente o que Melisandre usa para se referir a Mance Rayder, ela o chama de falso rei duas vezes. Quase não aparece em nenhum outro lugar em A Dança dos Dragões , a exceção sendo uma instância onde Wyman Manderly declara Stannis um falso rei.

“Corvos Negros”

Os selvagens são as únicas pessoas que usam os termos corvo ou corvo negro em um sentido depreciativo.
A única exceção a isso é Jon Snow (o que é interessante), quando ele está tentando convencer o povo livre.

“Princesa Selvagem” e “Pequeno Príncipe”

O termo princesa selvagem abunda na Muralha, uma invenção dos irmãos negros que então se espalhou entre os homens da rainha.
O pequeno príncipe foi especificamente apresentado na Muralha, primeiro por Melisandre e depois por Goiva:
Melisandre tocou o rubi em seu pescoço. – Goiva está amamentando o filho de Dalla, além do seu próprio. Parece cruel separar nosso pequeno príncipe de seu irmão de leite, senhor.
(ADWD, Jon I)
Faça o mesmo, senhor. – Goiva não parecia ter nenhuma pressa em subir na carroça. – Faça o mesmo pelo outro. Encontre uma ama de leite para ele, como disse que faria. Prometeu-me isso. O menino... o menino de Dalla... o principezinho, quero dizer... encontre uma boa mulher pra ele, pra que ele cresça grande e forte.
(ADWD, Jon II)
Embora uma pessoa possa pensar que Melisandre está sugerindo de maneira sutil que sabe sobre a troca do bebê, isso não fica claro. O trecho sobre Goiva certamente deixa isso explícito.
O verdadeiro ponto aqui é que a terminologia aqui só foi vista antes na Muralha. Além disso, uma vez que nem Val nem o filho de Mance são verdadeiramente da realeza, não faz muito sentido que Mance ou qualquer uma das esposas de lança digam que são, mesmo que sob tortura.

Para que todo o Norte possa ver

O autor afirma que tem Mance Rayder em uma jaula para que todo o Norte possa ver.
Mance disse algo muito semelhante a Jon anteriormente:
Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)

INCLINAÇÃO PARA A SAGACIDADE

Além dos vários atributos já citados que favorecem Mance como autor, há um que se sobressai a todos:

Disfarçado de Camisa de Chocalho

Observe:
Vou patrulhar para você, bastardo – Camisa de Chocalho declarou. – Darei conselhos sábios, ou cantarei canções bonitas, o que preferir. Até lutarei por você. Só não me peça para usar esse seu manto.
(ADWD, Jon IV)
É muito difícil negar que esta não seria uma grande alusão ao próprio Mance em quase todos os detalhes. É tão certeiro que estou surpreso de que Melisandre ou Stannis não o tenham repreendido ou o mandado calar a boca.
Stannis queimou o homem errado.
Não. – O selvagem sorriu para ele com a boca cheia de dentes marrons e quebrados. – Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)
Esta é uma maneira inteligente de sugerir que Stannis queimou o Camisa de Chocalho verdadeiro no lugar de Mance, apenas porque o mundo precisava ver Mance morrer, não porque os crimes de Mance justificassem a execução.
Eu poderia visitar você tão facilmente, meu senhor. Aqueles guardas em sua porta são uma piada de mau gosto. Um homem que escalou a Muralha meia centena de vezes pode subir em uma janela com bastante facilidade. Mas o que de bom viria de sua morte? Os corvos apenas escolheriam alguém pior.
(ADWD, Melisandre)
Como observei em outro ponto do texto, muito provavelmente se esperava que Mance subisse aos aposentos de Jon e lesse suas cartas, se assim fosse necessário para descobrir o local do casamento. Portanto, esta passagem parece ser uma dica engraçada de que ele pode ter estado nos aposentos de Jon, sem nunca tê-lo matado.

Disfarçado de Abel

O apelido de Mance por si só é uma pista inteligente, mas ele dá um passo além em muitos aspectos ao se passar por Abel.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Aparentemente, muito pouco se sabe sobre a música. No entanto, um exame cuidadoso de um capítulo em A Tormenta de Espadas revela o primeiro verso da música (pelo menos na minha opinião):
– Vou à Vila Gaivota ver a bela donzela, ei-ou, ei-ou...
Co’a ponta da espada roubarei um beijo dela, ei-ou, ei-ou.
Será o meu amor, descansando sob a tela, ei-ou, ei-ou.
(ASOS, Arya II)
Uma escolha de música inteligente considerando sua inspiração em Bael, o lendário ladrão de filhas que se escondeu nas criptas Stark.
O mesmo poderia ser dito sobre a deturpação de “A Mulher do Dornês” quando ele mudou a letra para ser sobre a “filha de um nortenho”.
Além disso, há ocasiões em que ele toca uma música “triste e suave”, que já demonstrei ser um sinal para as esposas de lança.

UMA TRADUÇÃO LINHA-A-LINHA

Essa é a parte essencial do texto. Vou percorrer toda a Carta Rosa e explicar o que ela realmente diz. Lembre-se de que você deve ter chegado a este ponto no Manifesto tendo lido os textos anteriores, o que significaria que você já assumiu as seguintes premissas (ou pelo menos suspendeu sua descrença sobre elas):
Há apenas uma nova suposição que eu gostaria de fazer, uma bem sensata:
Mance saber esse único detalhe fornece uma pista impressionante para decifrar a Carta Rosa.
Agora vamos lá...

Primeiro parágrafo

Seu falso rei está morto, bastardo.
Isso significa que Stannis fingiu sua morte.
Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha.
Isso diz mais ou menos a mesma coisa. Eu acredito que diz ainda mais, mas vou guardar para mais tarde.
Estou com a espada mágica dele.
Como parte da simulação de sua morte, a Luminífera de Stannis será levada para "Ramsay". Isso permite que os Boltons concluam que Stannis está morto, apesar haver uma quantidade limitada de outras evidências sobre isso.
Conte isso para a puta vermelha.
Literalmente, isso está instruindo Jon a contar a Melisandre. É muito interessante que Melisandre tenha implorado a Jon para 'envia-a para mim' depois de ler a carta, e o autor da carta está sugerindo exatamente a mesma coisa.
Coletivamente, o primeiro parágrafo parece um resumo dos principais detalhes: está dizendo que Stannis fingiu sua morte, provavelmente ganhou a batalha, mas que os Boltons estão convencidos da própria vitória. É muita informação de inteligência transmitida em um único parágrafo.
A linha sobre a espada é o que eu acredito ser um sinal a Melisandre para que começasse quaisquer próximos passos que ela tenha em mente (que serão discutidos posteriormente neste Manifesto).

Segundo parágrafo

Os amigos do seu falso rei estão mortos.
Isso significa que os aliados de Stannis também estão fingindo morte. Muito provavelmente, isso significa as tropas daqueles que viajam com Stannis. Por exemplo, Mors Papa-Corvos e seu bando de meninos verdes.
Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell.
Usar 'sobre' no sentido de estar perto de algo, isso significa que Mors está nas redondezas de Winterfell.
Venha vê-los, bastardo.
Esta é uma das várias provocações da carta, embora implique que Jon deveria viajar para Winterfell.
Seu falso rei mentiu, e você também. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha.
[na versão brasileira, a frase começa com “Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você”, uma tradução errada do texto original]
Este é o início do anúncio de que Mance Rayder está vivo. A parte em que o autor diz 'Você disse ao mundo' é muito semelhante ao que Mance disse a Jon: “Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.” (ADWD, Jon VI)
Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Isso informa Jon e Melisandre que Mance terminou em Winterfell. Isso é importante porque, se você se lembra, Mance partiu originalmente para Vila Acidentada. Esta linha, portanto, confirma para onde Mance foi. Também revela que o autor conhecia a missão de Mance.
No todo, o parágrafo parece sugerir que Jon ou alguém precisa se juntar a Mors do lado de fora de Winterfell.
Este parágrafo declara ainda que Jon quebrou seus votos ajudando Stannis e Mance na tentativa de roubar Arya Stark. Isso é interessante porque Jon de fato não queria fazer isso, ele apenas queria resgatar Arya na estrada, presumindo que ela já tivesse escapado. O fato de a carta declarar esses detalhes mostra um esforço calculado para minar a honra e a legitimidade de Jon.

Terceiro parágrafo

Terei minha noiva de volta.
Isso nos diz claramente que “Arya” foi resgatada.
Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras.
Isso requer uma perspicaz (porém, simples) interpretação da falsa execução do próprio Mance.
Se assumirmos que minha teoria no Confronto nas Criptas está correta, duas observações podem ser feitas:
O acréscimo de ' prova de suas mentiras ' indica que Ramsay não está sob a magia de disfarce e, portanto, caso ele seja encontrado, isso arruinaria o truque.
Tudo isso somado, a implicação da frase dupla:
A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Esta é uma referência à maneira como Melisandre disse que as seduções [glamors] funcionam: vestindo-se a sombra de outra pessoa como capa. Também parece uma possível alusão a usar a pele de outra pessoa, de acordo com o conto de Bael, o Bardo.
Na íntegra, o terceiro parágrafo parece deixar uma mensagem de que Mance conseguiu se disfarçar de Ramsay, que Ramsay está vivo como um prisioneiro nas criptas e que ninguém parece saber disso. Também pode significar que nenhuma das esposas de lança traiu seu segredo.

Quarto parágrafo

Ao contrário dos parágrafos anteriores, acredito que o quarto parágrafo é direcionado diretamente a Jon Snow. Melisandre pode saber o segredo por trás de seu conteúdo, mas este parágrafo foi elaborado para ter um efeito específico sobre Lorde Snow.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor.
Essas frases apresentam uma lista de demandas, muitas das quais Jon não tem capacidade de cumprir. Ele não tem permissão para enviar Selyse, Shireen, Melisandre, Val ou o filho de Mance para Winterfell.
Além disso, ele não tem ideia de quem é Fedor.
E independentemente da identidade de Ramsay (o real ou o disfarçado), ambos saberiam que Jon não tem ideia de quem é Fedor.
Esses pedidos colocaram Jon em uma posição tênue. A carta declara abertamente que Jon violou seus juramentos à Patrulha da Noite, participou de uma mentira quando colaborou para resgatar Arya usando Mance, o que também beneficiou a causa de Stannis.
Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Esta ameaça sugere fortemente que Jon precisa cooperar ou ele será atacado. Considerando que os Boltons são aliados dos Lannisters, é razoável concluir que os Boltons também usariam a oportunidade para destruir as forças de Stannis em Castelo Negro e fazer muitos reféns.
A carta deixa claro: o envolvimento de Jon com Mance e Stannis resultou em uma ameaça à Muralha, à Patrulha da Noite e à família de Stannis e ao assento de poder.
Jon é então forçado a um dilema:
Em ambos os casos, ele está ferrado e proscrito como um violador de juramentos.
Então, por que Mance enviaria uma linguagem tão provocativa para Jon e Melisandre?
A resposta deriva de vários fatos, alguns dos quais serão discutidos posteriormente no Manifesto. Mas a resposta simples é esta:
O que posso dizer neste momento é que Mance, Melisandre e Stannis sabem que Jon estava disposto a violar seus votos quando era necessário servir à Patrulha da Noite (e por extensão aos sete reinos).
Forçando Jon a se tornar um violador de juramentos, Melisandre e Stannis são capazes de usá-lo de outras maneiras, particularmente de maneiras que não envolvem sua permanência na Patrulha.
Com que propósito Stannis e Melisandre usariam Jon Snow, o violador de juramentos?
Infelizmente para Jon, ele mesmo forneceu a Stannis o motivo para 'roubá-lo' da Patrulha da Noite.
Explicar melhor isso é um dos pontos principais do Volume III do Manifesto.

CONCLUSÕES

A carta como um todo parece ser coerente com as teorias que descrevi até agora, particularmente com o resultado do ‘confronto nas criptas’.
Como discuto nos apêndices, também é coerente com algumas interpretações reveladoras das visões de Melisandre.
Obviamente Melisandre acreditava que a Carta Rosa responderia às perguntas de Jon sobre Stannis, Arya e Mance, e a carta o fez. Ela pensou que isso o obrigaria a confiar nela.
Embora a Carta Rosa tenha respondido suas perguntas, ele ignorou tanto a carta quanto Melisandre quando se recusou a procurá-la e agiu por conta própria. Acredito que isso se deva em grande parte ao fato de ele não perceber que havia segredos no texto; ele entendeu a carta pelo significado literal.
Existem algumas grandes questões que permanecem abertas:
Além disso, parece que Melisandre queria um ou ambos das seguintes coisas:

IMPLICAÇÕES

As perguntas e conclusões que podemos fazer parecem sugerir que chegamos a um beco sem saída. De fato, se continuarmos a tentar entender as coisas pelo ângulo de Mance Rayder, será.
Se dermos um passo para trás e começarmos a investigar algumas das outras pistas, preocupações e mistérios em A Dança dos Dragões, surgem novas ideias que nos levam de volta a Mance e Stannis.
Para aguçar seu apetite, aqui estão as questões importantes, antes de avançarmos para o próximo volume do Manifesto:
Essas e outras perguntas são respondidas no próximo volume do Manifesto, ‘O Reino irá Tremer’.
E, finalmente, para terminar com algum floreio, aqui está uma passagem de A Dança dos Dragões:
O Donzela Tímida movia-se pela neblina como um homem cego tateando seu caminho em um salão desconhecido.
(ADWD, Tyrion V)
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2020.09.25 17:42 Vedovati_Pisos Pisos emborrachados para cavalos – Tudo o que você precisa saber!

É inegável que as camas e os pisos emborrachados para cavalos oferecem mais conforto e contribuem muito para a saúde do seu cavalo. Ao optar por uma cama emborrachada, você está garantido o bem-estar do animal e prevenindo doenças que podem ser causadas por camas de maravalha, serragem e pisos por onde os cavalos normalmente andam feitos de cimento.
Quem possui cavalos sabe que uma das grandes preocupações é oferecer ao animal um ambiente confortável para que ele possa descansar, ser tratado e se locomover com segurança. E neste quesito, considerando também a manutenção das cocheiras, é imprescindível que os pisos dos corredores e baias sejam emborrachados.
Quando aplicados em corredores de passagem, no haras, baias ou outros locais, os pisos de borracha facilitam no cuidado do espaço e ajudam no conforto dos animais.
Benefícios dos pisos emborrachados para seu cavalo
Bastante conhecidos e utilizados na Europa e EUA há muitos tempo, os pisos emborrachados para cavalos foram introduzidos no Brasil pela Vedovati há mais de 20 anos.
A secura e a limpeza são essenciais para pisos equestres
Os pisos emborrachados para cavalos em baias possibilita a drenagem automática da urina devido aos “pés” na face inferior, por isso, oferece uma superfície que impede o acúmulo de umidade e minimiza os vapores de amônia, mantendo a superfície da cocheira seca.
Cavalos não gostam de ficar sobre pisos molhados. Além de ser uma preferência do animal, isso traz mais segurança. É por isso que a cama de borracha é a melhor opção para haras, hospitais veterinários, centros de treinamentos equestres e equoterapias.
A capacidade de manter a temperatura ambiente torna a cama e os pisos de borracha ótimo sistema de revestimento equestre
Como a cama de borracha não sofre variações de temperatura (como acontece com o concreto ou aço), ela oferece uma superfície mais agradável, assim, o EBV – Estrado de borracha em baias ajuda o cavalo a manter o corpo aquecido quando se deita, o que é imprescindível para o conforto do animal.
Maciez, flexibilidade e absorção de impacto são essenciais para pisos equestres
As patas e os cascos dos cavalos são as partes do corpo que primeiro recebem o impacto da corrida, de uma simples caminhada ou mesmo o suporte de seu peso. Por esse motivo, merecem cuidados especiais para evitar problemas futuros. Como os cavalos não usam tênis como você, forre com borracha os ambientes concretados por onde eles circulam.
Pensando nisso, o ideal é revestir baias com cama de borracha e corredores de baias com pisos de borracha (ou pisos emborrachados), pois eles são macios e absorvem o peso e o impacto dos cavalos, possuem design e tecnologia que garantem a maciez e flexibilidade por muitos anos. Além dos pisos, outra alternativa interessante é revestir as paredes das baias para absorver o impacto dos coices dos cavalos.
Os pisos emborrachados para cavalos são bons para você também
É importante lembrar que o EBV não oferece um piso limpo e confortável apenas para o seu cavalo, ele é bom para você também. Menos gastos com limpeza, menos reparos e manutenção são algumas das vantagens que você terá.
Pisos emborrachados nas baias de cavalos
Fazer a manutenção correta da baia do seu cavalo é a maneira mais eficaz e inteligente de reduzir seus custos e manter a boa saúde do animal.
Muito além de simples lavagem e troca de materiais, os cuidados com os detalhes na baia/cocheira podem prevenir inúmeras doenças, ampliam o bem-estar e conforto do cavalo e podem significar mais momentos de interação e afinidade com seu companheiro equino.
E um dos detalhes mais importantes da baia/cocheira é, sem dúvida, a cama do cavalo. Responsável por suportar o peso do animal, juntamente com urina e esterco, a cama da baia precisa ser ao mesmo tempo resistente, flexível e de fácil manutenção.
Baias/cocheiras com camas tradicionais de serragem/maravalha, feno, areia ou palha são muito mais difíceis de limpar do que as com o piso EBV – Estrado de Borracha Vedovati, que oferece mais conforto, higiene e ajuda a prevenir doenças.
Com os pisos de borracha Vedovati o ambiente fica mais seguro para os cavalos, além de facilitar a higienização do local.
As principais características que tornam os pisos de borracha indicados para o local em que seu cavalo fica são a flexibilidade e maciez, que absorve o impacto causado pelos cascos dos animais, principalmente quando ferrados; a proteção para o piso de cimento, o que leva a uma redução nos gastos com manutenção; facilidade de instalação, já que são práticos e simples.
Manutenção da cama tradicional
É recomendável examinar a cama do seu animal no mínimo duas vezes ao dia, (isso vai depender do tempo que fica estabulado) preferencialmente de manhã e à tarde. Use o garfo para retirar o esterco e todas as partes da cama molhada pela urina.
Coloque tudo em carriola, que posteriormente será levada para uma esterqueira onde devem ser jogados estes restos.
A esterqueira deve ser localizada longe das baias para não atrair moscas e evitar a transmissão de doenças. Isto também evita que o odor se propague e deixe as cocheiras com um aspecto ruim tanto para você quanto para o animal, considerando que o cheiro da urina misturada com a serragem é ácido e desagradável.
Gases tóxicos como a amônia e metano causam irritação das vias aéreas além de deprimir a motilidade ciliar e retardar o mecanismo de clearance mucociliar, diminuindo a eficácia deste mecanismo de defesa (RUSH; MAIR, 2004), já que, de acordo com o médico veterinário Rodrigo Rolim, o cheiro forte da amônia presente na unira pode afetar o trato respiratório do animal, causar crises de tosse e desencadear doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
A médica veterinária Karina Calciolari ressalta que as afecções do sistema respiratório são a segunda causa de queda de desempenho e afastamento dos equinos do esporte ou trabalho, ficando atrás somente das desordens musculoesqueléticas. A estabulação e alimentação a base de fenos predispõe os equinos a inalação de grande número de agentes irritantes as vias aéreas.
Quando alguma parte da cama for retirada, esta deve ser reposta com o mesmo material para evitar desníveis que comprometam sua qualidade e problemas locomotores. Por exemplo: quando a serragem fica umedecida pela urina e esta for retirada, complete com a mesma quantidade e deixe tudo nivelado usando o próprio garfo.
Manutenção com a cama de borracha “EBV”
A cama de borracha é o único material que pode ter uma higienização diária eficiente. Assim como na cama tradicional, baias com cama de borracha (EBV – Estrado de Borracha Vedovati) devem ser limpas no mínimo duas vezes por dia, preferencialmente de manhã e à tarde. Deve se adotar dois sistemas de limpeza, uma limpeza diária e uma semanal.
Na limpeza diária, inicialmente deve-se recolher as fezes com uma pá e depois lavar os estrados preferencialmente com água e detergente neutro, seguido de hipoclorito de sódio a 1% utilizando uma lavadora de alta pressão. Caso não possua essa lavadora, esfregue com uma vassoura, levante as placas e lave por baixo para escorrer bem a urina e resíduos de fezes para o ralo de drenagem, utilizando novamente água e detergente neutro.
Na limpeza semanal, após proceder o sistema de limpeza diária, retire os estrados da baia e lave bem o piso e as paredes com uma lavadora de alta pressão ou com uma vassoura. A borracha também pode ser higienizada com vassoura de fogo.
A grande vantagem é que o EBV, a cama de borracha para cocheira possibilita a drenagem automática da urina, além de sua enorme durabilidade, o que gera uma grande economia na manutenção da baia.
Limpeza do teto
Apesar das controvérsias a respeito das teias de aranha, que são úteis para prender os insetos, estas não apresentam um aspecto higiênico, por isso é sempre bom retirá-las.
Você pode utilizar um lança-chamas para eliminar por completo todas as teias, aranhas e outros insetos, porém cuidado: você deve contar com ajuda de pessoas experientes para evitar acidentes. Após este processo, utilize uma vassoura comprida para retirar o que sobrou, mantendo o teto da baia claro e livre de pó e sujeira.
Cuidado com cochos e bebedouros
Devem ser lavados diariamente utilizando água corrente.
Os cochos de ração devem ser limpos com uma escova a cada refeição, evitando que os resíduos da comida apodreçam e possam ser possivelmente ingeridos pelo cavalo.
Os bebedouros de cimento acumulam mais sujeira dos que os de ferro, sendo estes mais fáceis de limpar.
Dicas para manter a higiene
• Mantenhas as portas sempre limpas e as fechaduras lubrificadas.
• Retire os restos de ração do cocho sempre
• Aplique antisséptico para esterilizar a baia de seu cavalo a cada 20 dias, evitando a proliferação de fungos e bactérias e logo a transmissão de doenças. Nunca faça isto sem antes consultar um especialista, pois estes produtos podem ser altamente tóxicos.
• Outra alternativa para esterilizar a baia do seu cavalo é utilizando cal, quando o chão for de terra. Para isto, retire toda a cama da baia, aplique o lança-chamas e por último cubra com cal.
Pisos emborrachados para clínicas e hospitais veterinários
Além dos grandes benefícios que os pisos emborrachados oferecem para estábulos e baias, sua aplicação é altamente recomendada também para instalações completas de hospitais, clínicas e laboratórios veterinários, além das salas de indução almofadadas.
O ambiente de tratamento veterinário, especialmente quando falamos de equinos, precisa oferecer garantia e segurança tanto para o médico quanto para o animal, ao mesmo tempo em que concede ao dono ou criador uma tranquilidade ao saber que todos os cuidados estão sendo tomados.
Os pisos de borracha Vedovati são instalados em salas de indução (pré e pós operatório) com muito sucesso. Além de proporcionarem segurança e conforto aos animais, são práticos para realizar a assepsia, o que o torna o piso ideal para esse ambiente.
Entre as vantagens dos pisos de borracha Vedovati, você tem:
• Conforto e maciez,
• Grande capacidade de absorção de impacto dos animais,
• Facilidade de assepsia e higienização,
• O piso é antiderrapante, plano e seguro,
• Resistente e altamente durável.
Quais hospitais veterinários e clínicas já utilizam esses pisos?
Diversas universidades e hospitais veterinários optaram pelos pisos emborrachados por oferecem melhor assepsia e praticidade, como a UNOESTE, UNIP, UNIOESTE, UNIPLAC, USP, UNESP, PUC do Rio Grande do Sul, Escola de Veterinária da UFMG e muitas outras.
Os pisos de borracha Vedovati são indicados para ambientes que precisam ter controles rígidos de higiene e assepsia para animais de grande ou pequeno porte (caninos, equinos, bovinos, entre outros).
Preferência entre veterinários e criadores
É óbvio que você quer ouvir a opinião de outras pessoas que já utilizam nossos produtos para tomar sua decisão, certo? É por isso que uma das maiores provas da qualidade dos pisos Vedovati são sua preferência entre diversos criadores e veterinários. São pessoas que já utilizam nossos pisos emborrachados e tiveram ótimos resultados no conforto, segurança e saúde de seus cavalos.
É o caso de Fernando Rolim, médico veterinário, treinador de cavalos e proprietário da Global Equus, que optou pelas camas emborrachadas da Vedovati ao notar o alto custo para obtenção e descarte da maravalha, bem como lesões na região do jarrete dos seus cavalos. Com os pisos emborrachados da Vedovati ele conseguiu resolver esses dois problemas, obtendo uma redução de 70% no custo dos pisos e reduzindo em 100% as lesões nos equinos.
Outro grande fã dos pisos emborrachados Vedovati é o cantor Rio Negro, da dupla Rio Negro e Solimões. Ele diz que com o estrado emborrachado seus cavalos da raça quarto de milha ficam com os cascos mais saudáveis e não correm o risco de adquirirem doenças respiratórias, garantindo uma manutenção rápida, segura e eficiente, além da facilidade de não precisar sair correndo atrás das ultrapassadas camas de serragem.
Quer ver outros depoimentos? É só clicar aqui.
Como posso obter mais informações e detalhes técnicos antes de comprar os pisos Vedovati?
Se você ainda precisa de mais informações antes de efetuar sua compra dos nossos pisos emborrachados, teremos o maior prazer em ajudar a esclarecer todas as suas dúvidas.
Para isso, preencha o formulário abaixo e entre em contato conosco para que possamos orientá-lo a obter o melhor produto para seus cavalos!
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2020.09.24 05:04 DrackNael Capítulo 4 Chegada na floresta

Chegada na floresta
Cerca de algumas horas depois Drack chega na margem do lago, ao lado de uma grande floresta. O rapaz senti uma sensação estranha, como algo pesado no ar, uma energia estranha e pesada vem da floresta.
- Você sente isso Dragoon ?-, pergunta Drack.
- Sim, tem uma energia escura vindo da floresta. -, completa Dragoon.
Então o rapaz adentra a floresta seguindo o seu instinto, atrás do rastro daquela energia pesada, alguém poderia estar machucado, ou em perigo.
-Selvagens malditos, devíamos mandar todos os nossos homens atacarem aquele pulgueiro que eles chamam de aldeia -, diz um dos mercenarios.
É quando Drack vê por de trás de uma das árvores, em uma clareira uma cena que ele não esperava ver na sua primeira vez vendo o mundo que ele tanto ansiava por explorar. Cerca de 12 jovens, de pele um pouco mais avermelhada do que a sua e parecendo ter um pouco mais do que sua idade, todos mortos, alguns desmembrados outros decapitados, uma cena horrível para o que parecia ser um pequeno conflito. Ele vê também cerca de 10 homens, dessa vez da mesma cor que ele, todos usando armaduras leves, com elmos de ferro, espadas e adagas, alguns vasculhavam os corpos e 3 estavam parados de pé em volta de um homem gravemente ferido que parece ser o único sobrevivente do grupo morto.
-Vejam todos, o famoso Lobo Marrom, o valoroso guerreiro navajo, sabe estou meio decepcionado -. Provoca o homem, - esperava que você pelo menos pudesse se transformar em um lobo de verdade-. Termina o homem, enquanto alguns riem do jovem rapaz caído.
Quando de repente guiado por um senso de justiça ou de ter que fazer algo perante aquela cena horrível, pois o jovem sabia que aquilo não era certo. Drack salta de trás das árvores, avançando rapidamente na direção de um dos homens que estava mais próximo. Seria sua primeira luta, ele não sabia muito bem o que fazer, mas instinto é instinto. Os homens viram assustados, vendo alguém partir por detrás das árvores em tamanha velocidade.
- Cuidado!!! -, grita um dos homens.
Mas o aviso chega tarde ao primeiro alvo de Drack. Drack acerta o homem que estava agachado revirando um dos corpos, a toda velocidade um soco lindo, bem-dado bem do lado de sua cabeça, um som estrondoso do punho se chocando com o elmo de ferro e depois com a cabeça do homem, fazendo o homem voar cerca de uns 12 metros longe, caindo já sem vida devido a violência do golpe. Quando Drack tem noção das reais dimensões do seu poder, pois ele nunca havia usado toda sua força para nada, porque os dias no mosteiro eram resumidos em meditar e estudar.
-MATEM ELE - , gritam alguns homens.
O primeiro saca sua espada e vem em guarda na direção do rapaz, ele não aparentava ser nenhum amador, esses homens sem dúvida sabiam lutar, mas Drack já estava tomando gosto do combate e toda sua energia estava fluindo pelo seu corpo, uma extase, ele queria lutar, ele ansiava por lutar, e lutou.
O homem parte pra cima de Drack e o golpeia firmemente de cima pra baixo, era forte e firme, mas não era rápido, Drack esquiva pra sua esquerda, onde vê uma adaga na bainha do cinto do mercenario, com um movimento rápido o garoto segura o braço da espada do homem e com a outra mão saca rapidamente a adaga da cintura do mercenario, e com um movimento rápido a crava no pescoço do homem, já a retirando rapidamente, enquanto o homem cai ajoelhado, levando as mãos na ferida do seu pescoço jorrando sangue enquanto agoniza caindo no chão. Mas não era momento de se espantar com o que tinha feito, pois esse era o mundo que ele fazia parte agora, o mundo do qual os monges se isolaram, agora o jovem sabendo o por que, não era um lugar muito gentil. Mas não era momento de se pegar pensando em coisas sem sentido, e sim de reagir, pois, logo a frente, dois homens partiam em sua direção, com um movimento intuitivo Drack arremessa a adaga no homem da esquerda que o acerta bem no pescoço, enquanto o outro vem com a espada apontada na sua direção pronto para estoca-lo na altura da cintura, Drack esquiva pra direita, fazendo a lamina passar perto do lado esquerdo da sua barriga, sem dúvidas seria um golpe fatal, Drack agarra o cabo da espada junto às duas mãos do homem, que tenta puxa-la, mas nada acontece, a espada nem se move, é quando Drack vê o quão superior ele é dos seus oponentes, mesmo sendo tão jovem e seus inimigos aparentando ter uns anos nas costas. Então com um movimento firme Drack da uma cabeçada bem no meio do nariz do soldado, por um instante ele até ouve os ossos do nariz do homem se quebrando em vários pedaços devido a violência do golpe, o homem cai ajoelhado levando a mão no rosto completamente atordoado enquanto senti o sangue jorrar do seu rosto.
-Menos 4 -, pensa Drack.
-Continue assim Drack -, diz Dragoon, - tenta usar sua energia através da espada Drack -, completa ela.
Era o instinto de ambos, o calor do seu corpo começa a aumentar, a êxtase da batalha, era como se tivesse feito isso a vida toda, pois não tinha medo nem temor, parecia que ele havia nascido para isso. Então ele sente sua energia transbordar através do seu corpo que ele sente se estender até a espada em sua mão, como se ela fizesse parte do seu corpo agora, então o jovem toma uma postura com a espada meio arqueada pela direita e como algo instintivo com um movimento horizontal ele diz…
-Slicer -.
E uma tremenda onda de energia em forma de lâmina é disparada da espada com seu movimento, partindo os 6 homens que faltavam no meio e levando varias arvores no processo.
O jovem havia aprendido a usar sua energia com sucesso em uma luta, só faltava aprender a administrar a força.
Drack vai em direção ao homem que estava deitado ferido diante dos mercenarios, ao qual os homens chamaram de Lobo Marrom.
-Você esta bem? -, Pergunta Drack meio aflito, esperando que depois de tanto sangue derramado, pudesse agora salvar alguém.
- Whoa! Você derrotou todos os cães brancos com apenas um golpe, talvez o Grande Espirito tenha mandado você para vingar meus irmãos mortos -. Fala o homem com a voz fraca, aparentemente ele havia perdido muito sangue, mas o corte no seu estomago não era profundo.
Mas para sua sorte isso era algo que fora ensinado a Drack no mosteiro, a arte de cuidar de feridos e necessitados, uma das poucas coisas ensinadas pelos monges que ele poderia usar fora dos muros do mosteiro, principalmente a arte de curar através da energia, quando aplicada corretamente podia parar sangramentos, curar ferimentos e acelerar no processo de cicatrização, haviam também magias de curas chamadas de magias brancas, mas essas não lhe foram ensinadas.
Então Drack concentra sua energia nas mãos chegando até as palmas as colocando no ferimento que fazem com que quase imediatamente o ferimento do homem pare de sangrar.
- Whoa! Você também é um shaman? -, pergunta o homem meio chocado com o que acabara de ver, pois, ele já havia visto o curandeiro da sua aldeia curar alguém antes, mas sempre requeria algumas ervas e algumas palavras ditas ao Grande Espirito que concedesse seu poder para curar o enfermo.
-O quê? Não, não, sou apenas alguém que segue seus instintos e que usa alguma coisa aprendida em um mosteiro -. Brinca Drack enquanto passa uma faixa no ferimento do homem. Tentando pensar em tudo que acabara de acontecer, ontem ele estava rezando em uma capela fria, hoje já tinha matado 10 homens e agora estava curando alguém, sem dúvidas não era o início que ele tinha imaginado.
-Sem dúvidas um começo de aventura bem agitado Dragoon - , Fala Drack em pensamento com Dragoon.
-Bom trabalho! -, Exclama ela
- Preciso voltar com os corpos dos meus irmãos para a minha aldeia! -, fala o homem tentando se levantar, mas já parando para se apoiar sentando na encosta de uma árvore , levando as mãos ao ferimento.
-Parei o sangramento, mas não curei o ferimento -, Diz Drack com um tom calmo, pois viu que o homem estava inquieto. -Colocarei os corpos dos seus amigos nos cavalos e depois farei um travois pra ti, pois se você cavalgar o ferimento vai abrir - , continua Drack.
-Se o ferimento abrir eu aguento! -, diz Lobo Marrom com ar de orgulho.
- Certo certo, fica quieto aqui vo faze isso tudo e já volto - , diz Drack se afastando pra ir juntar alguns galhos para fazer o travois pro homem, era a primeira vez que ele ia fazer um ele fora ensinado pelo irmão Sareño em uma das aulas de primeiro socorro, mas na teoria era uma coisa na prática outra.
1 Hora depois Drack volta com os corpos dos companheiros de Lobo Marrom debruçados sobre seus cavalos e um travois atrelado a um dos cavalos.
- Vamos? -, pergunta Drack.
O homem se levanta com um pouco de dificuldade com a mão no ferimento, olhando para seus companheiros diz…
-Que os meus irmãos cavalguem livres pelos campos de caça - , diz o homem enquanto caminha com dificuldade para se deitar no travois.
-Campos de caça? -, pergunta Drack que estava a horas curioso para fazer muitas perguntas ao homem de pele avermelhada.
- Sim, é para onde meu povo vai quando deixa esse mundo, manitu guia seus espíritos para as padarias onde eles cavalgam livres pela eternidade -. Diz o homem enquanto se ajeita.
-Interessante -. Responde Drack com ar de conversa loca, pois haviam lhe ensinado no mosteiro que quando se morria a deusa da benevolência Beneveth levava suas almas para seus braços onde as almas descansavam para sempre.
-Esqueço que seu povo não acredita no que não entende -. Diz o homem que havia sentido o tom de Drack.
-Não é isso, me desculpe -. Continua Drack. - é que eu fui criado ensinado de outra forma, não conheço muito desse mundo, não quis ofender -.
-Então onde você mora? Fica muito longe? -. Pergunta Drack já querendo mudar de assunto.
-Minha aldeia fica à 2 horas de cavalgada a noroeste daqui-. Diz Lobo Marrom.
-Como é seu povo? -. Pergunta Drack.
-Faço parte da tribo dos navajos do chefe Nuvem Branca -. Responde o homem. -Fui tolo em desobedecer suas ordens de evitar conflito com os cães brancos, isso custou a vida de meus irmãos e quase a minha, sou uma vergonha para minha aldeia e meu povo -. Diz o homem completamente inconsolável.
-Sinto muito, talvez se eu tivesse chegado mais cedo pudesse ajudar mais -. Diz Drack tentando ser solidario, mas, no fundo sabendo que bem ou mal a culpa era mesmo de Lobo Marrom.
Nisso, no palácio real em Camelot
- Alteza temos que ir à comitiva está pronta! -. Diz um homem grisalho usando uma túnica cinza com um cinto de couro e uma bolsa amarrada nela e um cajado em uma mão com um cristal cinza na ponta que aparenta ter trovões presos dentro dele.
-Então vamos Merlin -. Diz o jovem de estatura comum para um adolescente, com seus cabelos castanho bem cortado, seus olhos da cor acinzentada realçavam sua afinidade com o elemento de raio, usando uma armadura dourada com adornos vermelhos, uma capa branca com detalhes vermelhos realçam a beleza de suas vestes.
-Quantos dias até a cidade de meu tio? -. Pergunta ele ao homem, enquanto se dirige para a enorme porta da sala do trono.
-7 Alteza, se tudo ocorrer bem é claro, Lancelot, Dagoneth e Simão irão nos acompanhar! -. Completa ele
- Certo! -. Encerra o rapaz.
De volta a floresta o pequeno cortejo fúnebre continua sua lenta marcha em direção a aldeia de Lobo Marrom.
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2020.09.23 18:22 Vedovati_Pisos [Piso academia 2019] Saiba como resolver problemas com vibrações, ruídos e reclamações de vizinhos na sua academia

Nos últimos anos as academias tem feito um movimento de maior aproximação física com seu público e clientes. Movimento esse feito ao se instalarem em edifícios, prédios comerciais e residenciais, shoppings centers ou mesmo sobre lojas.
Essa prática tem sido adotada mais por grandes redes de academias como a Body Tech, Smart Fit e Bio Ritmo. Mas academias pequenas e academias destinadas a modalidades específicas, como o treinamento funcional e Box de Crossfit, tem realizado o mesmo movimento.
No entanto, essa vantagem pode trazer problemas que causam transtornos para os vizinhos e para a própria academia.
Esses problemas são os ruídos, estampidos e vibrações gerados pela atividade da academia, principalmente pelos praticantes da modalidades de peso livre (levantamento de peso) e crossfit pois esses ruídos reverberam nas construções adjacentes. E que não podem ser resolvidos com o uso de qualquer piso de borracha.
Neste conteúdo, você vai entender mais sobre como ruídos, vibrações e outros efeitos de impacto na academia causam dores de cabeça. Tanto para os proprietários da academia, como para quem vive ou trabalha em edificações ao lado.
Além disso, você vai ver como o piso de borracha certo corrigiu esses problemas em uma das maiores redes de academia do Brasil.

Quais problemas são causados por ruídos e vibrações nas academias

Diversos tipos de sons comuns em uma academia de ginástica podem causar de diversas formas. Especialmente quando a academia está instalada em um lugar onde os ruídos, vibrações, etc, podem causar reclamações de vizinhos. Ou seja, quando está instalada em um prédio comercial ou residencial, edifício ou em cima de uma loja.
Infelizmente esse benefício, que possibilita que pessoas muito ocupadas possam fazer academia com mais facilidade, também gera transtornos.
Que incomodam quem fica nas instalações ligadas às paredes e piso-teto da academia, quanto geram problemas para os proprietários do negócio.
Entenda agora quais são esses problemas.

Perturbação do sossego com barulhos acima do permitido

O mais conhecido dos problemas que toda academia pode causar são os elevados barulhos e ruídos. Eles vêm tanto da música que permeia o ambiente da academia, quanto do uso dos aparelhos, equipamentos e principalmente da prática de peso livre e crossfit.
Quando uma academia está instalada em um prédio residencial por exemplo, esses ruídos podem alcançar apartamentos de vários andares superiores, incomodar e importunar os vizinhos da academia com os ruídos excessivos.
Quedas de anilhas, dumbbells pesados, halteres e barras com cargas de grande peso causam muito barulho, além de estampidos e vibrações.
Porém, os ruídos e o impacto causado pela queda desses equipamentos reverberam principalmente para os pavimentos superiores. Sejam elas apartamentos ou as salas comerciais de um prédio que ficam do outro lado de suas paredes e pisos.
Em muitos casos, principalmente quando a academia está em um andar intermediário do prédio, os ruídos e vibrações de impacto podem se propagar por vários andares e pisos.
E isso vai gerar incômodo e importunação aos moradores, que perdem seu sossego por conta do barulho. O mesmo vale para quem trabalha nas proximidades.
E isso pode dar até mesmo em cadeia para os donos de uma academia.
Pois ruídos em sons acima do permitido por lei, que de acordo com a NBR 10.151/2000 fica entre 50 (dia) a 55 decibéis (noite), podem se enquadrar como crime de perturbação de trabalho ou sossego alheios.
Conforme está previsto na Lei das Contravenções Penais em seu artigo 42.

Problemas na estrutura dos prédios e edifícios onde a academia está instalada

Primeiro de tudo, com pisos de borracha comuns, as vibrações de impacto dos equipamentos caindo no chão ainda reverberam para fora da academia. Pois pisos de borracha comuns (maciços) transmitem ainda muito impacto para o contrapiso.
Com o tempo e conforme a sua ocorrência, essas vibrações podem afetar a estrutura das paredes e tetos dos andares inferiores. Além disso, provocam fissuras nas paredes que podem levar a trincos e eventualmente rachaduras com a necessidade de reformas.
Quais as consequências desses problemas para a academia e sua vizinhança
Os ruídos, estampidos e vibrações de impacto de uma academia, seja a de uma rede ou pequena academia, pode gerar consequências sérias para os proprietários.
Uma delas, e também das mais comuns, são as reclamações dos moradores vizinhos e quem trabalha perto da academia. Seja nos apartamentos e salas comerciais que margeiam a academia, ou nos andares superiores e inferiores.
O que é algo justo, pois todo mundo tem direito a ter sossego em seu lar ou trabalho. E os barulhos acima do nível normal permitido por lei simplesmente impossibilitam esse sossego.
Muitas academias podem, quando não tentam ou não conseguem resolver esse problema, sofrer ações judiciais como esta. Que podem vir de moradores, empresas vizinhas e até mesmo de administradores do imóvel onde a academia está instalada.
Que com certeza vão gerar transtornos, aborrecimentos, custos com o processo judicial para a academia, bem como possíveis multas para o negócio.
E por fim, os proprietários da academia podem chegar a ser presos por conta de infração ao decreto de lei decreto-lei 3.688/1941. Conforme o que mostramos no tópico anterior sobre perturbação de sossego.
Com isso já dá pra ver o tamanho do problema e da dor de cabeça que pode ser gerada para uma academia que não investe em piso/estrado de borracha adequado e específico para atenuação de ruídos principalmente gerado na sala de peso livre.
Pouco importa o seu tamanho, se a academia é pequena e dedica-se a treinamento funcional, ou mesmo uma unidade de uma gigante rede do mercado fitness.
Como foi o caso de uma das empresas que recentemente passou esse tipo de problemas.

Mesmo redes gigantes de academia sofrem com esse tipo de problema

Como já mencionamos no começo deste conteúdo, não são apenas as academias pequenas que sofrem com erros de projetos e falta de planejamento na montagem de uma academia, principalmente se ela for instalada em prédios, depois tem que lidar com ruídos e vibrações.
Mesmo academias pertencentes a grandes redes do setor que normalmente contam com uma boa equipe de apoio também pode sofrer com esse tipo de problema. E também estão sujeitas às mesmas consequências que uma academia pequena, ou que se dedicada a treinos específicos, como o Box de Crossfit e Treinamento Funcional.
Esse foi o caso com algumas das academias da rede Smart Fit. Que é simplesmente o maior case de sucesso em redes de academias no Brasil e ocupa o 3º lugar entre as maiores do setor no mundo em número de unidades próprias.
Alguns anos atrás, a rede de academias Smart Fit passou por esse tipo de problemas em algumas unidades. Todas elas estabelecidas em edifícios (pisos superiores, sobre lojas), shoppings e prédios residenciais e comerciais.
Essas unidades tinham problemas constantes com ruídos, barulhos, vibrações e reclamações de vizinhos das academias.

Como a prática de levantar peso pode afetar a sua academia

A prática do levantamento de peso é muito comum entre os alunos de academias que buscam a hipertrofia como principal objetivo. Esses alunos costumam, para ganhar massa muscular, força e potência, levantar pesos regularmente.
Pois este é o exercício que desenvolve a força explosiva, além da agilidade, equilíbrio e outros benefícios.
O levantamento de peso é uma prática que possui inúmeros movimentos para o desenvolvimento da força em diferentes posições. Ela está presente na musculação, na ginástica funcional e até no popular crossfit. E deve estar associada a uma boa dieta alimentar para gerar bons resultados.
O único problema dessa prática, para as academias, é que muitas vezes os praticantes de levantamento de pesos soltam ou deixam cair as barras do alto. E como muitas vezes os pesos nas barras com anilhas passam de cem quilos, o impacto da queda é bem forte.
E são esses impactos que provocam os ruídos, barulhos e estampidos que tanto prejudicam os vizinhos da academia.
No caso da academia, mesmo tendo piso de borracha (piso emborrachado) instalado com um uma espessura de 15 milímetros era insuficiente para evitar a geração de ruídos, estampidos, vibrações e consequentemente sua propagação para fora da academia.
Que por tabela gerou incômodos e reclamações de vizinhos
E nesse ponto, a rede de academias precisou tomar medidas para resolver esses problemas.

Como a rede de academias Smart Fit resolveu este problema

Saiba agora como a rede de academias Smart Fit conseguiu solucionar seus problemas com ruídos, barulhos e vibrações.
Levantamento técnico do problema
Quando uma academia sofre reclamações dos vizinhos em relação a ruídos, barulhos e vibrações, a primeira ação a ser tomada é averiguar se as reclamações têm fundamento.
Para isso, a rede Smart Fit contratou para uma de suas unidades a Ruído Menor, uma empresa especializada em controle da poluição sonora.
O objetivo desta contratação foi o de fazer um levantamento dos níveis sonoros ambientais. No primeiro e segundo andar em relação ao som emitido pela sala de ginástica e no décimo terceiro andar em relação ao área de peso livre da academia. Ambos em apartamentos de moradores que reclamavam continuamente de barulhos e ruídos e perturbação do sossego.

Os tipos de fontes sonoras avaliadas foram o Sistema de Áudio Interno e a Queda de pesos.

Foram avaliados o potencial dos ruídos e vibrações interferirem nos ambientes vizinhos, tanto nos níveis acima quanto abaixo da academia. A investigação gerou um laudo técnico que apontou a necessidade de uma mudança nos pisos da academia e sistema de amortecimento de impactos na sala de peso livre.
O engenheiro, especialista em acústica, responsável pelo estudo indicou a instalação de novos pisos emborrachados na academia. Mais precisamente, o piso emborrachado EBV-30 da Vedovati Pisos.
PS: se você deseja saber tudo sobre a norma (NBR) 10.151/2000, que trata exatamente das normas para ruídos, barulhos e vibrações em ambientes, acesse aqui.

Instalação do EBV-30 e resolução do problema de ruídos, barulhos e vibrações

Após as indicações do engenheiro especialista em acústica, a unidade da rede de academias Smart Fit fez a instalação do novo piso emborrachado.
Na ocasião, foi instalado o piso de borracha EBV-30 Estrado de Borracha Vedovati sobre o contrapiso e piso emborrachado que a academia já possuía sobre o EBV-30. A espessura do piso EBV-30 utilizada foi de 3 cm em toda a superfície que recebeu a cobertura adicional.
Os efeitos positivos dessa mudança na academia foram notáveis já nos primeiros dias. A academia que vinha lidando com problemas de reclamações experimentou uma forte redução nos ruídos e vibrações propagadas.
Com isso, cessaram-se as reclamações. O que deu um alívio para a academia e pôs fim às dores de cabeça da administração.

EBV-30 Estrado de Borracha Vedovati: o piso emborrachado exterminador de ruídos e vibrações nas academias

A Vedovati Pisos é uma companhia com mais de 20 anos no mercado disponibilizando pisos emborrachados de alta qualidade para diversos segmentos.
Dentre estes, o setor de academias, onde temos diversas soluções para o amortecimento de impactos e melhora dos treinos.
Um deles é o Estrado de Borracha Vedovati EBV-30.

Entenda mais sobre como o EBV – 30 elimina as vibrações e ruídos

POR QUE O ESTRADO DE BORRACHA VEDOVATI EBV-30 RESOLVE O PROBLEMA DE RUÍDO, BARULHO E VIBRAÇÕES DA SUA ACADEMIA
O Estrado de Borracha Vedovati, referência “EBV-30”, é um piso de borracha projetado e desenvolvido para suportar grande capacidade carga e altos impactos.
Na face inferior possui elementos estruturais tipo “vigas”, “colunas” e “pés” a cada 50 milímetros para dar sustentação horizontal do piso e evitar a transferência de impactos (recebidos) ao contrapiso e danos nos mesmos

DADOS TÉCNICOS

Dimensão : 1,00 x 1,00 m,
Espessura : 10 mm (parte maciça),
Altura : “vigas/colunas”: 10 mm,
Altura pés : 10 mm (pinos),
Altura total : 30 mm,
Peso :16.500 Kg (média),
Cor : preta
Capacidade de carga : 10 Toneladas por metro quadrado (m²)
Produzido : Confeccionado com borracha SBR, regenerada, pó de pneus. Tudo isso, pensando na durabilidade, resistência, ação antiderrapante e o melhor retorno para seu investimento.
Com certeza absoluta não existe no mercado piso/estrado de borracha com essas características, vantagens e benefícios, capaz de resolver o seu problema de transferência de impactos da sala de peso livre para o contrapiso.

Como o piso de borracha EBV-30 pode ser utilizado nas academias

O piso emborrachado EBV-30 pode ser instalado de duas formas numa academia/sala de peso livre.
Se você estiver montando uma academia, deve é instalar o piso emborrachado EBV-30 diretamente no contrapiso, uma placa do lado da outra. Não precisa colar, apenas necessita de uma contenção nas laterais (que pode ser a própria parede) ou rampas de borracha para travamento.
Se você já tiver uma academia e que já tenha um piso de borracha que ainda assim esteja transmitindo impactos e causando ruídos e incômodos aos vizinhos, instale o EBV-30 no contrapiso e sobre ele coloque o seu piso de borracha. Nesse caso, busca-se reforçar o efeito anti-impacto no piso da academia e você não perde o piso de borracha que tem
Os “pés” existentes em formas de pinos no EBV-30 foram projetados para suportar impactos pesados no estrado de borracha , absorvê-los e evitar a propagação de ruídos, barulhos e vibrações.
O EBV-30 tem sido a principal solução para donos de academia eliminarem ruídos, vibrações e reclamações de vizinhos. Constantemente recebemos depoimentos de clientes satisfeitos, como o Ayrton Passaroti Dias de Oliveira.
Ayrton é gestor da Academia Smart Fit 2, na Consolação em São Paulo capital, e nos conta sua experiência com o EBV-30:
“A instalação do estrado de borracha Vedovati na Academia Smart Fit unidade Consolação 2. Ficou muito bom, muito bom mesmo, o barulho parou, não tem mais barulho, a vizinha que reclamava também já veio falar que parou e que não escuta mais nada!”
Faça como a Smart Fit e resolva seus problemas de ruído e vibrações com o EBV- Estrado de Borracha Vedovati

Agora você sabe como a Smart Fit resolveu seus problemas. E também sabe porquê o EBV – Estrado de Borracha Vedovati é o melhor piso para quem deseja evitar problemas com ruídos e vibrações na sua academia.
Agora, você só tem dois caminhos a seguir.
Continuar sofrendo com problemas de ruídos e vibrações na academia, ou fazer como a Smart Fit e investir no piso/estrado de borracha que resolve seus problemas.
A Vedovati tem eficácia comprovada pelo mercado desde 1997. A garantia contra eventuais defeitos de fabricação e ou de matéria prima é de 3 anos.
Entretanto, no caso de você instalar o estrado de borracha e por algum motivo não resolver o problema, em até 30 dias, pode devolver que a Vedovati Pisos devolve o valor do produto pago. Sua satisfação é o que importa.
Você não precisa ficar inseguro e ou com medo de investir o seu dinheiro.
E então, pronto para se juntar a mais de 500 academias espalhadas pelo Brasil. E desse modo se livrar para sempre de problemas com ruídos e vibrações?
Ótimo, para saber todos os detalhes para ter o EBV – Estrado de Borracha Vedovati na sua academia é só clicar no link abaixo e pedir seu orçamento.
➥ Quero ter uma academia sem problemas de ruídos e vibrações como a Smart Fit com o piso EBV da Vedovati

https://www.vedovatipisos.com.bnoticias-artigos/piso-academia-saiba-como-resolver-problemas-com-ruidos-e-vibracoes/
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2020.09.23 17:23 Vedovati_Pisos 11 Esportes com cavalos para conhecer e se encantar

Você conhece um ou mais esportes com cavalos?

O cavalo é uma espécie de animal amiga e companheira do homem desde os primeiros passos da humanidade e da civilização.

Sua docilidade, inteligência e versatilidade, permitiram que esses animais pudessem ser empregados em diversas atividades. Geralmente relacionadas ao trabalho, como o transporte de cargas e pessoas.

Afinal, estamos falando de animais fortes e com boa resistência para o trabalho.

No entanto, os cavalos também são empregados em atividades voltadas ao lazer e ao esporte. Neles, os cavalos são animais que costumam dar um verdadeiro show com sua inteligência e capacidade física.

Neste artigo, reunimos 11 esportes com cavalos que vale muito a pena conhecer, se encantar… E por que não, praticar algum desses esportes equestres, não é mesmo?

Sem mais delongas, vamos começar.

1# Doma Clássica: sutileza e elegância nos esportes com cavalos
Vamos começar a nossa lista de esportes equestres com a Doma Clássica.

Também conhecida por “adestramento” ou “dressage”, a doma clássica é um dos mais elegantes esportes com cavalos. Ela faz parte das modalidades de esportes de equitação que fazem parte dos Jogos Olímpicos.

Nas Olimpíadas, esta é uma das modalidades mais exigentes, tanto para cavalos quanto para seus domadores. E nas apresentações qualquer falha ou deslize é punido com a perda de pontos preciosos.

A doma clássica é o esporte equestre que tem como principal objetivo a exaltação da majestade do animal. O eixo principal deste esporte são a força, habilidade e a beleza do cavalo. E o objetivo principal do esporte é de que o cavalo consiga responder perfeitamente aos comandos do jóquei.

As provas presentes na modalidade da doma clássica devem ser executadas com estrita harmonia e equilíbrio. Que só podem ser alcançados quando existe uma grande sintonia entre o animal e seu jóquei.

Nas apresentações deste deste esporte equestre é esperado que o cavalo seja capaz de demonstrar serenidade e imponência.

O cavalo deve conseguir executar perfeitamente movimentos como piaffe, passage, pirueta e caprioli. Esses são os parâmetros introdutórios da prática de equitação formam a base para a prática e competição na doma clássica.

Essa modalidade é tida como uma das mais elegantes e nobres entre os esportes com cavalos. É extremamente charmosa e bonita de se ver, especialmente para qualquer um que ame cavalos.

2# Corrida a Galope: um dos mais tradicionais esportes equestres
A Corrida a Galope é um dos esportes com cavalos mais tradicionais que existe. Ele é intenso, e gera muita adrenalina para quem assiste uma corrida, e mais para quem participa de uma.

Também conhecida como turfe ou corrida hípica, a corrida a galope é um dos esportes equestres mais antigos que se tem registro. Ela é praticada desde a época da Grécia Antiga, o que dá uma dimensão do apreço que a civilização tem por esse esporte com cavalos.

Hoje em dia, a forma do esporte mais popular é o turfe, praticado conforme sua origem na Inglaterra durante o século XVII. Até mesmo o termo turfe vem de “Turf”, que era a palavra usada para designar as corridas de cavalo na Inglaterra.

Nesta modalidade de esporte equestre é comum que os espectadores das corridas possam apostar em seu cavalo favorito.

Na corrida a galope os competidores conjuntos formados por um cavalo e um cavaleiro ou “jóquei”. A competição se dá em pistas preparadas especialmente, em hipódromos.

Os competidores do turfe saem ao mesmo tempo de um único ponto da pista e vence quem completar o percurso em menos tempo. Os percursos variam entre provas de cancha reta com 400 metros, até 4000 metros.

E neste caso de provas com percursos maiores as corridas são denominadas de Grandes Prêmios.

No entanto, atualmente as distâncias mais frequentes nos percursos de corridas são 1000 metros, 1600 metros e 2400 metros.

Os cavalos das raças Puro Sangue e Quarto de Milha são os mais recomendados para a prática deste esporte equestre.

3# Polo com Cavalos: equinos e o seu “futebol”
O Polo é o único do esportes com cavalos que, em alguns aspectos, até lembra o futebol.

O esporte é praticado com duas equipes com quatro cavalos montados cada, dois atacantes, um meio-campo e um defensor. O objetivo é marcar gols por meio de guiar uma bola, feita de madeira ou plástico, até a baliza usando tacos de bambu da Índia.

As partidas de polo equestre duram, geralmente, menos de uma hora para terminar. Ela é dividida em períodos conhecidos como Chukkas, que duram cerca de 7 minutos e meio. A equipe vencedora num jogo de polo equestre é a que tiver marcado mais gols ao fim do último chukka.

Os jogadores precisam trocar de baliza a cada gol marcado, para evitar que condições geográficas possam favorecer um time em específico. Os cavalos precisam ser trocados a cada um dos chukkas, e cada cavalo só pode ser utilizado duas vezes por jogo.

Além disso, o polo equestre possui outras regras e requisitos, como a altura do cavalo por exemplo.

Existe certa dúvida quanto a origem deste esporte com cavalos. Muitos acreditam que o esporte surgiu na Índia, por meio de uma prática similar que tinha a finalidade de caçar pequenos roedores.

Outros já acreditam que o esporte como conhecemos hoje surgiu na China, séculos antes de Cristo.

Existem algumas raças de cavalos que são preferidas pelos praticantes de polo equestre. Entre essas raças estão o quarto de milha, mangalarga, sangue puro inglês e o cavalo crioulo.

O polo equestre é um dos esportes com cavalos mais divertidos. Se possível, vale muito a pena praticá-lo.

4# Volteio: elegância, equilíbrio e confiança entre cavalo e cavaleiro
O quarto da nossa lista de esportes equestres é o Volteio. Foi um esporte que surgiu durante os tempos de guerras, onde os cavaleiros precisavam subir e descer de seus cavalos com rapidez.

Com o tempo e a repetição destes movimentos, os cavaleiros ganhavam precisão e suavidade para descer e montar no cavalo. Muitos creditam as suas origens a Europa na Idade Média, pois atualmente o esporte é muito forte na França e Alemanha.

De acordo com a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), o volteio é uma modalidade esportiva equestre de técnica e equilíbrio. No volteio artístico, como também é conhecido, a estética e a harmonia entre animal e montador são características muito valorizadas.

Neste esporte, o volteador (quem monta o cavalo) precisa executar acrobacias em cima do lombo do animal. O que já seria uma tarefa complicada com o cavalo parado, mas neste esporte as acrobacias devem ser realizadas enquanto o cavalo galopa.

No Brasil, as categorias do volteio A, B, C e D seguem integralmente o regulamento internacional.

Porém, ainda existem mais duas categorias aceitas pela CBH, a categoria E e categoria F. Essas duas categorias extras contemplam, nas apresentações, exercícios e acrobacias mais simples de série obrigatória.

De acordo com a CBH, a razão para essas duas categorias serem aceitas é a de fomentar o esporte em todo o país com mais facilidade.

Não existe uma recomendação específica de raças de cavalos para a prática do volteio. No entanto, é recomendado que os cavalos escolhidos sejam altos, fortes e calmos.

Além dessas recomendações, também é importante que o cavalo e o volteador tenham um bom vínculo. É preciso que haja muita confiança e respeito entre o animal e a pessoa que vai montá-lo.

5# Enduro Equestre: velocidade, força e resistência
O quinto dos esportes com cavalos que trazemos hoje para você é o Enduro Equestre ou Raid.

O Enduro Equestre foi inspirado no serviço de correios dos Estados Unidos da segunda metade do século XIX, quando as entregas ainda eram feitas a cavalo.

No Brasil, a primeira competição de Enduro Equestre aconteceu em 1989, no município de Tremembé em São Paulo. No ano seguinte, o enduro foi oficializado como esporte equestre pela CBH.

De forma geral, o enduro consiste em uma corrida entre cavalos de média ou longa distância. O percurso dessa corrida pode variar entre 35 a 160 quilômetros, o que torna competições rápidas impossíveis.

As competições ocorrem entre conjuntos formados por um cavaleiro ou amazona e um cavalo ou égua. Nenhum dos membros de um conjunto podem ser trocados durante uma competição.

O enduro também é um dos esportes com cavalos que conta com modalidades diferentes. Essas modalidades são definidas segundo a velocidade praticada, que pode ser livre ou controlada.

Na modalidade livre do enduro, a luta dos competidores é contra o relógio sempre. Vence o conjunto de competidores que chegar na frente dos demais. No entanto, é importante pontuar que há pausas na competição (vet-checks) que devem ser respeitadas.

Essas pausas são usadas para descanso e verificação das condições físicas do cavalo.

Quando a corrida é controlada, estipula-se um tempo limite para a conclusão do percurso. E vence aquele que completá-lo primeiro, ou o que chegar mais perto de concluir ele ao fim do tempo.

Conforme o regulamento do FEI, cada conjunto competidor deve ter acesso ao mapa da trilha e da localização de todas as paradas obrigatórias.

Os cavalos mais indicados para a prática do enduro equestre são os da raça Puro Sangue Árabe (PSA).

6# Vaquejada: o mais brasileiro dos esportes com cavalos
A vaquejada é com certeza um dos esportes com cavalos que mais tem a cara do brasileiro. Ela é extremamente conhecida em todo o país, principalmente na região nordeste.

Este esporte movimenta o mercado onde os eventos ocorrem, gerando emprego e renda. Bem como movimenta o mercado de compra e venda de cavalos, suplementos e rações.

As vaquejadas são vistas como uma tradição cultural nordestina, o que de fato são. Afinal, elas surgiram a partir das conhecidas pegas de gado no meio do mato da região nordeste brasileira.

O gado era marcado e solto no mato, e então os vaqueiros perseguiam os animais a fim de reuni-los no meio do mato.

Muita gente a acreditar que elas só ocorrem na região, o que não é verdade. Atualmente, a vaquejada é um esporte equestre que já conta com todo um circuito nacional.

Para a prática do esporte atual é necessário dois vaqueiros, chamados de puxador e esteireiro. O boi é solto para correr na pista e ambos os vaqueiros devem acompanhar o animal.

O puxador é o vaqueiro que deve derrubar o boi no chão. Já o esteireiro fica responsável por encurralar o boi entre os dois cavalos e numa altura que ajude o puxador a derrubar o boi.

Depois de derrubarem o boi, ambos os vaqueiros precisam conduzir o animal e derrubá-lo novamente em um local indicado.

A vaquejada ainda é vítima de muitas críticas e preconceito, pois muitos acreditam ser um esporte que maltrata animais. No entanto, a ABVAQ (Associação Brasileira de Vaquejada) vigia a prática e estabelece regras para garantir o bem-estar e saúde dos animais envolvidos no esporte. Uma dessas regras é a proibição do uso de objetos cortantes na prática do esporte, como as esporas.

7# Jogo de Piquetas: velocidade, precisão e destreza com armas
O jogo de piquetas é um dos esportes equestres com origens muito antigas, medievais no mínimo. Ele é praticado em todo mundo com algumas diferenças pontuais, e é reconhecido pela Federação Equestre Internacional (FEI).

Esse é um dos esportes com cavalos que mais exige precisão e destreza de seus participantes.

O cavaleiro utiliza uma espada ou lança enquanto monta o cavalo. E com o objeto que estiver segurando ele deve conseguir recolher alguns objetos colocados no chão a certa distância.

Esses objetos são bem pequenos, como um anel ou uma fatia de limão por exemplo. O que exige uma boa visão e precisão do cavaleiro.

O jogo de piquetes costuma ser jogado em competições com dois conjuntos de cavaleiro ou amazona e seu cavalo. Eles disparam de um mesmo ponto munido de suas armas e ganha o que chegar primeiro no local do objeto e conseguir pegá-lo.

Em algumas variações do esporte, se colocam os objetos são colocados suspensos entre 1,5 a 2,5 metros.

8# Salto: um dos mais refinados e exigentes esportes com cavalos
O salto é dos esportes mais exigentes e ao mesmo tempo divertidos de todo o hipismo.

Nele, o conjunto formado entre cavaleiro ou amazona e cavalo devem percorrer todo o percurso no menor tempo possível. Ou pelo menos o mais próximo possível do tempo ideal estabelecido para a competição.

Mas isso não é tudo, o conjunto deve transpor uma série de obstáculos ao longo de uma pista feita de grama ou areia.

Ao todo, o conjunto deve transpor um total de 10 a 15 obstáculos. Esses obstáculos são:

• Cerca
• Quádruplo
• Tríplice
• Duplo
• Muro
• Oxer
• Triplo
• Cerca
• Fosso de Água
• Paralelas
Os obstáculos ficam ordenados em uma pista que varia entre 700 a 900 metros de percurso. Já a sua altura varia entre 0,40m até 1,65m dependendo da categoria da competição.

Para determinar o tempo ideal para a prova é feito um cálculo que usa a extensão do percurso em metros dividido pela velocidade da prova e multiplicado por 0,95.

O Salto faz parte dos esportes com cavalos presente nas Olímpiadas. Ele exige o máximo de perfeição possível do competidor, mas ao mesmo tempo é divertido.

9# Prova de Três Tambores: um esporte de precisão e explosão
A Prova de Três Tambores é outro dos esportes com cavalos mais emocionantes existentes. Ele requer animais fortes e rápidos e cavaleiros ou amazonas precisos e intensos.

Na Prova de Três Tambores o conjunto formado por cavalo e cavaleiro ou amazona devem realizar um percurso no menor tempo possível. Neste percurso estão dispostos três tambores de forma triangular.

O percurso começa com uma partida em alta velocidade, onde o tempo inicia quando o focinho do cavalo cruza a fotocélula. O conjunto percorre cerca 18 metros até chegar no primeiro tambor, onde devem contornar o tambor perfazendo um ângulo de 360°.

Então, o conjunto precisa contornar os outros dois tambores e encerrar a prova se dirigindo para o ponto de chegada.

A Prova de Três Tambores é uma competição de velocidade, mas que exige precisão. O conjunto não pode derrubar tambores ao contorná-los, pois são acrescidos ao tempo final 5 segundos para cada tambor derrubado.

10# Seis Balizas: agilidade e coordenação entre cavalo e cavaleiro
O próximo dos esportes com cavalos da nossa lista de hoje é a Prova de Seis Balizas. Uma modalidade onde agilidade, velocidade e coordenação entre cavalo e cavaleiro ou amazona são fundamentais.

Como a prova de três tambores, nas competições da prova de Seis Balizas vence quem completar o percurso em menos tempo.

O percurso da prova consiste em seis balizas sequencialmente colocadas, distantes 6,5 metros uma da outra.

Cavalo e cavaleiro (amazona) devem partir em linha reta até a primeira das seis balizas. Ao chegar nela, o conjunto deve contornar a primeira baliza e passar a costurar, em alta velocidade, cada uma delas.

Ao chegar na última baliza o conjunto deve voltar em alta velocidade costurando novamente entre as balizas até a primeira. Então, o conjunto finaliza a prova voltando para o ponto de chegada em uma linha reta paralela ao ponto de partida.

O tempo final é definido quando o focinho do cavalo cruza a fotocélula do ponto de chegada. Caso uma ou mais balizas sejam derrubadas, somam-se 5 segundos ao tempo final por cada baliza derrubada.

Esse é um esporte muito emocionante e que qualquer pessoa pode praticar, mesmo que apenas pela diversão.

11# Cavalgada: o mais simples e divertidos dos esportes com cavalos
Pra finalizar nossa lista com 11 esportes equestres temos a tradicional cavalgada. Considerada como um dos esportes com cavalos mais simples, divertidos e acessíveis a todos. Embora ela também possa ser realizada por razões cívicas, religiosas, lazer, etc.

A cavalga consiste no ato do cavaleiro ou amazona montar num equino e realizar um passeio. Esse passeio não possui qualquer medida de percurso obrigatória, e pode ser feito em marcha, trote ou galope.

A cavalgada é considerada o esporte com cavalo mais acessível pois qualquer pessoa pode praticar. Você não precisa ser um atleta, nem ter um cavalo altamente treinado, para participar de uma cavalgada.

Na verdade, você não precisa nem mesmo ter um cavalo no seu nome. Só precisa visitar um local onde possa montar em um e passear. O que é muito fácil, pois existem diversos Hotéis Fazenda e agências de esportes de aventura que oferecem passeios em todo o Brasil.

Os locais onde se pode cavalgar variam infinitamente. É possível fazer cavalgadas por estradas de terra, em fazendas, florestas, etc. Simplesmente não existem limitações dos locais e belas vistas que você pode apreciar em uma cavalgada.

As cavalgadas tem uma característica muito interessante que não é encontrada na maioria dos esportes com cavalos. Este esporte ajuda a promover a interação familiar, pois passeios com toda família não são apenas possíveis, como incentivados.

Na cavalgada temos as comitivas, passeios à cavalo que podem chegar a milhares de pessoas. Elas são marcadas por um espírito coletivo muito forte, e são muito divertidas para quem ama cavalos e exploração de novos lugares..

Origens da Cavalgada e qual o melhor cavalo para o esporte
As origens da cavalgada estão imediatamente ligadas a domesticação dos cavalos existentes. Ela ocorreu assim por toda a África, Europa e principalmente no Oriente Médio.

No Brasil, a cavalgada ganhou seus primeiros registros durante a época da ocupação de territórios nos séculos 17 e 18.

Este esporte não exige cavalos atléticos, extremamente preparados. No entanto, a raça Mangalarga Marchador é considerada a mais eficiente para a prática deste esporte. Outras raças que ganham a preferência de cavaleiros e amazonas para as cavalgadas são a Quarto de Milha e Marchadores.

Dentre todos os esportes com cavalos a cavalgada é o mais fácil e acessível, e é capaz de proporcionar experiências maravilhosas. Qualquer pessoa que considere praticar um esporte equestre deve ao menos experimentá-la.

Agora, independente de qual dos 11 esportes com cavalos você decida praticar, saiba que o seu cavalo precisa estar com a saúde em dia. Só assim ele poderá ter a melhor performance possível.

E você pode aprender 7 dicas para manter seu cavalo sempre saudável na nossa matéria abaixo.

vedovatipisos.com.bnoticias-artigos/esportes-com-cavalos/
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2020.09.22 16:05 bowfex SEM PRESSÃO, AQUI É XANDÃO

BOM DIA GUERREIROS, QUE VOSSA CAÇADA HOJE NÃO SEJA OBLITERADA POR ESPÍRITOS FRACOS. LEMBRE-SE QUE A PLENITUDE DA MENTE COMANDA O TEMPLO SAGRADO CONHECIDO COMO CORPO. QUE VOSSO ÚNICO SALVADOR XANDÃO, O ÚLTIMO HERÓI DA TERRA, GUIE-VOS POR ESTA JORNADA NA CAÇA DOS DEMÔNIOS E ESTES SUCUMBAM AO PODER DO DOUBLE BÍCEPS. 💪💪 PARA TRILHAR O CAMINHO DOS CAMPEÕES DEVEMOS EXPURGAR A LEGIÃO DE FRACASSADOS QUE PERSISTEM EM COEXISTIR NO MESMO PLANO QUE OS GUERREIROS LENDÁRIOS. TENHAM SEMPRE CIÊNCIA DE QUE NO FIM DA ESCURIDÃO SEMPRE HAVERÁ XANDÃO. CONVICÇÃO INTACTA, PEITORAL DE AÇO E PERSONALIDADE FORTE, SEM PRESSÃO, AQUI É XANDÃO.
QUEM É XANDÃO ? -> XANDÃO É O CAMPEÃO DA TERRA, CAÇADOR DE DEMÔNIOS, SALVADOR DA RAÇA HUMANA, O ÚLTIMO HOMEM. FRUTO DE UMA VONTADE DIVINA E COM PODERES QUE TRANSCENDEM A REALIDADE, XANDÃO FOI ENVIADO À TERRA PARA SALVAR A HUMANIDADE DO PECADO MORTAL MOSTRANDO O VERDADEIRO CAMINHO A SER SEGUIDO PELOS MEROS MORTAIS, E, NO ÚLTIMO DIA DESTA EXISTÊNCIA, A LEGIÃO DE CAMPEÕES DIRIGIDA POR XANDÃO SERÁ LEVADA AO PARAÍSO, O ÁPICE DOS VERDADEIROS CAMPEÕES. SIGAM XANDÃO E TRILHEM JUNTOS ESTE CAMINHO ENGRANDECEDOR, VERDADEIRO, AUTÊNTICO, FEITO PARA OS FORTES DE ESPÍRITO.
WHO IS XANDÃO? -> XANDÃO IS THE CHAMPION OF THE EARTH, HUNTER OF DEMONS, SAVIOR OF THE HUMAN RACE, THE LAST MAN. FRUIT OF A DIVINE WILL AND WITH POWERS THAT TRANSCEND REALITY, XANDÃO WAS SHIPPED TO THE EARTH TO SAVE THE HUMANITY OF MORTAL SIN SHOWING THE TRUE PATH TO BE FOLLOWED BY THE MOST DEADLY, AND, IN THE LAST DAY OF THIS EXISTENCE, THE LEGION OF XANDÃO CHAMPIONS WILL BE TAKEN TO PARADISE, THE HEART OF THE TRUE CHAMPIONS. FOLLOW XANDÃO AND TRAIL TOGETHER THIS ENLARGING, TRUE, AUTHENTIC PATH, MADE FOR THE STRONG IN SPIRIT.
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2020.09.21 13:42 Cold_Hands_Hot_Heart Eu to me sentindo sozinho.

Sei que aqui tem milhares de problemas maiores que esse, mas ultimamente tem sido difícil. A sensação de solidão tem vindo forte vai ver que seja apenas por causa da quarentena, mas sei lá. A última vez que sai foi para ver um filme sozinho por quê ninguém que eu conheço quis vir comigo. Ou quando perguntei se podia ir com eles nos "fluxos" que iam eles fortemente se opuseram (cara aquilo machucou). Agora eu to aqui incapaz de tirar meus fones para não ouvir meus pensamentos auto depreciativos.
Eu sei que inveja é um sentimento horrível, mas só por uma noite eu gostaria de ter o que meus amigos tem. Uma família para cuidar, ou alguém que espera por mim em casa, ou acordar do meu lado. Meu Deus eles tem tanto. Eu to fazendo alguma coisa de errado, sei lá acho que eu vivo errado. Também nunca pedi para tá vivo mesmo, mas já que eu to aqui eu também posso ser feliz né?
Eu ando escrevendo um monte de pensamentos egoístas e deprimentes, mas o único que me escuta sou eu mesmo então quem liga.
To pensando em gastar até o último centavo das minhas economias em psicólogos e tratamento, mas desempregado, por quanto tempo eu vou poder bancar meu tratamento desempregado vai ser uma incógnita.
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2020.09.21 04:57 altovaliriano Stannis Baratheon (Parte 9)

Vamos fechar A Tormenta de Espadas.
Assim como ocorreu com a tomada de Ponta Tempestade, Stannis tem muitas recompensas narcísicas ao ajudar a Patrulha da Noite. Ele se instala na Torre do Rei (que não é nenhum trono de ferro, mas já significa algo), consegue uma vitória esmagadora, captura centenas de prisioneiros, enxerga oportunidades nos castelos e terras abandonados da Patrulha e encontra Jon Snow.
Sim, Jon Snow é tratado pelo Rei de Pedra do Dragão como um sinal de R’hllor, pois seus planos inicias limitavam-se em chegar até a Muralha:
Pode ser que me engane com você, Jon Snow. Ambos sabemos o que se diz dos bastardos. Poderá faltar a você a honra de seu pai, ou a perícia de seu irmão com as armas. Mas é a arma que o Senhor me deu. Encontrei-o aqui, tal como você encontrou o esconderijo de vidro de dragão aos pés do Punho, e pretendo usá-lo. Nem Azor Ahai venceu sozinho a sua guerra.
(ASOS, Jon XI)
Stannis também está novamente em seu ambiente, se preparando para uma guerra. Em vez de estar sentado, isolado, derrotado e tendo que decidir se sacrifica uma criança para realizar uma antiga profecia, Stannis está ouvindo relatos de primeira mão de pessoas que viram o inimigo em carne (gelo) e osso. Até pelo Portão Negro o rei se interessa.
Diferentemente de estar apático e entregando o controle dos homens a outras pessoas (como estava fazendo em Pedra do Dragão), Stannis volta a seu papel de comandante com punho de ferro. Os homens da Patrulha notam facilmente a diferença entre os homens do Rei e os homens da Rainha:
Aqueles eram homens do rei, porém; Sam rapidamente tinha aprendido a diferença. Os homens do rei eram tão terrenos e ímpios como quaisquer outros soldados, mas os da rainha eram fervorosos na sua devoção a Melisandre de Asshai e ao seu Senhor da Luz.
(ASOS, Samwell IV)
O sabor da vitória na Muralha também reaviva o senso de justiça de Stannis.
O Rei Stannis mantém bem os seus homens na mão, isso é evidente. Deixa-os saquear um pouco, mas só ouvi falar de três selvagens estupradas, e os homens que o fizeram foram todos castrados.
(ASOS, Samwell IV)
Vestido como um homem comum da Patrulha da Noite, pode-se dizer que o rei está de volta a sua confortável simplicidade. Entretanto, ainda usa um broche com seu coração flamejante.
Estava vestido com os mesmos calções, túnica e botas negras que um homem da Patrulha da Noite usaria. Só o seu manto o distinguia: um pesado manto dourado forrado de peles negras, e preso comum broche coma forma de um coração flamejante.
(ASOS, Jon XI)
Eu não saberia afirmar com certeza, mas ao falar apenas do pequeno broche sem mencionar a coroa, GRRM nos dá a impressão de que Stannis estaria menos disposto a ostentar símbolos religiosos que causassem estranheza. De fato, Stannis chega a Castelo Negro portando dois estandartes, um da Casa Baratheon e outro com o coração flamejante.
Flutuando sobre eles vislumbravam-se os maiores estandartes vistos até então, estandartes reais grandes como lençóis; um amarelo com longas pontas, que exibia um coração flamejante, e outro que era como uma folha de ouro martelado, com um veado negro empinando-se e ondulando ao vento.
Robert, pensou Jon durante um momento louco [...]
(ASOS, Jon X)
Eu não duvidaria que a idéia de usar ambos os estandartes tenha vindo de Davos, pois ele já observara que o veado coroado poderia funcionar para elevar o moral dos aliados da Casa Baratheon e intimidar inimigos:
No topo das ameias da Fortaleza Vermelha flutuavam os estandartes do rei rapaz: o veado coroado de Baratheon no seu fundo dourado, o leão de Lannister sobre carmim. […] O coração flamejante estava por toda parte, embora o minúsculo veado negro aprisionado nas chamas fosse pequeno demais para se ver. Devíamos ter hasteado o veado coroado, pensou. O veado era o símbolo do Rei Robert, a cidade rejubilaria ao vê-lo. Esse estandarte de um estranho só serve para colocar os homens contra nós.
(ACOK, Davos III)
Entretanto, convém observar que, aparentemente, o estandarte Baratheon clássico é maior do que o Coração Flamenjante:
O grande, o dourado com o veado preto, é o estandarte real da Casa Baratheon – disse Sam para Goiva, que nunca antes tinha visto bandeiras. – A raposa comas flores são da Casa Florent. A tartaruga é de Estermont, o peixe-espada é de Bar Emmon e as trombetas cruzadas pertencem aos Wensington.
São todos brilhantes como flores. – Goiva apontou. – Gosto daqueles amarelos, como fogo. Olhe, e alguns dos guerreiros têm a mesma coisa nas blusas.
Um coração flamejante. Não sei de quem é esse símbolo.
Descobriu bastante depressa.
(ASOS, Samwell IV)
O que isso quer dizer? Provavelmente nada, afinal Stannis ainda está firme me sua aliança com Melisandre.
Homens da rainha – disse-lhe Pyp […] -– mas é melhor que não ande por aí perguntando onde está a rainha. Stannis deixou-a em Atalaialeste, coma filha e a frota. Não trouxe mulher nenhuma além da vermelha.
(ASOS, Samwell IV)

É como dizem. Esta é que é a sua verdadeira rainha, e não aquela que deixou em Atalaialeste.
(ASOS, Jon XI)
O rei ainda fala em entregar prisioneiros às chamas como método de execução:
– Enquanto seus irmãos tentam decidir quem deve liderá-los, eu tenho falado com este Mance Rayder. – Rangeu os dentes. – Um homem teimoso, esse, e orgulhoso. Não vai me deixar outra escolha a não ser entregá-lo às chamas.
(Jon XI)
Inclusive, quando Jon Snow aponta que seus votos o impedem de aceitar a oferta de Stannis, Melisandre apresenta argumentos inteiramente baseados em sua fé e ainda fala em queimar represeiros, em um gesto explícito de intolerância religiosa, sem que Stannis lhe faça qualquer reprimenda.
R’hllor é o único deus verdadeiro. Um juramento prestado a uma árvore não tem mais poder do que um juramento prestado aos seus sapatos. Abra o coração e deixe que a luz do Senhor entre nele. Queime esses represeiros e aceite Winterfell como presente do Senhor da Luz.
(ASOS, Jon XI)
Então por que Stannis fica desconfortável quando Melisandre declama diante dos homens da Patrulha que ele é Azor Ahai renascido?
[...] todos pareceram surpreendidos ao ouvir Meistre Aemon murmurar:
A guerra de que fala é a guerra pela alvorada, senhora. Mas onde está o príncipe que foi profetizado?
Ele está na sua frente – declarou Melisandre –, embora não tenha olhos para ver. Stannis Baratheon é Azor Ahai regressado, o guerreiro do fogo. Nele, as profecias cumprem-se. O cometa vermelho ardeu no céu para anunciar a sua vinda, e ele traz a Luminífera, a espada vermelha dos heróis.
Sam viu que as palavras dela pareceram deixar o rei desesperadamente desconfortável. Stannis rangeu os dentes e disse:
Chamaram, e eu vim, senhores. Agora têm de sobreviver comigo, ou morrer comigo. É melhor que se habituem a isso.
(ASOS, Samwell V)
A resposta mais óbvia é a de que ser a reencarnação de um herói mítico o lembra dos problemas que ele enfrentou aproximadamente 1 mês antes em Pedra do Dragão, envolvendo o sacrifício de Edric Storm.
Como dito acima, Stannis parece estar confortável em seu antigo papel de comandante militar e rei. Nós vimos a mesma coisa acontecer após a morte de Renly. O que trouxe Stannis à Muralha foi mais o senso do dever do que as previsões de Melisandre.
Sim, devia ter vindo mais cedo. Se não fosse o meu Mão, poderia nem sequer ter vindo. Lorde Seaworth é um homem de nascimento humilde, mas recordou-me de meu dever, quando tudo aquilo em que eu conseguia pensar era nos meus direitos.
(ASOS, Jon XI)
Aparentemente, Davos foi muito competente em conciliar os deveres de Stannis como herói com suas obrigações como rei sem envolver de maneira alguma a profecia de Azor Ahai:
Tinha posto a carroça antes dos bois, disse Davos. Estava tentando conquistar o trono para salvar o reino, quando devia estar tentando salvar o reino para conquistar o trono. – Stannis apontou para o norte. – É ali que encontrarei o inimigo que nasci para enfrentar.
(ASOS, Jon XI)
Esta versão agnóstica de seu propósito de vida parece ter agradado bastante Stannis e se projeta para o futuro da história, como veremos em A Dança dos Dragões. Por isso os discursos de Melisandre sobre profecias orientais parecem um pouco fora do contexto quando ele fala aos irmãos negros.
É interessante notar também que pode ser simplesmente que Stannis continue cético quanto a ser Azor Ahai. Principalmente depois que Melisandre deixou ser enganada por Davos, bem de baixo de seu nariz. Aliás, se o cavaleiro das cebolas refletisse sobre o que a própria Melisandre lhe disse sobre o dom para ver as chamas, poderia até alegar para Stannis que a visão que ele viu no fogo deveria ser uma farsa. A sacerdotisa diz que a leitura das chamas requerem anos de prática e zomba de sor Axell por ter-se dito capaz (talvez porque tenha sido ela quem forjou imagens nas chamas enquanto mostrava a ele):
– O fogo é uma coisa viva – a mulher vermelha tinha dito, quando lhe pediu que o ensinasse a ver o futuro nas chamas. – Está sempre em movimento, sempre em mudança... como um livro cujas letras dança me se movimentam mesmo enquanto se está tentando lê-las. São precisos anos de treino para ver as silhuetas por trás das chamas, e mais anos ainda para aprender a distinguir as silhuetas daquilo que irá acontecer das que mostram o que poderá acontecer ou o que já aconteceu. Mesmo então, é difícil, difícil. Vocês, os homens das terras do poente, não compreendem. – Davos perguntou-lhe então como Sor Axell tinha aprendido tão depressa o truque, mas ao ouvir isso ela limitou-se a dar um sorriso enigmático e dizer: – Qualquer gato pode fitar uma fogueira e ver ratos vermelhos brincando.
(ASOS, Davos VI)
Porém, eu não acredito que seja o caso. Davos não deve ter feito esta conexão. Caso contrário, o comportamento de Stannis seria outro. O Baratheon do meio tem uma tolerância pequena a ser feito de bobo.
Os homens da Patrulha aprendem isso rapidamente com a eleição do novo Lorde Comandante. A demora na escolha deixa o rei furioso a ponto de Stannis fazer diversas ameaças e gestos tolos de vingança, como quando ele deixa os homens da Patrulha ajoelhados por muito tempo sem dar licença para que eles levantem da saudação.
O rei estava zangado. Sam viu-o de imediato. Enquanto os irmãos negros entravam, um a um, e ajoelhavam na sua frente, Stannis afastou o café da manhã de pão duro, charque e ovos cozidos, e olhou-os friamente. A seu lado, a mulher vermelha, Melisandre, parecia achar a cena divertida.
O Rei Stannis manteve os irmãos negros de joelhos durante um tempo extraordinariamente longo.
(ASOS, Samwell V)
O rei também já havia confidenciado a Jon Snow que iria sovar o novo Lorde Comandante a fim de instalar os selvagens na Dádiva:
Vou instalá-los na Dádiva, depois de arrancá-la de seu novo Senhor Comandante.
(Jon XI)
E completa:
Não sou um homem paciente, como os seus irmãos negros estão prestes a descobrir.
(Jon XI)
Mais tarde, Samwell usa estes posicionamento de Stanis para criar um boato de que o rei pretende ele mesmo nomear o próximo Lorde Comandante. Mas não só ele. Os rumores também estão sendo utilizados pelos apoiadores de Janos Slynt.
Se permitirmos que Stannis escolha nosso Senhor Comandante, transformamo-nos em seus vassalos em tudo menos no nome. Não é provável que Tywin Lannister se esqueça disso, e você sabe que será Lorde Tywin quem vai ganhar no fim. Já derrotou Stannis uma vez, na Água Negra.
(ASOS, Jon XII)
Porém, Stannis realmente planejava interferir na eleição da Patrulha?
O rei de Pedra do Dragão fez algumas ameaças contundentes aos irmãos negros que parecem indicar que ele está realmente disposto a interferir nas escolhas da Patrulha.
[...] Seus irmãos escolherão um Senhor Comandante esta noite, caso contrário eu farei desejarem que tivessem escolhido.
(ASOS, Samwell V)
Até mesmo depois de que o processo estava acabado, Stannis continuava ameaçando remover Jon do cargo caso fosse contrariado.
[…] Disseram-me que você é o nonocentésimo nonagésimo oitavo homem a comandar a Patrulha da Noite, Lorde Snow. O que você acha que o nonocentésimo nonagésimo nono diria sobre esses castelos? A imagem de sua cabeça em uma lança poderia inspirá-lo a ser mais prestativo. – O rei pousou sua brilhante espada sobre o mapa, ao longo da Muralha, o aço brilhava como a luz do sol na água. – Você só é Senhor Comandante com meu consentimento. É bom que se lembre disso.
(ADWD, Jon I)
O clima de interferência é tão intenso que isso torna verossímil os boatos que tanto Samwell quanto Alliser Thorne inventaram. Porém, também é forte entre os irmãos a noção de que a interferência é ilegal, como afirma Denys Mallister.
Concordo que seria um dia negro na nossa história se um rei nomeasse o nosso Senhor Comandante.
(ASOS, Samwell V)
Então como explicar que uma pessoa reta como Stannis estaria tentando fazer manobras ilegais para obter um homem que lhe fosse favorável no comando da Patrulha? A resposta é bastante óbvia: ele não está.
Stannis sabe que, se quisesse, poderia facilmente dobrar a Patrulha.
Eu tenho três vezes mais homens do que vocês. Posso ocupar as terras, se quiser, mas preferiria fazer isso legalmente, como seu consentimento.
(ASOS, Samwell V)
Todo este som e fúria de ameaças e protestos são o modo que Baratheon encontrou de fazer com que a burocracia dos irmãos negros não atrapalhe a campanha que ele mal iniciou.
A Senhora Melisandre disse-me que ainda não escolheram um Senhor Comandante. Estou descontente. Quando tempo mais esta loucura vai durar? […] Tenho cativos cujo destino deve ser decidido, um reino que precisa ser posto em ordem, uma guerra a travar. Escolhas têm de ser feitas, decisões que envolverão a Muralha e a Patrulha da Noite. Por direito, o seu Senhor Comandante deveria ter algo a dizer nessas decisões. [...] Se por acaso Lorde Janos aqui for o melhor que a Patrulha da Noite tema oferecer, rangerei os dentes e engolirei esse fato. Não me importa nada quem de seus homens será escolhido, desde que façam uma escolha.
(ASOS, Samwell V)
O rei fala isso mais de uma vez.
Poupe-me de sua bajulação, Janos, que não lhe servirá de nada. […] – Não é meu desejo imiscuir-me em seus direitos e tradições.
(ASOS, Samwell V)
Quanto a Stannis ter mostrado inclinação a retirar seu consentimento com a escolha de Jon, literalmente ameaçando matá-lo, deve ser observado que Stannis poderia ter cumprido suas ameaças naquela oportunidade, mas não o fez. Baratheon provavelmente estava querendo descontar a rasteira sofrida Jon ter sido eleito antes mesmo de aceitar ou negar a oferta de se tornar Senhor de Winterfell. Por isso, todas as ameaças que fez foram vazias, assim como são quase todas, segundo Melisandre:
A mulher vermelha desceu a escada ao lado deJon. – Sua Graça está gostando cada vez mais de você.
Percebi. Ele só ameaçou cortar minha cabeça duas vezes.
Melisandre riu.
São seus silêncios que você deve temer, não suas palavras.
(ADWD, Jon I)
Antes de encerrar as análises de A Tormenta de Espadas, eu gostaria de lhes deixar com um pequena questão que eu não soube responder:
Por que Stannis lembra Catelyn a Jon?
Mas não foi o rosto de Lorde Eddard que viu flutuando na sua frente; foi o da Senhora Catelyn. Com os seus profundos olhos azuis e a boca dura e fria, parecia-se um pouco com Stannis. Ferro, pensou, mas quebradiço. Ela o olhava daquela maneira como costumava olhá-lo em Winterfell, sempre que ele se sobrepunha a Robb nas espadas, nas somas, ou em qualquer outra coisa. Quem é você?, sempre lhe parecia que aquele olhar dizia. Este não é o seu lugar. Por que está aqui?
(ASOS, Jon XII)
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2020.09.20 15:14 ZionXion A conquista do torneio Skydome o primeiro titulo da seleção A de Portugal

Canadá, Toronto, 13 graus centígrados negativos, estádio coberto, piso sintético, fiscais-de-linha femininas. E o que fazia a selecção portuguesa neste lado do mundo? A resposta certa vale 200 mil contos – o valor recebido pela Federação Portuguesa de Futebol para participar no Torneio Skydome, a meio da nossa época desportiva, em Janeiro de 1995. A ideia de aproveitar a paragem do campeonato nacional para dar um pulinho ao Canadá e fazer dois jogos numa competição menor gerou muita polémica e fez correr muita tinta nos jornais, com o Sporting a assumir o papel principal da discórdia, relativamente à convocatória dos seus três jogadores (o lateral-direito Nélson, o médio/capitão Oceano e o avançado Sá Pinto) no que entenderam ser uma provocação do seleccionador António Oliveira, que, justiça lhe seja feita, também chamou três benfiquistas e outros três portistas. Ora, Neno, Paulo Madeira e Nelo jogaram com o Canadá e só o guarda-redes ficou de fora com a Dinamarca, enquanto Secretário, Jorge Costa e Folha foram sempre titulares. Do trio leonino, Sá Pinto foi a único a entrar em acção. Os outros dois, que viajaram com pequenas lesões, entretanto tratadas no Canadá, ficaram de molho, o que não impediu o Sporting de enviar faxes e fazer telefonemas à delegação portuguesa a pedir um tratamento especial para a dupla em questão. Sporting, esse, que até era a única equipa portuguesa invicta no campeonato (13 vitórias e cinco empates), mas nem isso lhe garantia a liderança, entregue ao FC Porto (15-2-1), na primeira época em que uma vitória já valia três pontos. Só com um sportinguista em campo, embora os outros dois quisessem jogar, conforme se lê nas páginas de jornais desportivos e generalistas da época, Portugal fez história e conquistou um troféu pela primeira vez no escalão sénior. E quem o levantou foi Nelo, o número 10 do Benfica e capitão dessa selecção, que surgiu como alternativa à geração de ouro (Baía, Figo e JVP ainda em Portugal; Couto, Paulo Sousa, Rui Costa e Futre já no estrangeiro). Com um empate frente ao anfitrião Canadá e uma vitória sobre a Dinamarca (que, a exemplo de Portugal, só convocou jogadores do seu campeonato, prescindindo de todos os heróis campeões europeus em 1992), a selecção nacional deu o ar da sua graça, graças sobretudo à classe de Pedro Barbosa, autor das assistências para os golos de Folha e Paulo Alves. Vamos por partes. O primeiro jogo é com o Canadá. Que, curiosamente, estreou Fernando Aguiar. O domínio português foi intenso na primeira parte. O extremo Folha marcou o 1-0 bem cedo e ainda atirou à trave aos 19 minutos. À medida que o tempo ia passando, a equipa de Oliveira perdeu fulgor, coincidindo com o acumular dos erros de arbitragem, que não viu um penálti claro sobre Paulo Alves. E, perto do fim, os canadianos fizeram o empate, com Alex Bunbury, avançado do Marítimo (que fazia dupla com Paulo Alves), a aproveitar um erro de Neno, que ficou a meio de um cruzamento. Resultado final, 1-1.
O segundo jogo é com a Dinamarca. Como nos filmes, contra tudo e contra todos, Portugal venceu com um golo no último minuto. Paulo Alves foi o herói português – um pré-Éder, por assim dizer. Numa jogada iniciada por Jorge Costa e prosseguida por Pedro Barbosa, o avançado maritimista concluiu com um pontapé acrobático. Mal a bola entrou na baliza, a maioria dos espectadores fez-se ouvir. Verdade seja dita, a maior parte era portuguesa. As maravilhas da emigração. Foi, diga-se, um triunfo justo face a uma Dinamarca, campeã europeia em título que apostou forte no empate, resultado que lhe daria a vitória no torneio. Para o seleccionador Oliveira, que lançou jogadores como Calado e Caetano, “foi o triunfo do mérito”. A sua memória ainda hoje está bem fresca. “Ninguém fala disso, mas nunca se tinha ganho absolutamente nada e ganhámos à Dinamarca, campeã europeia em título. Um-zero. Lembro-me perfeitamente do último lance do jogo. O Barbosa estava sem fôlego, completamente de rastos. Vale a pena dizer que o torneio jogou-se no SkyDome, um dos estádios mais bonitos e modernos que vi. A pala abria e fechava-se de acordo com a temperatura do ar. Como estávamos em Janeiro, havia neve até dizer chega e jogámos fechados. Adiante, o Barbosa está podre de cansaço e eu levanto-me do banco para o incentivar. Ahahah. Insultei-o tanto: ‘morre no teu poste, meu g’anda’. Ele começa a correr, vai à linha e cruza para a área, onde aparece o Paulo Alves para fazer o golo da vitória à Dinamarca e também o do torneio. Torneio esse em que o Marítimo era, bem vistas as coisas, a equipa mais bem representada, com quatro jogadores – dois portugueses (Vado e Paulo Alves) e dois canadianos (Fernando Aguiar e Alex). Mas deles nem se ouviu um pio sobre poupança de esforço em contra- ponto com o argumento do Sporting. Só para a história, aqui vai a lista dos 18 heróis portugueses por Oliveira: Neno, Paulo Madeira e Nelo (Benfica), Secretário, Jorge Costa e Folha (FC Porto), Nélson, Oceano e Sá Pinto (Sporting), Alfredo e Rui Bento (Boavista), Vado e Paulo Alves (Marítimo), Calado (Estrela), Tulipa (Salgueiros), Barroso (Braga), Caetano (Tirsense) e Pedro Barbosa (Vitória SC).
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2020.09.19 14:53 TezCalipoca A ignorância é uma bênção

A ignorância é uma bênção. Não sei se alguém já cunhou essa frase antes, mas cada vez mais consigo perceber o quão verossímil ela é.
Não me refiro a ignorância bruta, à forma humana agressiva e violenta, de tratar das coisas sem conhecimento. A ignorância de não saber o que aconteceu com o computador e tentar consertar através de golpes na máquina. A ignorância de um homem que é incapaz de compreender a liberdade e a independência de uma mulher e com isso, parte para agressões, como maneira de justificar a posição superior que supõe estar.
Falo de uma ignorância intelectual. De uma falta de interesse sobre o mundo. Até mesmo de uma falta de ambição. Uma despreocupação com o futuro, com o que se passa em Brasília, com qualquer outra coisa que não seja o agora. Grande parte da população brasileira (quiçá latino-americana) se encontra nesse âmbito da ignorância.
Essas pessoas não possuem grandes metas de vida. Normalmente, no caso masculino, a grande preocupação, o grande sonho, é possuir um carro. Não precisa ser um carro completo, não tem problema pagar 72 prestações de R$500,00. O importante é ter um carro para chamar de seu, que possa usar nos fins de semana, ou quando quiser “dar uma banda”, como se diz por esses rincões gauchescos.
Até mesmo o carro pode ser algo simples. Afinal, o Gol caixa de 1992 é estiloso. Esses homens, que denomino aqui como ignorantes (e veja bem, não me cancele antes de entender o significado e a razão pela qual uso dessa nomenclatura!) almejam, simplesmente, um carro. Trabalham suas oito horas por dia em fábricas, lojas, mecânicas, eventualmente escritórios, com seu salário em torno de R$1.700,00 por mês. Não precisam de mais do que isso. É o suficiente para pagar as prestações do financiamento, os boletos de água, luz, internet e da TV a cabo que não usa. Até consegue fazer sobrar um dinheiro para sair beber uma cerveja com os amigos no fim de semana, ou ir em uma “baladinha pegá as mina”. Ou para tornar esse texto mais próximo da minha realidade geográfica, “pra pegá muié”.
Qual é a meta desses homens, após conseguir seu carro? Investir em uma educação, para poder ter um emprego melhor e que lhe seja mais aprazível? Preparar-se para viajar para lugares diferentes do mundo? Abrir um empreendimento? Não. O homem ignorante não tem ambição, não tem a capacidade de planejar. Para ele, alcançado o seu sonho de ter um carro com 24 anos de idade, é hora de seguir com a vida.
Muitos passam mais alguns anos usando o salário para fazer investimentos. Mas não em ações, negócios ou educação. Investimento no carro. Rodas, som, estofamento de couro, qualquer coisa é suficiente para que o homem ignorante queira usar seu suado dinheiro para fazer seu Kadett 1988 ficar mais atraente, mais potente, mais bonito. Outros homens, porém, não sentem tanta atração assim pelo seu carro. Que fazem então com seu salário? Usam com sua namorada.
A namorada. A mulher. Todo homem ignorante quer ter uma companheira. Não significa que ele seja fiel a ela, ou que ele a ame de verdade. O mesmo talvez seja verdade para com a mulher. O homem ignorante quer uma mulher porque para ele, somente assim ele poderá ter uma família. Mas que tipo de mulher iria se interessar por esse tipo de homem?
A resposta é muito simples. A mulher ignorante. Assim como sua contraparte masculina, ela também não tem ambição, não tem metas, não tem planos. Findo o Ensino Médio, com sua gloriosa festa de formatura, momento mais alto de sua vida, onde está embebida do carinho (nem sempre verdadeiro) de suas amigas. Onde recebe elogios pelo simples fato de respirar. Onde sente que alcançou uma conquista deveras relevante – e que talvez realmente o seja, se considerarmos o contexto da mulher ignorante.
Após esse apogeu da sua juventude, a mulher ignorante segue o mesmo caminho do homem ignorante. Algum trabalho simples, com pouco esforço intelectual, em lojas, supermercados, eventualmente como secretárias ou recepcionistas. Ninguém quer lhe oferecer uma função melhor. Ela não quer uma função melhor.
Qual o sonho dessa mulher ignorante? Ao contrário do homem, não é algo que se materializa em um carro. É algo maior: uma família. Em cidades interioranas, a forte presença de ideários machistas ainda faz as mulheres sonharem em ter um casal de filhos e um marido, em um casamento onde dificilmente haverá amor. Mais justo dizer que há uma obrigação nesse casório. Não querem ter suas vidas, seus sonhos, seus projetos. Querem apenas um lar para cuidar.
É nesse momento que os dois ignorantes se encontram e assim, dão início a sua longeva vida como casal. Talvez se conheçam em uma festa genérica. Talvez se conheçam nas redes sociais, com uma conversa genérica. Talvez sejam apresentados por amigos em comum, também genéricos. Independente de tudo, os ignorantes se encontram e começam sua vida ignorante de maneira conjunta.
Aos poucos os filhos nascem. Normalmente os ignorantes querem um casal de crianças, para que o guri seja educado pelo pai e a guria pela mãe. Assim como seus progenitores, esses pequenos também serão ignorantes, também herdarão essa falta de ambição, de visão, de planejamento.
Mas não vamos nos adiantar. Antes, vamos analisar o casal ignorante. Muitas vezes as amarras machistas se mantem nesses casais, onde a mulher assume o papel de dona-de-casa, como isso função natural feminina. Mas existem casos – muito mais movidos pela necessidade material – onde ambos trabalham. De qualquer forma, a rotina da família é sempre a mesma. As crianças estudam, pai e mãe trabalham. Às vezes há a visita de familiares, primos e tios igualmente ignorantes. As férias, no máximo, consistem em viajar para uma praia. E durante todo o tempo, a família ignorante vai para a mesma praia e faz a mesma coisa. Sentam-se na areia olhando para o nada, bebendo cerveja e mexendo no celular. As crianças, como lhes é próprio da infância, aproveitam para brincar no mar. A imaginação faz com que qualquer grão de areia possa ser único e divertido à sua maneira.
Mas as crianças viram adolescentes. Adolescentes ignorantes. Não há um interesse em estudar, a maior preocupação são as fofocas dos amigos (e dos inimigos) e dar uns beijos, eventualmente. Pai e mãe não fazem essa cobrança dos estudos. Afinal, única coisa que importa é passar de ano. Para que exatamente, não se sabe, mas é importante.
Durante toda essa existência familiar, esse homem, essa mulher e essas crianças ignorantes não almejam nada que esteja fora do alcance. Talvez não saibam da possibilidade disso. São facilmente maleáveis pelos fluxos constantes da sociedade, em suas vertentes sociais e políticas. O pai não entende nada de economia, mas sempre dá sua opinião infundamentada sobre alguma coisa. Normalmente leva em conta o que alguém lhe disse em uma mesa de bar. A mãe, se quer se preocupa com esses assuntos. À mulher ignorante lhe interessa apenas a fofoca, a intriga, os assuntos mundanos próximos da sua realidade. O arroz está caro? Que pena, mas sabia que a tia da Neusa, que era casada com o Robson, agora se casou pela terceira vez, dessa vez com um paranaense?
E os adolescentes ignorantes? São esponjas de ondas políticas e sociais, nem sempre com boas intenções. Quantos por aí sequer abriram um livro na vida? Não possuem nenhum senso de cultura a não ser aquilo que a massa consome. Tom Jobim? Legião Urbana? Djavan? O que lhes interessa é o MC alguma coisa, a dupla sertaneja de nomes genéricos, no máximo alguma cantora pop de renome internacional, como uma Anitta.
Ainda assim, essas pessoas são felizes. A maior preocupação é o entretenimento. O homem ignorante só quer sair nos fins de semana com seus amigos beber cerveja, comer carne e assistir ao jogo de futebol. Mesmo depois de casado, sua maior preocupação continua sendo o futebol e uma eventual bebedeira com seus amigos. A mulher ignorante, mais limitada ainda, só se preocupa com a vida dos outros. Nada lhe deixa mais feliz do que se reunir com suas amigas para conversar sobre a vida das vizinhas. Não há satisfação maior na vida.
E aqui venho novamente dizer que a ignorância é uma bênção. Por quê?, talvez você me pergunte. Afinal, após toda essa crítica a esse lifestyle dos ignorantes, como posso afirmar que isso é uma bênção?
Certa manhã, estava eu, estudando, como tenho feito nos últimos meses. Após estudar o que havia planejado, decido ouvir um pouco de música. Minha criação não foi a mesma de uma pessoa ignorante. Desde criança, minha mãe sempre me incentivou a estudar. Quando eu tinha cinco anos, ela me comprou uma Revista Recreio. A partir daí, desenvolvi um grande interesse pela leitura, pelo conhecimento. Paleontologia, arqueologia, história, até mesmo a criação geológica do planeta, tudo isso me fascinava e me instigava a ir atrás de explicações, de respostas.
Mas estou divagando. Voltemos à música. Meu gosto musical, não sei como foi desenvolvido, mas é um tanto, digamos exótico. Sou um grande aficionado por estilos musicais que não são muito ouvidos pelos rincões do Rio Grande do Sul, onde vivi minha adolescência e meus primeiros anos como adulto. Tango, salsa, jazz, blues, bossa nova, só para mencionar alguns. É claro, não quero dizer que sou um erudito, até porque também gosto de ouvir estilos musicais mais populares.
O ponto que quero tratar aqui, é que nessa manhã, após os estudos, decido ouvir um tango, enquanto me arrumava para sair. A elegância e a qualidade musical me deixaram estupefato de maneira única e logo comecei a refletir sobre meu futuro e como adoraria, em alguns anos, visitar novamente Buenos Aires.
Logo que penso nisso, vejo o que tenho feito da minha vida. Quantas preocupações, ânsias, tormentos não tenho passado por conta do futuro? Em pensar se terei sucesso no que almejo? Não pretendo compartilhar meus sonhos, mas com certeza é algo muito mais grandioso (é claro que é relativo, mas me refiro no sentido de esforço) do que um simples carro.
Pensar em quanto eu e tantos outros, que estão fora dessa categoria de ignorantes, se preocupam com essas questões, me deixou reflexivo. Basta ver a quantidade de pessoas ansiosas no Brasil. Ansiosas por esses mesmos temores: será que terei sucesso? Será que conquistarei o que almejo? Será que vai dar tudo certo? Preocupações essas que os ignorantes não possuem. Afinal, a cerveja da sexta-feira é garantida.
É claro, os ignorantes ainda se preocupam em quem sabe perder o emprego. Mas normalmente, seus trabalhos não requerem muito esforço. Os ignorantes só querem receber o salário, sem se preocupar em buscar uma posição melhor, uma renda melhor.
Com isso concluo que a ignorância é uma bênção. A ignorância lhe permite ter uma vida feliz. Uma vida simples, sem variar muito, mas sem dúvida feliz. Uma vida protegida das hostilidades do mundo, uma vida abençoada, pela ignorância. Através desse véu que ilude e que engana, os ignorantes são satisfeitos.¹
¹É claro que existem inúmeras questões sociais em torno do que compõe os ignorantes. Educação fraca, ausência de ações sociais, pobreza, enfim. Mas o propósito desse devaneio, não é questionar esses problemas, ou sequer apontar as consequências dessa ignorância intelectual. É refletir sobre como a vida é simples para aqueles sem conhecimento. Se você considera como boa, ou ruim, depende de você.
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2020.09.19 00:43 altovaliriano Tendências Suicidas

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/suicidal-tendencies/
Autor: Cantuse
Partes traduzidas: 1) A Estrada Para Vila Acidentada, 2) Uma Aliança de Gigantes e Reis, 3) Despindo o Homem Encapuzado, 4) Confronto nas Criptas
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MANIFESTO: VOLUME II, CAPÍTULO V

Embora Stannis possa ser vitorioso em sua batalha na Vila dos Arrendatários, ele ainda enfrentará uma tarefa impossível: tirar Winterfell dos Boltons.
Parece ridículo pensar que Stannis, um veterano de vários cercos, marcharia de bom grado, com um menor número de homens, assolado por tempestades e sem provisões, em direção a um castelo. Sugerir que ele fez isso apenas com base na é inverossímil.
Stannis tem uma crença muito estrita a respeito do uso do acaso ou do destino para orientar estratégias:
– Se é uma palavra para tolos.
(ADWD, Jon IV)
Mesmo com Mance causando estragos dentro das paredes de Winterfell, Stannis precisa especificamente de uma maneira de tornar a tomada de Winterfell plausível - uma maneira que não envolva destruir seu próprio exército no processo.
Lembre-se de que Stannis também deseja que o norte se una à sua causa. Isso significa que ele também deseja derrotar os Boltons de uma maneira que não prejudique sua capacidade de negociar com os vassalos do norte. Ele não quer matar os nortenhos se isso puder ser evitado.
Agora, antes de continuar e revelar os planos de Stannis, devo parar e perceber uma falsa premissa que muitos leitores assumiram:
Isso é uma falsidade .
Para tomar o castelo, Stannis só precisa que não haja resistência em Winterfell. Na verdade, a remoção dessa resistência pode ser realizada com combate (coreente com a falsa suposição). Mas existem outras maneiras: astúcia, manobras estratégicas e assim por diante.
Há evidências sutis, mas convincentes, de que Stannis está realmente envolvido em tais truques inteligentes. Em particular:
A teoria da Lamparina da Noite mostra que Stannis desenvolveu uma tática brilhante para lidar com os Freys que se aproximam. Mesmo se for verdade e Stannis aniquilar completamente os Frey, ficamos com um dilema.
O que acontece depois?
Como Stannis planeja realmente tomar a inexpugnável Winterfell?
Tomar Winterfell é um esforço multifatorial. O que precisamos saber agora é qual papel Stannis deverá desempenhar após sua vitória [sobre os Frey].
Felizmente, temos evidências e implicações suficientes nos livros para identificar seus planos, com grande certeza. Especificamente, parece que Stannis planeja fazer o seguinte:

UM DESEJO DE MORRER

Por que Stannis iria querer fingir sua própria morte?
Que evidência há de seu desejo de fazer isso?
Para responder a essas perguntas, precisamos discutir a aparente insanidade de Stannis em A Dança dos Dragões e, em particular, o desejo de morte que ele parece ter. Ele parece obcecado em pegar Winterfell (ou Forte do Pavor), a ponto de parecer um tolo.

Morte certa

Ao longo de A Dança dos Dragões , Stannis declara que 'morrerá tentando' tomar Winterfell ou derrotar os Boltons:
Jon percebeu que suas palavras tinham sido desperdiçadas. Stannis tomaria o Forte do Pavor. Ou morreria tentando.
(ADWD, Jon IV)
...
– Mas nós marcharemos e libertaremos Winterfell ... ou morreremos na tentativa."
(ADWD, O prêmio do rei)
...
– Pode ser que percamos esta batalha, – disse o rei sombriamente. – Em Braavos você pode ouvir que morri. Pode até ser verdade. Não obstante, você deve encontrar meus mercenários.
(TWOW, Theon – tradução de Gelo & Fogo .com)
A terceira passagem em particular sugere que Stannis poderia muito bem terminar em uma posição em que ele aparentasse estar morto, mas na verdade não está.
Por que Stannis diria que 'pode até ser verdade' senão para indicar que pode muito bem ser falso?
O subtexto aqui implica ainda que qualquer boato de sua morte é, de fato, mais provável de ser falso.

Benefícios por morte

Qual é o benefício de fingir sua morte?
Existe um motivo importante para fingir sua própria morte. A aritmética simples mostra que Stannis não tem nenhuma maldita chance de derrotar as forças de Bolton enquanto eles ocupam Winterfell.
O que Stannis precisa é de uma maneira de tornar Winterfell "madura para ser tomada". E dada sua insuficiência militar, Stannis tem apenas um recurso:
Um dos benefícios mais óbvios de parecer estar morto é que os Boltons baixarão a guarda. Eles não serão necessariamente tolos, mas no mínimo isso reduz suas preocupações com uma ameaça iminente e permite que os Boltons e seus aliados se concentrem em outras demandas.
Agora, se você se lembra, o casamento de Ramsay com Arya ocorreu algum tempo antes dos eventos dos dois últimos capítulos de Theon em A Dança dos Dragões (Um fantasma em Winterfell e Theon). Esta foi a principal razão pela qual os senhores do norte foram convocados para Winterfell.
Existem duas razões principais que mantiveram a maioria dos lordes em Winterfell:
Esses mesmos senhores, de lealdade variada, também têm seus próprios problemas: em particular, cuidar de suas propriedades e pessoas agora que o inverno chegou. Com Stannis fora do caminho, os vassalos ficam muito mais empoderados. Alguns podem pedir licença para voltar para casa.
Claro, existem vários fatores desconhecidos que podem afetar este resultado, a nevasca e / ou fatores políticos imprevistos podem manter alguns lordes em Winterfell.
No entanto, podemos ver um benefício claro para Stannis se ele fingir sua morte:
Ao convencer o mundo de que ele está morto, podemos ver a possibilidade emergente:
Se Stannis fingir sua morte, ele poderá conseguir *obrigar os aliados de Bolton a deixarem Winterfell.
Esta é uma observação interessante. Obrigar os Boltons ou seus aliados a deixar Winterfell certamente reduziria o contingente do castelo e o tornaria mais fácil de tomar. Está ainda de acordo com minha observação de que tomar o castelo não requer necessariamente a derrota de Roose Bolton.
Mas como Stannis obrigaria os Boltons e / ou seus aliados a partir de Winterfell?
A resposta é simples:
Simplificando, ele precisa enviar homens para atacar ou capturar alvos de grande valor para os Boltons e seus aliados.
Se Stannis estivesse vivo, qualquer truque que ele fizesse para atrair aliados de Winterfell iria falhar: Bolton é muito esperto para cair neles (exceto quando mandou embora os briguentos Freys e Manderlys). No mínimo, Bolton não sacrificaria sua posição vantajosa em prol do que ele sabe que são prováveis fintas.
Mas se Stannis estiver morto, o jogo mudou. Essas tentativas de atrair aliados de Winterfell não podem mais ser percebidas como fintas, porque Stannis não existe mais. Assim, se os Boltons não conseguirem lidar com esses atentados, eles minarão sua própria autoridade porque isso será visto como uma negligência das preocupações de seus vassalos.
Qualquer sussurro sobre uma reminiscente tropa de Stannis arruinaria o efeito.
* * *
Como você pode ver, fingir-se de morto permite que Stannis bagunce completamente os Boltons. Ao enviar 'tropas substitutas' para atrair aliados de Winterfell, ele lucra diretamente reduzindo o contingente no castelo.
Além disso, fingindo-se de morto, Stannis é capaz de marchar sob a cobertura da nevasca para uma posição virtualmente à sombra das grandes muralhas de Winterfell.
Ele está perfeitamente posicionado para tomar o castelo no momento oportuno.

FIGINDO-SE DE MORTO

Então, como Stannis realmente implementa o fingimento de sua morte?
É difícil avaliar como a farsa de Stannis seria realizada, mas é certo sua falsa morte é de fato prenunciada.
Dito isso, acredito que haja uma hipótese que emerge como sendo a mais técnica e tematicamente apropriada do que qualquer alternativa.

Notificação

Como “Ramsay” fica sabendo de sua aparente vitória na Vila?
Esse é um bom começo.
A resposta mais simplista seria que alguém informou Ramsay pessoalmente.
No entanto, não gosto dessa possibilidade, pelos seguintes motivos:
Os Karstarks estavam secretamente a serviço de Roose Bolton e enviando-lhe mensagens sobre a situação de Stannis. Os Karstarks também tinham dois corvos restantes para contatar Winterfell. Se Stannis fosse realmente derrotado, os Karstarks quase certamente enviariam um desses corvos a Winterfell anunciando uma vitória gloriosa. Pelo menos essa parece uma expectativa bastante razoável.
Assim, se Roose Bolton não recebesse tal carta, isso poderia deixá-lo desconfiado. Ele poderia suspeitar que a traição de Karstark foi revelada, e que ele também não pode confiar nos corvos de Karstark.
Se houvesse alguma implicação de que o plano dos Karstark foi revelado, isso prejudicaria a confiança de Bolton em qualquer coisa que supostamente viesse dos Karstark.
Portanto:
Talvez seja esta a razão pela qual ele não sentenciou o meistre dos Karstark à morte, mas sim a uma 'cela' para aguardar o julgamento de Stannis. Compare isso com a maneira com a qual ele lidou com os Karstarks, onde imediatamente os sentenciou à morte.
– Vocês são homens mortos, entendam isso,– o rei prosseguiu. – Apenas a maneira de sua execução ainda está para ser determinada. Eu os aconselharia a não desperdiçar meu tempo com negativas. Confessem, e terão o mesmo fim rápido que o Jovem Lobo deu a Lorde Rickard. Mintam, e queimarão. Escolham.
(TWOW, Theon – Tradução de Gelo & Fogo .com)
Observe que Stannis também mantém os corvos com ele .
O rei se inclinou para trás na cadeira.
– Tirem-no daqui, – ordenou. – Deixem os corvos. – Uma veia latejava em seu pescoço. – Confinem esse desgraçado cinza em uma das cabanas até que eu decida o que deve ser feito com ele.
(TWOW, Theon – Tradução de Gelo & Fogo .com)

Retorno a Winterfell

Se Stannis simular sua morte, quem retornará a Winterfell?
Supondo que Stannis tenha fingido sua morte e pretenda selar a ilusão, os aliados de Bolton devem retornar a Winterfell, vivos e bem.
Agora, se você presumir, como eu, que faz mais sentido se Stannis enviar uma carta se passando por Karstarks, há uma resposta óbvia:
Os Karstarks tem que estar entre aqueles que retornam.
Mas se todos os nobres dos Karstark (Arnolf e seus parentes) são traidores e Stannis os condenou à morte, como isso aconteceria?
Só existe uma possibilidade, me parece:
NOTA: Explicar este argumento é uma tarefa bastante substancial. Não é que seja complexo, ou que eu ache muito forçado para ser verdade. Na verdade, é que a evidência sugerindo o envolvimento de Arthor Karstark é substancial e representa um desvio do verdadeiro ponto deste ensaio.
Você encontrará os argumentos e evidências que sugerem o envolvimento de Arthor no ensaio O Sol Nascente do Inverno, localizado nos apêndices.
Eu acredito que Arthor e os Karstarks são a única peça verdadeiramente crucial, o único aliado de Bolton que deve retornar para que a ilusão funcione. A composição do resto das forças é altamente variável e imprevisível.
Algumas observações devem ser feitas neste ponto:
Para recapitular esta seção, apenas os Karstarks são realmente necessários em Winterfell:

Prova da morte

Supondo que homens retornassem a Winterfell alegando que Stannis estava morto, eles quase certamente precisariam demonstrar uma prova disso.
Luminífera seria um grande sinal para os Boltons e seus aliados de que Stannis estava morto. Parece razoável acreditar que Stannis nunca cederia voluntariamente a lâmina, apenas com sua morte ela seria tirada de suas mãos.
Assim como argumentei que a persona pública de Stannis mascara um engano, o mesmo acontece com a espada: o “poder” que as pessoas projetam em uma suposta espada mágica os cega para a falsidade que ela esconde.
Isso também corroboraria a Carta Rosa, uma vez que “Ramsay” declarou que tinha Luminífera.

De todo modo

Deixando de lado as especulações, há um tema comum, um resultado final unificador que parece inteiramente provável:
Stannis teria escrito a Winterfell para informá-los de sua “morte” e da gloriosa vitória dos Karstarks, Freys e Manderlys.
Enquanto isso, Stannis terá avançado com a maioria de suas forças para Winterfell, fingindo estar morto. Alguma parte do exército de Stannis entrará em Winterfell para atestar sua derrota, fornecendo as evidências necessárias.

JOGO JUSTO

Como mencionei acima, se Stannis fingir sua própria morte, ele será capaz de manipular os assuntos no norte. Ao atacar as propriedades de vários senhores, ele pode tirar aliados Bolton de Winterfell e, assim, enfraquecer o castelo.

Seleção de Alvo

Mas precisamos lembrar, Stannis não quer destruir os contingentes militares dos senhores do norte. Muito pelo contrário, ele deseja recrutar essas capacidades militares para sua própria campanha. Ele deseja sua lealdade e força, não desconfiança e fraqueza.
Afinal, de que adianta a lealdade deles se não podem ajudá-lo a garantir sua coroa? De que adianta a força deles se eles são desconfiados?
Isso nos leva a uma grande questão:
Se Stannis pretende ameaçar as propriedades dos vassalos (para tirá-los de Winterfell), em que vassalos ele vai mirar?
Stannis precisa ser cuidadoso na escolha de alvos, para não arriscar sua habilidade de forjar alianças depois de derrotar os Boltons.
Isso significa que ele deve ter cuidado ao escolher quais senhores do norte ele almeja para uma ação militar. Com isso, quero dizer que Stannis deve restringir suas metas àqueles que atendam a um dos seguintes requisitos:
Também deve ser notado que Stannis gostaria de minimizar os danos aos soldados comuns e aos plebeus, para torná-los menos propensos a odiar seu governo.
Isso obviamente nos leva a uma outra questão, e ao ponto principal desta seção:
Qual dos senhores do norte Stannis pode “atacar” com relativa impunidade?
NOTA: Por “ataque” quero dizer ameaçar (para incluir uma ação militar contra seus exércitos) e invadir suas terras e castelos.
Responder a essa pergunta é surpreendentemente fácil quando você pensa a respeito.

Lealdades irrevogáveis e recuperáveis

Stannis sabe que todos os senhores do Norte têm motivos para odiar Bolton secretamente, exceto dois: Dustin e Ryswell.
– Os Ryswell e os Dustin são ligados à Casa Bolton pelo casamento – Jon informou. – Os
outros perderam seus senhores em batalha.
(ADWD, Jon IV)
Se algum dos senhores do Norte fosse impossível de dominar, seria Dustin e Ryswell: vinculado aos Boltons por sangue. Isso é relevante porque dá a Stannis um aliado Bolton que ele pode atacar com relativa impunidade.
Além disso, os Frey também jogaram sua sorte com os Boltons.
Isso significa que Stannis tem várias casas que ele pode atacar sem se importar muito:
NOTA: Este é um ponto não relacionado, mas observe que todos os assassinatos de Winterfell em A Dança dos Dragões envolvem vítimas de cada uma dessas casas.
* * \*
Como vê, Stannis tem uma boa lista de alvos, pontos fracos que pode explorar para atrair pessoas de Winterfell.
A única coisa que precisamos fazer agora é provar que ele tem os meios e a oportunidade de explorar esses vassalos, um assunto explorado ao longo do restante do Manifesto.

CONCLUSÕES

Não vou insistir no assunto. Os pontos principais deste ensaio:
Eu gostaria de dar um passo para trás e trazer novamente à tona Nicolau Maquiavel, sobre quem discuti em Gênio Maquiavélico. Se você se lembra, estabeleci a noção de que Stannis e o famoso pensador italiano compartilham muitos dos mesmos princípios políticos e militares.
O que eu acho incrivelmente incrível sobre essa conexão anterior é o seguinte:
Maquiavel é apocrifamente famoso por propor a ideia de falsificar a própria morte para fins políticos.
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